sábado, 8 de agosto de 2015

1806-Quem não vive para servir não serve para viver (Gandhi)


As Casas da Vida e do Caminho

“Atualmente a Casa da Vida tem de estar dentro de cada trabalhador do Bem”. (Anônimo)

“A melhor opção religiosa ou filosófica é aquela que mais se afine com as necessidades evolutivas de cada um”. (Anônimo)

Introdução

Para que os prezados leitores tenham uma primeira noção do que foram as Casas da Vida no Egito antigo, segundo a ótica de quem elaborou o texto:

“Medicina - A utilização de fórmulas mágicas ligadas às divindades em numerosos remédios leva a pensar que a organização teológica desempenhava um papel no mundo da Medicina egípcia.

Os sanatórios

Presume-se que numerosos templos possuíam sanatórios, instalações destinadas ao tratamento de pessoas doentes. Todavia, somente as instalações do templo de Dendera permanecem conservados em bom estado. O sanatório do templo de Dendera estava organizado em um salão central no qual os sacerdotes derramavam água sobre fórmulas mágicas (água destinada a ser bebida pelos doentes) e câmaras anexas onde os doentes aguardavam a boa graça da divindade em questão, aqui, Hathor.

Os sanatórios eram construídos próximos de templos de divindades conhecidas por seu poder curador (Hathor era conhecido por sua grande benevolência); a Medicina dos sanatórios é, portanto, sobretudo, passiva.

No templo de Hatshepsout, em Deir el-Bahari, o terraço foi utilizado, na época ptolomaica, para receber as boas graças de Imhotep (mais tarde dado como Hypócrates), divinizado na época e mais tarde eleito Deus da Medicina. A lenda conta que uma voz ditava os remédios a serem empregados a cada paciente.

O relevo dos instrumentos cirúrgicos do templo de Kom Ombo (que não julgamos necessário retratar nesta transcrição) levam a pensar que os templos, e, portanto, os sanatórios, exerciam trabalhos cirúrgicos, pelo menos na época ptolomaica. Os “sonhos terapêuticos” faziam igualmente parte integrante dos remédios empregados, uma vez que possibilitavam, na tradição, indagar diretamente dos deuses sobre os remédios a utilizar.

Aprendizado na Casa da Vida

A Casa da Vida (ou “per ankh”) era uma instituição típica dos templos do Egito antigo. Segundo Bruno Halioua, a passagem pela Casa da Vida fazia parte dos “estudos de Medicina”. Com efeito, parece que esses lugares conservavam numerosos papiros muito antigos nos quais as noções de Medicina poderiam ser estudadas e abordadas.

Determinados textos fazem pensar que as Casas da Vida representavam um verdadeiro departamento médico onde os novos médicos podiam aprender, junto aos doentes, a prática sanitária. Esse departamento continha também uma farmácia onde se preparavam os remédios, se podemos interpretar assim com base na citação: “guardiã da mirra da Casa da Vida” registrada em um papiro.

Os especialistas se perguntam também sobre a existência de um aprendizado clínico na Casa da Vida. Uma coisa é certa: a cópia de documentos nessa instituição evidentemente permitiu a conservação de uma cultura médica multimilenária nos templos.

Sacerdotes-médicos

A associação da Medicina com a Religião vem desde o começo da civilização egípcia. Para eles, a doença era obra de um demônio, que deveria ser combatido por meio de fórmulas mágicas. A melhor maneira de combate-los era pedir o socorro de um deus, ou vários, o que explica essa dupla função de sacerdote e médico. Os médicos eram subordinados aos sacerdotes de Sekhmet ou de Selket (ou Selkis). Com efeito, segundo a tradição, era Sekhmet que espalhava as doenças no mundo… mas que sabia igualmente curá-las. Os sacerdotes de Selket tinham que passar pelo animal de poder dela: um escorpião, representação do mal que era necessário destruir. Os sacerdotes de Sekhmet estavam preparados para atuar também como veterinários.

Existiram igualmente sacerdotes-médicos, sacerdotes esses que, além de outras tarefas a serviço de um deus, estudavam a Medicina. É o caso de Qâr, sacerdote-médico do Antigo Império, cuja tumba foi recentemente descoberta em Saqqarah. Essa tumba continha numerosos instrumentos cirúrgicos e também numerosas estátuas de divindades… ligadas à Medicina, como Imhotep (considerado o criador da Medicina) Hathor, Osíris e também Sekhmet”.

Todas essas informações colocam em evidência o papel importante do templo na Medicina egípcia, além da sua implicação econômica.

As Casas do Caminho do tempo de Jesus

A Casa do Caminho foi indubitavelmente a primeira Comunidade Cristã na história da humanidade. Simão Pedro, o seu fundador, presidiu-lhe os destinos, coadjuvado pelos apóstolos Natanael (Bartolomeu), Thiago (filho de Zebedeu), Filipe e João. Os demais apóstolos demoraram pouco tempo pois saíram para difundir o Evangelho de Jesus entre os povos gentios, sendo, na sua maioria, martirizados. Conta-se que o casarão principal era um pavilhão singelo não mais que um grande telheiro revestido de paredes frágeis, carentes de todo e qualquer conforto. Chegou mais tarde João Marcos, um auxiliar direto de Pedro, que acabou por ser o primeiro a escrever os evangelhos que conhecemos.

O colegiado apostolar compreendendo a extensão das tarefas que lhes cabiam, buscou mais cooperadores. Não consideravam justo deixar a palavra de Jesus para servirem às mesas. Vieram os diáconos representados por Estevão, Prócoro, Nicanor, Parmenas, Nicolau, Timon e Barnabé. Foi construída uma casa em anexo para as atividades de oração e evangelho.

