sexta-feira, 10 de abril de 2015

1750-O que é Deus?


Introdução

É muita pretensão deste redator trazer para o blog uma série objetivando descrever Deus. Nem mesmo o homem sabe quem é. Pretender perquerir Deus pode ser excessiva ousadia. Mas, quem sabe, nestas idas e vindas, se ao procurar por Deus o homem acabe encontrando-se a si mesmo? Ou, de outro modo, ao encontrar a si mesmo possa ele chegar mais perto de Deus.

Não é recente a busca humana pela dimensão do sagrado. Já aos albores de sua inteligência, o rudimentar ser humano das cavernas olhava para os céus, assustava-se com os trovões, admirava-se com os nascimentos de pessoas e animais e, não raro, ao observar o comportamento da decomposição de corpos, notava que era comum erguerem ondas de uma luz azulada subindo aos céus. Esses gases, também conhecido por fogo fátuo, ganhou do indígena o nome de boitatá, na verdade mbuoytatá, em que tatá é fogo e mbuoy é a cobra. A cobra de fogo que subia aos céus, aludindo ao homem que, ao nascer, tomava emprestado de Deus o corpo que usava e que, ao morrer, devolvia aquele corpo que voltava para os céus, onde era a morada de Deus, com suas estrelas, o Sol a Lua, os trovões.

Na verdade, o homem primitivo estava em muito maior contato com os deuses. Respeitava os rios, as cachoeiras, a chuva, os ventos, os trovões, os raios e as estações como manifestação direta do Grande Espírito, sensações e motivações que o homem civilizado esmaeceu, jogou fora.

A quase totalidade dos ocidentais, por influência da Igreja Romana, aprendeu a crer numa divindade celeste, inacessível, apresentada como imagem e semelhança do homem e, não raro, pintada na pele de um Javé ou Alá, austero, barbudo, severo monarca, concebido para presidir um reino (coisas muito iguais ao que se conhecia aqui no plano planetário) dentro de cujas fronteiras a sua vontade é soberana: dá e tira, concede e pune, julga e perdoa.

As coisas pioraram ainda mais quando Jesus Cristo, reiteradamente, foi apresentado como Seu Filho e assim autoproclamado, e também foi, por Roma, promovido a Deus dos católicos. Se a imagem física de Deus já era humana, antropológica, o fato de Jesus, um homem e, como tal “elevado” aos céus para ser Deus, reforçou a idéia do homem-Deus ou Deus-homem.

Aquela humanidade um pouco anterior que povoava sua imaginação com os deuses mitológicos, foi associando os gigantes sobre-humanos das Mitologias grega, egípcia, romana, asteca, inca com o novo Deus judaico-cristão, agora apresentado aos homens como a nova verdade.

A proposta deste trabalho não é desfazer esta ou aquela imagem, este ou aquele fato, nem apresentar outra cosmogonia e sim avançar na difícil tarefa de procurar por este ser maior, Autor da Vida, chamado Deus, independentemente de sua forma, nome, endereço, nacionalidade ou cor da pele.

Posso contar com seus acessos e sua leitura? Agradeço de antemão. Vem.

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