quinta-feira, 30 de abril de 2015

1770-Nosso continente antes de chamar-se América


Um continente riquíssimo

Diferentemente da Europa, Rússia Asiática e boa parte da Ásia, o território americano foi e é bem servido de imensas planícies, muitas árvores, grandes e pequenos rios, um clima espetacular variando entre temperado, morno e frio, a mais estonteante variedade de animais, peixes e aves. Também é imensa a variedade de vegetais e a possibilidade de solos para todos os tipos de culturas. Nada parecido com aquelas geleiras que cobrem os montes (e como tem montes) da Europa e Ásia, e ali se demoram até 8 meses e mais para derreter.

Completava essas qualidades a variedade humana, diversificada entre enormes, médias e pequenas nações chamadas (erroneamente) de indígenas, eis que se deu como desculpa o fato de Cristóvão Colombo estar (como desculpa) a caminho das Índias e haver aportado no que foi erroneamente chamado de Índias (ocidentais), primeiro nome das terras descobertas. Assim, o habitante das “Índias Ocidentalis” ficou denominado “índio”. Na verdade era nativo, cada uma com seu idioma, seus costumes, mas, na essência, com a mesma visão cósmica sagrada. Seu nome mais correto depois da denominação oficial seria americano. E também não amerígena pois que nessa semântica está implícito o termo “índio”.

Aparentemente, os primeiros alienígenas nada viram que os impressionasse, além das pepitas de ouro, da prata que brotava nos veios das pedreiras, das pedras multicoloridas (preciosas) que afloravam no solo e, claro, também, as terras para cultivar e os braços para escravizar, além das genitálias femininas das mulheres nativas para satisfazer os apetites sexuais dos aventureiros. Assim começou nas Américas uma das primeiras, se não a primeiríssima miscigenação entre o que se pensava serem raças ou etnias da espécie humana.

Com isso, os exploradores não viram tudo. Estavam um tanto reservados no interior do território povos cujas civilizações poderiam deixar perplexos muitos visitantes. Os ibéricos olhavam para as minas. Minas portadoras de minérios e minas portadoras de pessoas para explorar. Os colonizadores de língua inglesa tinham diferentes interesses na área que hoje é os Estados Unidos da América mas, nem por isso, foram menos cruéis com os “índios”. No Canadá também os franceses não fizeram diferente. 

Enquanto seus interesses iam deslanchando no México, no Peru, no Chile, no Uruguai, no Brasil, no Paraguai e nos Estados Unidos, no Canadá, valorosas culturas sagradas davam de dez a zero nos europeus sob muitos pontos de vista. Mas os outros pontos de vista não rendiam dinheiro nem dava prazer aos exploradores. Ficaram de lado.

Astecas, maias, incas, chan chans, goiáses, guaranis, carijós, huasos, mapuches, charruas, cherokis, moicanos e tantos outros entre perseguidos, cassados, expulsos, assassinados, submetidos, foram minguando, minguando e minguaram.

Pouco, pouco, muito pouco resta da sabedoria e da história desses povos.

O que poucos estudiosos anotam é que a alma dos nativos quando contrariada conduz os viventes a um extremo estado depressivo e não raro à morte. Foi exatamente por este motivo que os nativos escravizados, tirados de seu meio e levados para os engenhos de açúcar ou para escavações de minas, em poucas semanas estavam doentes, causando mais problemas que soluções ao escravagista. Ao menos, assim, parou o interesse por escravizar “índios”. O interesse do escravagista se voltou para a África, cujo modelo tribal se embasava de forma menos coletiva.

Nalguns retalhos mediúnicos que nos chegam do mesmo modo que nos chegaram as histórias sagradas, é dito que antes de 1492 estavam nas Américas povos com diferentes níveis de consciência cósmica ou religiosa. Entre os mais desenvolvidos estavam os maias, astecas, incas, chan chans e inclusive os precursores do povo goiá, no Brasil. Eles teriam chegado às Américas como emigrantes saídos do continente de Atlântida, do mesmo modo Noé, como narra a Bíblia.

Para melhor clareza aos leitores, estamos descrevendo na postagem 1772, relativa ao Brasil, os detalhes das navegações atlantes aqui chegadas.

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