sábado, 26 de setembro de 2015

1813-História Humana


A Conexão Misteriosa com a Estrela Sirius

Introdução

Desde os tempos antigos e em várias civilizações, Sirius, a estrela do cão, foi cercada com uma sabedoria misteriosa. Os ensinamentos esotéricos de todas as idades têm invariavelmente atribuído a Sirius um estatuto especial; a importância da estrela no simbolismo oculto é a comprovação desse fato. O que faz Sirius tão especial? É simplesmente devido ao fato de que ela é a estrela mais brilhante no céu (visto da Terra)? Ou é também porque a humanidade tem uma ligação antiga e misteriosa com ela? Este artigo analisa a importância de Sirius em todas as sociedades secretas e a História. E irá descrever o simbolismo que os rodeiam.

Já tem quem questione por que a Síria se chama Síria e por que aquela região tem uma importância descomunal nos significados da civilização do Oriente Próximo – Oriente Médio – com reflexos no Ocidente.

Uma coisa é certa: como os arbustos que dirigem suas hastes para a luz, também os homens buscam uma luz, que nem sempre sabem definir. O sol e as estrelas surgem, enquanto isso, como símbolos dessa luz.

O fato de pertencer à constelação do Cão Maior faz do cão o melhor amigo do homem ou o cão se fez melhor amigo porque a estrela lhe envia emanações nesse sentido?

Desde os primórdios da civilização até os tempos modernos, das tribos remotas da África para grandes capitais do mundo moderno, Sirius era - e ainda é - vista como uma doadora de vida. Apesar da disparidade entre as culturas e épocas, os mesmos atributos misteriosos são dados para a estrela do cão, o que pode levar-nos a perguntar: como pode sincronizar todas as definições de teses tão perfeitamente? Existe uma fonte comum para esses mitos sobre Sirius?

A estrela do cão é invariavelmente associada com a divindade e é considerada como uma fonte de conhecimento e poder. Essas conexões são particularmente evidentes quando se examina os ensinamentos e o simbolismo das sociedades secretas, que sempre ensinaram sobre uma ligação mística com este corpo celeste particular.

Existe uma ligação secreta entre a evolução humana e Sirius?

Libertar este segredo significaria desbloquear um dos maiores mistérios da humanidade.

O Que é Sirius?

Sirius está localizada na constelação do Cão Maior - também conhecida como o "Big Dog" - e por isso é conhecida como a "estrela do cão". É mais de vinte vezes mais brilhante que o nosso Sol e é duas vezes mais massiva. À noite, Sirius é a estrela mais brilhante no céu (visto da Terra) e seu brilho azul-branco nunca deixou de surpreender contempladores de estrelas desde a aurora dos tempos. Não admira que Sirius tem sido reverenciado por praticamente todas as civilizações. Mas há mais sobre Sirius do que o nu olho humano não pode ver? Há. E como há.

Artefatos de civilizações antigas (que na verdade eram informações desse tempo) revelaram que Sirius foi de grande importância na mitologia, astronomia e ocultismo. Escolas de Mistério a consideram como "o sol por trás do sol" e, portanto, a verdadeira fonte de potência do nosso sol. Se o calor do nosso sol continua vivo no mundo físico, Sirius é considerada a causa para manter o mundo espiritual vivo. É a "verdadeira luz" que brilha no Oriente, a luz espiritual, como o sol ilumina o mundo físico, que é considerada uma grande ilusão.

Lembremo-nos que o Sol já foi centro da fé, ocupando o lugar do deus maior. Popularmente se olhava para ele como fonte de vida. Mas, esotericamente, Sirius estava mais além e mais forte. Se pode fazer uma ilação: se Jesus foi transformado em Deus pelos católicos, esse seria o sol. Mas os católicos também sabem que Deus é maior que Jesus. Esse seria Sirius para os místicos da antiguidade.

