sábado, 7 de novembro de 2015

1819-Avanços tecnológicos


Medicina reconhece plano energético do corpo

Introdução                                                 

Os séculos foram se passando e aquilo que nós inscrevemos como avanços tecnológicos, no caso da medicina, representou, de fato, um avanço da diagnose e um retrocesso na eficácia curativa. Os equipamentos laboratoriais permitiram aos médicos abandonarem outros métodos investigativos para chegar ao diagnóstico mediante a entrega desta leitura a uma máquina. E máquina, como sabemos, só tem capacidade de ver e registrar o que há em outra máquina. E assim, o corpo humano se fez máquina. Viramos máquina, somos olhados como máquinas. E tratados como tal.

A tomografia computadorizada consegue fotografar uma área do cérebro afetada por um tumor e até mesmo uma área estimulada por uma emoção, mas não saberia dizer se tal emoção é de tristeza, raiva, medo ou euforia, a menos que o paciente participe dizendo: “neste instante eu estou (por exemplo) com medo”.

Equipamentos sofisticadíssimos são capazes de identificar no cérebro ou em outra área do organismo a energia, mas jamais poderá diagnosticar se a energia é boa ou má. Um gato faz isso sem nenhum esforço. Aliás, não existem máquinas capazes de substituir alguns sentimentos que os animais sentem e, ao sentir, se protegem, quando se trata de uma ameaça. Os terremotos são pressentidos pelos animais com muitas horas de antecedência e tanto foi assim que no tsunami do Sudeste Asiático, um dia antes os animais estavam correndo para as partes altas da topografia porque haviam pressentido que o terremoto em alto mar traria ameaças para eles. Não foram atingidos. E a população das regiões baixas da costa marítima foi alcançada com perdas e perdas, como conhecemos.

Bem, o objetivo deste ensaio é mostrar o que a medicina está por reconhecer e já reconhece no corpo humano, agora sim, com ainda mais extraordinários avanços, já que as máquinas nos fizeram andar para trás sob o disfarce de que estávamos indo para frente.

Um médico do século XIX

Doutor Paul Gibier, francês, que produziu entre 1851 e 1900, escreveu muitas coisas, mas seu livro de mais fácil leitura pelos leigos é, sem dúvida, “Análise das Coisas”, que teve os direitos adquiridos em 1947 para ser traduzido e impresso no Brasil pela FEB. Por ser, para os brasileiros, uma leitura ainda avançadíssima, foi ficando, foi sendo lido muito pouco e agora, já no século XXI, faz o maior sucesso por sua espantosa atualidade. Gibier trata da doença como um processo energético anterior ao diagnóstico biológico e é nisso, preliminarmente, que afirmamos, na introdução, que os aparelhos médicos de precisão diagnóstica são incapazes de antever ou de ler um processo em curso enquanto ele não está instalado nas células biológicas.

Na verdade, quando você via, ou se não viu, sabe por informação, que existiram benzedores, chamados de curandeiros, que ao reger as energias com uma batuta traduzida por um raminho de arruda embebido em água sobre a cabeça de outra pessoa acometida de terríveis dores de cabeça (cefaleia pura, também chamada de enxaqueca) obtinha como resultado nos minutos seguintes a resposta da pessoa tratada (energeticamente): acabou-se a dor. Estamos apenas traduzindo da forma empírica o que o Dr. Gibier abordou de forma científica.

O que pode haver por trás de um copo d’água e de um raminho de arruda capaz de produzir a cura da enxaqueca? Simples, a enxaqueca não é uma doença biológica e não tem origem em nada material. Logo, um remédio químico pode surtir efeito analgésico adormecendo as células atingidas pelo campo energético desarrumado, mas isso não pode ser classificado como cura. Paliativo, sim.

Nesta sua obra, Paul Gibier procura demonstrar a existência, no ser humano, de um princípio intelectual consciente e individual, que é independe e sobrevive à destruição do seu corpo material.

Baseado em seus conhecimentos médicos e na análise do Universo (Macrocosmo) e do ser humano (Mesocosmo), o autor objetivou demonstrar, especialmente através da hipnose e dos fenômenos mediúnicos, a ação do Espírito – centro da vida – como agente organizador da matéria.

A obra é a continuação natural da sua obra anterior, “O Espiritismo” (faquirismo ocidental).

Na primeira obra o autor expôs as origens do Espiritismo e as investigações dos grandes pesquisadores dos fenômenos psíquicos, além de seus próprios experimentos.

E no segundo trabalho, alicerçado em anos de pesquisas, Gibier, além de expor novos fenômenos psíquicos de importância, extrai, da sua experiência no assunto, importantes deduções filosóficas e morais acerca da nova Ciência do Espírito aplicada à cura médica.

