terça-feira, 12 de maio de 2015

1782-A cura através do hipnotismo


Hipnose criminalística e forense

Uma das aplicações da hipnose, para fins de investigação criminalística e prática forense, é a possibilidade de regressão do paciente à lembrança de fatos passados, inclusive da primeira infância. Pela hipnose é possível a regressão de memória, em dias, meses e até mesmo anos. Foi com o estudo regressivo que o médico norte-americano Brian L. Weiss descobriu a reencarnação e relatou esses fatos em seu famoso livro Terapia de Vidas Passadas. Na hipnose criminalística e forense se encontram as aplicações em vítimas ou testemunhas de um crime, uma vez que fatos passados são relevantes para as investigações policiais.

No Brasil, o Instituto de Criminalística do Paraná criado pelo médico e psicólogo Rui Sampaio, é o primeiro, desde 1983, na associação da hipnose como técnica auxiliar nas investigações criminais e, também, na confecção do retrato-falado hipnoassistido. Tais experimentos obtiveram ótimos resultados, tendo sido criado oficialmente em dezembro de 1999, o primeiro Laboratório de Hipnose Forense, considerado o único do País.

Hipnose, Misticismo, Ciência e Parapsicologia: as possibilidades da percepção humana vão muito além do já explorado nesta série, pois lida com a área dita escondida da consciência que, segundo os estudiosos, é a memória da alma. Em sessões de hipnose é frequente observar fenômenos que costumam ser atribuídos à competência da Parapsicologia e do Espiritismo.

Contudo, a bem de não se recair em imponderações científicas, ou mesmo propensões de fundo sectário qualquer (espiritual, religioso etc.), é preciso cautela a respeito, pois muitos casos que são referidos como manifestações parapsicológicas são, em realidade, manifestações ou expressões, sim, de outros estados da consciência — estados alterados da consciência que, como se sabe, são muito estudados e pouco evidenciados.

Fenômenos assim podem ser provocados e treinados por sugestão ou podem aparecer espontaneamente. Mas, em qualquer caso, podem ser examinados em estado hipnótico. Muitos pacientes experimentam a sensação de flutuar fora do próprio corpo e poderem se deslocar a outros lugares. Outros afirmam saber o que ocorre à distância. E por aí vai.

Costuma-se, também, associar à hipnose o suposto acesso a vidas passadas, como nos referimos, que traria, também, por suposto, a conexão com a ideia de reencarnação.

Contudo, a bem do rigor científico e da seriedade que deve pautar toda investigação da/na natureza, o que quer que se dê durante sessões de regressão hipnótica para além da "fronteira anterior ao nascimento" da pessoa hipnotizada nada permite afirmar inequivocamente, a favor ou contra, a preexistência da pessoa em vida(s) passada(s), como pretendem os reencarnacionistas. Mas, também não desmente.

Por outro lado, evidências existem, com profusão, a apontar para a existência das chamadas vidas passadas (fenômeno da retrocognição induzida através da hipnose), tal como vemos no sério trabalho do irlandês James Herbert Brennan, conhecido no mundo literário apenas por J.H Brennan. Trata-se de um estudioso que revela suas descobertas através de jogos e romances.

A mesma cautela deve ser reportada no trato da chamada Terapia de Vidas Passadas – TVP, de modo que, com ou sem hipnose, não se façam afirmações eventualmente infundadas, não suportadas por critérios observantes do método científico. Ao que pese o misticismo que atravessa a TVP, muito mais por razões de crendices do terapeuta do que da TVP propriamente dita, tal fato não descartam as evidências da sobrevivência da consciência e de sua existência antes do nascimento. Diante disso, a ciência até o momento não consegue explicar satisfatoriamente como uma célula zigoto se especializa formando todo o corpo humano sexuado do ser humano. Uma ordem subjacente parece existir e que é anterior ao corpo e aos sistemas orgânicos. Tal ordem foi chamada por Hernani Andrade de "Modelo Organizador Biológico". As evidências deste modelo, também chamado de "duplo astral","psicossoma", "perispírito" ou ainda simplesmente "corpo astral", estão espalhadas em diversos fenômenos, tais como: experiência de quase morte; experiência fora do corpo; aparições; mediunismo; e outros.

Conclusões

Assim, concluído a série, a hipótese das vidas passadas está ancorada no princípio de que o Eu não é o corpo, mas transcende-o, preexistindo ao nascimento e pós-existindo a morte. Hipnose é, pois, em última análise, um estado não- ordinário de consciência, com todas as suas idiossincrasias que a caracterizam univocamente, e pode ser utilizado em benefício do ser humano em praticamente todas as facetas da sua vida, como foi visto.

Hipnologia, como estudo da hipnose, é um instrumento de estudo da mente humana, sob o aspecto da consciência, capaz de suscitar respostas impressionantes. Contudo, há muito a ser conhecido e explicado a respeito.

Disposições legais: a legislação do Brasil não restringe o uso da hipnose apenas a médicos, odontólogos e psicólogos. Todos os profissionais que aprenderam as técnicas de hipnoterapia, e cada qual em sua área específica de atuação, podem utilizar esta técnica sem nenhuma restrição.

O fato é que a Hipnose é uma técnica de livre exercício, podendo, portanto, ser utilizada por qualquer profissional capacitado para tanto.

As controvérsias sobre se outros profissionais além da área de saúde podem usar a hipnose, foram criadas por grupos exclusivistas que se "auto-regulamentam" para beneficiar-se como sendo os únicos "proprietários" desta técnica, tentando burlar a boa-fé de pessoas sem conhecimento jurídico, contrariando a legislação brasileira.

Nada impede que profissionais da saúde, tais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, enfermeiros e paramédicos, entre outros, se utilizem de hipnose para beneficiar a seus pacientes. No entanto esta técnica não é nem privativa e nem exclusiva destas profissões médicas.

Se existem aqueles que consideram a hipnose adequada apenas se receitada em razão de um diagnóstico médico específico, a experiência mostra que é principalmente a prática quem determina a capacidade de uso da técnica e, assim, esta poderia ser uma ferramenta útil para um maior número de profissionais.

Por outro lado, aqueles que defendem a sua disseminação entre outras profissões destacam a quantidade de benefícios que pode trazer, se mais praticantes preparados e certificados em hipnose pudessem oferecer o seu trabalho à população, seja na redução de distúrbios psicossomáticos, como também evitando justamente o mau emprego da hipnose por praticantes habilitados.

Deveríamos observar que, não há maiores e nem mais bem treinados hipnotizadores do que os publicitários das agências de publicidade que induzem, de forma repetitiva e criando receptividade do inconsciente das pessoas, para os produtos que seus clientes pretendem ver consumidos. Esta é uma das razões pelas quais não cremos que se restrinja o uso da hipnose à área de saúde.

Quem é susceptível de ser hipnotizado? Nem toda as pessoas são hipnotizáveis. Hilgard fez experiências com estudantes universitários e só 25% foram hipnotizáveis; e desses só ¼ entrou em transe profundo. Os fatores que interferem são:

Idade - A susceptibilidade à hipnose aumenta até mais ou menos aos dez anos, depois diminui à medida que os indivíduos se tornam menos conformistas por conta dos fatores culturais.

Personalidade - São mais susceptíveis as pessoas que tendem a envolver-se com as suas fantasias. São menos susceptíveis as pessoas que:  * Se distraem facilmente; * Têm medo do novo e diferente; * Revelam falta de vontade de obedecer ao hipnotizador; * Revelam falta de vontade de ser submissas.

Terminamos aqui para voltarmos em breve com o mesmo tema.

Nenhum comentário:

Postar um comentário