Associando Sirius com o divino e até mesmo considerá-lo como a casa da humanidade de "grandes mestres" não é apenas incorporado na mitologia de algumas civilizações primitivas: é uma crença generalizada que sobreviveu (e foi intensificada) para os tempos atuais. Vamos olhar para a importância de Sirius nos tempos antigos, analisar a sua importância nas sociedades secretas e vamos examinar esses conceitos esotéricos como eles são traduzidos na cultura popular.

Nas Civilizações Antigas

No antigo Egito, Sirius era considerada a estrela mais importante no céu. Na verdade, era astronomicamente a fundação dos egípcios em todo o sistema religioso. Foi reverenciada como Sothis e foi associada com Ísis, a deusa mãe da mitologia egípcia. Isis é o aspecto feminino da trindade formada por ela, Mãe, Osíris (pai) e Horus, o filho. Os antigos egípcios colocavam Sirius em tão alta posição, que a maioria de suas divindades estavam associadas, de alguma forma ou de outra, com a estrela. Anubis, o cabeça de cão, deus da morte, tinha uma óbvia conexão com a Estrela do Cão, e Toth-Hermes Trismegistus, o grande mestre da humanidade, foi também esotericamente relacionado com a estrela Sirius.

O sistema de calendário egípcio era baseado no nascer helíaco de Sirius, que ocorreu pouco antes da inundação anual do Nilo durante o verão. O movimento celeste do astro também foi observado e reverenciado pelos antigos gregos, sumérios, babilônios e inúmeras outras civilizações.

A estrela foi, portanto, considerada sagrada, e sua aparição no céu foi acompanhada com festas e comemorações. A Estrela do Cão anunciava a vinda dos dias quentes e secos de julho e agosto (hemisfério Norte – entendendo-se no Sul o oposto: frio e seco), daí o termo popular "calor do cão", usado no verão como uma expressão corriqueira que ninguém por aqui sabia a origem.

Vários investigadores ocultistas têm alegado que a Grande Pirâmide de Gizé foi construída em perfeito alinhamento com as estrelas, em especial Sirius. A luz dessas estrelas, foi dito, ser usada em cerimônias de Mistérios Egípcios.

"Este povo antigo (egípcios) sabia que uma vez por ano o Sol pai estava em linha com a estrela do cão. Portanto, a Grande Pirâmide foi construída de modo que, neste momento sagrado, à luz da Estrela do Cão caiu sobre a praça "Pedra de Deus", na extremidade superior da Grande Galeria, descendo sobre a cabeça do sumo sacerdote, que recebeu a Supra Solar Força e buscou através de seu próprio Corpo Solar aperfeiçoado, transmitir aos outros Iniciados esse estímulo adicional para a evolução da sua humanidade na direção da divindade. Este então era o objetivo da 'Pedra de Deus', enquanto no Ritual, Osíris sentava-se a outorgar a ele (a iluminar) a coroa Atf ou luz celestial. "Norte e Sul da coroa é o amor", proclama um hino egípcio. "E assim todo o ensino do Egito era a luz visível, mas a sombra da luz invisível, e na sabedoria do antigo país as medidas de verdade foram os anos do Altíssimo. 

Uma riqueza de detalhes nesse sentido é encontrada no livro “The Book of the Master” – O livro do Mestre, de Marshall Adams, ainda não traduzido para o português.

Agora temos olhos nos céus  

Sim, o envio de telescópios embarcados em naves e satélites artificiais fez o céu ficar mais próximo dos olhos humanos. Em paralelo, dedicamos mais verbas e temos mais gente investigando nosso passado, não deslumbrados turistas curiosos, mas como profissionais da informação que envolve nossas relações com Deus.

As recentes descobertas científicas relacionadas com a Grande Pirâmide e os misteriosos "poços de ar", levaram os pesquisadores a confirmar ainda mais a importância de Sirius dentro da pirâmide e, por extensão, na vida da humanidade terrestre.

