sábado, 4 de abril de 2015

1744-A Fé a serviço da Ciência


A medicina do futuro

O ectoplasma é um componente pouco conhecido e pouco explorado pela ciência. Ele nada mais é que uma energia, que todos os animados possuem, por concessão de Deus, para utilizarem da forma que conseguem, conforme seu grau evolutivo. Essa energia é importante nos trabalhos de cura tanto das mazelas do corpo físico ou perispiritual (este também um desconhecido da ciência) como na cura de defeitos e sofrimentos morais, pois tudo se resume na presença de energias negativas, que podem ser substituídas por energias positivas. Note o leitor que falamos da existência do ectoplasma em todos os seres animados, evidentemente, incluindo os animais como também doadores.

A técnica para a realização de tal trabalho é conhecida pelos especialistas nesse assunto, desde muito antes dos estudos dos iniciados do Egito antigo, que se dedicavam ao conhecimento do mentalismo e técnicas avançadas até hoje ignoradas pela maioria dos seres terrenos, que ainda não despertaram para as realidades do espírito, uma vez que só lhes interessam as coisas da matéria.

Quando Jesus falou: “Vós sois deuses; vós podeis fazer tudo que Eu faço e muito mais ainda”, estava mostrando a todos que a Ciência do Infinito está acessível aos filhos de Deus, sem exclusão de nenhum. Basta querer iniciar-se nesses “mistérios”, através da própria renovação moral, para merecer ver o que a maioria não vê, escutar o que muitos não escutam e realizar o que parece “milagre”, sendo essa ferramenta o próprio poder mental, que cada um pode desenvolver à medida que sua ética vai coincidindo com a Ética Divina, para nós representada nos Ensinos de Jesus.

O ectoplasma é um elemento que pode ser livremente manipulado por qualquer iniciado humano, em benefício dos semelhantes, sendo seu direcionamento e potencialização trabalhados pelos médicos espirituais, quer nas reuniões programadas para esse mister, com excelentes resultados, quer, em situações de emergência, até em ocasiões nem sempre propícias.

O ectoplasma assemelha-se às células tronco, já bem conhecidas da ciência, aquele no plano etéreo e estas no plano biológico.

Os médiuns preparados para esse tipo de tratamento, prestam um relevante serviço à humanidade, junto com os médicos espirituais, todavia, sendo invisível para os encarnados em geral, acobertados pelo anonimato, o que lhes dá um mérito ainda maior, porque Jesus recomendou: “Que tua mão direita não saiba o que faz a esquerda”.  O ectoplasma é uma luz de cores variadas, conforme a finalidade para o qual é manipulado, visível aos videntes, que pode passar de uma para outra pessoa e lhe proporcionar alívio ou cura, conforme a fé do necessitado, como exposto anteriormente.

Podemos afirmar sem receio que a juntada das células tronco com o ectoplasma farão da medicina do futuro algo extraordinário que ainda é cedo para prever. Nota-se aí o quanto a humanidade está perdendo pelo simples fato de que as universidades forçadas por quem lhes paga as contas, se negam a estudar com metodologia científica as questões relativas à fé e à espiritualidade.

Lázaro, vem pra fora!    

E Lázaro ergueu-se do sepulcro e retomou o próprio corpo que ainda não havia se decomposto. Esta cena é conhecida, faz parte da história de Jesus na Betânia.

Por dificuldade de termos apropriados na tradução, tomou-se esse fato como ressurreição e o termo, por falta de outro no pobre idioma da época, acabou sendo usado também para designar a reencarnação dos espíritos, o ato de nascer de novo e não apenas de ressuscitar. A confusão está posta e faz tempo. Tem religiões apregoando que no Juízo Final todos os seres humanos retomarão seus corpos sepultados há séculos e reviverão.

Quando falamos em doente nos referimos à pessoa que irá se beneficiar do ato de cura, valendo, mesmo, até para qualquer outra criatura de Deus, dos chamados Reinos Inferiores da Natureza ou para retornar do coma profundo alguém, sem semelhança com Lázaro, que esteja em estado de quase morte.

A sintonia mental representa o ajustamento de peças que passam a se encaixar como o côncavo e o convexo, formando uma unidade harmônica. Esse ajustamento é representado pela fé em Deus tanto de um (o terapeuta) quanto do outro (o paciente), que elevam o pensamento em sintonia com o Poder da Vida (Deus), autorizados a operar invisivelmente aos olhos dos encarnados, mas visivelmente aos olhos do espírito e dos videntes.

Jesus mesmo orou a Deus antes de determinar que retirassem a pedra do túmulo de Lázaro e, ao receber o Sinal Aprobativo do Pai, emitiu o comando: “Lázaro, vem para fora!” Aquele foi o instante em que a mente de Lázaro escutou o chamado e pela força da fé, o espírito retomou o corpo. Estava feito o teste para que a mesma coisa ocorresse com o próprio Jesus após a crucificação.

Em escala diminuta, cada um que esteja imbuído de fé no poder que vem de Deus, assistido por espíritos benevolentes, pode realizar muito em favor dos semelhantes. Os resultados são variáveis, conforme o grau de fé em Deus. 

