sábado, 30 de janeiro de 2016

1831-Desvendando a Era de Aquário I


Temos um Décimo Planeta em nosso Sistema Solar

Introdução

Maioridade Espiritual é um blog com objetivo claro: batalhar pela nossa maioridade naquilo que de mais eterno possa existir em nós: nosso futuro espiritual.

Então chega de mentiras, seja da história – que sempre foi escrita pelos vencedores e esses disseram o que quiseram -; seja pelos mitos e lendas, que foram contados ao povo com objetivo de dominação; seja pelas chamadas escrituras sagradas, nem tão sagradas assim, pois foram escritas por homens segundo a sua conveniência, também muito próximo de mitos e lendas; seja pela NASA que, entre outras coisas, ocultou o quanto pôde a verdadeira trajetória de NIBIRU/Planeta X/Hercólubus, esse astro que agora acaba de ser confirmado como a décima potência celeste de nosso Sistema Solar; seja pela mídia que oculta, escancara, dá versões aleatórias sobre qualquer assunto que mexa com poder e dinheiro; seja, enfim, de parte dos livros escolares, que chegam para os professores eivados de pegadinhas, mentiras deslavadas sobre a vida, que nossas crianças hoje são obrigadas a engolir como verdades, es que nós, também, fomos vítimas da mesma armação; seja lá o que for que venha desviar-nos do caminho da verdade.

Graças a Deus, os cientistas estão vindo a público com frequência para pedir desculpas por axiomas anteriormente dados como definitivos e que hoje são revistos, refeitos.

Nesta Era de Aquário muita coisa virá a limpo além do Mensalão, das Operações Lava a Jato, Zelotes, Moeda Verde, das negociatas na FIFA, dos escândalos em prefeituras e, quiçá, leitor, até aí no seu condomínio.

Enfim, o blog tenta fazer sua parte. Não sabe tudo. Sabe bem pouco. Mas o pouco que sabe tenta passar adiante.

É o caso do tema de hoje. Um planeta, um astro, uma estrela anã nos visita a cada 3.600 anos e sempre que passa pelas imediações de nossos vizinhos planetários cria perturbações como as que passamos a ter desde 2009, o tsunami da Ásia, os vários terremotos, o El Niño, La Niña, as chuvaradas, as estiagens em vários pontos do planeta, a mudança de polaridade dos polos da Terra, as tempestades solares, etc, etc. A ciência sabia de muita coisa e ficou na sua. Quando não deu mais para esconder, veio a público dizer que não havia confirmação, queria evitar comoção popular.

Nibiru, Marduk, Planeta X, Hercólobus

 

(Contribuiu para este tema Ton Müller além de outros)

Isso mesmo que você lê. O visitante (com todos esses diversos nomes) que demora 3.600 anos para retornar, tem vários nomes e assim será enquanto a sociedade planetária oficial não o batizar definitivamente como fez com a Terra, a Lua, Marte, etc.

Os governos fizeram de tudo para que isso caísse em descrédito e assim fosse frustrado qualquer tipo de expectativa sobre NIBIRU (assim o chamarei porque assim ele foi chamado pelos sumérios, um dos povos mais antigos do planeta). Motivo da omissão dos governos: ganhar tempo e controle. Sabe, as bolsas de valores despencam sempre que algo ameaçador recair sobre a humanidade e aqueles que ganham lucros com a especulação financeira têm muito poder.

E não podemos esquecer os crentes nos textos bíblicos:

“Haverá então grande aflição como nunca houve desde o início do mundo até agora e nunca mais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém escaparia. Mas, por causa dos eleitos, eles serão abreviados”. (Mt 24,21-22). “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. (Isaías 65:17). “Depois da aflição daqueles dias, o Sol ficará escuro, a Lua perderá sua claridade, as estrelas cairão do céu e as potencias celestes serão abaladas. Aparecerá, então, no céu o sinal do Filho do Homem” (Mt 24, 29-30). “Ele enviará seus anjos com uma grande trombeta; ao seu toque, reunir-se-ão os eleitos dos quatro cantos da Terra, de uma extremidade a outra dos céus” (Mt 24, 31).

Gente, textos assim na boca de pastores e diáconos semeiam pavor e terror a milhões de crentes pouco esclarecidos. Este astro visitante vinha sendo dado como destruidor da Terra, prometido para deixar aqui apenas 144 mil pessoas escolhidas, os chamados eleitos. Pois bem, o astro já cruzou de ida e voltará em 2019 de retorno. Depois disso ficará distante de nós por uns 3 mil e quase seiscentos anos, conforme a fonte.

Nibiru é real e é considerado segredo de estado em muitos países

Os que acompanham a passagem de Nibiru através do sistema solar parecem concordar a respeito das fortes perturbações observadas até agora no movimento dos grandes planetas externos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) em suas órbitas, ainda que breves. Uma espécie de “chega pra lá” em consequência dos efeitos magnético e gravitacional de Nibiru sobre eles. Nibiru tem quatro vezes o tamanho de Júpiter, o maior planeta do sistema solar, e dentro em breve poderá ser visto a olho nu em sua viagem de retorno ao redor do Sol. Sua distância mais próxima da Terra (no periélio de ida) se deu exatamente no dia 21/12/2012, data do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte, dado aqui como início da Era de Aquário e vendido entre nós como o Fim do Mundo, segundo o Calendário Maia.

De uma coisa nós temos de nos capacitar e de imediato: quantas vezes esse Nibiru já nos visitou nesses 3,5 bilhões de anos que parece ser a idade da vida em nosso planeta? Perto de 1.000 vezes, não é mesmo? Teria sido ele o autor do fim dos dinossauros? Do início da Era Glacial? Do Dilúvio? De que mais?

Eis a questão: não temos informações. Mas, temos lendas, mitos...

Uma espécie de Gênese suméria, de escrita cuneiforme (em forma de cunha), acaba de ser desvendada e lá consta que há 3,9 bilhões de anos Tiamat era um planeta estéril e foi atingido por uma colisão com Marduk, ocasião em perdeu parte de seu corpo, deu origem à Lua que o circunda, mas ganhou as sementes da vida. Ganhou o nome de Terra e eis que Niburu/Marduk foi uma espécie de office boy fazendo-nos a entrega de DNA do espaço para que a vida começasse aqui. Tem mais coisas ali na lenda suméria, mas não é para o tema de hoje.

A brevidade da passagem de Nibiru e seu alto poder de alteração do status quo, confirmam algumas profecias já mencionadas. Mas, o ser humano tem de convencer-se que nossa Terra é uma nave espacial andando pelo cosmos a uma velocidade de 1675 km/h, girando sem parar a uma velocidade de 1666 km/h para dar, sobre si mesma, um giro completo a cada 24 horas. Não há um piloto sentado na cabine manejando botões e alavancas. Logo...

Logo, há um cosmos a caminho da perfeição, como também há seres humanos a caminho da perfeição (esta é a proposta). A cada novo caos segue-se um período de harmonia destinado a melhorar o que passou. Já publiquei aqui e faço questão de relembrar que são as tragédias e tropeços que nos impulsam para a frente. Crescer dói.