Assim se definiu o alinhamento da estrela com a Grande Pirâmide de Gizé. Orion (associado ao deus Osíris) está alinhado com a Câmara do Rei, enquanto Sirius (associada à deusa Isis) está alinhada com a Câmara da Rainha.

Um aspecto fascinante do Sirius é a consistência do simbolismo e significados associados a ela. Várias das grandes civilizações de fato associadas a Sirius com uma figura de cão e vista a estrela como origem ou o destino de uma força misteriosa. Na astronomia chinesa e japonesa, Sirius é conhecida como a "estrela do lobo celestial". Várias tribos indígenas da América do Norte se referem à estrela com significação canina: os Seri e tribos Tohono O'odham, no Sudoeste dos EUA, descrevem Sirius como um "cão que segue ovelhas na montanha", enquanto os Blackfoot a chamam de "cão-face". Os Cherokee, emparelhada com Sirius, vinha Antares como uma estrela guardiã do cão do "Caminho das Almas". Como um Lobo, era o símbolo da tribo Skidi, de Nebraska, conhecida como o "Star Wolf", enquanto outros ramos do xamanismo nominavam-na como o "Coyote Star". Mais ao norte, os Inuit, do Alasca do Estreito de Bering, chamavam-na de "Moon Dog". 

A Tribo Dogon e a Atlântida

Em 1971, o autor norte-americano, Robert Temple, publicou um polêmico livro intitulado "O Mistério de Sirius”, onde ele afirmou que os Dogons (uma antiga tribo africana, do Mali), sabiam detalhes sobre Sirius, que seria impossível de serem conhecidos sem o uso de telescópios. Segundo ele, os Dogon compreendiam a natureza binária do Sirius, que é, na verdade, composto de duas estrelas chamadas Sirius A e Sirius B. Isso levou Robert Temple a acreditar que os Dogons tinham "diretas" conexões com seres de Sirius. Embora alguns possam dizer "você não pode saber sobre Sirius" (desculpe), um grande número de sociedades secretas (que historicamente têm mantido em suas fileiras algumas das pessoas mais influentes do mundo) e alguns sistemas de crenças ensinam sobre uma conexão mística entre Sirius e humanidade.

Na mitologia Dogon, a humanidade é dita ter nascido a partir do Nommo, uma raça de anfíbios que eram os habitantes de um planeta circulando em torno de Sirius. Eles dizem ter "descido do céu em um navio acompanhado de fogo e trovão" e dava aos seres humanos o conhecimento profundo retirado daí. Isso levou Robert Temple a teorizar que os Nommos eram os habitantes extraterrestres de Sirius que viajaram para a Terra em algum ponto no passado distante para ensinar às civilizações antigas (como os egípcios e os Dogons) sobre o sistema da estrela Sirius, assim como nosso próprio sistema solar. Essas civilizações, então, registraram os ensinamentos dos Nommos em suas religiões, o que tornou um foco central de seus mistérios.

O sistema da mitologia Dogon é muito semelhante aos de outras civilizações como os sumérios, egípcios, israelitas e babilônios já que inclui o mito arquetípico de um "grande professor do alto". Dependendo da civilização, esse grande mestre é conhecido como Enoque eith, Thoth ou Hermes Trismegistus e diz ter ensinado ciências da humanidade teúrgica. Nas tradições ocultistas, acredita-se que Thoth-Hermes havia ensinado o povo da Atlântida, que, segundo a lenda, se tornou a civilização mais avançada do mundo antes de todo o continente ser submerso pelo Grande Dilúvio (evidências de uma inundação podem ser encontradas nas mitologias de civilizações incontáveis). Sobreviventes da Atlântida viajaram de barco para vários países, incluindo Egito, Brasil e outros, onde transmitiram seus conhecimentos avançados. Os ocultistas creem que as semelhanças inexplicáveis ​​entre civilizações distantes (como os maias e os egípcios) podem ser explicadas pelo seu contato comum com os atlantes.

