sábado, 15 de agosto de 2015

1807-Nossas ignorâncias


Precisamos saber mais sobre Deus

Introdução

Desculpe a forma direta, explícita e um tanto abusada da abordagem, mas não há outro modo de definir o que queremos abordar na introdução desta postagem se não for assim: vamos ao seu primeiro orgasmo, claro, se for o caso e tiver idade para isso. Havia uma sensação futura de prazer, um trepidar ansioso, prometendo crescer e, de fato, crescendo, para desembocar numa explosão, num gozo nunca antes experimentado, que você não conhecia, não sentia, mas experenciou(?) e agora sabe(?) como é.

Isso tem nome: Êxtase. Literalmente, êxtase, quer dizer arrebatar-se, desprender-se subitamente, sair de si, elevar-se, o que corresponde ao sentimento de um grande prazer, expressão tanto utilizada para descrever o orgasmo como o transe, resultado da meditação, sendo que algumas religiões, a exemplo do yoga tântrico, em que há relação do orgasmo com o êxtase religioso, ali contido, e a ser aprendido. Êxtase: do grego ékstasis, pelo latim tardio ecstase, exstase. No mundo que se droga na contramão da espiritualidade, trata-se de um comprimidinho safado e caro.

Você entende agora porque o redator foi buscar a metáfora do orgasmo para chegar no limiar do sentimento proporcionado por êxtase? Êxtase de verdade. Êxtase espiritual.  

Destaco o seguinte: mesmo aquela pessoa que nunca havia ouvido falar de orgasmo, com esse nome, sente-o, experimenta-o, vivencia-o. Nosso corpo foi projetado para passar por esta experiência e nossa alma também pode chegar lá.

Deus é isso. Você não tem necessidade de saber seu nome para senti-lo. Foi assim com os nossos ancestrais das cavernas. Não tinham, propriamente, um nome para Ele, porém tinham certeza de sua existência. Tratava-se do que costumamos chamar de SAGRADO.

Experenciavam o sagrado com quase permanente hábito. Dedicavam especial devoção, respeito, obediência àquilo que, para eles, tinha o comando da vida, dos nascimentos, das mortes, dos raios, da existência dos rios, da troca de estações, da dádiva das colheitas... Colhiam, mesmo, sem plantar. E colhiam novamente quando plantavam.

Percepção Extra Sensorial (ESP)

A exemplo de todo o Antigo Testamento Cristão, trazido da Torá Judaica, que é quase que inteiramente uma obra mediúnica, nossos ancestrais das cavernas mediunizavam por demais. Os primórdios da prática cristã também incluíam a mediunidade, a profecia, como era conhecido o ato de canalizar frequências com informações de uma inteligência externa. Hoje a Psicologia e a Parapsicologia estudam isso com a abreviatura inglesa de ESP – Extra Sensorial Percepção.

Foi um ato materialista dos romanos reservar incialmente para o papa e para os cardeais o direito, a virtude, a prática de interpretar as vozes de Deus (diga-se, dos Espíritos a serviço de Deus, uma vez que dificilmente o Deus Principal iria se dar ao trabalho de vir conversar com os humanos). Mais tarde ninguém mais pôde interpretar voz nenhuma. Observe e lembre, leitor, leitora, que desde o século II d.C. até o surgimento do Espiritismo, no século XIX, são muito raras, quase inexistentes as publicações contendo a interpretação das vozes do além no que diz respeito a profecias. Mas, os contatos existiram, se não entre os católicos, apavorados com a hipótese de serem queimados vivos, ao menos entre os indígenas e negros (e raramente os europeus) a prática era contínua.

Elevado Estado de Consciência

E agora, ainda sob o que se conhece dos primitivos habitantes vamos prosseguir referindo-se ao "transe" religioso, que pode ser também descrito como "consciência cósmica" (ampliada), "comunhão com a natureza"; "iluminação" e ainda vocábulos de religiões específicas como nirvana que, no budismo, significa paz, estado de ausência total de sofrimento e também samadhi, do Hata Yoga, que pode ser descrito e estudado como Elevado Estado de Consciência.

Quero crer que estejamos identificados quanto ao significado de “con-sciência”, expressão que vem do latim con sciere, isto é, conhecer junto.  Literalmente aproximar-se da ciência, neste caso, de Deus.

Por se derivar de palavras gregas e latinas, tanto consciência quanto êxtase, poderiam ter-se como padrão o transe profético e visões talvez causadas por agentes externos, mas nunca sem a participação da pessoa. Conhecemos as inalações do vapor (etileno? ou dióxido de carbono de origem vulcânica?) respirado por Pítia, a Sacerdotisa de Apolo, do Oráculo de Delfos ou e as experiências de possessão do culto de Dioniso e por extensão das religiões pagãs, utilizando a classificação católica que se distingue das não cristãs com seus transes associados ao jejum, às orações, a abstinência sexual e/ou a autoflagelação e os exorcismos.

Fica decidido que o patamar para ser alcançado o êxtase demanda iniciação e esta, geralmente, impõe sofrimento, estados de fadiga, sono, fome, abandono, doença. Ou pela via do seu aborto, exige narcóticos que atuem sobre a mente presente obrigando-a a ceder espaços de vigília para que as “viagens desconhecidas” possam acontecer. No caso dos narcóticos, muitos deles causam dependência e as “viagens desconhecidas” dada a baixa vibração dos estados experimentais vão buscar as piores companhias espirituais para o diálogo. É quando o dependente se declara perseguido, passa a fugir e não raro se suicida.

Um livro clássico e esclarecedor sobre o tema foi escrito por William James, (1842–1910) Variedades da experiência religiosa (1914). Uma reflexão sobre a ampla possibilidade de definições do êxtase ou transe na realidade traduz a diversidade de religiões e crenças humanas.

A multiplicação do uso de drogas e o próspero comércio representado pelo tráfico, tem como causa a busca do êxtase, ou se você nos permitir, a busca de Deus, que as religiões nos negam e o subterfúgio é buscá-lo na clandestinidade. Posso chamar isso de contramão.

Pra que o nome se Ele está em mim?

Vou retomar o tema por outro viés: se eu não soubesse o nome dado pela ciência ao meu coração, eu o sentiria batendo em meu peito da mesma forma? A minha resposta é sim. E a sua?

Assim, parece ficar claro que para sentir Deus eu não preciso saber seu nome. E nem há necessidade de pronunciá-lo. E qual seria o nome de Deus? A palavra Deus é genérica, tanto que usada em plural serve para designar quaisquer outros deuses. O monoteísmo nos faz pensar num único Deus. E será mesmo que existe um só Deus? Nessa cultura judaico-cristã-islâmica, o Deus é masculino e solteiro, enquanto na maioria das demais culturas religiosas, o deus principal é acompanhado, no mínimo, por sua correspondente feminina. Mesmo no cristianismo católico no qual se diz Sagrada Família, a figura da fêmea é ocupada pelo Espírito Santo, como se vê, um nome masculino.

Por que Deus tem mais de 2 mil nomes? Só no Antigo Testamento, que é, na verdade, a Torá judaica, existem 72 nomes para Deus.

Podemos deduzir que os homens ao redor do mundo têm uma ânsia por conhecer Deus a partir do nome e não a partir de seus sinais. Retorno ao orgasmo e às batidas do coração para prosseguir insistindo que se sei que eles estão em mim, o importa o nome? Se Ele existe, se dá sinais em mim, não me importa seu nome, endereço, profissão. Concordo que o grande vazio na vida humana se abriu quando fomos desviados das experiências de êxtase. Aí, uma parte dos homens passou a negar Deus, em princípio porque Ele não manda sinais. Negação que tem como causa o desconhecimento, a ignorância. Outra parte foi experimentar o êxtase por via química. E outros, outros e mais outros ficam a meio do caminho, curiosos, insatisfeitos, incompletos, divididos, atrofiados. Nem lá, nem cá. Mas, infelizes.

Logo, quem não sente Deus dentro de si, de nada lhe adianta saber seu nome. Quem nunca tenha sentido o sabor da banana, de nada adianta saber-lhe o nome.

Quem inventou Deus?

