sábado, 10 de outubro de 2015

1815-Retratos do Brasil


Um balanço espiritual da nossa Pátria

Introdução

É interessante investir alguns minutos para acompanhar uma leitura, no mínimo diferente, mas certamente curiosa, por vezes confortadora, noutras vezes assustadora. Não é nenhuma novidade que o Brasil é uma Nação cristã espiritualizada e isso não quer dizer apenas católica, apesar de seu povo declarar-se católico para os Censos do IBGE. Somos, na verdade, graças à espiritualidade indígena, africana, cabocla, kardecista e também católica, uma maioria militante de centros espíritas, tendas de Umbanda e Candomblé, de rituais xamânicos e de uma dezena de outras manifestações religiosas, sem desprezar os santuários católicos como Aparecida e Santa Paulina, entre outros.

Isto nos permite dizer: trata-se de uma Nação ostensivamente apoiada, dirigida e orientada por importantes mentores espirituais, a começar por Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mais ainda pela forma como a imagem foi entregue pela espiritualidade ao povo brasileiro. Vamos aos fatos. O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba, com a intenção de oferecerem peixes ao conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo de Minas Gerais, que estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá/SP, no vale do Paraíba, em viagem para Vila Rica/MG. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço. Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta história a Igreja aceita e a registra em seus anais.

Nos anos seguintes a Santa foi reconhecida e eleita padroeira do Brasil e com muita certeza, uma mentora, cuja data, 12 de outubro, virou feriado nacional.

O fato parece vir coroar uma realidade de que o Brasil se transformou na Nação mais espiritualizada do planeta.

Esta é a proposta deste artigo. Procurar interpretar fatos passados, presentes e futuros deste Brasil Contraditório a partir das luzes emanadas por nossos mentores ou por sua dificuldade de conduzir as coisas pelo lado melhor.

O que se disse

Além de Aparecida, negra, aparecida mesmo numa rede de pescador, de forma misteriosa e diferente, em mais de uma fonte, sendo a principal o livro de Humberto de Campos (espírito), psicografado por Chico Xavier (Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho), é-nos apresentado o Arcanjo Ismael (exatamente o patrono da nação árabe, filho de Abraão com a escrava Agar), como mentor principal do Brasil.

Muitos foram os espíritos ligados ao Espiritismo do Brasil que nos falaram da missão espiritual do Brasil, uma missão de muito vulto. Não foi só a imagem de Aparecida ou as informações de Humberto de Campos a trazerem subsídios ao tema na questão referida. Estamos convencidos de que o Brasil realmente tem esta missão, partindo do princípio de que somos citados e também reconhecidos como o país mais espírita do planeta. Realmente, não se tem conhecimento de que em algum outro país do mundo exista tantos médiuns e tantas casas espíritas, umbandistas e de orientação afro-brasileira, sem falar em jornais e até mesmo programas televisivos e de rádio tratando do assunto. A rede Globo já lançou meia-dúzia de novelas explorando a questão de vidas passadas.

E não é só o campo doutrinário. E os hospitais espíritas? Quantos são?

Bem, retornando aos mentores, já se citou Aparecida, Ismael, já se disse que Emmanuel, Joana de Ângelis, Meimei e André Luiz, também participam como nossos mentores, mas todos sabemos que a questão tem de recuar para antes do descobrimento, quando aqui já estavam os indígenas.

Como se chega mentor

Em geral, os mentores não são apenas nomeados para ficar à distância monitorando o empreendimento de sua responsabilidade mental. Todos eles vivem biologicamente uma ou mais experiências no plano terreno. Cristóvão Colombo, como uma reencarnação de São José, pai de Jesus, é mentor das três Américas e hoje é reverenciado como Saint Germain. Logo, Pedro Álvarez Cabral, que foi um homem profundamente religioso como membro da Ordem de Cristo (dos templários), está escalado como mentor do nosso Brasil, mas já esteve aqui outras vezes na pele de José Bonifácio de Andrada e Silva e novamente como Benjamin Constant.

Mas, é preciso recuar ao dilúvio atlante e localizar já, ali, entre os navegadores que se salvaram juntamente como aconteceu com Noé. Outros “noés” foram para afastados rincões do planeta contribuir para a evolução. Dentre esses estava Arari, que foi o patriarca de uma Nação, uma não, várias nações indígenas evoluídas na Terra das Araras Vermelhas, primeiro nome do Brasil. Esse era o pássaro sagrado da religião espiritual dos clãs descendentes de Arari, ancestral de Araribóia e Araribé. Este último “homem pato”, veio povoar a Ilha dos Patos, a Lagoa dos Patos, enfim, o Litoral de Cananéia a Viamão.

