quinta-feira, 16 de abril de 2015

1756-O que é Deus?


DEUS em poema

Apesar de o autor deste poema insistir na expressão “Senhor” para referir-se a Deus, esta série já abordou e propôs que esta expressão não é adequada para isso. O quanto mais possível os homens se refiram a Deus como um Senhor, mais e mais Deus ficará marcado como algo humano. E um Deus humano é o Deus ensinado por algumas correntes de fé que acabaram contestadas e infelizmente os contestantes se declararam ateus muito mais pelo fato de não aceitarem um Deus Senhor Antropológico do que por outras razões.

Vamos ao poema esforçando-nos por ignorar as vezes em que o autor se refere a Deus tratando-o por Senhor.
 

O Universo é obra inteligentíssima,

obra que transcende a mais genial

inteligência humana.

E, como todo efeito

inteligente tem uma causa inteligente,

é forçoso inferir que a do universo é

superior a toda inteligência.
É a inteligência das inteligências,

a causa das causas,

a lei, das leis,

o principio dos princípios,

a razão das razões,

a consciência das consciências:

É Deus!
 

Deus! que vós revelais pela natureza,

vossa Filha e nossa mãe.

Reconheço-vos eu, Senhor,

na poesia dá Criação,

na criança que sorri,

no ancião que tropeça,

no mendigo que implora,

na mão que assiste,

na mãe que vela,

no pai que instrui,

no apóstolo que evangeliza.
 

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor

no amor da esposa,

no afeto do filho,

na estima da irmã,

na justiça do justo,

na misericórdia do indulgente,

na fé do pio,

na esperança dos povos,

na caridade dos bons,

na inteireza dos íntegros!
 

DEUS!

Reconheço-vos eu, Senhor,

no estro do vate,

na eloquência do orador,

na inspiração do artista,

na santidade do moralista,

na sabedoria do filósofos,

nos fogos dos gênios!
 

DEUS!

Reconheço-vos eu, Senhor,

na flor dos vergéis,

na relva dos vales,

no matiz dos campos,

na brisa dos prados,

no perfume das campinas,

no murmúrio das fontes,

no rumorejo das franças,

na música dos bosques,

na placidez dos lagos,

na altivez dos montes,

na amplidão dos oceanos,

na majestade do firmamento!
 

DEUS!

Reconheço-vos nos lindos antélios,

nos íris multicor,

nas auroras polares,

no argênteo da Lua,

no brilho do Sol,

na fulgência das estrelas

no fulgor das constelações!
 

DEUS!

Reconheço-vos eu, Senhor

com Jesus quando ora:

Pai nosso que estais no céu,

ou com os anjos quando cantam

Glória a Deus nas alturas.

(Poema de Eurípedes Barsanulfo)

BIBLIOGRAFIA:

Allègre, Claude. “Deus e a Ciência”, EDUSC, SP, 2000

Chopra, Deepak. “A Cura Quântica”, Best Seller, SP, 1999.

______________“Conexão Saúde”, Best Seller, SP, 1999.

______________ “Saúde Perfeita” Best Seller, SP, 2000.

______________ “Vida Incondicional”, Best Seller, SP, 2000.

Franco, Homero Milton. “A História da Ciência, da Filosofia e da Religião, Estudo Comparativo”, Monografia, Florianópolis, 2000.

Gaarder, Jostein, “O Livro das Religiões”, Cia. das Letras, SP, 2000.

DOUTRINA DA IGREJA CATÓLICA E APOSTÓLICA ROMANA, contida na Bíblia Sagrada e em dezenas de outras publicações.

Sites da Internet.

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