A palavra "deus" vem duma língua muito antiga de origem indiana, o sânscrito. Nesta língua, Deus diz-se “dei-wo”, que significa "céu luminoso", muito mais, então, para designar o lugar onde habita a divindade.

Desde sempre que os homens pensaram que existiam forças misteriosas em ação no universo. Manifestavam-se sobretudo através dos fenómenos naturais (tempestades, tremores de terra, inundações).

Para se familiarizar com essas forças, procuraram entendê-las. De uma coisa tinham a certeza: deviam pertencer a um outro mundo de poder.

Como não conseguiam dominar essas forças, procuraram saber quem era o autor. E foi assim que apareceu o nome de Deus, aquele poderoso Autor da Vida.

Mas os homens não inventaram Deus, como se diria de um sábio que inventou um objeto. Na maior parte das religiões, Deus existe antes de todas as coisas, é o Criador do Universo.

Deus é eterno: sempre existiu e existirá. Se não for assim, desde que a Terra existe teria havido uma sucessão de comandantes.

Para adorar e respeitar a Deus, os homens estabeleceram regras, a que dão o nome de leis ou de mandamentos.

Aqueles que o estudam em profundidade já chegaram às Leis Naturais, que também chamam de Leis Divinas. Elas presidem a vida.

Assim nasceram as religiões. E se existem várias religiões é porque os diferentes povos não compreenderam Deus da mesma maneira. Em alguns casos criaram-se balcões para vender deus a quem queira pagar por ele.


por Zulmiro Sarmento.

As três grandes religiões monoteístas são o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. São monoteístas porque adoram um único Deus. As religiões que adoram vários deuses chamam-se politeístas.

Javé é o nome dado pelos judeus.

Deus é o nome dado pelos cristãos.

Alá é o nome dado pelos muçulmanos.

O que é que cada uma destas religiões diz acerca do seu Deus? Veja que Javé e Alá são os nomes dos respectivos deuses judeu e muçulmano. O único Deus que não tem nome próprio é o Deus dos cristãos. Melhor dizendo, Jesus é tido como Deus e, portanto, nesse caso, tem nome próprio. 

Vou procurar dar uma breve resposta à pergunta (Qual é o nome de Deus?) em pequenos trabalhos sucessivos, que prezam pela extrema simplicidade. É importante, por diversos motivos, conhecer tudo isto, mas sobretudo num tempo em que se fala do diálogo inter-religioso, sobretudo com as religiões que adoram um só Deus. Todos os dias nas agências noticiosas religiosas se fala deste diálogo necessário, importante, desejado, condição para a paz. Mas também alguém afirmou que enquanto houver religiões não haverá paz...

Em Atos 4.12, encontramos tudo o que foi falado e recebemos todas as bênçãos citadas. Através de Cristo temos o acesso direto a Deus.

O nome de Jesus é o nome supremo sobre tudo, através dEle a obra é completa em nossa vida!

A palavra latina Deus, em inglês God, bem como suas traduções em outras línguas, a exemplo Θεός em grego, Бог em eslavo, Ishvara em sânscrito, ou Alá em árabe, são normalmente usadas para toda e qualquer concepção. O mesmo acontece no hebraico El, mas no judaísmo, Deus também é utilizado como nome próprio, o Tetragrama YHVH, que acredita-se referir-se à origem henoteística da religião. Na Bíblia, quando a palavra "Senhor" está em todas as capitais, isto significa que a palavra representa o tetragrama específico.

Deus também pode ser reverenciado por nomes próprios que enfatizem a natureza pessoal desse em correntes monoteísticas do hinduísmo, alguns remontando a referências primitivas como Krishna-Vasudeva na Bhagavata, posteriormente Vixnu e Hari ou mesmo mais recentemente, caso do termo Shakti.

É difícil desenhar uma linha entre os nomes próprios e epitetas de Deus, como os nomes e títulos de Jesus no Novo Testamento; os nomes de Deus no Qur'an, Alcorão ou Corão; e as várias listas com milhares de nomes de Deus, a citar-se a lista de títulos e nomes de Krishna, no Vixnuísmo.