Temos aí um dos mentores mais antigos: Arari, contemporâneo de Noé e, por isso, muito brasileiro, eis que chegou aqui no litoral do Espírito Santo e foi quem deu esse nome à terra que os brancos herdaram depois. Estamos, pois, afirmando que não existe um único mentor.

Maria Antonieta, a poderosa rainha de França, destronada e decapitada com a vitória dos rebeldes da revolução francesa, em 1789, teria recebido a missão de redimir-se como dirigente máximo de um país, e escolheu o Brasi. Reencarnada em Juscelino Kubitschek, nos deu Brasília. E é JK também apontado como um dos nossos mentores, ao menos com relação às Minas Gerais.

O Brasil ainda tem como mentor um preto-velho chamado Zambi, que viveu entre os escravos no século XVII e representou a primeira reação contra o ato de escravizar e maltratar os escravos, que era coisa corriqueira nos canaviais, engenhos, minas e cafezais do Brasil. E aparecem também nesta constelação de espíritos que mentalizam a sorte de nosso país, Pedro Gonzaga de Bragança e Bourbon e Getúlio Vargas.

É uma história interessante envolvendo Dom Pedro II outro Pedro. Aquele foi rei por 58 anos e talvez seja o maior benfeitor da Pátria ao cuidar para que ela não se esfacelasse, como aconteceu com a colônia espanhola, na América do Sul, que se transformou em 15 países, muitos dos quais sem a menor possibilidade de sucesso. O outro Pedro foi apóstolo de Jesus e reencarnou na Itália, mas se transferiu para Santos, SP, onde viveu até morrer com o nome de Pietro Ubaldi. Quem sabe o apóstolo Pedro também seja mais um dos nossos mentores espirituais fazendo parelha com o Pedro rei.

E Getúlio aparece numa obra mediúnica de Eça de Queiroz (Getúlio Vargas em dois mundos) como alguém que veio ao corpo com a missão de transformar o Brasil, fracassou e está sendo preparado para retornar e completar seu trabalho. Mais um mentor?   

Uma história de dor e ódio

O Brasil pode ser e é, de fato, a Pátria do Evangelho, graças à origem humilde, sofrida, batalhada e sem apoio, de seu povo. (1) Os índios que haviam aqui foram espoliados, escravizados, surrados, exterminados em sua quase totalidade, e, com certeza, também, roubados em sua fé, pois a sociedade dominante os maltratava, mas não abria mão de obrigá-los a seguirem a religião oficial, no mínimo, sendo batizados. (2) Os negros escravos eram tratados como animais e apenas respeitados em sua fé porque os brancos católicos não os queriam dentro das igrejas. (3) O caboclo e o cafuzo nascidos da mestiçagem com os brancos nunca foram reconhecidos como cidadãos e da mesma forma que os índios e negros ainda não estão, de todo, incorporados ao processo de desenvolvimento. (4) E vejamos o que aconteceu com o Espiritismo de Kardec: não deslanchou na França, a França havia perdido a liderança do mundo ocidental para a Inglaterra e a obra do francês Kardec veio deslanchar no Brasil, um dos poucos países onde se vendeu e se vende milhões de exemplares kardecistas.

Índios, negros e mestiços teriam todos os motivos para odiar as pessoas de pele clara, visto estas pertencerem à casta que dominou, acumulou, espoliou, explorou, maltratou, desprezou, assassinou, cuja soma de barbaridades não se traduz com outra expressão que não seja, também, ódio.

O ódio europeu, asiático, africano fez escola no Brasil. As guerras santas nunca foram abandonadas, porque nos sentimos autorizados a sermos cruéis em nome de Deus.

Nossos professores para a prática do ódio eram os burocratas do poder, os militares, os proprietários, a igreja, os capitães do mundo, os coronéis rurais. Odiava-se no coletivo e não havia doutrina capaz de remover o ódio oficial. Movíamos o ódio na direção dos povos de outras línguas, primeiro contra os de línguas indígenas, depois contra os de língua espanhola e chegamos a mover ódio contra quem falasse alemão, italiano, polonês, principalmente, naquele período desastrado da II Grande Guerra, perseguindo, prendendo, espoliando imigrantes nas colônias ocupadas por eles algumas décadas antes da guerra. Tivemos inquisição no Brasil. Dedodurava-se espíritas, umbandistas, mães-de-santo. Muitos foram condenados e executados.

Hoje os professores do ódio são as telas-quentes, as novelas, os filmes, os desenhos animados, os videogames, as torcidas organizadas, as gangues de colégios e de bairros, os manifestantes do MST, as greves da CUT, as polícias militares. Somos violentos no trânsito, no esporte, em relação ao meio-ambiente, no lar, no bar, no olhar, na balada, na mente, nas atitudes.