Espantosamente semelhantes

Por enquanto, muito do que se lê e resume está no terreno das canalizações espirituais, mas a civilização das Araras Vermelhas, os Arari, são dados como herdeiros de um outro Noé navegante que escapou de Atlântida pilotando um barco onde abrigava seu clã para vir aportar nas costas do Espírito Santo. Os goiases seriam os últimos descendentes dessa civilização. Um dos filhos desse clã teria vindo fundar a comunidade que ficou conhecida como Carijós, no Litoral de Santa Catarina.

"Foi um conhecimento religioso, filosófico, científico guardado pelas artimanhas sacerdotais da antiguidade vinda da Atlântida, cujo dilúvio fez submergir e obliterar todo vestígio de seu desenvolvimento. Mas, como sempre sobra algo de toda catástrofe, parte desse saber no drama do progresso do mundo viera aportar no Egito e Oriente Médio, dando origem aos hebreus; parte teria ido parar no México, dando origem aos maias; parte teria aportado no Brasil, dando origem, entre outros descendentes, aos carijós.

A adoração do sol de Atlântida tem sido perpetuada no ritualismo e cerimonialismo dos egípcios e mais tarde romanos e ainda no cristianismo; era também dos incas e os carijós que adoravam Kwaray, o deus sol.

Tanto a cruz e a serpente eram emblemas da Atlântida relativos à sabedoria divina. O divino (Atlante) progenitores dos Maias e quiches da América Central coexistiam dentro do esplendor verde e azul do Gucumatz, a serpente "emplumada". Misteriosamente a serpente aparece lá no Oriente com a mesma veneração.

As tradições sapiensais dessas civilizações ressaltavam os seis sábios nascidos do céu – vindos das estrelas e dentre elas a maior, Sirius – de onde sabiam ter vindo as manifestações sagradas a ideia de erguer totens símbolos dos centros de luz ligados entre si, à espera do sétimo sábio nascido do céu - e principal – (que pode ser Jesus) de sua ordem, onde entram as "penas" e a cobra.

Em quantos lugares do planeta "asas" ou "plumas" são dadas à serpente, como se fazia em Quetzalcoatl, ou Kukulcan, na América Central e ainda se faz no Oriente? A tradição das pipas, muito forte no Brasil, também, é uma redução da serpente empenada que voa.

O centro da Sabedoria Atlântida – principalmente pela religião - era presumivelmente o templo piramidal, na Atlântida sobre o cume de um planalto, em ascensão no meio da Cidade dos Portões Dourados. As pirâmides surgiram ao redor do mundo. Até os carijós ergueram a sua, que está perdida nos sertões da Serra do Mar. A partir daqui o Iniciado-Sacerdote do Sagrado Pena foi chamado a andar pelo tempo levando as chaves da Sabedoria Universal até os confins da terra. Esses pioneiros estavam nos barcos de Noé, de Arari, dos demais. Os descendentes de Arari escolheram a ave colorida que se chama arara por esta razão. Os carijós escolheram o pato silvestre, que lhes deu o apelido de índios-pato e batizou Desterro (hoje Florianópolis) de Ilha dos Patos e também a grande lagoa que está no caminho de Porto Alegre. Mas, os carijós tinham também o puma e a baleia. E foi a morte das baleias que os fez abandonarem a região em torno de 1800.

As heranças e o desperdício

Quando os atlantes aportaram nas diversas regiões do mundo levavam consigo não somente o patrimônio de artes e ofícios, filosofias e ciências, a ética e as religiões, mas também a herança de ódio, contenda e perversão. Ironicamente foram eles que ensinaram os povos nativos a fazer guerra por razões ideológicas. Os atlantes instigaram a primeira guerra, que foi chamada de santa e atrás da primeira vieram milhares de guerras santas. Haverá outras, uma das quais do islã contra as demais crenças.

E foi dito que todas as guerras subsequentes foram disputadas em um esforço infrutífero para justificar a primeira e corrigir o erro que lhe causou. Antes de Atlântida afundar, seus Iniciados espiritualmente iluminados, que perceberam que sua terra estava condenada porque tinha partido do Caminho da Luz e da Paz, retiraram-se do continente malfadado, levando com eles a doutrina sagrada e secreta.

Esses atlantes se estabeleceram em vários pontos, mas a do Egito é destaque. Ali se tornaram os seus primeiros governantes "divinos". Quase todos os grandes mitos cosmológicos formando a base dos vários livros sagrados do mundo baseiam-se nos rituais de Mistérios Atlante.

“The Secret Teachings of All Ages” escrito por Manly P. Hall, refere-se que Thoth-Hermes Trismegistus, o equivalente a Nommos para os Dogon que, como dissemos, acredita-se que são originários de Sirius, era descrito como um professor de mistérios, que "veio das estrelas". Além disso, Thoth-Hermes estava diretamente ligado com o Sirius na mitologia egípcia.

"O cão-estrela: a estrela adorada no Egito e reverenciada pelos ocultistas; pela primeira vez o seu nascer helíaco com o Sol era um sinal da inundação beneficente do Nilo, e por último porque ela é misteriosamente associada a Toth- Hermes, deus da sabedoria, e Mercúrio, de outra forma. Assim Sothis-Sirius tinha, e ainda tem, uma influência mística e direta sobre os céus de todo mundo, e está conectada com quase todos os deuses e deusas. Era "Ísis no céu" e apelou a Ísis-Sothis, pois Isis estava "na constelação do cão", como é declarado em seus monumentos. Estar conectado com a pirâmide, Sirius estava, portanto, relacionado com as iniciações que ali tiveram lugar, inclusive de Pitágoras, o sábio grego que nos ensinou sobre a reencarnação.

Helena Blavatsky escreveu “Theosophical Glossary” e afirma: "O tratado Trismegistico 'A Virgem do Mundo' do Egito se refere ao" Rito Negro ", ligado à "negra" Osíris, como o mais alto grau de iniciação secreta possível, a antiga religião egípcia - é o último segredo de mistérios de Ísis. Este tratado diz que Hermes veio à Terra para ensinar aos homens a civilização e, em seguida, novamente 'montado voltou para as estrelas', para sua casa e deixando para trás a religião de mistérios do Egito com os seus segredos celestes que iriam algum dia ser decodificado". Mas, como era uma sabedoria imensamente avançada para as mentes da época – do mesmo modo que os ensinamentos de Jesus apenas prosperam entre os homens do século XXI – são os homens deste tempo que decifrarão os segredos, descobrirão estrelas e planetas, outras civilizações espaciais e tudo mais.

Robert Temple, em “The Sirius Mystery” diz que interpretando a mitologia de antigas culturas as conexões são inerentemente difíceis de provar. No entanto, a ligação simbólica entre Sirius e conhecimento do ocultismo tem aparecido constantemente ao longo da História, tem viajado continuamente através dos tempos. Na verdade, ele é tão reverenciado hoje como era há milênios. As modernas sociedades secretas como os maçons, os rosacruzes e a Golden Dawn (que são consideradas as ordens herméticas devido ao fato de seus ensinamentos são baseados naqueles de Hermes Trismegistus), todos atribuem a Sirius extrema importância. Um olhar educado em seu simbolismo fornece um vislumbre na profunda ligação entre Sirius e filosofia oculta.

Sirius, o simbolismo oculto e as sociedades secretas

A alegação de que Sirius é "importante" para as ordens herméticas seria uma subestimação grosseira. A estrela do cão não é nada menos do que o foco central dos ensinamentos e simbolismo de sociedades secretas. A maior prova deste fato: muitas sociedades secretas são realmente o nome da estrela.

No Tarô

O décimo sétimo trunfo numerado principal é chamado Les Étoiles (em francês: Estrela), e retrata uma jovem ajoelhada com um pé na água e seu corpo um pouco sugerindo a suástica. Ela tem duas urnas, o conteúdo que ela derrama sobre a terra e o mar. Acima da cabeça da menina há oito estrelas, uma das quais é excepcionalmente grande e brilhante. Contagem de Gébelin considera a grande estrela a Sothis ou Sirius, os outros sete, são planetas sagrados dos antigos. Ele acredita que significa a figura feminina, a Isis no ato de causar as inundações do Nilo, as quais acompanharam a ascensão da estrela do cão. A figura despida de Ísis pode significar que a natureza não recebe suas vestes de verdura, até a subida das águas do Nilo liberarem o germe de vida de plantas e flores. (Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages) 

Na Maçonaria

Em lojas maçônicas, Sirius é conhecida como a "Estrela Ardente" e um simples olhar para sua proeminência no simbolismo maçônico revela a sua importância. O autor maçom William Hutchinson escreveu sobre Sirius ". É o objeto primeiro e mais exaltado que exige a nossa atenção na Loja" Da mesma forma que a luz de Sirius fez o seu caminho para a Grande Pirâmide durante as iniciações, está simbolicamente presente em Lojas Maçônicas.

"Os antigos astrônomos viram todos os grandes símbolos da Maçonaria nas Estrelas. Sirius brilha em nossas lojas como a Estrela Flamejante". (Albert Pike, Morals and Dogma) 

"(A Estrela Flamejante), representando inicialmente SIRIUS, ou a estrela-cão, o precursor da inundação do Nilo, o deus Anúbis, companheiro de ISIS em sua busca pelo corpo de Osíris, seu irmão e marido. Então tornou-se a imagem de Hórus, o filho de Osíris, ele próprio também simbolizado pelo Sol, o autor das estações, o Deus do Tempo, filho de Ísis, que era a natureza universal, próprio da matéria primitiva, fonte inesgotável de Vida, faíscas de fogo incriado, semente universal de todos os seres. Foi Hermes, também, o Mestre do Aprendizado, cujo nome em grego é a do deus Mercúrio". (Albert Pike, Morals and Dogma) 

Na Maçonaria, é ensinado que a Estrela Flamejante é o símbolo da divindade, da onipresença (o Criador está presente em toda parte) e da onisciência (o Criador vê e sabe de tudo). Sirius, portanto, o "lugar sagrado" todos os maçons devem ascender. É a fonte do poder divino e do destino das pessoas divinas. Este conceito é muitas vezes representado na arte maçônica.

Para atingir a perfeição, para ter sucesso deve entender e internalizar a natureza dupla do mundo (o bem e o mal, masculino e feminino, preto e branco, etc) através de metamorfose alquímica. Este conceito é simbolicamente representado pela união de Osíris e Ísis (os princípios masculino e feminino) para dar à luz Hórus, o Menino da Estrela, a figura de Cristo como, o homem perfeito da Maçonaria - que é equiparado com a Estrela Flamejante.

"O sol e a lua ... representam os dois grandes princípios ... o masculino e o feminino ... tanto a sua luz sobre os seus descendentes, a estrela ardente, ou Horus". (Pike, op. cit.)

O hieróglifo representando Sirius contém três elementos: um obelisco "fálico" (representando Osíris), um "útero" em cúpula (que representa Ísis) e uma estrela (representando Hórus).

Este conceito é tão crucial para os maçons, que foi incluído em algumas das estruturas mais importantes do mundo.

O Monumento de Washington, um obelisco egípcio que representa o princípio masculino, está diretamente ligado com a cúpula do Capitólio, que representa o princípio feminino. Juntos, eles produzem uma energia invisível, Hórus representado por Sirius. Como afirmado por Albert Pike acima, o deus egípcio Horus e da estrela Sírius são frequentemente associados. No simbolismo maçônico, o olho de Horus (ou o Olho Que Tudo Vê) é frequentemente retratado cercado pelo brilho da luz de Sirius.

Uma alegoria maçônica traçada representando o sol acima da coluna esquerda (representando o masculino), a lua sobre o pilar direito (representando feminino) e Sirius acima do pilar do meio, representando o "homem perfeito" ou Hórus, o filho de Ísis e Osíris, resume o objetivo da Maçonaria para com seus iniciados. Observe o "olho de Horus" em Sirius.

Dada a correlação simbólica entre o Olho Que Tudo Vê e Sirius, a próxima imagem se torna auto-explicativa.

A luz atrás do Olho Que Tudo Vê na nota de dólar americano não é do sol, mas de Sirius. A Grande Pirâmide de Gizé foi construída em alinhamento com Sirius e por isso é mostrado brilhando acima da pirâmide. Uma homenagem à brilhante Sirius, portanto, nos bolsos de milhões de cidadãos.

Ordem da Estrela do Oriente

O símbolo da OES é uma estrela invertida, semelhante à Estrela Flamejante da Maçonaria.

Considerada a "versão feminina" da Maçonaria (embora os homens possam participar), a Ordem da Estrela do Oriente (OES) é diretamente o nome de Sirius, a estrela em ascensão do Oriente ". A explicação pública das origens do nome da Ordem alega que se originou dos Três Reis Magos e Jesus Cristo. Um olhar sobre o significado oculto do simbolismo da Ordem, porém deixa claro que o OES é uma referência a Sirius, a estrela mais importante da Maçonaria, a organização-mãe. OES - arte retratando Sirius acima da Grande Pirâmide.

Madame Blavatsky, Alice Bailey e Teosofia

Helena Blavatsky e Alice Bailey, as duas principais figuras associadas com a Teosofia, têm em Sirius uma fonte de energia esotérica. Blavatsky afirma que a estrela Sirius exerce uma influência mística e direta sobre o céu inteiro e está relacionada com todas as grandes religiões da antiguidade.

Alice Bailey vê a estrela do cão como a verdadeira "Grande Loja Branca" e acredita ser a casa da "Hierarquia Espiritual". Por esta razão, ela considera Sirius como a "estrela de início".

"Esta é a grande estrela do início, porque a nossa Hierarquia (uma expressão do segundo aspecto da divindade) é sob a supervisão ou controle magnético espiritual da Hierarquia de Sirius. Estas são as principais influências do controle pelo qual as obras do Cristo Cósmico trabalham no princípio de Cristo no sistema solar, no planeta, no homem e nas formas menores de expressão da vida. É esotericamente chamada de "estrela brilhante da sensibilidade". (Alice Bailey, Esoteric Astrology) 

Não diferente de muitos escritores mais esotéricos, Bailey considera Sirius ter um grande impacto na vida humana.

"Tudo o que pode ser feito aqui em lidar com este assunto profundo é enumerar brevemente algumas das influências cósmicas que certamente afetarão a nossa terra e produzirão resultados na consciência dos homens em todos os lugares.

Primeiro e mais importante é a energia ou força que emana do Sirius dom. Se ele pode ser expresso como energia do pensamento ou a força mental, em sua totalidade, atinge o sistema solar a partir de um centro cósmico distante através de Sirius. Sirius atua como transmissor, ou o centro focalizador, de onde emanam essas influências que produzem a consciência de si no homem". (Aleister Crowley, o A.A. e Kenneth Grant)

Em 1907, Crowley iniciou a sua própria ordem ocultista chamado de AA - Abreviação de Argentium Astrum, que pode ser traduzido para "A Ordem da Estrela de Prata". A "Estrela de Prata" foi, naturalmente, uma referência para Sirius. Mesmo se Crowley ainda referisse a estrela do cão em termos velados, a totalidade de sua filosofia mágica, a partir de seu desenvolvimento como um maçom jovens através de seus últimos anos como chefe da OTO, está em total conformidade com a influência de Sírius, que foi identificada e expressa por outros escritores de sua época. Seu contato com a sua alegada Santo Anjo da Guarda que mais tarde levou para a canalização do “Liber AL - O Livro da Lei” é acreditado ter originado de Sirius.

