sábado, 24 de outubro de 2015

1817-O segredo está por ser revelado


O Santo Graal, Jesus e Madalena

Introdução

Se há uma grande instituição, universal, muito carregada de segredos, esta é, sem sombra de dúvida, a Igreja Católica Apostólica Romana. Não é a única, mas é, possivelmente, a maior. Esconde de nós, racionais, em que condições Jesus se ergueu do sepulcro. Se no próprio corpo, alguém irá protestar: não estava morto quando o tiraram da cruz. Mas, é, assim, no corpo material que a igreja diz que ele se ergueu, mostrou as chagas, se alimentou, e depois sumiu. Segundo ela, teria subido aos céus no corpo.
Nessas primeiras sete linhas de um raciocínio, só aí, já existem argumentos para um concílio universal. Os pentecostais foram buscar esta hipótese, insustentável à luz da verdade, para aceitar que morremos, ficamos aguardando o chamado para ressuscitar, no mesmo corpo, num único dia no juízo final. Os neopentecostais se valem também dos escritos judaicos em que nos cinco principais livros organizados por Moisés, o chamado pentateuco ou Torá Judaica, Moisés não fala uma só vez na alma. Ela não existe? Sucumbe com o corpo e só é resgatada se o corpo, o mesmo, também vier com ela?
O Santo Graal é outro segredo que a igreja guardou e agora se vê acossada quando mais e mais a humanidade se aproxima da possibilidade de entender por Santo Graal o que se reescreve como Sangue Real. Pois foi, também a igreja que disse que no mesmo cálice da Santa Ceia foi recolhido sangue de Jesus crucificado e que este cálice sumiu.
Pois bem, sangue de Jesus guardado num cálice que sumiu, virou outra história: tratava-se de um filho de Jesus no ventre de Madalena que, efetivamente sumiu da Palestina.
Foi esta história que Dan Brown contou no livro “O Código Da Vinci”. Outros também escreveram sobre o mesmo segredo.
E agora? Quem está mentindo? Se não mentindo, oferecendo uma versão diferente.
Quanta coisa por esclarecer. As outras instituições religiosas não escondem tantos segredos e parece nada terem a esconder. Por que os segredos?
Vamos viajar nestas questões.
O que aconteceu em Jerusalém?
Quando se pesquisa um assunto polêmico como o Santo Graal, refletimos imediatamente sobre o lado místico da história, e é claro que esse é o lado que mais desperta nossa atenção, com suas batalhas, seus heróis e heroínas, quem sabe vilões, que na maioria das vezes tomam atitudes que mudam completamente o rumo da história e ideologias de milhões de seres humanos. Mas chegamos a uma conclusão de que todo lado místico, todo esse mistério, contém uma base racional.
Concordamos com o escritor J.M. Roberts quando em seu livro, “História do Mundo”, descreve a História como sendo a palavra que tradicionalmente significa duas coisas diferentes: “o que aconteceu e um relato verdadeiro ou não do que aconteceu. No segundo sentido é sempre uma seleção do passado. No entanto, nem mesmo a história do mundo inteiro é uma seleção de todo o passado. No primeiro sentido – o que aconteceu – significa o que aconteceu aos seres humanos, e o que foi feito por eles”.
Como hoje, também, haviam muitos interesses em jogo na Palestina. Roma de um lado, judeus alinhados com Roma, judeus subversivos, judeus fundamentalistas e uma grande massa pobre, desassistida, carente, espoliada a espera de milagres.
Por um lado, isso reduz bastante o passado com que temos de lidar e por outro, amplia por demais o espectro. Mas ainda assim deixa uma enorme tarefa a ser enfrentada. Também não fica muito claro por onde devemos começar. Teoricamente deveria ser pelo primeiro Ser Humano. Mas não sabemos quando nem onde ELE ou ELA surgiu. Embora possamos fazer suposições responsáveis dentro de limites razoavelmente amplos. Cada dia mais se abre a possibilidade de a África não ser a única terra natal do ser humano. Houve mais casos ao redor do planeta.
Cadê a Madalena promíscua?
Portanto, a pesquisa aqui apresentada foi minuciosamente estudada de acordo com as muitas fontes que são consideradas racionais, fontes essas baseadas em investigações de grandes especialistas no assunto como Teólogos, Arqueólogos, Historiadores e outros envolvidos. Desde já gostaríamos de deixar claro que não existe de nossa parte, nenhum preconceito a favor ou contra credos ou dogmas preestabelecidos. Por esse motivo, desejamos que se sintam à vontade para concordar ou não com os prováveis relatos a seguir.