Uma cultura odiosa

Todos se gabam da cordialidade brasileira, nosso jeito moleque com a bandeira do time na mão, cantando no rumo dos estádios ou na avenida carnavalesca. Algumas horas depois somos vistos batendo com o pau da bandeira na cabeça do torcedor adversário que, mesmo caído, sem defesa, apanha até morrer. Somos capazes de jogar um vaso sanitário de uma altura de 40 metros, desde a parte superior do estádio, no fim do jogo, sem se importar com a sorte dos torcedores que saíam em paz e estavam embaixo. Para onde foi a cordialidade?

Dá uma olhada para o trânsito nas primeiras horas da manhã e da noite. Nada de ética, nada de respeito, nada de prioridade ao pedestre, ao ciclista, seja de parte do motorista ou do motoqueiro. Somos bem assim quanto ao meio ambiente. Se eu puder passar pela ponte, não me importo se ela ruir; se eu encher o meu balaio não me importo que a árvore frutífera venha abaixo. 

No mesmo instante em que se acidenta um caminhão carregado com qualquer coisa que tenha valor, imediatamente somos centenas a saquear e a levar para nossas casas o fruto de mais essa “conquista”.

Quando as videocassetadas do Faustão mostram pessoas vítimas de tombos, acidentes, quedas, desastres, maus jeitos, a galera se urina de tanto rir.

Ainda sentimos orgasmos à frente do televisor quando há uma luta livre ou de boxe. 80% ou mais dos noticiários são dedicados ao sangue derramado estupidamente por qualquer meio. Uma madrasta que joga a enteada pela janela diante dos olhos do marido e pai da criança, ocupa os noticiários por meses infindáveis fazendo o maior sucesso.

O câncer é uma doença com origem no ódio (ofertado ou recebido). 43% dos brasileiros têm ou tiveram algum tipo de câncer. A vingança nos faz superiores; a gratidão nos faz inferiores.

Assim, fica difícil aos mentores querem ajudar. 

A história não desmente

No período colonial, a principal atividade econômica do Brasil podia ser definida como rapinagem. Quem quer que se estabelecesse aqui tinha por objetivo enriquecer rapidamente e voltar para a Europa. Atuava-se com extração de madeira, pedras preciosas, ouro, prata, mais tarde látex, minérios diversos, couro e essências naturais botânicas. Hoje “exportamos” pássaros e peixes exóticos, crianças e mulheres e bastante mão-de-obra.

Heranças como o brutal desmatamento do Nordeste a ponto de afastar a floresta e as chuvas, são um exemplo da rapinagem que se abateu sobre o Pau Brasil, abundante ali. O que acontece nas terras indígenas da Amazônia nem as autoridades sabem.

Antes mesmo da instalação da coroa no Rio de Janeiro o império fazia doações de terras a seus protegidos, uma prática que ficou conhecida pelo nome de Capitanias Hereditárias. A imoralidade estava principalmente na segunda palavra: a área se tornava legítima aos herdeiros de todas as gerações posteriores. Uma prática como esta deu causa a outra: os índios se tornaram herdeiros de áreas que foram de seus penta-avós e, hoje, reduzidos a 3% da população original requerem as mesmas áreas que foram de seus numerosos ancestrais.

Depois de a coroa fugitiva se localizar no Brasil novamente distribuímos milhões de hectares de terra a marqueses, duques, condes e viscondes, coronéis, capitães e tenentes (que não eram militares), esses últimos encarregados de cuidar da ordem e da segurança do território. Foi resgatando estas histórias que o MST se julgou e se julga autorizado a invadir terras improdutivas ou pouco produtivas para requerê-las para seus militantes como assentamentos da reforma agrária. Seria muito justo se a recíproca fosse justa e se realidade não fosse pífia: hoje tem mais áreas destinadas aos assentamentos do que em uso pelo chamado agronegócio e a produção dos assentamentos não chega a 1% do que produz a chamada agricultura empresarial.

Violência e violação

O que se vê nas relações das pessoas e dessas para com o meio ambiente e com tudo mais, é violência ou violação. O sistema tributário se faz perverso para com a classe média, favorece a sonegação por parte de quem poderia pagar bem mais e pratica uma distribuição de renda através da filantropia governamental que não ajuda as pessoas a se superarem.