"E era um só o coração e a alma da multidão dos que criam e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Não havia, pois, entre eles, necessitado algum: por que todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as traziam o preço do que fora obtido e o depositavam aos pés dos apóstolos.

E “repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha".

A Casa do Caminho era uma plantinha tenra, oriunda de uma semente divina, a enfrentar titânicos embates, num ambiente hostil e adverso. De um lado eram mais de cem pessoas recebendo alimentação diária, além dos serviços de assistência aos enfermos, aos órfãos e aos desamparados de uma forma igual e entre eles, prostitutas, criaturas de má conduta, loucos incuráveis e viciados de variados matizes. De outro lado, a perseguição atroz do judaísmo, o que obrigou a uma relação de permanentes concessões.

Existiu assim a dependência monetária da sociedade judia para manutenção da obra. O apóstolo Paulo, quando em visita a Jerusalém, consternado com a situação da Casa do Caminho, em diálogo com Pedro, obtemperou: "precisamos encontrar um meio de libertar as verdades evangélicas do convencionalismo humano. Precisamos instalar aqui, elementos de serviço que habilitem a casa a viver de recursos próprios. Os órfãos, os velhos e os homens aproveitáveis poderão encontrar atividades além dos trabalhos agrícolas e produzir alguma coisa para a renda indispensável. Cada qual trabalharia de conformidade com as próprias forças, sob a direção de irmãos mais experimentados. Como sabemos, onde há trabalho, há riqueza, e onde há cooperação, há paz. É o único recurso para emancipar a igreja de Jerusalém das imposições do faraisaismo, cujas artimanhas conheço desde o princípio de minha vida"!

Ademais, aduziu Paulo: "Barnabé e eu poderemos retornar aos lugares visitados (igrejas recém-fundadas), além de buscar outros, na expectativa de ajuntarmos recursos para parte das necessidades da Igreja de Jerusalém".

Paulo entendeu como insuficientes os esforços narrados por Pedro: "organizei serviços de plantação para os reestabelecidos e impossibilitados de se ausentarem logo de Jerusalém. Com isto a Casa não tem necessidade de comprar hortaliças e frutas. Quanto aos melhorados, vão tomando os encargos de enfermeiros dos menos favorecidos da saúde. Como vês, estes detalhes não foram esquecidos e mesmo assim a comunidade está onerada de despesas e dívidas que só a cooperação do judaísmo pode atenuar ou desfazer".

Noutra passagem pela Casa do Caminho, Paulo admoestou: "poderemos atender a muitos doentes, ofertar um leito de repouso aos mais infelizes; mas sempre houve e haverá corpos enfermos e cansados na Terra. Na tarefa cristã, semelhante esforço não pode ser esquecido, mas a iluminação do espírito deve estar em primeiro lugar. Se o homem trouxesse o Cristo no íntimo, o quadro das necessidades seria completamente modificado".

Quase dois mil anos depois

Quem tenha pesquisado sobre “Os Muckers”, sobre os “Quadros Santos do Contestado” e mesmo sobre “Antônio Conselheiro”, descobrirá que nestas organizações de desvalidos acusados de fanáticos também imperavam as leis semelhantes ao sistema das Casas do Caminho. O caso do Contestado, no interior de Santa Catarina, reunindo desterrados por conta de um acordo que trouxe os trilhos da estrada de ferro para o Sul do Brasil, sem a posse das terras, sem indenização, sem aviso, sem negociação e perseguidos por milícias armadas mantidas pela Brazil Raillways (do Texas), os excluídos foram parar em comunidades onde tudo era comum, exceto mulher, marido e filhos. E havia a doutrina diária evangelizadora, é bem verdade, sob a inspiração da Umbanda, mas Jesus estava contemplado. As forças armadas federais e estaduais, sob o peso de muitas mortes de lado a lado, se encarregaram de desestruturar a organização dos caboclos.

De volta à Palestina

Sabemos que as igrejas se multiplicaram na Palestina, porém a Casa do Caminho em face as injunções humanas e, pela ausência do Conselho de Apóstolos e presbíteros, sem contar as perseguições malévolas do sacerdócio organizado do judaísmo, fizeram-na ruir no tempo, frustrando o exemplo lídimo para a humanidade de um novo sistema de viver em comunidade.

A Casa do Caminho foi um marco na história do Cristianismo e um exemplo inesquecível do espírito da abnegação e da fraternidade.

As casas e os terapeutas profissionais

Cedo ou tarde, por necessidade e/ou por interesse, também as igrejas cristãs, católicas e não, fundaram hospitais, escolas e asilos para servirem às famílias dos seus fiéis, porém quase nada gratuito.

O que se viu com o passar dos tempos, foi, por um grave desvio ético, os terapeutas, em geral, dividirem-se em profissionais e amadores, sendo os primeiros geralmente comprometidos perigosamente com o dinheiro e os diplomas; e o que se viu foi desprezarem o trabalho dos segundos, chegando ao ponto, no Brasil, do Código Penal ameaçar esses últimos com condenações criminais na figura do crime do curandeirismo.

Trata-se essa situação de um verdadeiro atentado contra a Ciência, pois não são as universidades as melhores escolas do que quer que seja, mais ainda, principalmente, da Ciência da Saúde, pois ali se ignoram os grandes segredos da Natureza, de forma proposital por uns e pela ingenuidade de outros, enquanto que na Natureza é que se encontram os melhores remédios e não nos laboratórios.

A vida, segundo seus ditames, representa a verdadeira saúde, sem contar que as verdades espirituais, em sendo desprezadas pelos cientistas arrogantes, facilitam a proliferação das obsessões, magia negra, monoideísmo no vício e nos defeitos morais etc. etc., tudo isso que gera doenças e vícios praticamente insanáveis pelas metodologias materialistas.

Quantas perdas por desvios

Essa bipartição entre terapeutas foi nefasta para a humanidade da Terra, tendo ocorrido a partir do momento histórico, sobretudo no Ocidente, em que os médicos, mais por ganância de riquezas do que por ideologia, se tornaram materialistas.

O cristianismo desviou de sua rota inicial e esse quadro é lastimável, mostra bem que apesar de pequenos avanços, na questão terapêutica ainda estamos em um mundo de provas e expiações, em que, depois de milênios de sacrifício de múltiplas gerações de sacerdotes-médicos e sacerdotisas-médicas, os que se profissionalizaram venderam a consciência às Trevas, enquanto que os curadores por Amor, mantendo-se ligados às noções de espiritualidade, passaram a ser tratados como exploradores da ingenuidade do povo, na qualidade de médiuns, benzedores, pajés etc.

A mercantilização da maioria dos serviços, chegou à Saúde, que se afirmou materialista sob a utilização de métodos químicos com total desprezo pela dimensão espiritual dos pacientes. É preciso revertermos esse quadro, informando os profissionais da área da Saúde sobre a existência do Espírito e as consequências que daí defluem, para que os pacientes sejam vistos como Espíritos e não apenas como corpos.

A todos respeitamos e nossa fala não visa diminuir a quem quer que seja, mas sim alertar o maior número possível para a necessidade da prevalência da verdade espiritual, sendo que o materialismo induzido pelas Trevas é que ocasionou o estado lastimável que a humanidade, principalmente os ocidentais, vive atualmente, com doentes que nunca se curam e profissionais da Saúde que somente enxergam as vestimentas corporais transitórias: são uns cegos conduzindo outros cegos.

As novas casas do caminho

Em modalidade distinta das Casas da Vida e do Caminho, no Brasil, onde o Espiritismo se afirmou praticamente como a segunda maior opção religiosa do povo, existem milhares de casas prestando serviços fraternos a milhões de brasileiros e estrangeiros que as procuram. Não são mais, como antes, em que todos se hospedavam e se alimentavam num só endereço comunitário, depois de venderem seus bens e entregarem os recursos à organização, onde também os pacientes eram atendidos. Hoje, os voluntários têm suas casas, vivem com suas famílias em algum endereço e oferecem dias de seu tempo para minorar o sofrimento de quem se dirige às casas da Vida, que ficam no Caminho de algum bairro, de alguma cidade.

Os atendimentos se dão aos milhares por médicos, enfermeiros, terapeutas, passistas, doadores de ectoplasma e energia, além de pessoas de todas as profissões que discursam, educam, conduzem, limpam, escrevem, editam livros e jornais, mantêm sites, blogs e programas de tevê, para que tudo, em nome de Jesus, saia no melhor estilo e para o melhor resultado.

São perto de 95% os casos de sucesso de curas totais, nunca divulgados pela exclusiva razão de evitar sensacionalismos.

Não somos saudosistas, mas, sim, homens e mulheres do presente, um Presente da Verdade, sem segundas intenções, com o único desejo sincero e fraterno de ver as pessoas felizes, saudáveis, equilibradas. Estão neste momento ou trabalhando ou orando, esforçando-se, para tanto, comportamental e moralmente, emocional e espiritualmente para serem dignas de realizar a missão entregue por Cristo. São pessoas maduras e conscientes da sua condição de Espíritos que habitam provisoriamente um corpo para aprenderem a Ciência Cósmica, que Jesus veio ensinar aos habitantes da Terra. E ao servirem nas Casas da Vida e do Caminho comprometem-se repassar o que sabem às demais pessoas para que haja menos doentes e menos sofredores.  

A medicina do passado e a medicina do futuro

A utilização de fórmulas energéticas mágicas ligadas às divindades em numerosos tratamentos sem remédios leva a pensar que a organização teológica desempenhava um papel no mundo da Medicina egípcia. Repetido, obviamente, nas ações do Cristo.

Afinal, a Medicina que se praticava naqueles tempos era totalmente espiritualizada no sentido mais elevado da palavra (para a época) e quem nada ou pouco conhece de mediunidade, obsessão e outros temas assemelhados ficaria naturalmente perplexo de ver que tudo girava em torno dessas noções.

Para nós, que pretendemos conhecer as noções da espiritualidade, todavia, é uma verdadeira felicidade identificar na fala dos comentaristas que entendem e nas avaliações dos pacientes curados, a constatação de que tudo que estamos lidando aqui diz respeito à Medicina verdadeira, ou seja, aquela que subordina o tratamento do corpo, primeiro, ao tratamento do Espírito.

Sem curar o Espírito das suas mazelas morais, suas dicotomias em relação ao projeto divino, de nada adianta sanar as deficiências orgânicas, pois o Espírito doente adoece o corpo, que é mera vestimenta temporária dele.

Uma palavra a mais: a alma, que é sagrada, ao ser contrariada pela mente, pelas emoções, pelo comportamento, pelos pensamentos, manda o alerta e a chaga se faz. Tratar apenas da chaga é como construir um dique para represar as águas de um rio. Com o tempo, a barragem será vencida e as águas retomarão seu curso.

Atualmente, a Medicina, por ser materialista, não enxerga o Espírito e procura tratamentos para o corpo, o qual tende a adoecer novamente, porque a maioria da humanidade da Terra vive um padrão ético da pior qualidade, onde preponderam os defeitos morais e os vícios.

Naquele tempo antigo, que remonta a milhares de anos antes até do início da civilização egípcia, tratava-se do Espírito e, com menos ênfase, do corpo (este, que sarava com a cura do primeiro).

A Medicina do mundo de regeneração (Era de Aquário para o nosso planeta) voltará a repetir esse padrão, tanto quanto alguns grupos de curadores do Espírito adotam na atualidade esse referencial, como os médiuns e pajés, além dos xamãs que atuam nas Novas Casas da Vida e do Caminho portando ou não suas carteiras de médicos, enfermeiros e terapeutas.

Infelizmente, como viemos repetindo desde o começo deste estudo, o mercenarismo tem predominado, invadindo até muitos grupos de curadores amadores, que passam a querer viver às custas da cura alheia, desvirtuando aquilo que Jesus pregou: “Dai de graça o que de graça recebeis”.

Não se deve cobrar valor algum pela cura do Espírito alheio, pois essa cura somente é possível com a ajuda decisiva dos Espíritos Orientadores, que indicam aos médiuns, pajés, xamãs etc. as formas adequadas de tratamento e fazem noventa por cento do trabalho, enquanto que os intermediários encarnados basicamente fornecem o ectoplasma e uma ou outra contribuição energética subsidiária.

Por isso o trabalho tem de ser gratuito.

O que o comentarista chama de divindades não representa outra coisa senão os Espíritos Superiores e seus assessores desencarnados, os quais trabalhavam na especialidade da cura antes de subirem.

As alegadas fórmulas mágicas eram, simplesmente, o aspecto visível, exterior, dos tratamentos, pois, na verdade, a atuação dos sacerdotes-médicos era muito mais mental do que visível ou material.

Detinham notáveis conhecimentos do Mentalismo e o utilizavam, sob a orientação e o comando dos Espíritos Superiores desencarnados.

Produziam-se muitas curas físicas, mas a partir da cura espiritual, utilizando-se de métodos hoje conhecidos das correntes espiritualistas, mas ignorados e desconsiderados pelos médicos laicos profissionais, os quais se limitam ao que aprenderam nas universidades materialistas.

Na análise dos itens seguintes desdobraremos mais este tema, porque, neste caso, a repetição é importante, a fim de convencer os médicos a se tornarem espiritualistas e os pacientes igualmente, pois, em caso contrário, os primeiros não curarão e os segundos não serão curados realmente.

Uma deusa-mãe da bondade

Presume-se que numerosos templos possuíam sanatórios, instalações destinadas ao tratamento de pessoas doentes. Todavia, somente as instalações do templo de Dendera permanecem conservados em bom estado. O sanatório do templo de Dendera estava organizado em um salão central no qual os sacerdotes derramavam água sobre fórmulas mágicas (água destinada a ser bebida pelos doentes) e câmaras anexas onde os doentes aguardavam a boa graça da divindade em questão, aqui, Hathor (deusa que personifica o amor, a beleza, a música, a maternidade e a alegria).  

O que se chama de sanatórios são, nada mais nada menos, que verdadeiros hospitais, com todos os recursos possíveis à época.

Os templos em geral detinham todos os conhecimentos médicos e ninguém se tornava médico sem estagiar primeiro nesses grandes centros do Conhecimento Científico e Religioso.

Na verdade, a Ciência era apenas um apêndice da Religião, pois assim deve ser, realmente, uma vez que, sem a crença em Deus, nenhuma verdade é possível, pelo menos com a profundidade desejável.

A Ciência materialista é uma aberração, um conhecimento superficial, porque tudo que sabemos é resultado da Revelação Espiritual do mundo espiritual em favor da humanidade encarnada.

Deus encaminha essas informações a fim de os encarnados se desenvolverem espiritualmente, mas, atualmente, a maioria da humanidade, sobretudo a ocidental, procura o dinheiro ao invés da Divindade e, com isso, desvirtuou-se o papel da Ciência.

Aliás, desvirtuou-se a própria Religião, pois a maioria delas desconsiderou a reencarnação, a consideração pelos seres dos Reinos sub humanos, a vida nos outros planetas, a necessidade real da auto reforma moral profunda, a necessidade do desenvolvimento do poder mental no Bem: em suma, a Ciência Cósmica, que é a Lei de Deus, que está escrita dentro de cada criatura e não nos chamados “livros sagrados”.

Os sanatórios eram construídos próximos de templos de divindades conhecidas por seu poder curador (Hathor era conhecida por sua grande benevolência). A Medicina dos sanatórios é, portanto, sobretudo, passiva.

O que se chama de passividade não é outra coisa que a fé, a que Jesus se referiu: “A tua fé te curou”.

Jean-Martin Charcot (médico francês já enfocado neste blog), quando encarnado, escreveu um livro intitulado “La foi qui guérit” (“A Fé que Cura”), onde afirma que a elevação do padrão espiritual, pela fé, propicia a cura de muitas mazelas físicas.

Todavia, a Medicina materialista desconsidera pura e simplesmente esse fator e acredita apenas nos métodos desenvolvidos pelas universidades, que são reducionistas, precários, e contribuem para o atual estado de adoecimento generalizado, com a presença de doenças antes desconhecidas, proporcionadas pelos desvios morais, provocados pelo materialismo mais cru que a humanidade já viveu até hoje.

Acredita-se nos antibióticos, nos anti-inflamatórios, nos analgésicos e nas cirurgias como se fossem caminhos para a cura, mas que são, na verdade, medidas paliativas, por causa da continuidade dos vícios e defeitos morais, que fazem as criaturas adoecerem novamente o corpo físico.

Uma abandonada espiritualidade

Gandhi, no seu livro “O Guia da Saúde”, afirma, em outras palavras, que uma pessoa de má índole nunca goza, realmente, de boa saúde, justamente por isto que estamos dizendo: as emissões mentais deletérias contaminam o corpo físico, sem contar a contribuição nefasta de Espíritos obsessores, que pioram o quadro.

Os sacerdotes-médicos conheciam toda essa problemática e tratavam do obsidiado e do obsessor e, portanto, curavam realmente.