Até os dias de hoje o que parte das pessoas tem em mente sobre Maria Madalena é que, ela era uma prostituta arrependida de seus pecados e salva por Jesus. Foi isso que a Igreja ensinou.
A Igreja por quase 2 mil anos estigmatizou Madalena como uma mulher promíscua, devassa. Somente no ano de 1969 é que, o Vaticano acabou corrigindo essa afirmação, ou seja, 1.378 anos mais tarde.
Que razões plausíveis teria a Igreja de Roma para derrotar Madalena? A única também plausível seria afastá-la de Jesus homem transformado em Deus e que por isso não poderia ter tido relações promíscuas com uma mulher.
Segundo Dan Brown, autor do livro “O Código Da Vinci” e outros historiadores renomados “em lugar nenhum, a Bíblia diz que Maria Madalena era prostituta, e que essa representação de promiscuidade imposta a ela está errada”, foi inventada, plantada. Por que?
Na Bíblia, as imagens frequentemente associadas a ela são a da pecadora que unge os pés de Jesus (Lucas 7, 36-38), a da mulher que derrama óleo perfumado sobre Sua cabeça (Mateus 26, 6-7) e (esta, muito dúbia, por que não cita o nome) a da esposa que está prestes a ser apedrejada por adultério e é salva por Cristo (João 8, 3-12).
Porém, nenhuma delas é, de fato, Madalena. As três diferentes histórias foram coladas a Madalena, por que o nome Maria era e é muito comum e haviam muitas delas no circuito do Mestre.
A única passagem mais “desabonadora” e, nem tanto assim, pois que a obsessão pode chegar para qualquer ser humano desavisado – foi a da expulsão de sete demônios – que está no Evangelho de Marcos (cap.16, v. 9). E nem foi literalmente assim como se verá adiante.
Após uma leitura atenta das Escrituras, é possível constatar que ela aparece nos momentos mais nobres da vida de Jesus: aos pés da cruz e como testemunha primeira da Sua ressurreição.
Mas, no ano de 591, o Papa Gregório I (Gregório Magno – 590-604), fez um sermão de Páscoa declarando que Maria Madalena, Maria de Betânia, a prostituta anônima, eram sim, a mesma pessoa.
Segundo o Teólogo Jeffrey Bingham – Dallas Theological Seminary, afirma que antes do século VI não foi encontrada nenhuma ligação clara entre Maria Madalena e uma prostituta ou entre Maria Madalena e uma pecadora, essa demarcação acontece com Gregório. E foi, lamentavelmente, uma extraordinária mentira papal, circunstância infeliz. Muitos outros papas antes e depois de Gregório também mentiram.
O Padre Richard Mcbrian, da Notre Dame University, diz que essa crença é falsa e que não há fatos que provem essa invenção de que Madalena era uma prostituta. O fato de ter demônios não quer dizer que Maria Madalena fosse promíscua. Ele diz também que demônios não eram monstros de ficção científica. Era o nome que se dava para obsessores, encosto espiritual.
Eram basicamente perturbações que viravam doenças e que na época não havia tecnologia e sofisticação na Medicina, por isso, atribuíam as doenças aos demônios. Então expulsar os demônios dela significava curá-la. O Padre Richard diz ainda que Madalena é uma das grandes santas da história da Igreja e que entre os discípulos de Jesus, Maria Madalena era a mais próxima e possivelmente a mais culta. Em outras fontes se diz que ela era a principal discípula.
Por que essa perseguição destrutiva da Igreja em relação à imagem de Maria Madalena? Por que durante séculos a Igreja retratou Maria Madalena como uma meretriz? A igreja teria desmanchado isso para afastar a mulher do sacerdócio? Há outras razões?
Histórias mal contadas?
Se consultarmos a Bíblia cristã fica claro que há grandes lacunas nas histórias sobre a vida de Jesus. A Igreja escolheu os quatro Evangelhos do Novo Testamento, mas havia outras histórias sobre Jesus, Evangelhos tão polêmicos que a Igreja mandou destruí-los.
E assim o foram, com exceção de uma cópia, que ficou escondida no Egito até cerca de 50 anos atrás, os pergaminhos de Nag Hammadi, uma versão alternativa da época de Jesus e Maria Madalena.
A Igreja sempre fez um grande esforço para reunir e destruir esse tipo de documentos.
Nag Hammadi é uma aldeia no Egito, conhecida como Chenoboskion na antiguidade, cerca de 225 km ao noroeste de Assuan, com aproximadamente 30.000 habitantes. É uma região camponesa onde produtos como o açúcar e o alumínio são produzidos.
A cidade é conhecida por ter abrigado, até dezembro de 1945, treze códices de papiro, com capa de pergaminho, descobertos por camponeses num recipiente fechado.
Entre as obras aí guardadas encontravam-se tratados gnósticos. Gnose, cuja origem etimológica é a palavra grega "gnosis", significando "conhecimento", designa um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem. Os gnósticos são libertadores, é a típica característica do livre pensador e Jesus de acordo com os relatos, rompia as normas impostas e atacava as autoridades religiosas, bastante anarquista (no bom sentido) e essa é uma característica clássica do antigo gnosticismo.
Por várias vezes Jesus se identificou como um reformador, apesar de ter dito que não viera destruir a Lei, mas dar-lhes cumprimento. Não disse, porém, qual lei.
Gnosticismo designa o movimento histórico e religioso cristão que floresceu durante os séculos II e III, cujas bases filosóficas eram as da antiga Gnose, com influências do Neoplatonismo e dos Pitagóricos.
Também foram encontradas três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum (Hermes) e uma tradução parcial da República de Platão.
Historiadores afirmam que os documentos foram escondidos por um monge num mosteiro local no século IV, a mesma época em que o bispo de Alexandria mandou destruí-los.
Os manuscritos têm nomes como “O Evangelho de Tomás”, “O Evangelho da Verdade”, “O Evangelho de Felipe” e um fragmento encontrado em outro lugar se chama “O Evangelho de Maria Madalena”, também conhecido como “Evangelhos Gnósticos”.
Parte destes manuscritos foi adquirida pela Fundação C.G. Jung, que continha, como citamos, o também famoso Evangelho de Tomás (ou Tomé) considerado pelos historiadores como o registro mais próximo das palavras de Jesus, e que o Vaticano o classificou como herege.
Jesus disse (conforme ali está):
“O Reino de Deus está em vós... E à sua volta...”.
“Não em templos de madeira e pedra...”.
 “Parte um pedaço de madeira e ali estarei...”.
 “Ergue uma pedra e me encontrarás...”.
Histórias recontadas
Em 1952, o governo egípcio nacionalizou o restante da coleção Nag Hammadi. Somente em 1961, um grupo internacional de especialistas se reuniu para copiar e traduzir o material como um todo. Em 1972, apareceu o primeiro volume da edição fotográfica. E finalmente em 1977 a coleção inteira, pela primeira vez, apareceu em tradução inglesa.
Muito pouco se falou sobre tudo isso. Por respeito ao Vaticano. Sim, porque detona muitas verdades católicas.  
Os pesquisadores modernos estabeleceram que alguns manuscritos, ou a maioria deles datam de no máximo 150 d.C. E pelo menos um pode incluir material ainda mais antigo do que os quatro Evangelhos do Novo Testamento que conhecemos.
Essa coleção constitui um repositório valioso de documentos cristãos iniciais, além do mais, alguns documentos podem ser considerados possuidores de uma veracidade própria, única. Um reviver da doutrina de Jesus sem as contaminações sofridas por interesses governamentais de outras épocas.
Eles escaparam à censura e revisão da ortodoxia romana e foram originalmente escritos para uma audiência egípcia e não romana, e desta forma não são distorcidos ou adaptados aos ouvidos e interesses romanos.
Finalmente eles podem se basear em fontes de primeira mão e/ ou testemunhas oculares.
Segundo Dan Brown, os historiadores imaginam que, se a Igreja fez um esforço tão grande para destruir essas informações, elas devem ser, no mínimo, explosivas.
Mas que informações eram essas que precisavam a qualquer custo ser apagadas, que precisavam ser ocultas?
Encontraram uma das caixas-pretas
A história judaica inclui um dilúvio mandado por Deus para recomeçar o mundo a partir de um pequeno e selecionado grupo em outras e melhores bases. A vinda de Jesus representou não outro naufrágio imposto ao mundo velho, mas um incêndio que começou com a Biblioteca de Alexandria (48 a.C), onde estava o conhecimento velho. Os filósofos gregos, além dos profetas judaicos, já haviam previsto: o conhecimento teria de ser reestruturado. Mas, o poder envelhecido, dominador, interesseiro, não deixou que isso pudesse ter acontecido ali no primeiro século, segundo, terceiro, décimo século. E veio no vigésimo, desde o interior de uma gruta, pelas mãos de um foragido do bispo guardião de Alexandria. Sim, é verdade que Deus escreve reto por linhas tortas? Ou são os homens que entortam a retidão das verdades de Deus?
Os manuscritos de Nag Hammadi são a caixa preta, se quisermos usar a linguagem aeronáutica. A história contada por aqueles que dominavam a região, ruiu. Não pode mais ser sustentada. Os tempos pregados por Jesus estão chegando agora. Com base na verdade. Em verdade, em verdade, vos digo, os tempos chegaram. 
Um detalhe muito importante e que grande parte das pessoas ignora, ora por falta de acesso à informação (mais notável), ora por ausência de interesse, é que, no processo de organização da Bíblia, muitas histórias se perderam, outras foram descartadas ou ganharam novos contornos de acordo com a mensagem que se pretendia passar.
A versão que conhecemos passou por um longo processo de edição até chegar ao formato atual. Coube à elite letrada, aos reis, aos sacerdotes, aos escribas e aos profetas a tarefa de reescrever as narrativas.
A escolha final dos livros da Bíblia – considerados sagrados e divinamente inspirados – ocorreu em 393 no Concílio Regional de Hipona, na África do Norte e, é lógico, depois de uma batalha doutrinária dentro da Igreja, brigas de grupos e de ideologias, os textos que saíram vencedores foram promulgados oficialmente em 1546 no Primeiro Período (1545-1548), no Concílio de Trento (formado por três períodos). Veja, foi preciso esperar que o tempo enterrasse muito daquilo que teria de ser recontado. Nada menos que 1.153 anos depois os textos adulterados, adaptados, foram transformados em lei.
Os livros que não pertenciam ao cânon (a lista dos escolhidos) ganharam a alcunha de apócrifos (que, em grego, significa “reservado, escondido”, mas acabaram cotados como falsos) e muitos foram para a fogueira por terem sido considerados heréticos, vetores de heresia.
Curiosamente foi no Concílio de Trento (1545-1563) que, se instituiu oficialmente o Índice de Livros Proibidos (1559) – Index Librorum Prohibitorum – liderado pelo Papa Paulo IV. A propósito esse foi seu último ano (1559) de Pontífice; e o que é notável é que obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas e até pensadores tenham pertencido a esta lista.
Não é sem propósito que filósofos, cientistas, pensadores que abriram a Era do Renascimento foram se declarando ateus não porque não acreditassem em Deus, mas porque não queriam ser perseguidos pela Igreja. A Inquisição já era uma senhora madura.
Sim, vale lembrar, também, que nesse mesmo Concílio foi reorganizada a Inquisição para ser retomada ainda mais feroz na perseguição, julgamento, condenação e execução dos adversários da Igreja.
Voltando rapidamente ao nosso “Pontífice”, palavra essa aplicada ao Chefe Supremo da Igreja Católica (Imperador, Papa), tem um significado muito interessante: o Pontífice não é nada menos que, considerado como a Ponte entre o Povo e Deus, assim as pessoas se dirigiam a Roma para obterem a interseção divina, e no caminho, é claro, ao passarem a Ponte para a Divindade, deviam pagar os pedágios, daí a palavra Pontífice que cobrava impostos para deixar falar com Deus, para encaminhar as almas a Deus.
Ou seja: “Fora da Santa Igreja Romana não existe salvação”, famosa frase de São Cipriano confirmada no V Concílio de Latrão. Apesar de, o IV Concílio de Latrão ter hesitado nessa afirmação.
Ataque sistemático aos hereges
Quase como aconteceu durante a Inquisição ainda hoje a Igreja bate forte nos hereges (nome feio que se introduziu para designar aqueles que não concordam). A postura patriarcal diante da sociedade e a figura de um deus hermafrodita, sem esposa, com o nome de monoteísmo são as ideias predominantes para a Igreja e continuam sendo até hoje, apesar da Santíssima Trindade que é dada como o trio divino. Essa é a única visão que temos, uma visão patriarcal imutável, que se não for reformada, perderá os poucos fiéis que ainda existem ou subsistem.
No dia 16 de março de 2005, o Cardeal Tarcísio Bertone, arcebispo de Gênova, Itália, e um dos mais conhecidos Guardiães da "Pureza da Fé Católica", apelou na Rádio do Vaticano para que não comprassem ou lessem o Livro "O Código Da Vinci" (a carapuça surtiu efeito), pois o vaticano o acusa de "erros e distorções", mas essa oposição despertou ainda mais interesse na sua leitura.
Foi a este Cardeal que a Santa Sé entregou a "cruzada" contra o livro do escritor norte-americano, acusado de montar um "castelo de mentiras" e de obedecer a uma "intenção deliberada de desacreditar a Igreja Católica ..." ("Diário de Notícias")
Procuramos de certa forma agir quase sempre de modo imparcial, mas por favor, depois de quase DOIS mil anos de ERROS que já estamos saturados de saber, será o livro do escritor Dan Brown culpado pela decadência da Santa Igreja?
Não são palavras do editor do blog. É o clamor das ruas. Ou seria dos templos? Nos tempos atuais, senhora Santa Sé, isso não cabe mais. Não estamos mais na época dos livros proibidos. Podemos, temos o direito de ler, escrever o que bem entendermos.
Agora se esse tal livro fez tanto alarde assim, é porquê provavelmente existe algo nele mais próximo da verdade. Essa atitude do Vaticano, de querer, de tentar, de proibir, consequentemente nos deixa mais curiosos.
Não estamos mais na época da inquisição, na qual ler um livro era sinônimo de heresia e morríamos queimados. Ao menos, nosso pensamento é livre!
Que maravilha seria se o simpático Papa Francisco iluminado pelo seu sorriso largo viesse a público dizer, por exemplo, que nada existe para provar ou negar as possíveis ligações de Jesus com Madalena e que a Igreja tem o maior interesse em esclarecer isso, exatamente, porque a verdade é um direito do ser humano.  
A segunda caixa-preta
Dois acontecimentos em torno, possivelmente, do mesmo documento.
Quando, no século X, foi constituída a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, conhecida mais tarde por Ordem dos Templários, esse nome lhe veio a propósito de ocupar uma ala do que foi o Templo de Salomão, em Jerusalém. Era um grupo de soldados muito bem treinados, uma SWAT precursora, destinada a dar cobertura aos peregrinos que vinham da Europa por mar e por terra para visitar a Terra Santa, notadamente o Santo Sepulcro, que se diz tratar-se do túmulo de Jesus. E eram atacados por salteadores que levavam seu dinheiro e seus pertences.
Por falta de espaço para as cavalariças, eram todos cavaleiros, os Templários fizeram escavações e nisso teriam descoberto relíquias e documentos. Um dos quais, se diz, trata-se do Santo Graal, pois a partir disso a Ordem recebeu favores, regalias, doações, recompensas por seu silêncio, a ponto de transformar-se na maior potência econômica nos séculos XIII e XIV.
Para que você, leitor, seja informado, um detalhe: a Ordem aplicava aos seus membros votos de silêncio a tudo que fosse tratado em suas reuniões, o mesmo procedimento que adota a Maçonaria. Se diz que os Templários foram uma espécie de Maçonaria e que a Maçonaria atual é herdeira do modelo templário.
Por conta de seu silêncio, o mundo não ficou sabendo o que era o achado do templo de Salomão.
Mas, eis que um belo dia o rei Felipe, o Belo, da França, resolveu apoderar-se da fortuna dos Templários e se lançou sobre a Ordem prendendo pessoas e confiscando bens. Contudo, naquele fatídico dia, muitos templários e muitos dos seus bens haviam desaparecido da França antes da hora fatal. E com isso também pode ter desaparecido o tal de achado do templo de Salomão.
No entanto, o Santo Graal pode ser uma metáfora que se refere à própria Maria Madalena que, sendo ela esposa de Cristo (em interpretações, obviamente, não aceitas pela Igreja), seria portadora da linhagem sagrada do Filho de Deus.
Através de uma análise histórica, o Graal pode ser compreendido como a motivação que os cruzados encontraram após a decepção pelas mal- sucedidas batalhas na Terra Santa. Neste caso, o Graal representa um novo ideal de vida aos que foram derrotados pelos "infiéis".