Vamos a alguns episódios:

Suicídio de Vargas – Este presidente precisou reagir a uma política chamada “café com leite”, em que a cada quatro anos trocava o presidente da República entre paulistas (café) e mineiros (leite), na verdade, uma politicalha ruralista, enquanto o País via passar o bonde da história com quase zero de indústrias. Vargas concorreu à presidência sabendo que perderia, mas queria receber a outorga popular para denunciar fraudes, desvios e violações ao processo eleitoral. Não deu outra. Abriu a boca, denunciou, recebeu apoio do Sul e do Nordeste, reuniu forças militares e civis e partiu de Porto Alegre para o Rio de Janeiro decidido a depor o presidente Washington Luiz que, antes de ser deposto, renunciou e abriu caminho para a revolução de Vargas. Vargas fez uma nova Constituição, trouxe o voto popular e da mulher (antes só votava quem podia comprovar renda) e iniciou o processo industrial, inclusive com a exploração petrolífera, através da Petrobrás. Foi combatido e teve pouca sorte com elementos de sua guarda pessoal, culminando por suicidar-se diante das pressões das mesmas forças que apoiavam o sistema “café com leite”.

Queda de Jango – Jânio Quadros aplicou um calote na direita do Brasil: elegeu-se com seu apoio e abriu um governo de esquerda. Não suportou as resistências no Congresso e tentou um novo calote: implantar uma ditadura. Renunciou esperando uma reação popular, mas foi preso e a democracia ganhou alguns meses. O vice de Jânio não era para assumir por conta das mesmas forças que atuaram contra Jânio, mas o casuísmo deu um mandato a Jango. Não soube governar e inviabilizou-se. O movimento de 31 de março era para ser curto e devolver o poder à democracia mediante uma nova Constituição. Mas, as reações da esquerda fizeram o clima esquentar e Castelo Branco não teve sua vontade respeitada. Entregou o poder aos militares de direita por longos 20 anos.

Choque de extremas – A esta altura dos acontecimentos você já pode perceber o radicalismo de uma direita e de uma esquerda, ambas sem democracia. As Diretas-já caminhou para a Constituinte, porém costurando uma legislação parecida com o “café com leite”, paternalista, populista, facilitando o clientelismo e a chegada ao poder de tipos exóticos como Collor, Lula, os “salvadores”. Um novo calote, aplicado por Dilma em 2014, ficou à sombra de uma legislação que transforma o Estado em doador de dinheiro a quem dele queira se beneficiar: beneficiou as empreiteiras (Lava a Jato); beneficiou os políticos favoráveis ao governo (Mensalão); e comprou os votos da pobreza (Bolsa Família).

Alô mentores

O retorno dos políticos banidos pelo regime militar sem que houvesse a apuração dos crimes de parte a parte, permitiu que o país fosse governado pelos terroristas dos tempos de chumbo. Claro, com espírito de vingança. A comissão da verdade apura apenas os crimes da ditadura oficial, enquanto a outra ditadura, da guerrilha, passa ao largo. O alinhamento dos governos petistas com Cuba, Venezuela, Bolívia, FARCs, é um sinal de que a democracia está outra vez a perigo. Perigosamente a perigo.

Uma dura realidade: o Brasil não pode ser laboratório para nenhum projeto de poder da esquerda ou da direita. Os governos ditatoriais tinham um projeto de Nação. O Brasil prosperou nos governos de Vargas (15 anos de ditatura) e prosperou nos governos militares (20 anos de ditadura). Estou a favor da ditadura? Não. Estou em busca de um governo com um Projeto de Nação. E estou convidando os nossos mentores a fazerem um esforço extra para que isso aconteça logo.

Quem já foi está de volta

As notícias de que importantes figuras do passado, vencedoras ou desastradas estão de volta para reparar suas falhas, nos faz pensar que as oportunidades estão sendo dadas. Padre Manuel da Nóbrega voltou como Emmanuel, o conhecido das obras de Chico Xavier. Temos notícia que José Bonifácio também já voltou e pode vir outra vez. D. Pedro I e Visconde de Barbacena (Tancredo Neves) já marcaram presenças entre nós. Podemos imaginar que os políticos do Primeiro e Segundo Reinados estejam reencarnados no Brasil, tentando resgatar as suas falhas políticas daquela época. Quem não se lembra, com emoção, da assinatura feita pelo presidente Fernando Henrique do tratado que criou o Mercosul, unindo os países que estiveram envolvidos na guerra do Paraguai? O Brasil tinha uma dívida ética e moral com o Paraguai, usado, na época, naquela guerra, como testa de ferro da Inglaterra. Podemos imaginar que o Brasil moderno está "devolvendo" àqueles países o que ele destruiu, retirou e até mesmo dominou. Se você perceber, a Usina de Itaipu foi quase que totalmente construída pelo Brasil; metade da energia que Itaipu produz é do Brasil e a outra metade é do Paraguai, que não utiliza quase nada da energia produzida e que a vende de volta para o Brasil. Não estaremos "devolvendo" ao Paraguai aquilo que destruímos dele? 

Com relação à podridão política de nossos dias se pode aferir que todo o lodo esteja sendo removido para que com a ajuda de um povo mais esclarecido jamais políticos podres cheguem ao poder.

Até semana que vem.  

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