Nas religiões monoteístas atuais, a citarem-se o Cristianismo, Judaísmo, Zoroastrismo, Islamismo, Sikhismo e a Fé Bahá'í, o termo "Deus" refere-se à ideia de um ser supremo, infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas. Os povos da mesopotâmia o chamavam pelo Nome, escrito em hebraico como יהוה (o Tetragrama YHVH), que quer dizer "Yahweh", que muitos pronunciam em português como "Jeová". Mas com o tempo deixaram de pronunciar o seu nome diretamente, apenas se referindo por meio de associações e abreviações, ou através de adjetivos como "O Senhor", "O Salvador", "O Todo-Poderoso", "O Deus Altíssimo", "O Criador" ou "O Supremo", "O Deus de Israel", ou títulos similares.

Um bom exemplo desse tipo de associação entre Deus e suas características ou ações, bem como da expressão do relacionamento dos homens com Deus, ainda faz-se explícito em alguns nomes e expressões hebraicas, como Rafael, "curado - (Raf) - por Deus - (El)"; e árabes, por exemplo em "Abdallah", "servo - (abd) - de Deus - (Allah)".

Muitas traduções das Bíblias cristãs grafam a palavra, opcionalmente, com a inicial em maiúscula, ou em versalete (DEUS), substituindo a transcrição referente ao tetragrama, YHVH, conjuntamente com o uso de SENHOR em versalete, para referenciar que se tratava do impronunciável nome de Deus, que na cultura judaica era substituído pela pronúncia Adonay.

As principais características deste Deus-Supremo seriam:

a Onipotência: poder absoluto sobre todas as coisas;

a Onipresença: poder de estar presente em todo lugar;

a Onisciência: poder de saber tudo;

a Onibenevolência: poder da bondade infinita.

Essas características foram reveladas aos homens através de textos contidos nos Livros Sagrados, quais sejam:

o Bagavadguitá, dos hinduístas;

os escritos Órficos helenistas;

o Tipitaka, dos budistas;

o Tanakh ou Torá, dos judeus;

o Avesta, dos zoroastrianos;

a Bíblia, dos cristãos;

o Livro de Mórmon, dos santos dos últimos dias;

o Alcorão, dos islâmicos;

o Guru Granth Sahib dos sikhs;

o Kitáb-i-Aqdas, dos bahá'ís.

Os intérpretes de Deus

Esses livros sagrados, citados anteriormente, relatam histórias e fatos envolvendo personagens escolhidos para testemunhar e transmitir a vontade divina na Terra ao povo de seu tempo, tais como (inclusive dogmas que nem se conhece o autor):

Abraão e Moisés, na fé judaica, assumida pelos cristãos e islâmicos;

Orfeu e os cultos a Elêusis e Dionísio entre helênicos;

Zoroastro, na fé zoroastriana;

Krishna, na fé hindu;

Buda, na fé budista;

Jesus Cristo, na fé cristã e islâmica;

Maomé, na fé islâmica;

Guru Nanak, no sikhismo,

Báb e Bahá'u'lláh, na fé Bahá'í.

Poder-se ia chamá-los de intérpretes de Deus? Sim, com toda propriedade. A maioria deles se declara desprender-se do corpo, estar entre os deuses e retornar de lá com o conhecimento que escreveram. Uma exceção passa a ser Jesus, que dizia saber de per si o que ensinava, como se ali estivesse um elevado espírito das hierarquias celestes em trânsito pela dimensão humana.

Para os católicos, Ele é Deus. Para as demais correntes de fé, um profeta ou messias. Para os espíritas, um Espírito Evoluído que ocupou o corpo de um judeu palestino, ensinou, curou, deu exemplos, foi condenado, abatido, reapareceu espiritualmente aos seus colaboradores e depois retornou ao seu lugar de honra no seio da espiritualidade.

Enfim, um nome para Deus? 

