sábado, 26 de dezembro de 2015

1826-Se fôssemos máquinas


Os sete centros da máquina humana

Introdução

Deslumbrados com o desempenho das máquinas inventadas ou descobertas por eles, os homens insistem em chamar o coração, os rins, os pulmões, enfim os sistemas humanos, de máquinas. Maquinismo, mecanicismo, materialismo, conhecimento cartesiano ou newtoniano, são muitos os rótulos que se dão, inclusive para o Universo, para o Sistema Solar.

Tudo bem, as crianças também olham para suas mães como máquinas capazes de lhes servir, entre outras coisas, o leite que emana de seus seios, coisa que os adultos também fazem diante de uma bomba (máquina) de chope, de gasolina, de sorvete... Uns e outros se satisfazem com o líquido que brota, na maior parte das vezes sem mesmo perguntar como é que o leite, o chope, a gasolina e o sorvete chegam ali na “torneira”.

As máquinas maiores, como se fossem sistemas, vão abrigando dentro de si máquinas menores. A grande máquina humana tem em si outras máquinas, como já citamos: coração, rins, etc. O Universo macro também. Neste mesmo Universo habita outro universo, chamado homem – ser humano – completamente energético. E nele, pelo menos, sete centros que controlam a “máquina” humana, que prefiro chamar de sistema.

É fundamental entender os temas que virão e, principalmente, para entender e colocar em prática as técnicas de autoconhecimento e mudança interior para melhor.

Nosso corpo possui determinados centros de controle que são responsáveis por exercer determinadas funções físicas e psicológicas.
São sete os centros principais que controlam o sistema humano, sendo dois centros superiores, dois intermediários e três inferiores.

O ser humano tem espantosas possibilidades de desenvolvimento interior, a ponto de conseguir ter uma ordem perfeita dentro de si, com todos os demais cinco centros perfeitamente equilibrados e harmoniosamente “conectados” aos outros dois centros superiores.


Um ser humano assim tem total domínio de si mesmo, é senhor dos seus processos psicológicos e das suas emoções.

Os outros cinco centros são indispensáveis à nossa existência como auxiliares de nosso desenvolvimento e evolução.


Cada centro trabalha com o tipo de energia que lhe corresponde e o uso excessivo de qualquer um dos centros, que é o que podemos chamar de abuso, esgota ou empanturra uma pessoa, podendo mesmo levá-la a um colapso das suas funções. Atrofiados estes centros, ocorre um tipo de colapso. Superdimensionados estes centros, temos outro tipo de colapso.


Tomemos como exemplo o nosso estômago: vazio nos debilita; cheio demais nos congestiona.

Os sete centros

Os centros superiores:

Centro intelectual: localizado no cérebro, este centro trabalha com a Energia Mental, e é responsável pelos processos relacionados ao raciocínio, à análise, a telepatia, a intuição, a mediunidade, etc. Quando uma pessoa está estudando ou raciocinando para resolver um problema, está utilizando energia do centro intelectual, conhecida como Energia da Mente. Nas pessoas espiritualizadas é uma Energia em relativa associação com a Consciência, que é a memória da alma. Neste caso, acabamos de falar do Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça.

Centro sexual: localizado no final da coluna vertebral, entre o ânus e os órgãos sexuais. Trabalha com a Energia Sexual, que é a energia mais poderosa de todas. Tão poderosa que é a única energia em toda a natureza que tem o poder de criar a vida, conhecida como Energia Kundalini. Quando usada para o bem, irradia-se para o Universo através da Energia Mental. Quando usada para o mal, irradia-se para o Chakra Sacro e pode transformar-se em mania sexual. A Energia Kundalini não se faz poderosa apenas na reprodução, que é um dos seus fatores. Ela também direciona a mente humana para os êxtases, sendo o êxtase sexual o primeiro degrau. Nas pessoas comuns, limitadas, conduzidas por costumes, hábitos, rotinas, devido à sua condição psicológica e espiritual limitada, os dois centros superiores estão como que “desconectados” do processo maior do ser humano. Quando conectados os dois, temos a genialidade. Acabamos de falar do Chakra Fundamental, já localizado no corpo.

Intermediários: 

Centro motor: localizado na parte superior da coluna vertebral (base do crânio), este centro controla os movimentos que fazemos. Os músicos, os atletas e todos quantos fazem das mãos e dos pés movimentos de alta precisão, aprimoram a chamada Energia Física. Nesta região do corpo também fica a central controladora dos hormônios, das dosagens hormonais que respondem pelo nosso bem-estar ou mal-estar. Uma lesão, por exemplo, na coluna pode comprometer seriamente o controle dos movimentos dos membros e do corpo. Acabamos de falar do Chakra Frontal que ocupa seu lugar na testa como se fosse um terceiro olho formando um triângulo em pé. 

Centro emocional: é um centro de controle dos sentimentos e emoções que, quando pelo viés do Amor, aciona a Energia Kardias, a segunda mais potente, que se irradia para os chakras Laríngeo e Frontal, inundando procedimentos de amorosidade. Quando, porém, é usada pelo viés do desamor ou quando tomado por susto ou ameaça, inunda o chakra Plexo Solar, seu vizinho (região do umbigo), que é quando sentimos “frio na barriga” ou “dor na boca do estômago”. Acabamos de falar do Chakra Cardíaco, localizado junto ao coração.

Centro restaurador: é um centro destinado a servir tanto aos dois centros superiores, como aos dois centros inferiores, tal é o seu poder de inundar com ectoplasma quando acionado e não apenas quanto ao próprio corpo, pois serve também, através do Sacro, como doador em favor de outra ou outras pessoas. Acabamos de falar do Chakra Plexo Solar, localizado junto ao estômago.   

Inferiores: 

Centro instintivo: este centro não tem uma localização definida, pois controla os instintos naturais do ser humano como o instinto de sobrevivência, instinto materno, instinto sexual, etc. e, como se vê, percorre e inunda outros centros. É mais provável que sua localização seja paralela ao centro restaurador e sua energia se chama Energia Ectoplasmática. Acabamos de falar do Chakra Sacro, possivelmente abaixo do fígado.

Centro Egóico: este centro também não tem uma localização muito específica, eis que inunda o centro emocional, o centro intelectual, o do instinto, o sexual e o mental e serve como instrumento para a fala. É pela fala que nos tornamos inconvenientes para a vida. O silêncio é de ouro, a palavra é de prata. O silêncio edifica, a palavra mata.

Esses dois centros inferiores devem ser trabalhados para se anularem completamente e serem absorvidos o Instintivo pelo Restaurador e o Egóico pelo Emocional. Com isso, nossa fala passa a ser terapêutica e nosso ego amoroso.

Infelizmente devido aos nossos já conhecidos defeitos psicológicos, também chamados de ego e superego, ao serem usados em suas funções originais eles atrapalham os demais centros o que causa o mau funcionamento físico, emocional e psicológico.

Ao se direcionarem para o bem, para a comunidade, para o coletivo, estes centros inferiores são sugados e desaparecem.

As enfermidades de todo tipo têm origem na sua excessiva influência sobre os órgãos do corpo. A criminalidade tem origem aí, os chamados maníacos sexuais se fazem com a deturpação da elevada função do prazer apenas carnal.


O ego atua nos demais centros a cada instante, abusando da energia destes centros, controlando e desgastando os sistemas humanos.

O mais incrível de tudo é que ninguém sequer suspeita do que está ocorrendo em si mesmo, em seu próprio mundo interior, físico e psicológico. Apenas sofre as consequências sem saber as causas.
Mas a partir de agora isso pode começar a mudar.

Existe em nós um sentido que está atrofiado pelo desuso. Trata-se da Auto-observação. Com esse sentido podemos perceber a atuação dos defeitos psicológicos em cada centro e, percebendo isto, podemos eliminá-los através do que chamamos morte psicológica, também conhecida como morte mística ou ainda morrer psicológico.

Os temas da Auto-observação e da Morte psicológica serão explicados em detalhes em próximas postagens, e são imprescindíveis para o autoconhecimento e para a mudança interior.


Toda energia pode ser usada para o bem e para o mal. Quando uma pessoa descobre para o que está usando sua energia, tem início o processo evolutivo melhorador, que tem início na auto-observação.

Até a próxima semana.

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