quinta-feira, 14 de maio de 2015

1784-Reflexos Espirituais da Escravidão


A busca de culpados pela perda do paraíso

Para onde quer que se olhe ver-se-á os rastros manchados de sangue indicando de onde veio o homem: a única espécie entre todas as demais que foi capaz de assassinar, trair, escravizar, fazer guerras. Motivação principal: a posse. Desculpa para seus crimes: divergência de crença ou entendimento. Principal ingrediente ausente: compartilhamento. Melhor dizendo, o egoísmo exacerbado, levou-o à destruição para ter de volta o que perdeu e assim acumular a posse daquilo que nem mesmo ele saberia explicar por que.

Poderia estar no subconsciente dos homens de várias latitudes do globo terrestre, porém oriundos de uma mesma cultura, a dos expulsos do paraíso, a ideia de reaver o que perderam. Isso se passa para mais além do contido na Bíblia Judaica, que fala do Jardim do Éden e da expulsão do primeiro homem e primeira mulher. Entre os asiáticos que desenvolveram crenças distintas dos encaminhamentos de Abraão, Noé, Moisés, Cristo, Maomé.

Chama-nos a atenção a exclusão percebida entre os africanos e os americanos tidos como nativos, onde a cosmovisão não se prende a uma perda por expulsão e sim por uma integração contínua com o meio, com o jardim que estava e está aqui no planeta.

Somos conduzidos a pensar que o sentimento de expulsão e perda do jardim encantado pertence àqueles que vieram de outra galáxia para oferecer um choque de civilização ao retrógrado planeta Terra. E neste exílio, onde tudo estava por construir, desconfortados pelas agruras, revoltados com a má sorte, fomos nos tornando beligerantes, dominadores, possessivos...

Já entre os primeiros descendentes da raça adâmica na Terra, tivemos o assassinato de Abel perpetrado por Caim – que como castigo foi também expulso e condenado a peregrinar. Um pouco mais tarde uma grave falta cometida por Cam (veja a semelhança entre seus nomes) contra seu pai, Noé, novamente perpetrado no seio de uma pequena família. Note que novamente esta família se encontrava expulsa de seu habitat, por conta de um dilúvio. E novamente este episódio se acha registrado no mesmo livro bíblico, a Gênese (9:20-27). Neste último episódio, a descendência de Cam foi amaldiçoada e condenada a ser escrava perpétua das descendências de Sem e Jafet.

O que muito chama atenção nesse caso é o que passou a entender posteriormente: os descendentes condenados a escravidão são os povos não incluídos nas religiões abraâmicas; entre os escravagistas descendentes de Sem estão os asiáticos; e entre os escravagistas descendentes da Jafet estão os europeus.

Nas próximas postagens vamos ao detalhamento desta autorização bíblica.

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