sábado, 12 de março de 2016

1837-Os cinco principais apóstolos de Jesus


E eles eram 13 ou mais
Introdução

Sim, na verdade, é possível que os apóstolos de Jesus tenham sido treze. A Bíblia fala explicitamente de doze e menciona seus nomes em Marcos 3; 13-19. São eles: Simão, que passou a ser chamado de Pedro; Thiago, filho de Zebedeu e João, seu irmão, aos quais pôr o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão; André, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Thiago, filho de Alfeu, Judas Tadeu, Simão, o Zelador e Judas Iscariotes. E fala implicitamente de uma criatura, como menciona João 13;23, assim descrito referindo-se aos que estavam presentes à Ceia de Despedida: “um dos discípulos, a quem Jesus amava, também estava à mesa, reclinado ao peito de Jesus”. Para não confundir com o amor carnal entre dois homens, porque isso não havia entre os judeus, este apóstolo seria uma mulher, de nome Madalena, tida como grande auxiliar do Messias e quem sabe sua esposa, como se verá adiante.

Por razões que a Bíblia não cita, na noite, mesmo, de sua prisão, sumiram todos os apóstolos-homens de Jesus, exceto Pedro, que foi cumprir as três vezes em que o negou como seu apóstolo, conforme registros nos textos bíblicos quando dizem que o galo cantou três vezes marcando as três negativas. Lá está: “Então todos o abandonaram e fugiram” (Marcos 14; 50 e Mateus 26; 56). Cabe registrar para não tergiversar, que nos episódios da acusação, julgamento, sentença e execução de Jesus, nenhum dos seus apóstolos estava presente para depor a seu favor. A única voz em sua defesa foi a da esposa de Pilatos, que tentou demover o marido, dizendo: “nada faças e este justo; fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito” (João 27; 19).  

Na sequência do ato crucífero, quatro dos seus apóstolos, já citados, destacaram-se: Pedro, Tomé, João e Madalena. E aparece um quinto que se torna elemento chave da doutrina: o perseguidor, Saulo de Tarso, que se converte ao cristianismo (muda nome para Paulo) e se torna o mais importante difusor da doutrina além das fronteiras da Palestina. Está muito claro que sem a participação de Paulo talvez a história de Jesus acabasse esquecida, como esquecidos foram muitas outras histórias de pregadores que circularam pela região naqueles tempos.   

Queremos tratar desse assunto aqui no blog como elemento de libertação ideológica e filosófica. Acompanhe-nos, por favor.

Tomé

Tomé era o diferente entre os demais. É narrado como o rebelde, mas não só. Diferente também por sua tez e cabelos: ruivos, quase avermelhados. Destoava do padrão palestino da época em que as pessoas tinham a pele parda e os cabelos negros. Tomé é aquele que apalpou as feridas de Jesus ressuscitado para certificar-se de que realmente era ele.

Sua característica pessoal o encaminhou para longe da Palestina. Foi enviado às Índias e de lá, numa embarcação tosca, quase à deriva das correntes marinhas e dos ventos de superfície, veio parar na América, continente que nem se sonhava existir naquela época. É, na verdade, seu primeiro descobridor e só não é reconhecido porque nada escreveu.

Ficou aqui entre os selvícolas até extinguirem-se as suas forças.

Aqui abandonou seu corpo e voltou aqui para acabar sua missão, como Padre Anchieta, adotando o nome de José.

Entre os selvícolas era conhecido por Pai Zumé. Os índios tinham dificuldade na pronúncia do T. Pregava, fazia milagres, construía trilhas, ensinava sobre ervas medicinais. O Caminho de Peabiru ligando o litoral brasileiro ao Peru, é uma obra sua.

Pedro

O pedrão, a quem se diz terem sido entregues as chaves do céu para cuidar dos que ali têm direito de entrar e também para cuidar das chuvas, era, na verdade, um homem simples e puro, rude pescador, um mestre da pesca artesanal, como ainda hoje são encontrados muitos deles em nosso litoral. Nos acontecimentos do julgamento de Jesus, compareceu, mas não teve a permissão de entrar no recinto. Foi ajudado por outro discípulo (não declarado) que “era amigo do sumo sacerdote” (João 18; 15-16). Presume-se tratar-se do senador José de Arimatéia, tio de Jesus, o mesmo que requisitou o corpo do messias, ainda na cruz, antes de que se lhe quebrassem os ossos das pernas, como era praxe.