"Set é o iniciador, o abridor de consciência do homem" para os raios de Deus Imortal caracterizado por Sirius - o Sol do Sul". (Kenneth Grant, The Magical Revival) 

"Sirius, ou Set, era o original" um sem cabeça"- a luz da parte inferior da região (sul), que era conhecido (no Egito), como (o cão), daí Set-An (Satanás), Senhor das regiões do inferno, o lugar de calor, mais tarde interpretado em sentido moral, como "inferno". (Kenneth Grant, The Magical Revival) 

Embora cada filosofia oculta descreva Sirius em uma questão um pouco diferente, ainda é constantemente considerada como o "sol por trás do sol", a verdadeira fonte de poder oculto. Percebe-se como o berço do conhecimento humano e na crença da existência de uma forte ligação entre a estrela e o planeta Terra nunca parece tornar-se desatualizado. Existe uma verdadeira ligação entre Sirius e a Terra. É a estrela do cão um símbolo esotérico que representa algo que acontece no mundo espiritual. O culto de Sirius não é uma "coisa do passado" e é muito vivo hoje. Um olhar em profundidade a nossa cultura popular, que é fortemente influenciada pelo simbolismo oculto, revela inúmeras referências a Sirius.

Sirius na Cultura Popular

As referências diretas a Sirius na cultura popular são muitas para enumerar (por exemplo, veja o nome e o logotipo da rádio por satélite mais importante do mundo). Um dos aspectos mais interessantes da cultura popular para analisar são as referências codificadas para Sirius. Importante filmes fizeram ainda marcas profundas para a estrela do cão (aparentemente destinados aos "saber"), onde o astro interpreta o papel que sempre foi dada pelos Mistérios: como um iniciador e um mestre divino. Aqui estão alguns exemplos.

No Pinóquio da Disney, baseado em uma história escrita por Carlo Collodii, um maçom, Gepetto olha para a estrela mais brilhante no céu para ter um "menino de verdade". A Fada Azul (a cor é uma referência ao brilho de luz azul-Sirius), em seguida, desce do céu para dar vida a Pinóquio. Durante a busca da marionete de se tornar um menino (uma alegoria para a iniciação esotérica), a Fada Azul de Pinóquio guia para o "caminho certo". Sirius é, portanto, representada como uma fonte de vida, um guia e um professor.

Quando você desejar por uma estrela, não faz diferença quem você é. Tudo o que seu coração deseja virá para você. Se seu coração está em seus sonhos, nenhum pedido é demasiado extremo. Quando você desejar por uma estrela como sonhadores fazem (o destino é amável), ela traz para aqueles que amam. O doce cumprimento de suas secretas saudades. Como um parafuso fora do azul, o destino vem e bate o pé. Quando você desejar por uma estrela, seus sonhos se tornarão realidade.

Em Harry Potter, o personagem chamado Sirius Black é mais provável uma referência a Sirius B. (a mais "tenebrosa" estrela do sistema binário de Sirius). Ela é madrinha de Harry Potter, o que torna Sirius, mais uma vez, um professor e um guia. O assistente pode se transformar em um grande cão preto, uma outra ligação com a "estrela do cão".

No Show de Truman, um holofote - usado para imitar a luz de uma estrela no mundo fake de Truman - cai do céu e quase bate nele. O rótulo em destaque a identifica como Sirius. O encontro de Truman com Sirius lhe dá um vislumbre do "conhecimento verdadeiro" e pede sua busca pela verdade. Sirius é, portanto, a "estrela da iniciação". Fez Truman perceber as limitações do mundo estudado de seu (nosso mundo material) e levá-lo à liberdade (emancipação espiritual).


Fonte: Secret Arcana

Nenhum comentário:

Postar um comentário