Nossas pesquisas apontam a existência de mais de 2 mil nomes para Deus, tudo numa clara demonstração de que os homens não sabem quem Ele É, nem mesmo o Que Ele É. Somos aprendizes de tão precária qualidade que nem sabemos o nome de nosso professor. Ou será que deveríamos chama-lo de Pai? Melhor dizendo, segundo a cachola de cada aluno ou classe, é o apelido que Lhe Damos conforme a situação: quando é para destacar sua autoridade, o chamamos de Poderoso; quando é para puxar-lhe o saco, o chamamos de Benigno; se for para destacar sua sabedoria, o chamamos de Inteligência Superior; quando queremos que ele nos resgate em algum lodaçal ameaçador, o chamamos de Salvador. Quando o queremos destacar no planejamento da grande obra universal, o chamamos de Arquiteto. Sem contar que algumas correntes de fé, Ele é chamado de Brahma (mesmo nome de uma marca de cerveja) e de Alá, sempre distante, sempre separado, por vezes o chamamos de Rei e o confundimos com os monarcas nossos conhecidos. E por aí vai.

Tudo que se sabe é que Deus é um termo inventado pelos homens, quem sabe cópia do termo Zeus (que também era nome do deus mitológico).

E o pior é que ainda não chegamos a descobrir nem mesmo o que se poderia entender como sendo o Autor da Vida enquanto continuamos a não saber que nome dar a Ele.

Para fechar o raciocínio que preside estes textos, parece óbvio e até já foi dito isto: não importa se Ele se chama João, José, Manoel ou Pedro, o desafio lançado a todos nós é DESCOBRIR O NOSSO PAPEL NO UNIVERSO.

Hoje, somos adversários de Deus, destruidores de sua obra. Seria só isso? Vir aqui, semear, colher, destruir, sujar, poluir, enriquecer, brigar, surrar, apanhar, gozar, sofrer, encerrar as contas, ir para o cemitério é FIM.

O que você pensa? Lembre-se, somos aquilo que pensamos.

Ou sabedoria sobre Deus?

Para saber sobre Deus precisamos saber sobre nós. A primeira resposta: tudo acaba na tumba? A segunda: existimos antes da concepção uterina?

A primeira, sem resposta clara, tem sido o caos humano em termos de violência e crueldade ao autorizar o excelentíssimo exemplar natural chamado homem a proceder como bem entender sem contas a ajustar com, sem dívidas a saldar quando esta vida se acabe. E vai além, não sabe explicar para onde vão os conhecimentos adquiridos durante todos os anos em que esta mente palmilhou experiências enquanto durou a existência. Se sucumbe junto com o cérebro, se perde, acaba, é uma tremenda sacanagem que nos autorizaria a fechar todas as academias de ensino, todas as igrejas, todas as editoras, varrer da terra todos os professores, todas as mães e pais educadores de seus filhos e a queimar todas as bibliotecas. Nem mesmo a internet teria servia alguma.

Ainda sobre a primeira, se esta mente fica estacionada a espera da ressurreição no dia do juízo final, como aceitam alguns fiéis irracionais de tantas outras correntes de ensino religioso, a pergunta é óbvia: armazenada onde se o cérebro se decompõe?

Ah, não, pára um pouco, tem alguém aqui querendo defender a existência de uma coisa chamada mente, puramente energética, sem decomposição porque não é biológica. Essa coisa tem o nome de alma, ânima, princípio divino, inteligente, e esta sim, à semelhança de Deus, como querem os defensores dos escritos sagrados. Vai para onde com a morte biológica do corpo? Pode sugerir. Ela a alma, ele o espírito, que são a mesma entidade, parece aceitar qualquer destino, menos a cova onde apodrece o corpo.  

A segunda nos remete a um questionamento ainda muito vivo entre as várias correntes de fé; a posição deste blog é saltar por sobre crenças infundidas por escritos humanos anunciados como sagrados porque informam o que Deus disse, conforme dizem. Deus não fala, faz. E esta mente humana que é capaz de tocar uma sinfonia, ao piano, aos 6 anos de idade; ou pintar um quadro com uma paisagem em vários níveis de profundidade por um nascido cego, que nunca viu a luz; ou falar três idiomas que não são conhecidos por seus familiares aos 5 anos de idade (teria muitos outros exemplos); repito, esta mente existia antes da concepção uterina ou o que?

Meio sem argumentos, qualquer interlocutor iria dizer, gaguejando, “é, parece que existia antes da concepção”. 

Então, se nada sabemos sobre nós, como é que queremos saber sobre Deus.

Me dá licença, vou voltar para a escola e parar de falar bobagens.

Até semana que vem.                   

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