A propósito, Nibiru não se trata de um planeta, mas de uma estrela anã-vermelha, uma estrela relativamente pequena (comparada com outras) e fria que não chegou a se inflamar. E lembremos: são elas as anãs vermelhas as doadoras da vida em todo os cosmos. Os 92 elementos químicos que conhecemos, dentre os quais estão o oxigênio e o hidrogênio, vitais à vida, têm origem nas anãs-vermelhas.

Nibiru é uma “brasa” cósmica! Nibiru tem uma longa órbita de +- 3.600 anos em torno do Sol, inclinada em 35° em relação à eclíptica dos planetas. Sua última passagem antes da atual pelo sistema solar provocou a mega-erupção vulcânica na ilha de Thera, atual Santorini, que explodiu literalmente, provocando um tsunami que varreu o Mediterrâneo no século XVI a.C. As cinzas da erupção cobriram o Hemisfério Norte, provocando vários dias de escuridão e devastando pastagens e plantações.

Consequentemente foi um período de grandes migrações no planeta. Por exemplo: as tribos arianas nômades da Ásia Central invadiram o território indiano, assentando-se ao longo do rio Ganges e expulsando os drávidas de pele escura para o Sul da Índia; a divisão racial está visível até os dias de hoje ali; os povos semitas, que haviam imigrado para o fértil vale do Rio Nilo, no Egito, voltaram para a terra de seus ancestrais, naquilo que conhecemos como êxodo bíblico. Entre esses últimos, estavam-se os hebreus. “As dez pragas no Egito” das narrativas do Livro do Êxodo inspiraram-se provavelmente nesses acontecimentos históricos que atingiram o vale do Nilo. A cada passagem, Nibiru encontra a Terra numa determinada posição orbital. O pessoal da observação astronômica não tem certeza, mas desta feita, tudo indica ele terá uma proximidade nunca antes vista em relação à Terra. Seriam as profecias para 2019? Quem as leu, de autoria de Emmanuel, através de Chico Xavier?

Uma das mudanças esperadas com a proximidade de Nibiru será na órbita da Lua em volta da Terra. De circular que é normalmente, ficará elíptica, o que causará a intensificação de marés altas e baixas que, por sua vez, provocará inundação e refluxo nas áreas costeiras em todo o mundo (Deve ter começado, pois Veneza já sofreu inundação). Não se trata de tsunamis localizados, mas de algo muito mais devastador para todos os litorais do planeta. “Donde a recomendação para fugir para as montanhas em Mateus 24,16” faz todo sentido.

Um Pouco de História

O primeiro registro do misterioso objeto no espaço apareceu em 1983. O recém-lançado satélite IRAS [Infrared Astronomical Satellite ou Satélite Astronômico Infravermelho] foi o pioneiro na descoberta. A notícia foi dada pelo jornal Washington Post, assim: “Foi encontrado, por um telescópio em órbita da Terra, um corpo celeste tão grande quanto Júpiter, que faz parte do nosso Sistema Solar. Ele estaria na direção da Constelação de Órion”.

Em 1992 veio a confirmação da descoberta pelo cientista Robert Harrington, então diretor do Observatório Naval dos Estados Unidos. Ele diz textualmente: “A massa deste corpo celeste é quatro vezes maior do que a da Terra (agora já se sabe que é 6,5 mil vezes maior) e trata-se, provavelmente, de uma estrela anã marrom, cuja órbita é extremamente elíptica”. Isto é o que se sabia na época.

Ainda em 1992 os sinais ficaram mais precisos. Um informe da NASA dava conta de que “desvios inexplicáveis nas órbitas de Urano e Netuno apontavam para um grande corpo fora do Sistema Solar, cuja massa era quatro a oito vezes a da Terra, numa órbita extremamente elíptica e a mais de 11 bilhões de quilômetros do Sol”. Estava confirmado que este bólido celeste era real, mas seria este corpo, o mesmo apelidado de Planeta X, Hercólobus, o mesmo Nibiru, previsto pelos sumérios na antiguidade? Parece que sim.

Sim, é o mesmo objeto que foi revelado pelo estudioso de civilizações antigas Zecharia Sitchin em suas obras. Da mesma forma, a Bíblia Kolbrin, escrita pelos egípcios após o Êxodo e pelos celtas após a morte de Jesus, oferece extensos informes históricos sobre as andanças deste planeta. Os egípcios o chamavam de O Destruidor… confirmando os Evangelhos.

Hoje, há dados concretos da existência de Nibiru. Astronomicamente denomina-se “perturbação” a alteração da órbita de um planeta pela interação gravitacional de um ou mais corpos celestes. Os astrônomos descobriram perturbações na órbita de Saturno, e isso levou à descoberta de Urano, em 1781. Em seguida, perturbações da órbita de Urano levaram à descoberta de Netuno, em 1846, apenas por cálculos matemáticos. E, então, apareceram perturbações da órbita de Netuno, o que foi possível prever que deveria existir outro planeta além de Netuno. No início do século XX, Percival Lowell, fundador do Observatório Lowell, em Flagstaff, Arizona, começou a procurar o corpo que perturbava a órbita de Netuno. Catorze anos após sua morte, em 1916, seu assistente Clyde Tornbaugh descobriu Plutão. Por um curto período, o novo corpo foi classificado como planeta, embora sua Lua seja uma vez e meia maior do que ele. Foi rebaixado e agora volta a ser considerado planeta.

Há mais de seis mil anos atrás, os Sumérios, que se miscigenaram com o povo Acádio, conheceram um planeta que denominaram Nibiru: (termo em acadiano que significa “Cruzador” ou “O que cruza”). A órbita excêntrica e muito extensa de Nibiru faz com que o planeta ígneo (estrela anã) passe milênios totalmente invisível à observação. Um ano de Nibiru corresponde a 3 mil e 600 anos terrenos, isto é, para voltar ao mesmo ponto ele demora esse tempo todo.

Entre 1983 e 1984, o IRAS – “Infrared Astronomical Satellite” ou Satélite Astronômico Infravermelho, produziu observações relacionadas a um décimo planeta do nosso Sistema Solar. Em 1992 novas descobertas foram publicadas sobre um planeta a mais no nosso sistema, denominado “Intruder – Planeta Intruso”. Os cientistas começaram, então, a confrontar os dados da astronomia com as traduções de Zecharia Sitchin, em especial, a tradução do documento “Enuma Elish” (espécie de bíblia suméria), que contém a história da formação deste nosso sistema solar. São anais muito antigos que falam de um planeta do tamanho de Urano chamado Marduk, que veio perturbar Tiamat, cuja órbita se situava entre Marte e Júpiter (nossos vizinhos externos, isto é, mais distantes do Sol).

Cinturão de Asteroides

O grande planeta-estrela Nibiru foi capturado pela força gravitacional do sistema solar e sua entrada no conjunto causou anomalias nas luas dos outros planetas. Segundo lendas históricas atribuídas aos Sumérios (como vimos), Nibiru colidiu com Tiamat e enormes fragmentos entraram na órbita da Terra. O resto destes fragmentos formou o conhecido “Cinturão de Asteroides” situado numa grande faixa do espaço entre Marte e Júpiter.

O interesse de antigos e contemporâneos pesquisadores por Nibiru decorre de uma questão muito prática. Os relatos arqueológicos são claros:
A passagem deste planeta a cada 3 mil e 600 anos através do Sistema Solar produz efeitos sensíveis aqui na Terra, na realidade, efeitos ambientais; catástrofes são desencadeadas. A passagem de Nibiru é, possivelmente, a causa da mudança nos polos da Terra, dos regimes das marés, dos padrões climáticos, dos desvios da órbita e choque com asteroides que são arrastados pelo “intruso”. Nibiru pode ter provocado, por exemplo, o dilúvio de Noé ou o fim da época dos dinossauros…

Foi por volta de 2002, relatos não precisos, (isto porque esta informação é segredo de estado dos governos) que Nibiru entrou no âmbito do Sistema Solar, ou seja, quando ele tinha uma distância equivalente à de Plutão ao Sol (relativamente à influência do seu campo magnético). À medida que se aproximava mais, sua influência foi intensificada sobre os planetas externos do nosso sistema…(gigantes gasosos). Órbitas e eixos magnéticos assim como as das suas luas… Nibiru mexeu com todos eles. Hoje se tem os seguintes dados:

01. O Campo Magnético de Nibiru penetrou no âmbito do Sistema Solar por volta de 2002. (Somente o Campo)!

02. À medida que se aproximou do Sol, aumentou a sua velocidade.

03. A inclinação orbital de Nibiru é cerca de 35º graus em relação à eclíptica solar, ou seja, 35º relativamente ao eixo do sol. Quando Nibiru atravessa nosso sistema solar em movimento retrógrado (sentido oposto em relação aos demais planetas) gera gigantescas e generalizadas perturbações eletromagnéticas que afeta os corpos celestes próximos.

04. Nibiru é 5 vezes o que é Júpiter. É cerca de 6.500 vezes maior que a Terra.

05. É altamente massivo.

06. À medida que Nibiru aproximou-se do nosso Sistema Solar interior, ele acelerou devido à gravidade solar passando por debaixo da eclíptica solar, (polo sul do Sol), e durante o seu contorno que ele passará por cima da eclíptica num ângulo de 30 graus ascendente sobre o polo norte do sol. Logo ele veio por baixo, por isso podia-se fotografá-lo a partir do Polo Sul.

07. Sabendo disso há muitos anos, os americanos construíram um Observatório Astronômico gigantesco no Polo Sul somente para acompanhar a chegada de Nibiru! Isto era segredo até bem pouco tempo – o BICEP.

08. O campo magnético de Nibiru representa 8 u.a. (obs.: uma unidade astronômica equivale à distância média da terra ao sol, ou seja, 150 milhões de quilômetros. Portanto, 8 u.a. é igual a 1.200.000.000 km ou um bilhão e duzentos milhões de quilômetros. Representa um pouco menos da distância entre o Sol e Saturno. Saturno está distante do Sol cerca de 1.429.400.000 km ou (9,54 u.a.)

09. É importante ter estes dados em mente para se ter ideia da capacidade deste objeto de influenciar vários planetas ao mesmo tempo, ainda que se encontre tão distante deles.

10. O campo magnético de Nibiru é 41,3 vezes mais potente do que o de Júpiter!

11. Nibiru não é um planeta. Antes de tudo, é um sol de pequenas proporções, uma estrela “anã marrom ou vermelha” e que forma um sistema planetário. Nibiru possui 7 planetas ou luas que giram em torno de si.

12. Sua influência sobre a terra foi de forma suave até então…

Por que o segredo sobre Nibiru?

A resposta é óbvia: Nenhum governo responsável no mundo irá dar informações a respeito. Os governos precisam esconder o máximo possível estas informações porque os povos entrariam em pânico total e incontrolável. Os países se tornariam ingovernáveis. Haveria todo tipo de convulsão e histeria coletiva propagando “à velocidade da luz”, para todos os cantos do planeta. Seria o caos total! As populações teriam que ser abatidas pelos exércitos para haver ordem. Haveria lei marcial com toque de recolher das populações. Ainda assim, haveria saques, assassinatos, estupros, seria impensável. Os hospitais ficariam lotados e muitos morreriam de infartos, AVCs, e assassinados por causa do terror e do pânico, e dos terroristas de momento!…

Os governos se preparam para o que de mais terrível possa acontecer, mas eles não têm a dimensão do que pode ser. Pode ser nada, mas pode ser muito. Os governos trabalham com fatos reais, com dados fornecidos pelos cientistas especializados e pelas agências de informação. Eles não podem contar com “profecias”, por mais críveis que elas sejam. A realidade dos fatos vem, sobretudo, dos observatórios astronômicos e mais ainda da NASA, que agrega grande quantidade de informação a respeito disso e de outras coisas. Entretanto, a própria NASA não tem capacidade de prever os acontecimentos futuros em função da influência dessa estrela que ora (2016) orbita o nosso Sol. Entretanto ela deu um alerta em seu site convocando a população de seu país e, por conseguinte de todo mundo, a se preparar para “algo”…

Não espere que te informem alguma coisa como estamos colocando aqui. Muitas cadeias de TV no mundo todo e em diversas ocasiões informaram sobre esta estrela como a CNN internacional, a BBC de Londres, a Globo, que publicou uma nota de 14 segundos no dia 18/01/2016, entre outras pequenas notas que saíram na imprensa.

Segunda parte na semana que vem.

sábado, 23 de janeiro de 2016

1830-Segredos da alma


Encontro com o Espírito em Sonho

Introdução

A única filosofia que trata dos sonhos é a espiritual, melhor dizendo, a kardecista, encontrada no bojo do “Livro dos Espíritos”, questões 402 e seguintes.

Do mesmo modo que quando em pecado sentimos culpa, remorso, dor de consciência – no dizer popular, isto é, sentimos vergonha diante de Deus, também o Espírito aprisionado ao corpo sente necessidade de relacionar-se diretamente com seus iguais e o faz durante o repouso do corpo, momento em que tudo silencia, os batimentos cardíacos se reduzem, a função digestiva e intestinal se encontra lenta, como lento também se faz a ação dos rins e até a respiração se desacelera. É como se estando o motor a trabalhar na lenta, o motorista pudesse descer e dar um pequeno passeio pelo bosque à beira da estrada para depois voltar a pilotar.

Sonhar é necessário e é bom. Como sabemos muito pouco de nossa vida fora do corpo, pouco também se sabe destes instantes em que nossa alma sai a passear.

A medicina psiquiátrica define os sonhos como uma necessidade psicológica, uma espécie de descarga, quebra da tenção, diversão, no que esta última palavra tem como um de seus conceitos: mudança de versão, de direção, desvio. Não há reparo a fazer na informação da psiquiatria. Mas, não é só descarga, quebra de tensão e diversão. Como isso ainda não se estuda nas faculdades que formam os médicos, eles não se acham autorizados a falar sobre isso como médicos. Um dia falarão.

Vamos adentrar o mundo dos sonhos para entendê-los melhor?

As questões 402 e seguintes do Livro dos Espíritos

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

— Pelos sonhos. Sabei que, quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e, às vezes, a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros espíritos, seja deste mundo, seja de outro.

Frequentemente dizes: “Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança”. Enganas-te. E quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que viste ou que verás numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro.

Pobres homens, que conheceis tão pouco dos mais ordinários fenômenos da vida! Acreditais ser muito sábios, e as coisas mais vulgares vos embaraçam. A esta pergunta de todas as crianças: “O que é que fazemos quando dormimos; o que são os sonhos?”, ficais sem resposta.

O sono liberta parcialmente a alma do corpo. Quando o homem dorme, momentaneamente se encontra no estado próximo do que estará de maneira permanente após a morte. Os Espíritos que logo se desprendem da matéria, ao morrerem, tiveram sonhos inteligentes. Esses Espíritos, quando dormem, procuram a sociedade dos que lhes são superiores: viajam, conversam e se instruem com eles; trabalham mesmo em obras que encontram concluídas, ao morrer. Destes fatos deveis aprender, uma vez mais, a não ter medo da morte, pois morreis todos os dias, segundo a expressão de um santo.

Isto para os Espíritos elevados; pois a massa dos homens que, com a morte, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que vos têm falado, vão a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, seja à procura de prazeres talvez ainda mais baixos do que possuíam aqui; vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professavam entre vós. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao acordar, ligados pelo coração àqueles com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. O que explica também as antipatias invencíveis é que sentimos, no fundo do coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque as conhecemos sem jamais as ter visto. E ainda o que explica a indiferença, pois não procuramos fazer novos amigos, quando sabemos ter os que nos amam e nos querem. Numa palavra: o sono influi mais do que pensais, sobre a nossa vida.

Por efeito do sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos, e é isso o que faz que os Espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar-se entre vós. Deus quis que durante o seu contato com o vício pudessem eles retemperar-se na fonte do bem, para não falirem, eles que vinham instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu para o contato com os seus amigos do céu; é o recreio após o trabalho, enquanto esperam o grande livramento, a libertação final que deve restituí-los ao seu verdadeiro meio.

O sonho é a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono; mas observai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes ou de tudo o que vistes. Isso porque não tendes a vossa alma em todo o seu desenvolvimento; frequentemente não vos resta mais do que a lembrança da perturbação que acompanha a vossa partida e a vossa volta, a que se junta a lembrança do que fizeste ou do que vos preocupa no estado de vigília. Sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos, a que estão sujeitos tanto os mais sábios quanto os mais simples? Os maus Espíritos também se servem dos sonhos, para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

De resto, vereis dentro em pouco desenvolver-se uma outra espécie de sonhos; uma espécie tão antiga como a que conheceis, mas que ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns indivíduos indianos: esse sonho é a lembrança da alma inteiramente liberta do corpo, a recordação dessa segunda vida de que há pouco eu vos falava.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos, entre aqueles de que vos lembrardes; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos para a vossa fé.

Comentário de Kardec: Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nas existências anteriores. A extravagância das imagens referentes ao que se passa ou se passou em mundos desconhecidos entremeadas de coisas do mundo atual formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter senso nem nexo.

A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes sendo reunidos, perderiam toda significação racionai.

403. Por que não nos recordamos sempre dos sonhos?

— Nisso que chamais sono só tens o repouso do corpo, porque o Espírito está em movimento. No sono, ele recobra um pouco de sua liberdade e se comunica com os que lhe são caros, seja neste ou em outros mundos. Mas como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito, mesmo porque o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.

404. Que pensar da significação atribuída aos sonhos?

— Os sonhos não são verdadeiros, como entendem os ledores da sorte, pelo que é absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito, mas que, frequentemente, não têm relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes, ainda, como já dissemos, são uma recordação. Podem ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar a que a alma se transporta. Não tendes numerosos exemplos de pessoas que aparecem em sonhos para advertir parentes e amigos do que lhes está acontecendo? O que são essas aparições senão a alma ou o Espírito dessas pessoas que se comunicam com a vossa? Quando adquiris a certeza de que aquilo que vistes realmente aconteceu, não é isso uma prova de que a imaginação nada tem com o fato, sobretudo se o ocorrido absolutamente não estava no vosso pensamento durante a vigília?

405. Frequentemente se veem em sonhos coisas que parecem pressentimentos e que não se cumprem; de onde vêm elas?

— Podem cumprir-se para o Espírito, se não se cumprem para o corpo. Quer dizer que o Espírito vê aquilo que deseja, porque vai procurá-lo. Não se deve esquecer que, durante o sono, a alma está sempre mais ou menos sob a influência da matéria e por conseguinte não se afasta jamais completamente das ideias terrenas. Disso resulta que as preocupações da vigília podem dar, àquilo que se vê, a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso é que realmente se pode chamar um efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma ideia, liga-se a ela tudo o que se vê.

406. Quando vemos em sonho pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos em que absolutamente não pensam, não é isso um efeito de pura imaginação?

— Em que absolutamente não pensam? Como o sabes? Seus Espíritos podem vir visitar o teu, como o teu pode visitar os deles, e nem sempre sabes o que pensam. Além disso, frequentemente aplicais, a pessoas que conheceis, e segundo os vossos desejos, aquilo que se passou ou se passa em outras existências.

407. É necessário o sono completo, para a emancipação do Espírito?

— Não. O Espírito recobra a sua liberdade quando os sentidos se entorpecem; ele aproveita para se emancipar, todos os instantes de descanso que o corpo lhe oferece. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais o Espírito estará livre.

Comentário de Kardec: É assim que o cochilar, ou um simples entorpecimento dos sentidos, apresenta muitas vezes as mesmas imagens do sonho.

408. Parece-nos, às vezes, ouvir em nosso íntimo palavras pronunciadas distintamente e que não têm nenhuma relação com o que nos preocupa. De onde vêm elas?

— Sim, e até mesmo frases inteiras, sobretudo quando os sentidos começam a se entorpecer. É, às vezes, o fraco eco de um Espírito que deseja comunicar-se contigo.

409. Muitas vezes, num estado que ainda não é o cochilo, quando temos os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras das quais apanhamos os pormenores mais minuciosos. É um efeito de visão ou de imaginação?

— Entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar a sua cadeia: ele se transporta e vê, e se o sono fosse completo, isso seria um sonho.

410. Têm-se às vezes, durante o sono ou o cochilo, ideias que parecem muito boas e que, apesar dos esforços que se fazem para recordá-las, se apagam da memória. De onde vêm essas ideias?

— São o resultado da liberdade do Espírito, que se emancipa e goza, nesse momento, de mais amplas faculdades. Frequentemente, também, são conselhos dados por outros Espíritos.

410 – a) De que servem essas ideias ou esses conselhos, se a sua recordação se perde e não se pode aproveitá-los?

— Essas ideias pertencem, algumas vezes, mais ao mundo dos Espíritos que ao mundo corpóreo, mas o mais frequente é que, se o corpo as esquece, o Espírito as lembra, e a ideia volta no momento necessário, como uma inspiração do momento.

411. O Espírito encarnado, nos momentos em que se desprende da matéria e age como Espírito, conhece a época de sua morte?

— Muitas vezes a pressente, e às vezes tem dela uma consciência bastante clara, o que lhe dá, no estado de vigília, a sua intuição. É por isso que algumas pessoas preveem, às vezes, a própria morte com grande exatidão.

412. A atividade do Espírito, durante o repouso ou o sono do corpo, pode fatigar a este?

— Sim, porque o Espírito está ligado ao corpo, como o balão cativo ao poste. Ora, da mesma maneira que as sacudidas do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o corpo, e pode produzir-lhe fadiga.

Os pesadelos

Os pesadelos pertencem à mesma categoria dos sonhos, porém num nível inferior. Eles são mais frequentes em crianças de 3 a 10 anos. É entre elas que eles ocorrem entre 10 e 50% das ocorrências.

O que são os pesadelos? São sonhos assustadores que geralmente interrompem o sono, como também ocorre com muitos sonhos; por isso nos lembramos deles, pois do contrário o sonhador não teria a menor nação de que havia sonhado. Dormimos e perdemos a consciência do que se passa conosco.

Em situação de pesadelo somos levados a um despertar súbito, acompanhado de um medo intenso, de uma ansiedade desesperadora e de sentimentos de perigo iminente.

Podem acontecer com adultos, mais raramente, mas ocorrem. Imediatamente após o despertar persiste a lembrança do sonho assustador, sucedido de um estado de alerta completo, com pouca confusão e desorientação.

Resta ao sonhador a constatação de que tudo não passou de um sonho, melhor dizendo, de um pesadelo. Os batimentos cardíacos irão lentamente desacelerar-se, mas o sono parece que vai demorar.

Vêm à lembrança tudo quanto se passou. O episódio acontece geralmente durante a segunda metade do período de sono e o sonho é em geral longo e o medo, crescente. Está ligado à fase REM (sigla técnica que define o intenso movimento dos olhos enquanto dormimos) do sono e pode ser desencadeado por drogas como as utilizadas em tratamento para Parkinson e alguns anti-hipertensivos, sendo que grandes doses de α-dopamina desencadeia sonhos vivos, pesadelos e até processos psicóticos.

Sonhos e desordens psicológicas

Na depressão, a fase REM é precoce com aumento da proporção de REM na primeira metade da noite e maior intensidade de MOR – Movimentos Oculares Rápidos, o outro nome aportuguesado para REM. Os sonhos são curtos, direcionados ao passado, masoquistas, com temas repetitivos e sem progressão. Alguns pacientes no pico da depressão incorporam ao sonho a causa da mesma. O sonho no depressivo não apresenta redução da afetividade, mas aumento da negatividade dos sentimentos. Essas questões têm levantado a hipótese de que os antidepressivos têm efeito positivo no tratamento porque reduzem o REM. Em pessoas na terceira idade que apresentem redução súbita de sonhos deve se investigar depressão. Quando sai da depressão aumenta a quantidade de sonhos, o que pode servir como parâmetro de avaliação do tratamento.  

O sonho e o espiritismo

Ampliando um pouquinho a doutrina de Kardec sobre os sonhos, podemos falar mais a partir das descobertas que a Psicologia pode explicar. No sono, somente o corpo repousa e o espírito usufrui maior liberdade e amplitude de suas faculdades, lançando-se pelo espaço e entrando em relação mais direta com os outros Espíritos.

Os sonhos são o resultado da liberdade do Espírito durante o sono, podendo ser: 

• Composto de desejos, visões e sentimentos que se formam de maneira independente dos objetos exteriores, pois os sentidos exteriores estão inativos.

• As imagens em que nos comprazemos nos sonhos agradáveis, onde retiramos da memória a essência de nossos próprios desejos, contemplando as situações que desejamos concretizar. Para isso, o espírito mobiliza recursos do núcleo da visão superior, no diencéfalo.

• Influência dos desencarnados que nos atraem para quadros que retiram de nós mesmos, de acordo com os seus interesses em nos influenciar.

 • Resultado de nossos excessos, consequência da agressão às vísceras, do remorso, etc., cujos reflexos absorvemos das lembranças.

 • A recordação dos lugares e pessoas que o Espírito visitou ou viu neste estado, onde se sucedem imagens e quadros, ouvimos vozes e conversamos com outras pessoas encarnadas ou não, das quais podemos receber avisos e orientações; o Espírito se desloca, assiste a muitas cenas, coerentes ou não, sem a intervenção dos sentidos materiais. Em certos casos, a visão psíquica durante o sono caracteriza-se por nitidez e exatidão idênticas às da percepção física, durante a vigília.

 • Contatos preliminares ao trabalho mediúnico, iniciado no mundo espiritual.  De modo geral os sonhos são verdadeiros desdobramentos, trazendo informações valiosas que são utilizadas nas reuniões mediúnicas.   

A importância do sonho

Assim como o sono, o sonho é uma preparação para a morte. Os Espíritos que tiveram sonos inteligentes e, quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores, com quem viajam, conversam, trabalham e se instruem, ao desencarnarem logo se desligam da matéria. Estes são os Espíritos elevados. A maioria dos homens que, ao morrerem passam por um período de perturbação, durante o sono vão ou a mundos inferiores ao da Terra ou em busca de gozos de baixo valor. Julga-se a liberdade do Espírito pelos sonhos.

Recordação e incoerência dos sonhos 

Como já lemos nas questões reproduzidas do Livro dos Espíritos, algumas vezes, ao despertar, o Espírito conserva lembranças das atividades realizadas nestes momentos, imagens mais ou menos precisas, que constituem o sonho e que muitas vezes nos parece incoerente pela fragmentação das recordações porque:

• Como nossa alma não se desenvolveu totalmente, as lembranças confusas ou absurdas geralmente decorrem da perturbação que acompanha nossa partida ou retorno, misturando-se com as outras lembranças.

• Como a matéria que o compõe é pesada e grosseira, o corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais.

• Muitas vezes fica apenas a lembrança da perturbação que o Espírito experimenta a sua partida ou ao sem regresso. A incoerência do sono se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos.

• Nossa capacidade sensorial é reduzida. O espírito guarda a lembrança integral, mas o corpo físico não.  A lembrança das informações no cérebro físico depende da evolução de cada um.

• O homem desperto recorda de haver sonhado, mas essas lembranças são vagas ou confusas em razão das impressões que se precipitam subitamente sobre o espírito através dos sentidos, quando ele acorda.

• Pode decorrer da ação de espíritos perturbadores, interessados em nos atormentar.

Emancipação do espírito 

Não é necessário que ocorra o sono completo para que o Espírito se emancipe, como já vimos. Basta o torpor dos sentidos, a prostração, para que ele recobre sua liberdade e se desprenda com uma liberdade proporcional à fraqueza do corpo. Isto explica a visão de imagens idênticas às que vemos em sonho, quando estamos apenas sonolentos. O Espírito semiliberto vê e ouve e é nesta fase inicial de sonolência que ouvimos frases que são, quase sempre, o eco do que diz um Espírito que quer se comunicar conosco. Este afastamento ou desprendimento pode ocorrer, em graus diversos, durante a vigília. Nestes casos se observam mudanças nas atividades: alheamento das coisas terrenas, apesar de continuar o corpo a se movimentar, embora o olhar se mantenha vago. Semelhante ao sonambulismo, ele vê coisas distantes, tem percepções diferentes, pode prever o futuro e ver os Espíritos, com os quais pode conversar. Ao voltar ao estado normal, geralmente de nada se recorda e no máximo, lhe resta vaga lembrança.

 “O Desprendimento no sono vulgar é fragmentário, com visão e audição restritas. Para lembrarmos as conversas temos que ter adquirido profunda lucidez no campo da existência física. A mente encarnada não está ouvindo ou vendo por processo comum, mas percebe claramente a criação mental porque está me relação magnética com o desencarnado. 

Lucidez espiritual durante os sonhos 

A lucidez espiritual durante o sonho é proporcional ao nosso estado evolutivo. O que vemos e vivemos neste momento depende da nossa capacidade de percepção do ambiente. Muitas vezes saímos confusos e inconscientes, mas por ação dos espíritos temos a nossa capacidade de compreensão melhorada.   

TIPOS DE SONHOS 

Os sonhos não representam exclusivamente nossas atividades espirituais, podendo ter diferentes causas: 

• Imagens fantásticas criadas pela imaginação, semelhantes às criações fluídicas do pensamento (manipulação consciente ou não, das energias), relacionadas sempre com as disposições morais do Espírito que as gera. Isto explicaria as imagens fantásticas, mas que para o Espírito apresentam-se reais e cuja visualização pode provocar um choque no corpo físico. Essas criações podem ser provocadas: o Pela exaltação das crenças; o Por lembranças retrospectivas; o Por gostos, desejos, paixões, temor ou remorsos; o Pelas preocupações habituais; o Pelas necessidades do corpo; o Por alterações nas funções orgânicas e o Por outros Espíritos cujo objetivo depende de sua natureza benévola ou maléfica.

• Proféticos - de previsões, pressentimentos e avisos, onde visualizamos desde fatos materiais e reais, como enfermidades ou acontecimentos em outra localidade, como também a percepção de coisas reais do mundo espiritual, como a presença de Espíritos. São semelhantes à clarividência, com previsão do futuro e do passado.

• Pesadelos por encontro com adversários: um obsessor pode utilizar os interesses do obsidiado para estimular ideias prejudiciais junto ao objeto de seu interesse

Há 3 tipos de sonhos: fisiológicos, psicológicos e espirituais. 

Fisiológico: é aquele que dramatiza algo que acontece com nosso corpo. Se está frio e nos descobrimos, sono pesado, sem despertar poderemos nos ver num campo de neve, tiritando. Pessoas com incontinência urinária sonham que estão satisfazendo essa necessidade fisiológica, enquanto molham a cama. 

Psicológico: é aquele que exprime nossos estados íntimos. Nos velhos tempos, em que não havia os recursos da informática, eu (Richard Simonetti) passava dias e dias procurando diferenças nas fichas gráficas de contas correntes, no Banco do Brasil, onde trabalhava. Á noite, sempre me via, durante o sono, na agência, repetindo intermináveis verificações. Era a dramatização de meu envolvimento com aquele problema.

Espiritual: é a lembrança de uma atividade desenvolvida pelo Espírito no mundo espiritual durante o sono. Kardec denomina essa situação como “emancipação da alma”.

Como podemos distinguir o sonho? Os sonhos de caráter fisiológico ou psicológico são fugidos, mal delineados. Os sonhos espirituais são mais nítidos, mais claros. Guardamos melhor. E um detalhe: geralmente são coloridos, o que não costuma ocorrer com as demais formas, que se apresentam em preto e branco.

E os sonhos repetitivos? Sonhos repetitivos chamam-se “recorrentes”. Geralmente envolvem uma experiência dramática, em passado próximo, na vida atual ou remoto, em vidas anteriores. Esses registros, sepultados no inconscientes, podem aflorar na forma de sonhos, principalmente quando passamos por alguma tensão ou preocupação exacerbada.

Às vezes, nada lembramos dessa vivência espiritual, porque, durante ela, o cérebro físico não foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria deste, pesada e grosseira, também não permitiu o registro das impressões trazidas pelo espírito.
Outras vezes lembramos apenas a impressão do que nosso espírito experimentou à saída ou no retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas fisiopsíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.
Quando necessário, os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que, ao acordar, lembremos algo de maior importância tratado ao mundo espiritual. Mesmo que não lembremos tudo perfeitamente, do que nos sugere ideias, ações. Os espíritos maus também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos concedido a eles essa ascendência sobre nós.

sábado, 16 de janeiro de 2016

1829-O homem pós-moderno II


Glorificado e sem esperança de futuro                   

2ª Parte – o retorno

Introdução

Falimos? Quebramos a cara, para usar uma linguagem até um tanto atual? Damos com os burros n’água, para usar uma linguagem ultrapassada?

É bem assim. Depois de um tempão a gente descobre que viveu uma mentira. O governo era de mentira, o mercado era de mentira, o amor era de mentira, a família era de mentira, a religião era de mentira, a empresa de mentira faliu, o casamento de mentira faliu, o ser humano de mentira faliu nas suas estruturas básicas. Mas, como é que eu não vi isso antes?

É o ponto cego, que também existe no retrovisor de quem está ao volante do carro. Alguém que não está no volante, vê. Quando temos sorte, um anjo de guarda dá o alarme e o pior pode ser evitado.

Uma legião de anjos de guarda está chegando ao planeta para discordar de nosso modo de vida, fazer observações, bater o pé, chamar à razão verdadeira. Eles têm nomes de índigos e cristais. São nossos filhos, netos e bisnetos, alguns já com idade para serem delegados, promotores, juízes, pastores, padres, professores, dirigentes empresariais e observemos o rombo que essa gente nova está fazendo nas carcomidas estruturas de nossa pós-moderna, envelhecida, sociedade...

Começa na família onde as discordâncias primeiras vão aparecer: pais e mães “velhos” despreparados para lidar com seus “novos” filhos. Depois, eles passam pela escola onde professores “velhos” não estão preparados para educar alunos “novos”. E chegamos ao que se chama (equivocadamente) de mercado. Na verdade, são as estruturas da sociedade compostas de inúmeros sistemas envelhecidos, desvirtuados, viciados, podres, perversos, consentidos, covardemente tolerados, que começam a sofrer a ação corretiva.

Vamos ao detalhamento?

Um ego de mentira

Precisamos voltar ao ego sem fronteiras (da 1ª parte) para entender que ele é de mentira. Que a vida, assim, é de mentira. Vimos lá atrás a questão de exibicionismo em que o indivíduo pode querer mostrar-se ou mostrar a filha na foto (no simulacro), a exibir-se tal como é, tal como a filha é realmente. Temos aí a operação básica da pós-modernidade: a transformação da realidade em signo. Simulacro = signo. A fórmica é signo do jacarandá, o Fusion na TV é signo do Fusion na estrada. Mas e daí? Daí que, se o real é duro, intratável, o simulacro é dócil e maleável o suficiente para permitir a criação de uma hiper-realidade. Intensificado, estetizado, o simulacro faz o real parecer mais real, dá-lhe uma aparência desejável. A fórmica é mais lisa e lustrosa que o jacarandá, o Fusion na TV surge mais ágil e nobre que na estrada. Esse hiper, esse mais agregado pela tecnociência aos simulacros resulta em espetáculo e em desreferencialização das coisas: temos mesa de jacarandá sem jacarandá, concerto de flauta sem flauta.

E pasmem: Temos uma pessoa que não é pessoa, que não serve como pessoa, que não vibra como pessoa. O indivíduo sente-se individualmente, mas é uma cópia, uma reprodução em série, um andante sozinho na multidão de sós, carente de tudo, mendigo de tudo, exceto de seu ego vago e de mentira. Vive para se desejar os objetos segundo o código dos simulacros. É comum as donas-de-casa, ao prepararem um pudim industrializado, se sentirem frustradas porque ele não fica brilhante como o pudim da embalagem. Foi-se o tempo em que havia separação clara entre real e imaginário, signo e coisa. Vive-se agora entre simulacros em espetáculo para seduzir o desejo.

A sedução pós-moderna diz de mil maneiras ao indivíduo: libere seus desejos, há bens e serviços só para você. A modernidade, produtora de energia, era dominada pela força (máquina, armas, disciplina, polícia). A pós-modernidade, consumidora de informação, motiva e controla basicamente pela sedução (personalização, comunicação, erotismo, moda, humor).

Distraído, atraído, traído, retraído

Seduzir quer dizer atrair, encantar artificialmente. O cotidiano, hoje, é o espaço para o envio de mensagens encantatórias destinadas a fisgar o desejo e a fantasia, mediante a promessa da personalização exclusiva. Self-service para você escolher. Música 24 horas na FM para seu deleite. Esportes e massagens para seu corpo. À personalização aliam-se o erotismo, o humor e a moda, que não deixam espaços mortos no dia-a-dia. O teste é permanente. O erotismo vai dos anúncios ao surto pornô, passando pela cultura psi e seu convite ao desrecalque, distração. O humor, outra sedução massiva pós-moderna, sabor dos tempos, descontrai e desdramatiza o social, distrai. Na arte moderna, ria-se com o absurdo, assunto sério. Atualmente, o lance é rir sem tensão, descrispar-se, desencucar-se. Vamos da distração à atração e de distraído passamos a traído para, num passo se chegar a retraído, mas não como alguém que se retrai ou se recolhe em si mesmo, isso é o que menos fazemos. Retraído quer dizer, mesmo, repetição da mesma traição.

Slogans e manchetes recorrem ao trocadilho, à malícia (O fino que satisfaz). Cínico, vadio, Snoopy circula pelos jornais do mundo. Lojas recebem nomes gozados (Lelé da Cuca) e camisetas levam ditos divertidos. Sem calor, videogames e fliperamas forçam o relax. É normal locutores de rádio brincarem com os ouvintes e na TV noticiários são temperados com pitadas irônicas. Esse humor não é agressivo nem crítico. Busca um bem-estar cool (frio). "Não-esquenta", "fica frio" dão o tom pós-moderno.

Porém o mais doido e acelerado cavalo de batalha em ação é a moda. Moda e modismos em alta rotatividade ditam o ritmo social. Oposta ao bom gosto moderno, com seu corte solene, alta costura, hierarquias, a moda pós-moderna vai de extravagância e liberdade combinatória, com humor na fantasia. O casual comanda o mix total: camisão com colete, paletó com minissaia, gravata com tênis, tatuagens em profusão. O look deve ser jovem e sexy, a invenção, personalizada e informal. Jorrando cores, a moda anima a festa mercadológica que é o cotidiano, e para isso promove a convivência de todos os estilos: retro com futurista, esporte com passeio, lã azul com lycra laranja. E faz alusão à vestimenta oriental, militar, circense. Também danças, gírias, produtos, complementos - tudo vai e volta sob a batuta do novo. A função da moda é manter o sujeito mergulhado no presente, e, para que ele tenha como horizonte apenas o cotidiano, não pára de botar brilho no vazio. Como dizia o Gil: "Quanto mais purpurina, melhor".

A essa altura, inteligente, o leitor deve estar pensando: mas o ambiente pós-moderno é pura ilusão! Quase. Empresas e tecnocratas levam uma grana alta! Levam. É puro trambique e mistificação em cima de gente alienada! Seria. Para que fosse, seria preciso explicar um detalhe desagradável: a adesão maciça dos indivíduos ao consumo. E não quaisquer indivíduos, mas gente escolarizada, bem-informada, pagando altos impostos. Não dá para chamá-los de alienados porque, como vimos nas várias deserções, eles não querem o poder. Querem espetáculos e bons serviços. E, repetindo, sabem que no frigir dos ovos terão de trabalhar sem estar no poder em qualquer regime, dada a complexidade das sociedades atuais. O problema é outro. A riqueza pós-industrial é em grande parte financiada pelos países em desenvolvimento, pois o capitalismo avançado se fez multinacional. Vem para cá a indústria pesada e suja (aço, automóveis, produção manual em série), ficam lá as leves e limpas (eletrônica, comunicações, robotizados). Seu controle social pode ser soft (bando, pela sedução), mas o nosso tem de ser hard (moderno, duro, policial, na base do cassetete).

Individualismo exacerbado e pós modernismo

Se o neo-individualismo conduziu a massa fria, a nebulosa atomizada à desmobilização, o que está acontecendo ao indivíduo pós-moderno? Ele é o narcisismo acossado pela dessubstancialização do sujeito. Parece óbvio ter que destrinchar isso.

Em 22/04/84, o jornal Le Monde publicou o retrato falado do novo egoísta em ação. "Pragmatismo, cinismo. Preocupações a curto prazo. Vida privada e lazer individual. Sem religião, apolítico, amoral, naturista. Narcisista. Na pós-modernidade, o narcisismo coincide com a deserção do indivíduo cidadão, que não mais adere ao mitos e ideais de sua sociedade".

Esse esboço contraria da cabeça aos pés o indivíduo burguês e moderno que, de certa forma ainda caminha debaixo do sol e está anojado. Antes, porém, uma banda filosófica: no Ocidente, o sujeito humano, em oposição ao objeto, era até há pouco o senhor absoluto do conhecimento racional, da liberdade, da criação. Rapidamente, no entanto, as Ciências Humanas vieram borrar essa imagem, ao descobrir seus condicionamentos e limites. A psicanálise revelou-o escravo do seu inconsciente irracional. O marxismo deu-o como escravo da sua classe social e um átomo insignificante na massa. E a lingüística disse que seu pensamento criador era, na verdade, escravo das palavras. Falou-se então até na "morte do sujeito".

Assim o indivíduo burguês, que supunha uma identidade fixa e uma liberdade total, aferrado ao dinheiro como capital tanto quanto a princípios morais e a valores sociais, esse sujeito dançou. Os modernos, na arte, começaram a caricaturar seu retrato, a expor sua falsidade. Os indivíduos pós-modernos, na prática, vêm tendendo ao máximo à sua dissolução.

Na ambiência pós-moderna, (atração) espetáculo (distração), simulação (traição), sedução (escravidão), constituem jogos com signos. A esse universo informacional, sem peso e desreferencializado, só pode corresponder um sujeito informatizado, leve e sem conteúdo. É o Narciso dessubstancializado. Narcisismo (amor desmedido pela própria imagem) e dessubstancialização falta de identidade, sentimento de vazio) resumem o sujeito pós-moderno. Alguém que possa olhar de fora, diria: babaca, são babacas. O termo vem de línguas africanas e se refere à genitália da mulher, mas perdeu esse sentido e agora é um termo muito utilizado no português brasileiro (já exportável) para designar, de forma insultiva uma pessoa tola, ingênua, boba, idiota ou de baixo intelecto.