Sob um ponto de vista mais amplo, o Santo Graal, Rei Arthur e a lendária Excalibur, são arquétipos distintos que traçam um mesmo conceito: o Rei (líder) virtuoso que, por seus méritos, conquista uma poderosa espada e torna-se invencível, partindo em busca de um objeto mágico capaz de restabelecer a ordem, a paz e a prosperidade em seu reino.
De qualquer forma, na condição de uma relíquia histórica da cristandade ocidental, não é possível avaliar o Santo Graal encontrado atualmente (sob a forma de cálice) em Valência, ou o Santo Graal metafórico do imaginário medieval; pois ambos têm valores distintos e igualmente incalculáveis. O Santo Graal é uma referência secular de valores humanos perdidos que, simbolicamente, serão resgatados por um profeta, um valente guerreiro, um líder de uma nação ou simplesmente por quem se revelar digno de portá-lo. 
Uma apóstola credenciada
Segundo a Bíblia, quando Jesus ressurgiu dos mortos, de acordo com o Novo Testamento, em três dos livros sinóticos, ele apareceu primeiro para Madalena, ela não foi só uma testemunha. A Bíblia diz que Maria Madalena estava aos pés da cruz junto com a mãe de Jesus, enquanto a maioria dos homens que O seguiam se haviam desaparecido.
O Padre Mcbrien diz que ela não foi só a testemunha principal, à frente até de Pedro e dos demais. Ela tinha todas as credenciais para ser uma credenciada apóstola.
O relato do encontro de Madalena com Jesus ressuscitado contado pelo Evangelho de João é interessante:
- Após dirigir-se ao sepulcro onde deveria estar o corpo de Cristo e não encontrar nada, Maria desespera-se. Recusando-se a crer que o Mestre não estava ali, ela volta a olhar para dentro do local, mas vê apenas dois anjos vestidos de branco, a quem diz que está à procura do seu Senhor. Naquele momento, ela se depara com Jesus ali, em pé, mas não o reconhece.
Ele lhe pergunta por que chora. Pensando que fosse o jardineiro, Madalena lhe diz: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o pagarei”. Jesus, então, a chama: “Maria!” Ao dar-se conta de que era o próprio Cristo, ela exclama: “Raboni!” (que, em aramaico, significa “Mestre”).
Em seguida, Jesus pede que ela conte aos outros que Ele estava de volta. “Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: Eu vi o Senhor!”, escreve João.
Segundo o Teólogo Paulo Garcia, em uma entrevista para uma revista, “Maria Madalena é aquela que orienta, que dá o discernimento, que mostra qual o caminho para os discípulos. Ela tem conhecimentos secretos sobre Jesus, mais do que os apóstolos homens”.
Em uma passagem do Evangelho de Maria Madalena, o próprio Simão Pedro admite isso: “Irmã, nós sabemos que o Mestre te amou diferentemente das outras mulheres. Diz-nos as palavras que Ele te disse, das quais tu te lembras e das quais nós não tivemos conhecimento”.
Porém o trecho seguinte, do mesmo Evangelho, revela o descrédito do apóstolo: “Pedro - Será possível que o Mestre tenha conversado assim, com uma mulher, sobre segredos que nós mesmos ignoramos? (...) Será que Ele a escolheu e a preferiu a nós?”
- Maria Madalena responde: “Meu irmão Pedro, que é que tu tens na cabeça? Crês que eu sozinha, na minha imaginação, inventei essa visão, ou que a propósito de nosso Mestre eu disse mentiras?”
Mas, como se sabe, foi a versão de Pedro a escolhida para entrar para a História. Numa sociedade patriarcal, os homens é que tinham credibilidade. “O que se lê é que eles se reuniram e formaram um grupo seguidor de Jesus, e Maria Madalena não tinha tanto poder para convocar e aglutinar pessoas”, afirma a teóloga Luiza Tomita, apesar de reconhecer que na reunião de Pentecostes as duas Maria estavam presentes.
Qualquer mulher que se torna líder acaba ganhando uma pecha sexual preconceituosa. Maria Madalena foi uma figura polêmica no cristianismo primitivo por sua atuação como discípula dileta de Jesus e a disputa páreo a páreo com o apóstolo Pedro, que só sobressaiu depois que o líder, Iscariotes, se afastou.
Tudo indica, ela era a esposa
Na época, as mulheres desempenhavam um papel de proeminência, fundavam, sustentavam e ensinavam as comunidades (citado em Cartas do apóstolo Paulo). Isto, bem entendido, era o caso no grupo de Jesus. A cultura dominante vinda do regime ptolomaico, seguido pelo regime romano, permitia que o patriarcalismo dominante reprimisse a figura feminina.
