sábado, 11 de abril de 2015

1751-O que é Deus?


Uma definição espiritual

Os espíritas, através de Allan Kardec, divulgam nos princípios básicos de sua doutrina algumas linhas mestres que, mesmo sem merecerem o enfoque completo, são aqui lembradas: Existência de Deus, Imortalidade da Alma, Reencarnação, Esquecimento do Passado, Comunicabilidade dos Espíritos, Fé Raciocinada, Lei da Evolução e Lei Moral. Já afirmei que não irei ao enfoque completo das questões básicas do conhecimento espírita, mas alguma coisa preciso incluir. Na sua descrição de Deus lá está escrito:

Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o criador, causa de todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação possa imaginar, e muito mais. Não podemos conhecer sua natureza, porque somos imperfeitos. Como uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia abranger o conhecimento ilimitado e perfeito, que é Deus?

Onde mora Deus? Isso não se sabe, mas Deus é imenso, poderoso, e muito provavelmente, espiritual. Viria dessa hipótese a afirmação conhecida de que somos imagem e semelhança dele? Seria ele imortal? Imortal e Infinito? E já se pode, neste embalo, derivar para o estudo da imortalidade da Alma.

Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, autoria de Deus, como Pai das Almas. O Espírito é o princípio inteligente do Universo, inventado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos, já existíamos antes de nascermos e continuaremos a existir depois da morte física.

Quando o espírito está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito encarnado. Quando nasce, dizemos que reencarnou; quando morre, dizemos que desencarnou. Desencarnado, volta para o Plano Espiritual ou Espiritualidade, de onde veio para nascer no corpo. Os espíritos são, portanto, humanos desencarnados que, nesse tempo, estão na Espiritualidade.

E assim já podemos, ainda no embalo, derivar para a reencarnação, uma doutrina que nos torna muito mais responsáveis perante a vida. Criado simples e ignorante, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de inteligência e livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Desse modo, ele tem possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos estágios e cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo experimental (natureza física) e reencarnando nele, quantas vezes forem necessárias, para adquirir mais conhecimentos, mais experiência através das múltiplas experimentações que a vida biológica, seu laboratório, pode proporcionar.

O progresso adquirido pelo espírito, pelas experiências vividas nas inúmeras existências, não é somente intelectual, mas, também, o progresso moral, que vai aproximá-lo cada vez mais de Deus. Os inventores da bomba atômica foram seres de extrema inteligência e talvez não soubessem que moralmente o seu invento seria usado para matar e destruidor em grandes proporções.

Mas, assim como o aluno pode repetir o ano escolar - uma, duas ou mais vezes - o espírito que não aproveita bem a sua existência na Terra pode permanecer estacionário por muito tempo, conhecendo ou se candidatando a maiores sofrimentos, e atrasando, assim, sua evolução.

Não sabemos quantas encarnações já tivemos, e muito menos quantas teremos pela frente. Sabemos, no entanto, que, como espíritos atrasados, teremos muitas e muitas encarnações, até alcançarmos o desenvolvimento intelectual e moral necessário para nos tornarmos espíritos puros.

Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O universo é infinito e "na casa de meu Pai há muitas moradas", já dizia Jesus. A Terra é um mundo de categoria moral inferior, haja vista o panorama lamentável em que se encontra sua humanidade. Contudo, ela, a Terra e sua humanidade estão sujeitas a se transformar numa esfera de regeneração quando os homens se decidirem praticar o bem e por conta disso a fraternidade reinar entre nós.

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