Vê-se que o urbanoide pós-moderno (outro rótulo além do babaca) podia ser uma criança radiosa, aquela dedicada ao hedonismo consumista, cultuando, a la Narciso, seu ego. O micro facilita-lhe a vida. Mil serviços trabalham sua aparência. A cultura psi lhe dá massagens mentais. Sempre na moda, seu gosto é eclético: vai de ET a Fassbinder no cinema, do poema pornô a Borges em literatura. Versátil, desenvolto, o sujeito blip e clic - feito com fiapos de informação e vivências - não tem ego estável nem princípios rígidos. Descontraído, mutante, seu ego flutua conforme os testes das circunstâncias. É um experimentador, um improvisador por excelência, pondo mais ênfase na prática e na sedução que nas idéias. Narciso sem substância, a criança radiosa bem poderia ser a cantora Madonna - charme com raio laser.

De babaca e urbanoide a apático - doente

Já se sabe que com essa criança glamurizada mora um outro - o andróide melancólico, também dessubstancializado e narcisista. Em sociedades movidas a informação acelerada, o sujeito também vira signo em alta rotação, sem substância por baixo e por dentro. Os valores foram trocados pelos modismos, os ideais pelo ritmo cotidiano. Saturado de consumo e informação, ele encosta no conformismo, refletindo a famosa apatia pós-moderna. Sem laços ou impressões fortes, sua apatia logo cai na depressão e na ansiedade, ambas melancólicas. A melancolia, sentimento frio, é o último grau da apatia - a doença da vontade - prevista por Nietzsche para o homem ocidental quando ele fosse o andróide programado pela tecnociência. Temendo a robotização, mas sem projetos, sua vida interior é sem substância. Absorvido em si e nostálgico, sempre a analisar-se como Narciso, sua sensação mais comum é de irrealidade. O andróide melancólico bem poderia ser Woody Allen, com seu desencanto humorado e frio.

Criança radiosa e andróide melancólico são modelos ideais que, em doses variadas, entram na sensibilidade dos indivíduos pós-modernos. Eles espelham ainda os dois niilismos da atualidade: o niilismo ativo da criança radiosa, que acelera a decadência em direção a um possível Renascimento; e o niilismo passivo, do andróide melancólico, desorientado pelo fim dos valores tradicionais, amedrontado pelo apocalipse - nuclear ou ecológico.

E agora perigosamente à beira do abismo psíquico. Já passou da beira. Já caiu.

Que estonteante: na mesma cama Madonna e Woody Allen, que criatura eles iriam gerar? Sem dúvida que Boy George. Talvez muitos de nós não o conheçamos. É uma figura exótica um DJ britânico que 99% das pessoas não o convidariam para um chá. Quem sabe você vai lá no Google e fixa os vários visuais dele. Em todos os visuais eles aparece: o homem e mulher/ colorido e branco/ infantil e programado/ desenvolto e apático/ permissivo e frio/ fascinante e melancólico/. Boy George não tem a unidade nem a identidade fixa do indivíduo burguês, moderno. Múltiplo, ele é o próprio sincretismo pós-moderno. O indivíduo atual é sincrético, isto é, sua natureza é confusa, indefinida, plural, feita com retalhos que não se fundem num todo. Por isso, nas definições da sensibilidade pós-moderna as palavras nunca batem: apatia desenvolta, desencanto extravagante, narcisismo melancólico. Tomemos a apatia desenvolta.

Apatia quer dizer insensibilidade, indiferença, falta de energia. Desenvolta significa desembaraço, inquietação, personalidade. Os dois termos são quase contraditórios, mas convivem lado a lado no indivíduo pós-moderno. São fruto da programação oferecida pelo sistema e da personalização buscada pelo sujeito, duas coisas meio em choque. Mas a apatia desenvolta - a agitação sem felicidade - salta aos olhos quando, no indivíduo, se juntam vazio e colorido na danceteria, tédio e curiosidade ante um filme pornô, frieza e fascinação ante os dígitos na tela de um computador, banalidade e excitação no shopping center.

Por que isso? Porque no mundo pós-moderno, objetos e informação (informação que não constrói), circulando em alta velocidade, são descartáveis. Da mesma forma, os sujeitos também produzem personalidades descartáveis (Bom? Mau? Indecidível, ninguém sabe). São simulacros espetaculares e sedutores de si mesmos. (Vide a importância da maquilagem. David Bowie, de batom, declarou: "quando me canso das minhas expressões, maneirismos, aparência, me dispo deles e visto uma nova personalidade".)

Ao mesmo tempo, num mundo de máquinas frias igual ao computador, que só funciona em ambientes com temperatura inferior a 18ºC, os sujeitos também espelham frieza, distância, indiferença. Assim, o ritmo agitado criado pelo descartável e o novo, aliado à frieza do ambiente tecnológico, bem podem explicar a apatia desenvolta e a dessubstancialização do Narciso.

O sujeito pós-moderno é a glorificação do ego no instante, sem esperança alguma no futuro.

Perdeu a alma – diria o pajé

É interessante, mesmo, saltar de dentro desse foguete desgovernado dirigido por um louco drogado e adentrar pelas selvas onde a vida ainda é viva, sem ronco de motores, sem química, sem eletricidade, sem asfalto, sem concreto, sem TV, rádio, telefone, computador. Capaz, isso não é vida! – diria o meu neto. E como, num ambiente destes, o pajé pode ter coragem de olhar nos olhos de um candidato à pajelança de cura e dizer-lhe: perdeste a alma!?

Falta a ação dos novos pajés. Nas sociedades tribais, pajés eram os curadores, guias espirituais, educadores, orientadores. Cadê eles, hoje?

O termo “perda da alma” significa literalmente na filosofia dos pajés viver uma vida que não é a sua, estar dentro de uma mentira contínua, uma fantasia, um teatro irreal.

Complete-se a argumentação trazendo o babaca urbanoide apático para o mundo da maconha, da cocaína, do LSD, dos outros narcóticos, da bebida alcoólica servida a adolescentes e até mesmo alguém chique consumindo craque. Chega, né?

Em busca dos novos pajés

Bem, a gente poderia simplesmente terminar aqui a nossa conversa. Precisa dizer mais alguma coisa sobre a derrocada? Certamente, não falamos de tudo.

Mas, eticamente não se pode encerrar sem chamar para a linha de frente da nossa sociedade, os líderes, formadores, condutores, docentes e progenitores da mentalidade humana, espécie de novos pajés, aqueles que quando falam, sugerem, fazem, criam impactos, são respeitados.

Dá uma olhada para os poderes constituídos do Brasil e tenta extrair dali um punhado de líderes, formadores, condutores, docentes, capazes de mostrar o caminho, servirem de exemplos...

E o que dizer: eles estão ali colocados por nós, com nossa permissão, por nossa omissão. Já, quando voltamos os olhos para Curitiba, para a Justiça Federal, ali encontraremos um punhado de homens que, embora pagos por nós, não foram eleitos por nós, prestaram concurso e hoje exercem suas funções rigorosamente como formadores, condutores, docentes, os novos pajés. Seriam os índigos e cristais a ocupar espaços?

E você, leitor, vai fazer o que a partir de agora? Vai se juntar aos gloriosos que não têm futuro ou vai se candidatar a ser um líder, formador, condutor, docente, objetivando mostrar o caminho virtuoso?

Você vai se alistar na tribo do Moro ou na tribo daquele mentiroso de Brasília?

Até semana que vem.