Vale lembrar que, mesmo nos textos bíblicos, escritos por homens, a importância de Maria Madalena é inegável. “Não é exagero dizer que, nos Evangelhos, o nome dela lidera a lista de mulheres discípulas da mesma maneira que o nome de Simão Pedro encabeça a lista de discípulos masculinos”.
Depois de séculos podemos afirmar que, promíscua como a “contraditória Igreja” relatava, Maria Madalena não era. Agora a história mudou mais uma vez, pois não vemos mais Madalena como uma prostituta arrependida e sim como uma companheira de Jesus, como citado no Evangelho de Felipe, "Koinonos" em grego, que significa "Companheira" e muitas vezes "parceira". Madalena era a Companheira de Jesus.
Mas que outro papel tão importante, Maria Madalena (Magdalena) desempenhou na vida de Jesus? Nesse tempo, uma mulher sozinha jamais faria parte de uma caravana como a de Jesus indo a vários lugares para pregar. Maria (mãe – e já viúva) acompanhava o filho ilustre; Madalena estava com o esposo. E mais, um homem aos 30 anos, se solteiro, era considerado fora do juízo, pois o costume judaico era casar-se tão logo emancipado.
No século XII, Iacopo de Varazze, em seu livro “Legenda Áurea”, diz que Maria Madalena era oriunda de uma família rica de Betânia, que morava em um Castelo chamado Magdala. Depois da morte dos pais, Marta, sua irmã, teria herdado a vila de Betânia e ela o Castelo, daí o seu segundo nome: Maria de Magdala.
Curiosamente, cartas patentes de Luiz XI, de 1482, referem-se a uma visita do Rei Merovíngio Clóvis ao túmulo de Marta, irmã de Magdalena no fim do século V. Os restos mortais de Marta estão enterrados em Tarascon, na província francesa de Vienne. Os restos mortais de Magdalena estão na Abadia de São Máximo.
Alguns historiadores e estudiosos especializados no assunto, afirmam que ela não só foi uma das apóstolas mais importantes, mas como também foi casada com Jesus.
No Gnosticismo, Maria Madalena é detentora de suprema importância, como portadora e transmissora da Luz. É o que se lê em Pistis Sophia.
Mesmo fora dos Evangelhos Gnósticos, há provas de que nos primeiros séculos depois de Jesus, Maria Madalena (ou Maria de Magdala) era tratada com grande respeito por muitos dos primeiros líderes masculinos da Igreja, Hipólito, bispo de Roma (170-235 D.C) um dos primeiros padres cristãos afirma que ela é o apóstolo para os apóstolos, outro declara que ela é a Torre de Fé (migdol ou magdal significa "torre" em hebraico).
Interesses afastam as mulheres
A partir do século IV o celibato passa a ser cada vez mais exigido, sendo cobrado do clero total abstinência de suas esposas. As mulheres foram proibidas de servirem aos sacerdotes e de possuírem igrejas (paróquias). No século V foi decretado pelo Concilio de Cartago que todo o alto clero deveria se separar de suas esposas sob a ameaça (pena) de perder seus direitos sacerdotais. Uma loucura total, uma atitude sem nenhum discernimento, um desatino. O papel edificante da mulher perde seu significado, dando lugar a adulterações, verdadeiras maldições contra a mulher. A mulher passa então a ser a portadora do pecado. Mas mesmo antes dessa época o poder matriarcal já estava se extinguindo. Para não assumir a família dos padres, a Igreja os proibiu de casarem-se.
Porém a Igreja Oriental (separada de Roma) discordava. Diversos escritores orientais aclamaram o papel de Maria Madalena, a respeitando como uma mulher honrada. Na Grã Bretanha, cristã mas não católica, existe uma Catedral em sua honra.
Em 444, Cirilo de Alexandria dizia que através de Maria Madalena, as mulheres eram duplamente honorificadas. Em 446, Proclus patriarca de Constantinopla afirmava que as mulheres eram as escolhidas para avisar os apóstolos e para serem reverenciadas. Gregório de Antióquia chama as mulheres de as "Primeiras Apóstolas" em 593.
