sábado, 9 de maio de 2015

1779-A cura através do hipnotismo


Aplicações da hipnose

Ainda à guisa de esclarecimento, na verdade, o paciente não é propriamente hipnotizado, mas antes ensinado a desenvolver o estado de transe hipnótico, chamado de auto hipnose. Esse ato só poderá ser realizado com seu consentimento e participação ativa e interessada nos exercícios propostos. A velocidade do aprendizado e os fenômenos que podem ou não ser desencadeados variam de pessoa para pessoa. O treinamento é composto de uma série de exercícios que vão aperfeiçoando a capacidade do indivíduo de aprofundar a sua experiência hipnótica. É um degrau mais profundo da meditação, que os faquires conhecem e então se tornam capazes de produzir aqueles fenômenos como perfurar o corpo, engolir facas, sentar numa bancada de pregos pontiagudos e mais.

Hipnoterapia, são aplicações ou tratamento de doenças orgânicas e funcionais com a ajuda da mente relaxada e livre dos bloqueios.

Há um número muito grande de doenças em que não existe lesão ou comprometimento da estrutura de determinados órgãos e, portanto, não é prescrita a necessidade de cirurgia ou ataque com química pesada. Estas doenças são conhecidas como doenças funcionais, e nesse grupo de patologias a hipnose, assim como o efeito placebo e a homeopatia obtém excelentes resultados.

Como exemplos de disfunções, citam-se: 1. Neurológicas: Enxaquecas e outras cefaleias crônicas; certas tonturas e vertigens; zumbidos (tinnitus); 2. Digestivas: gastrites; dispepsias; obstipações; certas diarreias crônicas (síndrome do cólon irritável); halitose; 3. Respiratórias: asmas brônquicas; rinites alérgicas; roncos e apneia do sono; 4. Genitourinárias: enurese noturna; incontinência urinária; disúria funcional; dismenorreia; tensão pré-menstrual. 5. Sexuais: impotência psicológica; frigidez e vaginismo; ejaculação precoce; diminuição da libido; 6. Dérmicas: urticária e outras alergias; doenças de pele associadas a fatores emocionais; 7. Cardiovasculares: hipertensão arterial essencial, e certas arritmias cardíacas. 

Em todas as outras doenças, a hipnose também é indicada, podendo auxiliar quer no manejo dos sintomas desagradáveis ou ainda potencializando ou provendo os recursos de cura do próprio paciente. Sabe-se hoje da íntima relação do sistema imunológico com fatores emocionais. A prática da hipnose pode predispor o organismo como um todo para a cura ou manutenção da saúde. Obviamente não se indica a hipnose como tratamento isolado ou principal para doenças graves como o câncer depois de instalado, mas, sim, para as calcificações preliminares que o organismo apresenta na maioria dos casos.

O paciente portador de câncer, entretanto, que receber treinamento em hipnose, pode precisar de menores doses de medicação analgésica, controlar melhor os efeitos adversos do tratamento quimioterápico e radioterápico, ter melhor apetite e disposição geral, além de uma postura mais positiva frente à doença e seu tratamento.

Não é segredo para ninguém que as reações do paciente a um diagnóstico desfavorável, a revolta, o medo, são situações que, em geral, agravam o quadro patológico. É nisso que a educação da mente para a serenidade, para a confiança nos procedimentos e muito, também, a sua fé e, nisso, com o concurso da meditação e da hipnose, já poderá ir facilitando as coisas para a cura.

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