Pedro tentou continuar o trabalho de Jesus, mas faltava-lhe condições intelectuais. Suas pregações chegavam aos mais humildes, nem tanto como doutrina, mas por testemunhos e isso não repercutia o suficiente entre as massas. Acabou indo a Roma na tentativa de socorrer a Paulo, seu inimigo inicial e depois aliado, e ali foi cassado pelo Império Romano. Acabou crucificado de cabeça para baixo.

Muito mais tarde, quando o Império de Roma precisou de argumentos para se afirmar entre os povos que dominava, fundou uma igreja, desenterrou a Jesus e a Pedro. Do primeiro fez seu deus e do segundo fez seu papa. Bem mais tarde, também, reabilitou Maria de Nazaré, abandonada durante séculos e a partir desse tempo a chamou de a Mãe de Deus. Com o maior respeito que se deve ter pela história dessa igreja, não dá para engolir essa história de seu deus ter uma mãe.

Na verdade, também, Pedro não quis ser o chefe e não foi o chefe dos apóstolos, não fundou igreja nenhuma e muito menos pode ser chamado de primeiro pontífice de coisa nenhuma. Tudo isso veio depois por criação dos líderes católicos.

A notícia que se tem é que Pedro reencarnou na Itália e depois se transferiu para o Brasil onde viveu e produziu muita coisa sob o nome de Pietro Ubaldi.

João

Prisioneiro do Império Romano, João Evangelista foi recolhido à Ilha de Patmos, na Grécia, onde viveu até depois dos cem anos de idade. Sua maior obra teria sido o Apocalipse, mas há divergência. Produziu pouco para o cristianismo, por isso voltou no século XII, como Francisco de Assis e aí, sim, arrasou.  

Madalena

Esta mulher foi destruída pela Igreja de Roma. As razões? Parecem ser várias. Uma delas para tirar das mulheres qualquer ascendência no seio da igreja, o que é notório ao longo dos séculos. Uma outra possível razão foi para excluir a possibilidade de esta mulher ter sido a esposa de Jesus e mãe de uma filha sua, o que nos remete, novamente, para o mesmo motivo anterior: tirar das mulheres a influência sobre a igreja e afastar até mesmo a possibilidade de os padres terem esposas e filhos.

Madalena foi taxada de prostituta, pecadora, e teve cassado o seu direito a ser santa da igreja.

Mas, cada dia mais se eleva o seu prestígio entre os apóstolos. Por associações suas com estudos gnósticos da época, cresce sua importância no contexto filosófico e na vida do messias e muito, também, quanto à hipótese de estar grávida de Jesus no exato momento em que seu esposo era abatido numa cruz e de quem recebera as palavras que a Igreja atribui terem sido para João e para Maria de Nazaré. Mas, como já vimos anteriormente, nestes instantes, ali não havia nenhum dos apóstolos homens. João não estava ali. Vendo–as junto à cruz, em pé, sua mãe (Maria de Nazaré), a irmã de sua mãe (Maria, mulher de Cleófas) e Maria Madalena (textualmente em João 19;26: “Quando viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava”), Jesus pronunciara: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. Tudo está lá em João 19; 25-27.

Não havia nenhum outro filho ali a não ser que se referisse ao ventre de Madalena, assunto que ficou conhecido como Santo Graal, o vaso onde teria sido recolhido o sangue de Jesus. Hoje os estudos falam de “sangue real”. Na verdade, o vaso era o ventre de Madalena e o sangue ali depositado era a criança que haveria de nascer.

Segundo Marcos 15;40, confirmado por Mateus 27;56, nenhum dos apóstolos homens estava presente ao ato crucífero e o apóstolo que Jesus mais amava era uma mulher de nome Madalena. A partir deste instante, como também escreve João em 19; 27 “e desta hora em diante, o discípulo a levou (Maria de Nazaré) para sua casa”. As Maria jamais se separaram, viajaram a Alexandria, onde Madalena pariu e dali seguiram para a Europa, indo ancorar mais tarde numa ilha pertencente ao território da França.

Aí tem origem uma outra história que é da dinastia merovíngia, apontados como reis descendentes de Jesus.

Até semana que vem.

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