No templo de Hatshepsout, em Deir el-Bahari, o terraço foi utilizado, na época ptolomaica, para receber as boas graças de Imhotep, divinizado na época. A lenda conta que uma voz ditava os remédios a serem empregados a cada paciente.

A “voz” era simplesmente as manifestações dos Espíritos Superiores, que, através da mediunidade de encarnados adequadamente preparados, faziam os diagnósticos e indicavam a forma de tratamento.

Veja-se como a Medicina era totalmente diferente da que hoje se pratica.

Inácio Ferreira, quando encarnado e dirigia o Sanatório Espírita de Uberaba, em Minas Gerais, realizava tratamentos desse tipo, para tanto contando com a mediunidade de Maria Modesto Cravo e curas extraordinárias se processavam, com a desobsessão de pacientes e o encaminhamento espiritual dos obsessores desencarnados.

O relevo dos instrumentos cirúrgicos do templo de Kom Ombo (que não julgamos necessário retratar nesta transcrição) levam a pensar que os templos, e, portanto, os sanatórios, exerciam trabalhos cirúrgicos, pelo menos na época ptolomaica. Os “sonhos terapêuticos” faziam igualmente parte integrante dos remédios empregados, uma vez que possibilitavam, na tradição, de indagar diretamente os deuses sobre os remédios a utilizar.

Realmente, cirurgias eram muito comuns nesses sanatórios. Atente-se para o fato de que não havia anestesia e que as cirurgias invasivas só aconteciam em extrema necessidade.

Todavia, o que nos chama a atenção e fazemos questão de comentar era a utilização da mediunidade nesses sanatórios, porque os Espíritos Superiores desencarnados é que dirigiam os tratamentos através de médiuns.

A Casa da Vida (ou “per ankh”) era uma instituição típica dos templos do Egito antigo. Segundo Bruno Halioua, a passagem pela Casa da Vida fazia parte dos “estudos de Medicina”. Com efeito, parece que esses lugares conservavam numerosos papiros muito antigos nos quais as noções de Medicina poderiam ser abordadas.

Ao contrário do que acontece hoje, todos os médicos tinham de passar por um estudo da espiritualidade e, portanto, os atuais médicos, aqueles que vieram das vivências nas Casas da Vida, são Espíritos que se desviaram dos caminhos da crença e adotaram o mercenarismo, complicando-se espiritualmente.

Esses devem contas à Justiça Divina.

Quando vemos, por exemplo, os sofrimentos purgatoriais de André Luiz, podemos deduzir tratar-se de um antigo sacerdote-médico, que falhou na sua última encarnação, em que foi médico materialista, mercenário, orgulhoso, e que somente no mundo espiritual acordou para a realidade da Medicina verdadeira.

Todavia, premido pelo farisaísmo da maioria dos próprios espíritas encarnados, seu médium, que foi Chico Xavier, não pôde relatar a Verdade em toda sua extensão e, assim, perdeu a humanidade encarnada, mais uma vez, a oportunidade de conhecer aspectos mais amplos da Lei Divina.

Os reveladores da Verdade costumam deixar de mostrar muitas coisas que sabem, aguardando o futuro, pois sabem que a humanidade da Terra é misoneísta, ou seja, tem alergia à Verdade e prefere a mentira, a acomodação aos vícios e defeitos morais.

André Luiz levantou um pedacinho do véu da vida espiritual, mas fez o que era possível e, mesmo assim, Chico Xavier foi tido por muitos espíritas e espiritualistas como obsidiado, pelo menos no começo, segundo relatava Yvonne do Amaral Pereira, a qual também passou por isso, tanto que seu livro “Memórias de um Suicida” ficou trinta anos engavetado, esperando tempos mais propícios para vir a público.

Determinados textos fazem pensar que as Casas da Vida representavam um verdadeiro departamento médico onde os novos médicos podiam aprender, junto aos doentes, a prática sanitária. Esse departamento continha também uma farmácia onde se preparavam os remédios, se podemos interpretar assim com base na citação: “guardiã da mirra da Casa da Vida” registrada em um papiro.

Todo médico, naquele tempo, tinha de estagiar em alguma Casa da Vida para poder-se tornar um curador.

Na certa que a preparação dos medicamentos ocorria ali mesmo, naqueles centros de estudo e trabalho e eram todos extraídos da Natureza.

Hoje em dia, com a arrogância generalizada dos cientistas materialistas, procuram-se medicamentos artificiais e nada ou quase nada se sabe dos recursos terapêuticos dos indígenas, dos monges tibetanos etc. etc.

Isso sem contar que, como não se acredita na realidade espiritual, deixa-se de utilizar as antigas formas de tratamento da água magnetizada, da transfusão de ectoplasma etc. etc.

Os especialistas se perguntam também sobre a existência de um aprendizado clínico na Casa da Vida. Uma coisa é certa: a cópia de documentos nessa instituição evidentemente permitiu a conservação de uma cultura médica multimilenária nos templos.

Aqueles conhecimentos remontam ao desaparecido continente de Mu, sendo uma pena que muitos não acreditem sequer que tenha existido.

Trata-se do resultado do trabalho nefasto das trevas, que procuraram apagar da História os conhecimentos provenientes daquele continente, onde a Ciência era toda voltada para o estudo da Natureza e dos poderes mentais.

Essa fragmentação do Conhecimento retardou o progresso da humanidade a partir da cultura greco-romana, de péssimos resultados para a humanidade, que vive dois milênios dentro do materialismo mais espesso, portanto, dominada pelas trevas, que desaparecerão da face da Terra com o ingresso do planeta na fase da regeneração (Era de Aquário).

Todavia, o esforço pela própria espiritualização fica por conta de cada ser humano, pois a evolução é individual e decorre do bom uso de livre arbítrio.

Os que preferirem os interesses materiais serão degredados para Quírom e ali clamarão aos Céus pelo tempo perdido nos desvios morais e nos vícios, que preferiram, em lugar das virtudes e do Bem.

