sexta-feira, 17 de abril de 2015

1757-Ganhar asas e voar


Introdução

Você conhece a metáfora (ou lenda) do aquário que possuía um vidro separando os peixinhos da ração? Conta-se que nas primeiras horas os peixinhos vinham em direção ao vidro, batiam com a boca (cabeça) e resignavam-se por serem impedidos de chegar à ração. Mas, de um ponto em diante eles se adaptaram à situação e mesmo com a retirada do vidro eles vinham até onde achavam que estava o vidro e retornavam.

Esta nova série de Maioridade Espiritual se propõe abordar a travessia do ser humano saindo da cadeia, ganhando asas. Ser é poder atravessar a cadeia. A cadeia foi posta. Ou melhor, foi idealizada. Melhor ainda: foi induzida, ensinada, dada como crença.

Ela, na realidade, não existe. Ela foi posta em séculos de condicionamentos culturais e religiosos. A travessia consiste em retirar essas grades, consiste em ganhar asas e voar. Consiste em desatar as amarras que prendem os pés ao chão.

A repressão que se instalou numa sociedade muito condicionada por setores que dominaram o espectro religioso-cultural está em franco retrocesso. Todos os tipos de dominância irão cair mais cedo ou mais tarde, mesmo, naquelas sociedades radicalmente fechadas e fundamentalistas. O destino do ser humano é ser livre.

É interessante notar que quando um movimento dá partida num determinado sentido tudo contribui no mesmo sentido ainda que a resistência se faça. No caso cultural já se percebe uma fadiga com o sistema velho. Um bom exemplo nos vem do sistema político. Mesmo naqueles casos da monarquia, os súditos já vocalizam a necessidade de menor centralização e de maior participação, porém, com novo conceito sobre democracia. Democracia não é só o voto. É, antes do voto final, a participação dos envolvidos nos rumos, nos programas, na indicação de objetivos, metas, expectativas de resultados. E os países mais fechados em termos políticos terão a próxima década para fazerem ajustes, sob pena de enfrentarem graves problemas convulsivos populares. Com as religiões institucionalizadas dar-se-á o mesmo. Já ocorre, já se pode sentir o estresse e a ânsia por mudança.  

Ao abrirem-se os séculos para a evolução humana, ver-se-á de quanto é capaz a consciência humana. Os seres humanos são capazes de perceber muito mais coisas que percebem. A limitação dessa capacidade se estabeleceu por necessidade de sobrevivência dada a forma de organização da vida humana nestes séculos. Segundo Mazlov já havia descrito, os seres humanos ditos civilizados buscam atender as suas necessidades num crescendo que tem início na comida e passa pelo teto, emprego, segurança, lar, paz, amizade, associação, lazer, intelectualidade e cultura, para chegar na espiritualidade e na integração cósmica. E nós ainda estamos dando muita atenção às primeiras coisas.

Essa já não é a realidade dos animais e dos aborígenes que permanecem em seu habitat e cultura. Eles transitam entre as suas necessidades básicas e a sua integração cósmica permanentemente o tempo todo.

Então, se você está a fim de percorrer essa travessia, vem, a caminhada inicia na próxima postagem. Não se prepare para muito para não se decepcionar por menos. Esta oferta está limitada às necessidades mais básicas de uma média humana que conhecemos e à qual pertencemos. Mas, o desejo é andar. Vem andar conosco.

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