Francisco Cândido Xavier foi muitas vezes aliviado dos seus inúmeros padecimentos físicos por essa forma de tratamento espiritual, a fim de poder continuar servindo à Causa do Bem, como servia. Kardec mesmo foi curado de um sério problema de visão por essa forma terapêutica.  Assimilem as pessoas estas orientações para poderem melhor ajudar ou serem ajudadas, quando necessário. E o façam a serviço da ciência.          

Há males físicos de várias naturezas, todos com o fim do crescimento espiritual. Sem isso, os seres não evoluiriam. Somente Jesus podia abdicar de tal mecanismo educativo dada a elevação de seu estágio espiritual, mas os demais seres humanos terrenos precisam das dores para aprender a solidariedade para com os que sentem as pontadas do sofrimento físico e moral. 

Francisco Cândido Xavier colecionava sofrimentos orgânicos como forma de se depurar espiritualmente e também para não se desviar da sua trajetória, representada no mediunato. 

Os iogues costumam assimilar os males morais de seus pupilos retirando deles as energias negativas acumuladas no seu psiquismo, fazendo com que, daí para frente, possam seguir adiante, contanto que se mantenham firmes nos propósitos superiores. Jesus impactou Saulo, na estrada de Damasco, arrancando dele os miasmas da violência e da obsessão que o vitimavam, fazendo com que pudesse enxergar com clareza a realidade, ou seja, o caminho tortuoso que vinha trilhando. Assim também quanto aos vícios do alcoolismo, da drogadição, do tabagismo, da sexolatria e todos os demais, inclusive os defeitos morais, sempre observado o princípio antes exposto, da conjugação das vontades do paciente e do benfeitor. Se apenas o benfeitor (terapeuta) atua, o resultado pode ser mínimo ou até nulo, pois a principal peça nesse trabalho é o próprio doente (paciente), tanto que Jesus disse, repetimos mais uma vez: “A tua fé te curou”. 

Ninguém pode violentar o livre arbítrio de outrem, pois nem Jesus obrigou alguém ao que quer que fosse. Por isso afirmou: “Eu a ninguém julgo”, pois respeitava o livre arbítrio de cada um. Há quem esteja contente com o próprio primitivismo, não pretendendo superá-lo, como há quem só se realize com a prática das virtudes. Tudo obedece à regra de que “a cada um será dado conforme suas obras”.

Para que a ciência tome nota         

Allan Kardec e Amélie Boudet afirmaram, sob o nome do primeiro, seguindo as orientações dos Espíritos Superiores que dirigiram a Codificação Espírita, que ocorreram, até aquela época, três Revelações, sendo primeira a de Moisés e os profetas de Israel (o conhecimento da morte), segunda, a de Jesus (a eternidade da alma) e terceira, a dos Espíritos Superiores (as vidas múltiplas na carne).

Haverá outras, em seguimento a essas? É evidente que sim, pois a progressividade da Revelação faz parte da Programação Divina para Suas criaturas.

Em que lugar se encaixaria, por exemplo, a outra Revelação feita por Jesus, através de “A Grande Síntese”? Todavia, essa questão não deve se transformar em motivo, pretexto, para dissenções, porque nada justifica um irmão se indispor contra outro por qualquer motivo que seja. O que interessa para a Espiritualidade Superior é a união da humanidade, com o respeito dos adeptos de uma corrente de pensamento pelos demais, assim se instaurando o Amor Universal. Não há que se digladiarem as criaturas por conta de pensarem em Deus e em Suas Leis de maneiras diferentes, pois a unanimidade nunca existirá, uma vez que cada criatura tem sua forma particular de entender, mesmo quando façam parte de uma corrente de pensamento. Isso deve ser compreendido para que ninguém guerreie contra outrem por causa de pontos de vista divergentes.

No topo da evolução concebível para a nossa capacidade de compreensão está Jesus, para quem a Verdade, ou seja, Deus, é uma situação de fato real e cotidiana. Alcançar a serenidade, que é uma meta, é o resultado do aperfeiçoamento espiritual. Pode-se indagar: - Como fazer para chegar-se a esse ponto? A resposta é: Pelo merecimento, que a consciência de cada um aponta. Ninguém tem condições de avaliar outrem, pois cada um é julgado por si mesmo, ou seja, pela própria consciência, que é a Voz de Deus dentro de cada Espírito.

Este texto quer demonstrar que somente através da revelação espiritual, dentro de cada um, é que se faz possível a serenidade primeiro e a Verdade em seguida, a qual não é suscetível de ser ensinada de um Espírito para outro, mas somente de Deus para cada Espírito. É nisso que as religiões falham ao mentir que possuem a chave. A chave é Deus, através de um único Espírito Superior que assiste a Terra: Jesus.

Cada um deve trilhar esse caminho, pois ele é individual, intransferível, insuscetível de outra forma de realização. Que Jesus abençoe a cada um de nós nessa procura, ajudando-nos a conquistar a serenidade, pois, como Médium de Deus, Ele pode realizar o que sequer temos condições de conceber.

Conclusão da série: o Grande Cientista é Deus. Os seus aprendizes são os cientistas humanos. Os grandes beneficiados: a humanidade.

Encerra-se aqui esta série.

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