Sacerdotes Curadores estão de volta

A associação da Medicina com a Religião vem desde o começo da civilização egípcia. Para eles, a doença era obra de um demônio, que deveria ser combatido por meio de fórmulas mágicas. A melhor maneira de combatê-lo era pedindo socorro a um deus, ou vários, o que explica essa dupla função de sacerdote e médico. Os médicos eram subordinados aos sacerdotes de Sekhmet ou de Selket (ou Selkis). Com efeito, segundo a tradição, era Sekhmet que espalhava as doenças no mundo… mas que sabia igualmente curá-las. Os sacerdotes de Selket tinham que passar pelo animal de poder dela: um escorpião, representação do mal que era necessário destruir. Os sacerdotes de Sekhmet estavam preparados para atuar também como veterinários.

Veja-se aqui, claramente, a referência aos obsessores desencarnados, que, contando com a sintonia negativa dos encarnados, adoecem-nos.

A referência aos animais de poder é clara, na figura do escorpião de Selket, esta que era um Espírito Superior que atuava na área da cura.

Até hoje, infelizmente, a maioria das correntes espiritualistas ignora propositadamente a contribuição dos animais de poder, que são espíritos da fase animal, extremamente úteis nos trabalhos espirituais. Em alguns raros casos, como no Núcleo Espírita Nosso Lar, em São José, SC, eles estão de volta e no melhor estilo xamanista.

Os espíritas e espiritualistas que lerem os livros da série “Nosso Lar”, de André Luiz, todavia, verão claramente a utilização de animais de poder.

O preconceito e a rebeldia fazem, todavia, muitos desses cegos continuarem a negar a luz.

Existiram igualmente sacerdotes-médicos, sacerdotes esses que, além de outras tarefas a serviço de um deus, estudavam a Medicina. É o caso de Qâr, sacerdote-médico do Antigo Império, cuja tumba foi recentemente descoberta em Saqqarah. Essa tumba continha numerosos instrumentos cirúrgicos e também numerosas estátuas de divindades… ligadas à Medicina, como Imhotep (considerado o criador da Medicina) Hathor, Osíris e também Sekhmet.

Havia muitos Espíritos mais ou menos elevados que trabalhavam junto aos encarnados no setor da cura.

Esse tipo de trabalho perdurou por muitos milênios, remontando, como já informado, à civilização de Mu.

É lamentável como os gregos e os romanos, materialistas por índole, tenham quase destruído a cultura espiritualista do Egito antigo, sobrepondo suas noções primárias às daquele povo e, com isso, semeando o materialismo, que até hoje, durante dois milênios, cobriu o planeta de trevas mentais.

É preciso despertarmos desse letargo, que oprime bilhões de homens e mulheres desde alguns séculos antes da era cristã.

Todas essas informações colocam em evidência o papel importante do templo na Medicina egípcia, e atual, além da sua implicação econômica.

A Medicina egípcia era a mesma dos atuais indígenas, médiuns espíritas, xamãs, pajés, monges tibetanos etc. etc.

É preciso que os profissionais da Saúde retomem esses conhecimentos e apliquem-nos no dia a dia da sua profissão e, quanto aos pacientes, auto reformem-se moralmente e desenvolvam o próprio poder mental no Bem, a fim de sararem de verdade.

De volta às tabas em busca de saber

Para os prezados leitores entenderem o que é a Medicina indígena, temos de nos reportar ao desaparecido continente de Mu, cujas dimensões representavam mais ou menos o dobro da América do Sul e que se localizava no Oceano Pacífico.

De lá surgiram o desenvolvimento do resto do planeta, inclusive a Medicina do Egito, dos índios americanos etc.

Os prezados leitores, se tiverem a curiosidade de aprofundar a Medicina indígena, verão que é igual à das Casas da Vida do Egito antigo.

Os pajés, que os europeus encontraram em toda a extensão do Continente Americano, continuam exercendo sua nobre missão curadora baseados nos mesmos princípios da época dos faraós egípcios.

A única diferença que existe entre a Medicina dos europeus e a dos indígenas é que a primeira é materialista e a segunda é espiritualista, mas, a partir dessa bifurcação, decorrem todas as demais diferenças, que são suas consequências, sendo a principal delas o desprezo pela Natureza no primeiro caso e a valorização da Natureza no segundo.

Ignorando propositadamente a Natureza, acredita-se nos tratamentos e medicamentos artificiais, que não contêm a energia necessária, bem como os próprios pacientes carregam uma carga energética negativa tão grande que os próprios tratamentos e medicamentos se mostram insuficientes, porque não atingem a raiz dos problemas que está no campo mental cheio de negatividades do presente e do passado que se perde na noite dos tempos.

Quando falamos na Natureza incluímos os seres humanos e tudo que existe de forma visível e invisível no Universo.

A Medicina indígena considera o doente como um Espírito adoecido pela própria negatividade, aumentada pela de Espíritos desencarnados negativos.

Para curar um doente do corpo é necessário curar sua vida mental, o que não acontece sem que o paciente se disponha a sintonizar na faixa da saúde e do equilíbrio espiritual.

Os europeus consideram ineficaz a Medicina indígena, porque seu grau de negatividade é muito grande e não há medicamento que lhes possa curar o corpo, vitimado pelo Mal, que trazem dentro de si.

Quando chegaram à América, tinham falido como civilização, na Europa, tanto que Jesus determinou a transplantação da “Árvore do Evangelho” para o Brasil, para tanto devendo os europeus aqui aportarem pela primeira vez depois do desaparecimento de Mu e Atlântida.

Mas não autorizou o arrasamento quase completo das civilizações que aqui existiam, como os incas, maias, toltecas, astecas, tupis, guaranis, carijós etc. etc.