Assim como a matéria, mesmo suposta no estado de repouso completo, encerra energia potencial, assim também a força anímica contém inteligência em gérmen, ou no estado potencial. A matéria seria, pois, segundo esse prisma para o qual chamo a atenção do leitor, uma modalidade em evolução para a energia da qual ela parece proceder, como esta estaria em evolução para a inteligência, da qual tudo procede e para a qual tudo volta num perpétuo círculo. É o que os antigos iniciados entenderam pelo nome de Ouroboro, a serpente que vive a demorar-se, enrolada em círculo, dentro do qual um triângulo descendente e outro ascendente estão entrelaçados, indicando as duas correntes em sentido contrário, que são a vida do mundo. E é também o que quiseram significar os iniciadores religiosos da humanidade em suas bíblias, onde escreveram que “o Espírito criou o mundo do nada”, isto é, de si mesmo.

As células animadas contendo inteligência no estado embrionário – se posso exprimir-me assim – manifestam essa inteligência à maneira dos seres inferiores: vibram, assimilam, desassimilam, procriam e lembram-se. O fenômeno conhecido sob o nome de imunidade contra uma doença infecciosa, que já atacou o corpo humano, ou o do animal, outra coisa não é mais do que um fenômeno de memória celular; é a manifestação dessa inteligência potencial: a célula, ser vivo, independente até certo ponto, que lutou uma vez vitoriosamente contra as células dos germens ou micróbios invasores, recorda-se de haver-lhes resistido e do modo pelo qual lhes resistiu. Ela transmite essa lembrança, que exprime hereditariedade, às suas células-filhas. É só ao fim de tempo mais ou menos longo é que essa memória se perde e que a imunidade “se esquece”. Cada individualidade da confederação polizóica luta pela comunidade e procura dentro de suas forças aniquilar ou expulsar, do território da sua “república”, o intruso que quer viver à custa dos seus concidadãos. Em resumo: cada célula do nosso corpo é um ser vivo, um animal representando a imagem microscópica (Microcosmo) do homem: é formada de matéria, de energia e de inteligências proporcionais. A conquista das vacinas anda nestas avenidas.

A descoberta da fagocitose, por Metschnikoff (zoólogo e imunologista russo, que descobriu a imunidade das plantas), é uma perfeita demonstração do que proponho. Esse sábio do século passado mostrou, surpreendendo-os em flagrante, que os glóbulos brancos do sangue e dos órgãos linfáticos desempenham papel de agentes de polícia da circulação dos humores do corpo do homem e dos animais. Desde que um elemento estranho se introduz na circulação, eles se reúnem, em grande número, em torno do intruso, prendem-no e procuram, antes de tudo, abafá-lo, comê-lo, digeri-lo, em uma palavra, fazê-lo desaparecer – o que conseguem frequentemente quando se trata de micróbios atenuados (Bacillus anthracis, etc.), ou pertencentes a qualquer moléstia ordinariamente não mortal. Enfim, tendem a expulsá-lo, quando se trata de um corpo volumoso, que os tecidos não conseguem enquistar. A quase totalidade das doenças não vindas do ambiente tem esta origem: a incapacidade das células se tornarem invencíveis por conta da desarmonia humana.

Penso que esta teoria da imunidade ainda não foi apresentada e submeto-a ao juízo da crítica científica, com a segurança de que um dia lhe hão de reconhecer a veracidade, argumentou Gibier.

E quando se trata de inimigo íntimo?

Vimos aí nas teses de Gibier e Metschnikoff, que quando vem de fora o inimigo é cercado, atacado, destruído pelos “soldadinhos” de defesa do corpo, chamados popularmente de glóbulos brancos, na verdade, leucócitos. Uma taxa muito baixa significa perda da guerra e terrível ameaça ao ser maior, no caso, a vida humana. E quando o inimigo está disfarçado, camuflado, travestido e morando dentro do sistema e não é visto como inimigo e nem atacado como inimigo? Temos aí perfeitamente identificado o inimigo chamado doença com origem íntima, verdades que a mente desequilibrada manda para dentro do sistema e o sistema se estressa, se mata sem encontrar nada e se põe em exaustão e aí, sim, o inimigo que poderia ter sido combatido já não é mais combatido e as células por suas memórias já referidas se viciam com a informação errônea e se destroem entre elas mesmas ou passam para suas filhas a informação errônea ou nenhuma informação.

Três grandes origens para as doenças

A partir dos estudos dos benfeitores da humanidade já citados, outros e outros vêm estudando e pesquisando, tornando mais claro para a nova medicina as causas da quase totalidade das doenças humanas. Sim, humanas, pois os animais estão fora desta lista em mais de 90% dos casos e, mesmo assim, se incluirmos os animais domésticos, pois os silvestres passam longe desta realidade.

Os hospitais, ambulatórios, clínicas e consultórios médicos lidam com três grandes vertentes de onde se originam praticamente todas as enfermidades tratadas:

1.   Doenças hereditárias – herdadas geneticamente, que é quando os órgãos do corpo já vêm afetados ao nascer a pessoa. E se tivermos paciência para observar e pesquisar, muitas, quem sabe a maioria das doenças genéticas, poderiam ser incluídas no rol das doenças desenvolvidas nos ancestrais daquele que nasceu com aquela doença presente em suas células.

2.   Doenças adquiridas – são as procedentes de contato com material externo contaminante (bactérias, vírus, química, etc.) ou resultado de acidentes. E em muitíssimos casos de acidentes, também eles sairiam desta classificação para incluírem-se entre as doenças atraídas por nossa maneira desastrada de pensar.