O fato é que ela, Madalena, foi vítima de uma disputa de Poder sobre o papel da mulher na Igreja, e passa a ser substituída por Maria, a mãe de Jesus que, com o tempo passou a ser chamada de “Mãe de Deus”. Bispos mostravam-se furiosos com o fato de grupos permitirem que mulheres realizassem comunhões e curas, por exemplo. De acordo com a Historiadora e Teóloga Pagals, o que se vê por volta ali em torno dos séculos III e IV é a exclusão sistemática das mulheres de qualquer posição em que tivessem voz ativa, visibilidade e autoridade no âmbito da Igreja que, ao tempo do primitivo movimento cristão eram muito consideradas. Essa marginalização das mulheres pode ter sido o motivo de Maria Madalena ter perdido a importância ao longo dos próximos anos e séculos. É provável que tenha sido intencional acusá-la de prostituta, dessa forma Maria Madalena perderia seu poder e força na época; estigmatizando, Madalena ganhou com uma visão negativa.
O que há de absurdo?
Esse assunto não é fácil, envolve diversos fatores e se houver provas concretas irá provocar uma revolução na doutrina cristã atual.
“Na Igreja, predomina o conceito de uma visão de santidade da qual o sexo é excluído”. Maria, mãe de Jesus, passou a ser dada sempre como virgem – virgem quanto ao hímen - uma idealização sinal de separação entre o carnal e o espiritual – cuja cultura gerou a repressão sobre o sexo, assunto que foi muito bem abordado por Freud. Na esteira, retirou-se de José a honra da paternidade de Jesus e o próprio Jesus é levado à situação de não ter sido iniciado sexualmente, solteiro, celibatário, ou coisa pior, apenas porque nas hostes da Igreja os servidores – homens e mulheres – padres e freiras – passaram também a praticar, por obediência, o celibato.
Os anos vão se passando e as histórias se desvendando, até que possamos chegar próximos da mais provável verdade, baseando-se na lógica. O próprio Pôncio Pilatos questiona a “Verdade”. O que é Verdade? - Até ontem era verdade que Maria Madalena era uma prostituta, hoje não é mais.
As estórias infantis podem ser “verdade” no imaginário infantil. Os católicos cresceram em capacidade, reflexão, consciência e passam a não aceitar serem enganados com coisas tão sérias e fundamentais.   
Hoje em quaisquer instâncias onde se discuta aspectos religiosos e de fé, é comum as pessoas reivindicarem a aceitação de que Jesus nasceu de Maria por via natural, tendo José como seu pai biológico e mais, que o Bondoso Mestre do Amor cumpriu sua missão entre nós e dirigiu-se ao Reino dos Céus deixando seus restos mortais depositados em alguma tumba aqui na Terra. Isso inclui, naturalmente por ter sido da tradição de sua época na Palestina, uma natural e habitual ligação marital.
Se a verdade existe e se a ela se deu o nome de Santo Graal e se a descoberta feita pelos Templários nas dependências de uma cavalariça anexa ao que fora o Templo de Salomão, em Jerusalém, é um segredo clerical, e se a prova disso os Templários receberam sob juramento com a missão de proteger, o que seria essa prova, esse segredo está a um passo de ser desvendado. Sim ou não?
Muito já se escreveu sobre isso, muito desse assunto rola nos templos fechados da Maçonaria – que se diz herdeira dos Cavaleiros do Templo. Mas, o segredo ainda está guardado. Ficará guardado? Por quanto tempo?
Mas se Da Vinci sabia algo sobre Maria Madalena que a maioria das pessoas não sabia, quem lhe deu essa informação? Da Vinci pertenceu a um braço da Ordem Secreta que sucedeu a Ordem Templária.
O livro “O Código Da Vinci” sugere isso: que Leonardo Da Vinci pertencia a uma Sociedade Secreta que transmitia seus conhecimentos secretos de geração a geração sob o peso de juramento. Mas em nossa pesquisa não nos baseamos no livro de Dan Brown, mas podemos afirmar que ele foi um dos pontos iniciais de nossas investigações em relação aos estudos aqui apresentados. Confirmamos cada época, cada lugar e muito além, para que pudéssemos publicar a história mais próxima da razão.
Então é de pensar como pode ter pensado Da Vinci: 
"O dever do maçom é comportar-se como tal, praticando a verdadeira maçonaria".
O que há de absurdo pensar logicamente? Parece que o absurdo está em querer desviar a humanidade daquilo que é lógico.
As fontes contendo subsídios a este texto foram todas mencionadas no interior do texto.
Até semana que vem.

 

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