Hoje corremos atrás dos vestígios que restaram na tentativa de resgatar o que ainda sobrou daquele cabedal de sabedoria médica xamânica.

Quem estuda a História pela visão dos europeus acha que eles trouxeram o progresso a povos primitivos quando lhes ensinaram a construir casas da forma como existem atualmente, fabricar armas de alto poder destrutivo etc. etc., mas quem olha a História pelo lado dos ameríndios compreende que houve um retrocesso muito grande, principalmente porque o materialismo está destruindo a Natureza e aí está incluído o ser humano.

Os índios consideram os vegetais, os rios, os animais, como parentes, respeitando-os consequentemente.

A Medicina indígena é suficiente para os índios, que gozam de uma higidez multimilenária e uma mentalidade sadia. Portanto, para quem não adoece, porque sabe viver em harmonia com a Natureza, em todos os sentidos, inclusive o respeito às suas leis, poucos remédios bastam.

Mas, para quem traz a desarmonia dentro de si, fruto do materialismo declarado ou disfarçado, não há antibiótico, anti-inflamatório, corticoide, cirurgia etc. que resolva.

Por aí se pode entender a Medicina indígena, a qual procura tratar os pacientes da mesma forma como se fazia no Egito antigo, nas Casas da Vida. 

Kardec teria de ser brasileiro

O grande mal do Espiritismo foi ter surgido em um país materialista, ateu, que é a França.

Se Allan Kardec tivesse encarnado no Brasil, o encaminhamento do Espiritismo teria sido totalmente diferente, porque aqui teria se misturado com as crenças indígenas e teria ficado menos elitista.

Orgulhando-se ingenuamente da péssima cultura europeia, os espíritas brasileiros adotaram as falhas dos europeus, sendo a mais grave delas o descaso pela Natureza, considerada como dissemos no item anterior.

Assim, o Espiritismo, que se destinava a ser uma revivescência da Mensagem de Jesus, tornou-se uma continuidade do estilo católico, adotando uma hierarquização à moda do papado, somente não entregando a Chico Xavier a coroa papal, porque esse missionário de Jesus nunca se proporia a um papel dessa negatividade.

As federações e outras entidades unificadoras passaram a exercer o papel negativo de limitação dos surtos evolutivos, pois foram dominadas por antigos sacerdotes católicos, acostumados à centralização e ao exercício do arbítrio.

Quem achar que estamos exagerando ou querendo ofender a alguns, verá no último livro de Manuel Philomeno de Miranda, psicografado por Divaldo Pereira Franco (“Amanhecer de uma Nova Era”), a afirmação clara de que a maioria dos Centros Espíritas está comandada pelas trevas.

Todavia, há muitos trabalhadores do Bem inseridos nesse emaranhado de vaidades conflitantes.

Médiuns idealistas, muitos dos quais antigos lidadores que passaram pelas civilizações mais antigas do planeta, trabalham anônimos, desconsiderados pelos dirigentes do Movimento Espírita, estes que dificultam a tarefa dos missionários, impondo-lhes uma padronização forçada, como se vê por este Brasil afora, onde o intelectualismo deformante se imiscui numa atividade que é eminentemente espiritual.

Sabemos de casos de exigência de aprovação em cursos para o exercício da mediunidade, quando o único requisito legítimo é o desejo sincero de servir no Bem.

Somam-se as deturpações e ai desses ambiciosos dirigentes, que colocam sua vontade acima da Vontade do Pai.

Leiam, prezados leitores, o livro de Manuel Philomeno de Miranda antes de terminarem este nosso estudo e verão como a auto reforma moral profunda, que Allan Kardec preconizou, está sendo mais necessária do que nunca.

Entendam, também, que a Natureza, no sentido amplo em que a consideramos, é mencionada nas obras da série “Nosso Lar”, de André Luiz, mas não tem sido levada em conta no meio espírita, com graves resultados para o planeta.

Outras Revelações vieram junto com o Espiritismo, como as de Rudolf Steiner, Helena Blavatsky, Samael Aun Weor, Carlos Bernardo González Pecotche, Mestre Irineu, Sathya Sai Baba, Amma, Paramahansa Yogananda, Jesus (através de Pietro Ubaldi), mas os espíritas se julgam o “povo escolhido”, disputando com a ferocidade dos evangélicos e dos judeus...

O Espiritismo, no geral, fez o trabalho pela metade, assim mesmo graças às renúncias do próprio Allan Kardec e Gabi, Léon Denis, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco e Yvonne do Amaral Pereira.

A Medicina espírita, ou seja, aquela que é praticada nos Centros Espíritas tem ajudado a não deixar soçobrar a crença, mas o igrejismo que prepondera nos arraiais espíritas repete a compra de indulgências, que levou o Catolicismo a mais um pesado racha.

Inácio Ferreira, falando através da pena de Carlos A. Baccelli, tem alertado para a possibilidade de fracasso, mas a maioria dos espíritas virou as costas para esse grande trabalhador, cuja história de dedicação ao Bem deveria ser levada em conta.

Recomendamos a leitura de suas obras, bem como as psicografadas por Robson Pinheiro, as escritas por Edgard Armond e Rafael Américo Ranieri, mas, sobretudo, as de autoria de Hermínio Correa de Miranda, que tratam da regressão de memória.

A Umbanda próxima do Xamã

Não podíamos escrever este artigo sem abordar a questão dos “caboclos” e “pretos velhos” da Umbanda.

No nosso dever moral de falar sempre a verdade, temos a testemunhar que Espíritos que se apresentam com essa caracterização, muitas vezes, são aqueles mesmos santos e santas da Igreja Católica, os mestres das correntes filosóficas ou religiosas, os heróis dos circos romanos, os filósofos, cientistas e artistas endeusados pelos seus admiradores de todos os tempos e também os xamãs, de retorno ao seu trabalho.

Ninguém deve procurar avaliar a estatura espiritual de quem canta um ponto num Centro de Umbanda se suas obras são no Bem e nada apresentam que contrarie a pura Moral de Jesus, que Governa a Terra.

O linguajar pobre desses Espíritos, no geral, representa a conquista de muitos milênios de sacrifício em prol do Bem na Terra e não a falta de conhecimento dos idiomas terráqueos, que nada são perto da linguagem universal do pensamento e do amor.

Paulo de Tarso e outros operadores do Cristo vestem-se com os trajes da humildade para aparecerem em múltiplos lugares sob o nome de “caboclos” e “pretos velhos”, suportando, muitas vezes, a arrogância e o desprezo de encarnados que não têm condições de lavar os pés desses luminares.

Tanto quanto João Batista disse que não tinha estatura espiritual para carregar as sandálias de Jesus, percebam que muitos desses trabalhadores do Bem estão acima de vocês por milênios e milênios de distância.

Respeitem a humildade, se não conseguem incorporá-la à própria vida, mas, se possível, aprendam-na, pois ninguém evolui se está dominado ainda pelo orgulho, egoísmo e intolerância.

Práticas Xamânicas

O Xamanismo é uma corrente filosófica muito antiga, cuja origem se perde na noite dos tempos.

Todavia, seus adeptos muitas vezes são desprezados pelos falsos intelectuais, porque entendem que os indígenas são incultos, mal sabendo que seu nível de conhecimento supera o de qualquer civilizado, porque sabe lidar com a Natureza e seus segredos.

Os xamãs costumam ser Espíritos muito antigos, que preferem lidar com a realidade espiritual a brilhar no mundo infeliz dos civilizados.

Não disputam poder, não lecionam nas universidades, não governam cidades e países, mas dirigem a própria vida com sabedoria, livres da maioria dos vícios e defeitos morais dos escravos da materialidade.

Este estudo não pretende endeusa-los, pois os há enganadores, como em toda parte, mas sim resgatar, perante a opinião pública, o valor dessa corrente filosófica, que cuida das coisas espirituais em sintonia com a Natureza.

Práticas daimistas

Mestre Irineu é um Espírito que se apresentou no mundo terráqueo na última encarnação sob a pele negra e sem oportunidade da instrução formal.

Seus ensinos se resumem no Amor à Natureza, a Deus no auto aperfeiçoamento espiritual.

Quem se proponha a conhecer sobre o Santo Daime estará aprendendo um dos mais importantes segmentos da Ciência Cósmica.

A Casa da Vida e do Caminho de cada um

Uma coisa que precisamos aprender com urgência é a lição que Jesus deixou: “Haverá o dia em que Deus será adorado em Espírito e Verdade”, com o que quis dizer que devemos carregar, por onde formos, o “Reino dos Céus dentro de nós”, ou seja, as nobres intenções em relação a Deus e a todas as Suas criaturas.

Não importa a que corrente religiosa ou filosófica nos filiemos, porque a melhor, para cada um, é aquela que melhor atende suas necessidades evolutivas.

Deus não pretende teorizações das Suas criaturas, mas sim a vivência pura e simples da Ciência Cósmica, que está dentro de cada criatura, bastando consultá-la através da reflexão, da introspecção sincera, das viagens astrais para aqueles que estão à altura dessas incursões no próprio mundo interior.

Quando nos propusemos elaborar este estudo já tínhamos em mente esta finalização, como uma conclusão, no sentido de que cada um deve procurar a própria evolução, sabendo que é um Espírito, criado por Deus dentro do nível mínimo de complexidade e que, no curso dos tempos, foi-se aperfeiçoando, até chegar à atual fase humana, mas que rumará para uma perfeição cada vez maior, superando a fase angélica, pois não há limites para a perfeição, onde se localiza Deus.

Os ambientes físicos onde funcionam as Casas da Vida mudaram de localização, de denominações, de adeptos e assim por diante, mas o que restou disso tudo e restará é a riqueza interior que cada criatura conseguiu acumular em si própria.

Os mundos são formados e têm seu prazo de vida contado no Relógio do Tempo, sendo reciclados no eterno devenir, mas “na Natureza nada se perde, nada se cria: tudo se transforma para melhor”.

Todas as criaturas de Deus evoluem e se tornam seres mais aperfeiçoados, a ponto de pensar-se que não são os mesmos no espaço grande entre uma realidade e outra.

Mas, decorridos milênios desde o surgimento das primeiras Casas da Vida até hoje, o que restou é uma humanidade onde alguns assumiram o encargo de seguirem o caminho do Bem irrestritamente, enquanto que outros preferiram escravizar-se às ilusões da matéria.

A escolha é individual, mas cada um recebe da Justiça Divina aquilo que mereceu.

Não há injustiças e nem se esgotam as oportunidades de recomeço, mas o aluno relapso não frequentará as aulas da mesma classe no ano seguinte se foi reprovado.

Assim, estando a Terra na fase de transição para mundo de regeneração, somente aqueles que a Justiça Divina autorizar continuarão regenerando-se e habitando este planeta, pois os reprovados terão de ingressar em outras realidades mais sacrificadas, onde poderão se redimir e evoluir. Terão a sua vez e o seu tempo.

A hora é chegada e a Balança da Justiça está pesando o coração de cada um, tal como ensinavam os sacerdotes egípcios.

Ainda é tempo de salvar-se quem o quiser, mas haverá um momento a partir do qual não se poderá mais pedir a oportunidade de ingresso na Vinha do Senhor, como trabalhador da última hora.

Não se trata de simbolismos, mas da pura realidade.

Faça a sua escolha.

Até semana que vem.

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