3.   Doenças desenvolvidas – são as centenas de patologias fora das listas anteriores, que se desenvolvem nas pessoas tendo como origem, basicamente, uma ou mais de cinco causas a seguir:

a.   Do plano comportamental – pela via da cultura, do condicionamento, dos costumes, da rotina, dos hábitos, das manias e estão associadas à alimentação, ingestão de bebidas, fumo, excessos de doces, salgados, gordurosos, gorduras trans, substâncias químicas tóxicas, falta de exercícios, etc, etc;

b.   Do plano emocional – pela via da mágoa, da decepção, da frustração, do remorso, da raiva, do ódio, do abandono, da inveja, da ambição desmedida;

c.    Do plano intelectual – pela via da informação equivocada, pensamentos negativos, memórias destrutivas, fantasias, etc.;

d.   Do plano psíquico – pela via dos traumas conscientes e subconscientes e pelo desfazimento dos sonhos reais;

e.   Do plano espiritual – pela via das necessidades da alma, como abordaremos com maiores detalhes adiante.

Estas abordagens justificariam com sobra de argumentação a atuação dos novos médicos que já conseguem diagnosticar as doenças instaladas nos sistemas energéticos e encaminham a cura pela transformação do paciente ao adquirirem consciência que ser feliz, saudável, amoroso, ético são escolhas nossas e que são as nossas escolhas que nos levam para os quadros patológicos desastrosos. Esta postura acaba tendo repercussão até mesmo nos acidentes, pois muitos deles somos nós que os atraímos pelo modo de pensar e agir.

Necessidades da alma

Não é fácil escrever e provar que a alma é uma entidade inteligente que não sucumbe ao depositar-se o corpo numa sepultura ou jogá-lo ao mar ou ao cremá-lo.

Cada vez mais existem cientistas engajados no desvendamento da verdade que somos uma mente de muito longo prazo a viajar espiritual e repetidamente entre as dimensões biológica e espiritual. A forma mais simples de demonstrar isso é buscar saber o que passaria pelo cérebro de um defunto estirado sobre um esquife. Nada, é a resposta de qualquer criança, pois ali está uma confederação de células que deixaram de ser células, para ingressarem no processo da decomposição, podridão, transformação, reciclagem. E o que foi feito com a sabedoria daquele ente que algumas horas antes era chamado de doutor porque, de fato, detinha o título de PhD depois de muitos anos de dedicação aos estudos? Acabou-se tudo como o desligar de uma lâmpada ou o fechar uma válvula de gás? Não, é a resposta daqueles que estudam algum modo de justificar como pode uma criança de apenas três anos de idade, já, falar fluentemente duas ou mais línguas além daquela que está desenvolvendo em companhia dos pais. Ou sentar-se ao piano e executar uma longa partitura de música erudita que nem seus pais e seus ancestrais conheciam. Ou exercer com maestria inexplicável a arte da medicina, aos 14 anos de idade, sem nunca haver lido um livro do gênero ou frequentado um equivalente curso.

Nisso que foi escrito suscintamente (haveria muito mais), vai ficando óbvio que a mente não é o cérebro e, portanto, como energia, sobrevive, não se corrompe e retorna a um novo instrumento biológico, diga-se hardware, onde põe em execução o seu software de muitas existências.

E nisso, também, se pode identificar necessidades desta alma não atendidas pela mente terrena onde está encastelada, emitindo, por isso, sinais de desconforto, desacordo, cobrando mudanças. Nenhuma inteligência sentir-se-ia feliz ao habitar uma casa desarrumada, confusa, turbulenta, sem ética, vivendo de mentiras, sofismas, manias.

Uma obra magistral de um grande maestro

O ser demora muito a convencer-se de que é obra de um maestro não comparável com o regente da orquestra, mas elevado à categoria dos mestres dos mestres dos mestres mais qualificados que se possa imaginar. Somos capazes de destruir a folha de uma árvore e somos incapazes de devolver à vida esta mesma folha. Tem-se aí a diametral distância que separa a mente humana da mente do Autor da Vida, que chamamos de Deus sem conhecê-lo.

Ao observar atenciosamente como se comporta toda a natureza, homem no meio, percebemos o quanto somos estúpidos, enquanto tudo mais está em equilíbrio e harmonia, vencendo o caos o tempo todo, nós, ao contrário, provocando o caos o tempo todo, muitas vezes, na maior das vezes, sem condições de vencer o caos.

Criamos o nosso caos, caímos feridos por ele e chamamos ajuda externa para vencê-lo, achando que a solução está fora. Na cultura ocidental, quem cura a doença é o médico, é ele que tira da pessoa o mal que ali está. Nas nossas angústias e sofrimentos chamamos por nossos salvadores sem recorrer à sabedoria íntima que desprezamos, atrofiamos.

Jamais iremos encontrar Deus procurando-o no Universo. Ele está dentro de cada um de nós. E aí, reconciliados com nossa alma, talvez nenhum outro mal possa nos acometer.  
Até semana que vem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário