sábado, 30 de abril de 2016

1844-Passando o Brasil a limpo





As verdades que a mentira não conta

Introdução

Começo a postagem de hoje perguntando aos meus leitores de todas as idades: qual o jovem de qualquer tempo não desejou transformar o futuro de seu tempo?

Todos, com raríssimas exceções, nas escolas, nos clubes ou associações, nas ruas e encontros entregaram seus sonhos a um Che Guevara qualquer, alguns tendo lido Marx e outros apenas movidos pelo arroubo de sua efervescência juvenil?

Se assim não foi, a realidade terá ficado muito distante de sua verdade. Esses, talvez, nem tenham a oportunidade de ler o que se escreve.

Mas, você, como eu e muitos dos que nos leem, frequentamos um bom primário, um bom ginásio (essas as nomenclaturas da época), um bom segundo grau, enfrentamos um vestibular e alguns de nós se formou num curso de licenciatura curta ou plena e poucos nós chegamos aos mestrados e doutorados.

Se não estou errado, enfrentamos a dureza do mercado, aquela que determina: quem não tem competência não se estabelece. É a lei da vida, também. Se não fossem as vacinas, os transplantes, os implantes, os antibióticos e até a transfusão de sangue, metade da humanidade não teria chegado à vida adulta. A vida chamada mercado não segue outra regra. Há as exceções: digamos que você não disputa o jogo mercadológico da concorrência, mas exerce função pública. Para chegar ao vestibular, para passar no concurso, foi e é necessário mostrar competência. Digamos que você nem é concursado e nem está na iniciativa privada. Se seu partido não for competente, o eleitor mandará você embora na primeira oportunidade que tiver. Competência não se dispensa. É a regra da vida.

Se você não vê a vida com esta visão, bem, aí nós estaremos diante de um quadro fundamentalista, radical, doentio, a caminho de juntar-se com os militantes do estado islâmico. Ali não tem democracia, não tem o direito, a justiça não funciona e as relações de mercado não são livres. Vale a barbárie.

Querer transformar o mundo para melhor usando as piores armas, não era a escolha que faziam e fazem os jovens de ontem e de hoje. Pode perguntar a qualquer um deles. A seletividade evolutiva da vida não se realiza nestes planos. Se você tem olhos para ver, há de ver que mesmo entre os jovens contemporâneos seus, aqueles que melhor se prepararam para o mercado são os que melhor se encontram na atualidade, em se tratando de inserção no mercado, renda, habitação, saúde, educação, posição social, liderança democrática.

A vida é uma floresta. Os sábios a atravessam. Os estoicos nunca saem do carrascal.

Se tentamos atravessar a floresta sem uma boa dose de vontade, persistência e determinação, e acima de tudo, sabedoria, todo obstáculo nos derrotará e a tentação de desistir será, sempre, a vitória do mal.

A maioridade espiritual exige do homem romper com a criança indecisa e carente, cobra a revelação do adulto, a emancipação do ser que sabe que se não for buscar o pão não haverá pão, que se não tiver coragem (fé, convicção em si mesmo), o medo o derrotará no meio do caminho, as tentações o tirarão da rota e não haverá travessia.

É assim que o ser humano se torna mendigo diante do pior emprego, mendigo de uma minguada bolsa família, mendigo à frente do pior serviço, sempre de mãos vazias esperando que haja um milagre. Na maior das vezes o milagreiro é o líder político ou seu pastor religioso.

Ao demonstrar capacidade para vencer os obstáculos, cada vencedor chamará para si a dignidade dos capazes, dos hábeis, dos competentes. Isso é autoestima com reflexos na alma.

Às simbologias do bem e do mal temos de acrescentar: o bem é a vitória, o mal é a derrota. Segundo a metáfora da travessia da floresta, a vitória é atravessá-la, é sair do outro lado onde haverá outro desafio carregado de luz (do bem) e, talvez, de trevas (do mal) a nossa espera. O estágio humano não é o último de nossas almas.

A derrota é deixar-se vencer pela escuridão, entregar os pontos, pedir socorro, ser carregado e admitir o fracasso, sobreviver da bolsa família, depender do emprego de favor à sombra de um partido. E ficar no aguardo de uma nova oportunidade para fazer uma nova tentativa.

Maioridade espiritual é fazer a travessia, exigir que o país faça a travessia, é ser chamado para outros desafios mais qualificados. Nós, brasileiros, em regra, afundamos sempre mais, nos desviamos sempre mais da saída.

Não se faz um país com este procedimento.

O exemplo é oportuno: o desenvolvimento do ser humano no corpo compreende o nascer, crescer até chegar ao máximo das compreensões que suas experiências proporcionarem depois de muitas décadas de caminhada pela vida. Aí este ciclo se encerra. Abre-se um outro.

As mentiras que o Brasil cultiva

Por uma série de razões que nem sempre a razão conhece, os governos populistas e paternalistas foram retirando emancipação e concedendo favores, benefícios, privilégios, esmolas. Não investimos naquilo que desenvolve. Cortamos o caminho da evolução criando comodidade, eclipsando criatividade.

Esse governo que está por se acabar, mais notadamente, pretendeu atravessar o caminho da floresta distribuindo a esmola com determinação. A inclusão universitária, através das quotas está criando o monstro da frustração: os formandos não terão como disputar o mercado – os jornalistas não saberão escrever; os engenheiros não saberão calcular; os dentistas não saberão operar; etc, etc. Não tiveram um bom ensino básico e nem um bom segundo grau, não conseguem acompanhar o ritmo e a profundidade das aulas do terceiro grau. Jamais passariam num vestibular ou num concurso. Não estão prontos para o mercado. O Brasil os castrou no passado e continua a castrar no presente.

O Brasil mata os sonhos de seus filhos ao negar saneamento básico, escola de qualidade e saúde preventiva.

Os milhões de empregos que o governo Lula diz ter criado, foi através da carteira de trabalho das domésticas. Nada mudou. Apenas elas continuaram no mesmo emprego (antes clandestino) agora com carteira assinada. Os milhões de brasileiros levados para a classe média, na verdade, sobrevivem com a esmola das bolsas e não pelo mérito de sua emancipação econômica. O boom do mercado do governo Dilma se deu com a redução de impostos para algumas mercadorias e as facilidades de crédito. Hoje as fábricas estão fechando, demitindo, o governo não tem arrecadação e os seus gastos se tornaram estratosféricos, inclusive, pela prática do superfaturamento que sustentou a corrupção.

Vamos a mais um exemplo gritante. Este diz respeito ao MST e à arrogância dos seus líderes: os quase dois mil assentamentos da Reforma Agrária, hoje, ocupam uma área de terra maior que a área ocupada pelo chamado agronegócio e produz 1% do que produz a chamada agricultura empresarial. Motivo? Os assentados não são agricultores e o governo não lhes dá assistência técnica para que se tornem produtores. Boa parcela dos assentados lá comparece para ganhar um pedaço de terra e depois vende-la e ir para outro assentamento repetir a operação. Faz isso nas barbas do governo e nada disso é controlado porque a bandidagem não deixa.

Vivemos o Brasil da mentira

O eleitor faz de conta que vota, o político faz de conta que governa, e a vaca já está no brejo. Cada um de nós tenta se safar achando que a desgraça não nos alcançará. Já nos alcançou. O mercado de trabalho tem vagas sobrando e não encontra trabalhadores qualificados para ocupá-las. Pasmem os leitores. Os haitianos que estão entre nós irregularmente porque não se naturalizaram e gozam de todos os direitos como se “brasileiros” fossem, são trabalhadores de melhor qualidade que os nossos. É a mais pura das verdades. Estão aqui sabendo que se não lutarem para vencer sucumbirão e terão de voltar, enquanto os nossos patrícios ficam à espera de uma oportunidade para se dar bem. E dar-se bem, muitas vezes, é trabalhar pouco e ganhar muito e até mesmo roubar.

“Quando o homem esqueceu que comunidade significa igualdade, deformando-a com suas leis, nesse dia nasceu o ladrão”, ensinava Carpócrates há 20 séculos, quase que ao mesmo tempo em que Jesus ensinava, ao vivo, sobre a montanha, seu evangelho libertador.

“O homem que é interiormente grande saberá que o tão esperado amigo de sua alma, o imortal, chegou de fato, para tornar o cativo cativeiro” (Jung). A ele, o homem e a mulher dirão sim. A rendição dos propósitos limitados do ego aos objetivos muito mais amplos da alma é o que dá sentido à vida. Tudo mais passará. Pode demorar, mas passará. A alma não passará. Um dia o Brasil será uma Grande Nação.  

Até semana que vem.

sábado, 23 de abril de 2016

1843-O Brasil na Era de Aquário



A Pátria do Evangelho do Século XXI

Introdução

Vamos aos exemplos das formigas e das abelhas, cujas comunidades são muito semelhantes à organização humana que temos nos últimos 30 séculos: quando falta alimento elas vão muito longe e vão organizadas e vão enérgicas, se empenham e sobrevivem; quando querem mudar de governo elas saem repontando uma nova rainha, nos chamados enxames, e deixam que a rainha velha morra por si mesma.

Do ponto de vista político e social, até 1980 nossa sociedade foi induzida a acomodar-se, recolher-se, não participar, pois a democracia que conhecíamos não era uma democracia, o País vinha de 15 anos de ditadura civil (Vargas), experimentara um tênue período sem uma ditadura declarada (governos Dutra, JK e JQ/JG e caíra no regime de ditadura militar por mais 18 anos.

Com as “Diretas Já”, qual formigas e abelhas, em minoria, fomos às ruas e praças pedir democracia e ela veio atravessada, com Tancredo/Sarney e com a eleição atípica de Fernando Collor. Não sabíamos fazer democracia e literalmente quebramos a cara, como a quebramos novamente achando que havia lugar para um governo de esquerda em 2002. Governo que começou a acabar na tarde/noite de 17 de abril, quando as formigas/abelhas saíram em revoada em busca de uma nova “rainha”, dizendo “sim” ao impedimento da “rainha” velha.

Chamo a atenção dos meus leitores para as falas dos 511 deputados no plenário da Câmara Federal durante a votação pela admissão do processo de impedimento: com raras exceções lá estava na voz dos parlamentares a família, Deus e a Pátria.

Não me tomem por integralista, pois quem tenha memória do Brasil da primeira metade do século XX, sabe da existência da Ação Integralista Brasileira e de um partido que professava o integralismo, o PRP – Partido de Representação Popular, num misto de nazismo e fascismo, conceituado como filosofia integralista. E esta pregava como seus valores Deus, Pátria e Família.

Deixemos de fora o integralismo de Plínio Salgado e dos seus numerosos seguidores e fiquemos na essência desses três símbolos sagrados: a primeira nos remete ao respeito ao Sagrado, a segunda nos transforma em amantes da Pátria pela qual somos responsáveis e a terceira nos põe dentro do lar onde as crianças precisam aprender os valores humanos.

E agora nos transportemos para os últimos 14 anos da história do Brasil. Sem Deus estavam os comunistas deste último período de poder; sem pátria estavam os organizadores de uma espécie de URSS para a América Latina através do Fórum de São Paulo e sem os valores de família estão todos que passaram a pregar o aborto, o ensino sexual às crianças da primeira infância e outras barbaridades que prefiro não comentar aqui para evitar celeuma.

Volto à questão do “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho” para perguntar a você, leitor: será que no Congresso de um outro país do planeta iríamos encontrar, como encontramos em 17/04/2016, 70 ou mais por cento dos congressistas expressando-se em nome da família, da Pátria e de Deus no momento de declarar seu voto pelo afastamento de seu presidente?

Se a sua resposta é próxima da minha, então podemos ir adiante com este tema.

Um povo sagrado

É interessante investir alguns minutos para acompanhar uma leitura, no mínimo diferente, mas certamente curiosa, por vezes confortadora, noutras vezes assustadora, como segue. Não é nenhuma novidade que o Brasil é uma Nação cristã espiritualizada e isso não quer dizer apenas católica, apesar de seu povo declarar-se católico para os Censos do IBGE. Somos, na verdade, graças à espiritualidade indígena, africana, cabocla, kardecista, protestante e católica, uma maioria militante de centros espíritas, tendas de Umbanda e Candomblé, de rituais xamânicos e de uma dezena de outras manifestações religiosas, sem desprezar os santuários católicos como Aparecida, Santa Paulina, Círio de Nazaré, entre outros.

Isto nos permite dizer: trata-se de uma Nação ostensivamente apoiada, dirigida e orientada por importantes mentores espirituais, a começar por Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mais ainda pela forma como a imagem foi entregue pela espiritualidade ao povo brasileiro.

Brasília é uma capital fruto de uma profecia de Dom Bosco.

Os muitos fatos, entre eles muitos não relatados aqui, parecem vir coroar uma realidade de que o Brasil se transformou na Nação mais espiritualizada do planeta.

Esta é a proposta deste artigo. Procurar interpretar fatos passados, presentes e futuros deste Brasil Contraditório apenas na aparência a partir das luzes emanadas por nossos mentores ou por sua dificuldade de conduzir as coisas pelo lado melhor.

O que se disse

Além de Aparecida, negra, aparecida mesmo numa rede de pescadores, de forma misteriosa e diferente, em mais de uma fonte, sendo a principal o livro de Humberto de Campos (espírito), psicografado por Chico Xavier (Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho), é-nos apresentado o Arcanjo Ismael (exatamente o patrono da nação árabe, filho de Abraão com a escrava Agar), como mentor principal do Brasil.

Muitos foram os espíritos ligados ao Espiritismo do Brasil que nos falaram da missão espiritual do Brasil, uma missão de muito vulto. Não foi só a imagem de Aparecida ou as informações de Humberto de Campos a trazerem subsídios ao tema na questão referida. Estamos convencidos de que o Brasil realmente tem esta missão, partindo do princípio de que somos citados e também reconhecidos como o país mais espírita do planeta. Realmente, não se tem conhecimento de que em algum outro país do mundo exista tantos médiuns e tantas casas espíritas, umbandistas e de orientação afro-brasileira, sem falar em jornais e até mesmo programas televisivos e de rádio tratando do assunto. A rede Globo já lançou meia-dúzia de novelas explorando a questão de vidas passadas.

E não é só o campo doutrinário. E os hospitais espíritas? Quantos são?

Bem, retornando aos mentores, já citamos Aparecida, Ismael, já se sabe de Emmanuel, Joana de Ângelis, Meimei e André Luiz, também participando como nossos mentores ou como intérpretes dessas hierarquias elevadas, mas todos sabemos que a questão tem de recuar para antes do descobrimento, quando aqui já estavam os indígenas. Os novos mentores, da fase pós-descobrimento, o são por afinidades com os espíritos transferidos da Ásia, África e Europa. Mas, aqui havia uma multidão de pessoas, os ditos nativos.

Como se chega mentor

Em geral, os mentores não são apenas nomeados para ficar à distância monitorando o empreendimento de suas responsabilidades mentais. Todos eles vivem biologicamente uma ou mais experiências no plano terreno antes de se destacarem como mentores espirituais. Cristóvão Colombo, como uma reencarnação de São José, pai de Jesus, é mentor das três Américas e hoje é reverenciado como Saint Germain. Logo, Pedro Álvarez Cabral, que foi um homem profundamente religioso como membro da Ordem de Cristo (dos templários), está escalado como mentor do nosso Brasil, mas já esteve aqui outras vezes na pele de José Bonifácio de Andrada e Silva e novamente como Benjamin Constant.

Mas, é preciso recuar ao dilúvio atlante e localizar já, ali, entre os navegadores que se salvaram daquilo, como aconteceu com Noé, outros “noés”. Foram para afastados rincões do planeta contribuir para a evolução além daquelas fronteiras onde ocorreu a inundação. Dentre esses estava Arari, que foi o patriarca de uma Nação, uma não, de várias nações indígenas evoluídas na Terra das Araras Vermelhas, primeiro nome do Brasil. Esse era o pássaro sagrado da religião espiritual dos clãs descendentes de Arari, ancestral de Araribóia e Araribé. Este último “homem pato”, foi o que veio povoar a Ilha dos Patos, a Lagoa dos Patos, enfim, o Litoral de Cananéia a Viamão.

Temos aí um dos mentores mais antigos: Arari, contemporâneo de Noé e, por isso, muito brasileiro, eis que chegou aqui no litoral do Espírito Santo e foi quem deu esse nome à terra que os brancos herdaram depois. Estamos, pois, afirmando que não existe um único mentor.

Maria Antonieta, a poderosa rainha de França, destronada e decapitada com a vitória dos rebeldes da Revolução Francesa, em 1789, teria recebido a missão de redimir-se como dirigente máximo de um país, e escolheu o Brasil. Reencarnada em Juscelino Kubitschek, nos deu Brasília. E é JK também apontado como um dos nossos mentores mais novos, ao menos com relação às Minas Gerais e Brasília.

O Brasil ainda tem como mentor um preto-velho chamado Zambi, que viveu entre os escravos no século XVII e representou a primeira reação contra o ato de escravizar e maltratar os escravos, que era coisa corriqueira nos canaviais, engenhos, minas e cafezais do Brasil. E aparecem também nesta constelação de espíritos que mentalizam a sorte de nosso país, Pedro Gonzaga de Bragança e Bourbon (Pedro I) e Getúlio Vargas, que antes desta existência já estava ligado à nossa história.

Há uma outra história interessante envolvendo Dom Pedro II outro Pedro. Aquele foi rei por 58 anos e talvez seja o maior benfeitor da Pátria ao cuidar para que ela não se esfacelasse, como aconteceu com a colônia espanhola, na América do Sul, que se transformou em 15 pequenos países, muitos dos quais sem a menor possibilidade de sucesso. Já reencarnou aqui e dentro em breve irá se apresentar para prosseguir o seu trabalho interrompido pela Proclamação da República.

Outro de nossos Pedro foi apóstolo de Jesus e reencarnou na Itália, mas se transferiu para Santos, SP, onde viveu até morrer com o nome de Pietro Ubaldi. Quem sabe o apóstolo Pedro também seja mais um dos nossos mentores espirituais fazendo parelha com o Pedro rei.

E Getúlio aparece numa obra mediúnica de Eça de Queiroz (Getúlio Vargas em dois mundos) como alguém que veio ao corpo com a missão de transformar o Brasil, fracassou e está sendo preparado para retornar e completar seu trabalho. Mais um mentor?   

Uma história de exclusão

O Brasil pode ser e é, de fato, a Pátria do Evangelho, graças à origem humilde, sofrida, batalhada e sem apoio, de seu povo. A classe dominante foi sendo engolida pelo extraordinário trabalho dos imigrantes e com o passar dos anos também os índios espoliados, escravizados, surrados, exterminados em sua quase totalidade, acabaram ganhando seus generosos espaços. Os negros escravos tratados como animais e apenas respeitados em sua fé porque os brancos católicos não os queriam dentro das igrejas, também ganharam seus generosos espaços. O caboclo e o cafuzo nascidos da mestiçagem com os brancos nunca reconhecidos como cidadãos e da mesma forma que os índios e negros vão sendo incorporados ao processo de desenvolvimento.

E vejamos o que aconteceu com o Espiritismo de Kardec: não deslanchou na França, a França havia perdido a liderança do mundo ocidental para a Inglaterra e a obra do francês Kardec veio deslanchar no Brasil, um dos poucos países onde se vendeu e se vende milhões de exemplares kardecistas.

Índios, negros e mestiços teriam todos os motivos para odiar as pessoas de pele clara, visto estas pertencerem à casta que dominou, acumulou, espoliou, explorou, maltratou, desprezou, assassinou, cuja soma de barbaridades não se traduz com outra expressão que não seja, também, ódio, mas, não, sentem-se membros de uma mesma Pátria, como se viu neste último 17 de abril de 2016.

A história sendo rasgada

No período colonial, a principal atividade econômica do Brasil podia ser definida como rapinagem. Quem quer que se estabelecesse aqui tinha por objetivo enriquecer rapidamente e voltar para a Europa. Atuava-se com extração de madeira, pedras preciosas, ouro, prata, mais tarde látex, minérios diversos, couro e essências naturais botânicas. Hoje, mais sofisticamente, “exportamos” pássaros e peixes exóticos, crianças e mulheres e bastante mão-de-obra.

Heranças como o brutal desmatamento do Nordeste a ponto de afastar a floresta e as chuvas, são um exemplo da rapinagem que se abateu sobre o Pau Brasil, abundante ali. O que acontece nas terras indígenas da Amazônia nem as autoridades sabem.

Antes mesmo da instalação da coroa no Rio de Janeiro o império fazia doações de terras a seus protegidos, uma prática que ficou conhecida pelo nome de Capitanias Hereditárias. A imoralidade estava principalmente na segunda palavra: a área se tornava legítima aos herdeiros de todas as gerações posteriores. Uma prática como esta deu causa a outra: os índios se tornaram herdeiros de áreas que foram de seus penta-avós e, hoje, reduzidos a 3% da população original requerem as mesmas áreas que foram de seus numerosos ancestrais.

Depois de a coroa fugitiva se localizar no Brasil novamente distribuímos milhões de hectares de terra a marqueses, duques, condes e viscondes, coronéis, capitães e tenentes (que não eram militares), esses últimos encarregados de cuidar da ordem e da segurança do território. Foi resgatando estas histórias que o MST se julgou e se julga autorizado a invadir terras improdutivas ou pouco produtivas para requerê-las para seus militantes como assentamentos da reforma agrária. Seria muito justo se a recíproca fosse justa e se realidade não fosse pífia: hoje tem mais áreas destinadas aos assentamentos do que em uso pelo chamado agronegócio e a produção dos assentamentos não chega a 1% do que produz a chamada agricultura empresarial. Os 9.128 assentamentos do INCRA ocupam 88,1 milhões de hectares, o equivalente a 10% do território nacional e o dobro do espaço ocupado pelas lavouras do chamado agronegócio, que produzem 190 milhões de toneladas de grãos (2009) contra menos de 10% da produção comercializada pelos assentamentos.

A agricultura e pecuária da iniciativa privada, sem nenhuma ajuda paternalista, responde pelo que de melhor o Brasil vende para o exterior.

Os mentores sinalizam para o mérito. Ninguém passará de plano a outro carregado por padrinho ou guarda costa. Terá de ter mérito. E o sucesso da Nação e de sua gente corre no mesmo trilho. O Brasil precisa interromper, urgentemente, a prática dos privilégios que geram “sucesso” sem mérito e só assim será uma grande Nação.

Choque de extremas – A esta altura dos acontecimentos você já pode perceber o radicalismo de alas que aparentemente se detestam e que querem buscar nas urnas a legitimação para o seu projeto. Não conseguirão. São propostas paternalistas, populistas, protecionistas. Toda família que agir paternalisticamente ou de forma protecionista com relação a seus filhos, não terá filhos autônomos, lutadores, empreendedores. O mesmo dar-se-á com os filhos da pátria que fizer o mesmo. Os governos paternalistas, populistas, facilitando o clientelismo e sua chegada ao poder como ocorreu com Collor, Lula, e outros “salvadores”, diz bem como comprovação do que afirmamos. Fizeram mais mal do que bem à Nação.

Alô mentores

O retorno dos políticos banidos pelo regime militar sem que houvesse a apuração dos crimes de parte a parte, permitiu que o país fosse governado pelos terroristas dos tempos de chumbo. Claro, com espírito de vingança. A comissão da verdade apura apenas os crimes da ditadura oficial, enquanto a outra ditadura, da guerrilha, passa ao largo. O alinhamento dos governos petistas com Cuba, Venezuela, Bolívia, FARCs, é um sinal de que a democracia está(va) outra vez a perigo. Perigosamente a perigo.

Uma dura realidade: o Brasil não pode ser laboratório para nenhum projeto de poder da esquerda ou da direita. Os governos ditatoriais tinham um projeto de Nação. O Brasil prosperou nos governos de Vargas (15 anos de ditatura) e prosperou nos governos militares (20 anos de ditadura). Havia projeto de Nação. Estou a favor da ditadura? Não. Estou em busca de um governo com um Projeto de Nação. E estou convidando os nossos mentores a fazerem um esforço extra para que isso aconteça logo, urgentemente.

Quem já foi está de volta

As notícias de que importantes figuras do passado, vencedoras ou desastradas estão de volta para reparar suas falhas, nos faz pensar que as oportunidades estão sendo dadas. Padre Manuel da Nóbrega voltou como Emmanuel, o conhecido espírito das obras de Chico Xavier. Temos notícia que José Bonifácio também já voltou e pode vir outra vez. D. Pedro I e Visconde de Barbacena (Tancredo Neves) já marcaram presenças entre nós. Podemos imaginar que os políticos do Primeiro e Segundo Reinados estejam reencarnados no Brasil, tentando resgatar as suas falhas políticas daquela época. Quem não se lembra, com emoção, da assinatura feita pelo presidente Fernando Henrique do tratado que criou o Mercosul, unindo os países que estiveram envolvidos na guerra do Paraguai? O Brasil tinha uma dívida ética e moral com o Paraguai, usado, na época, naquela guerra, como testa de ferro da Inglaterra. Podemos imaginar que o Brasil moderno está "devolvendo" àqueles países o que ele destruiu, retirou e até mesmo dominou. Se você perceber, a Usina de Itaipu foi quase que totalmente construída pelo Brasil; metade da energia que Itaipu produz é do Brasil e a outra metade é do Paraguai, que não utiliza quase nada da energia produzida e que a vende de volta para o Brasil. Não estaremos "devolvendo" ao Paraguai aquilo que destruímos dele? 

Com relação à podridão política de nossos dias se pode aferir que todo o lodo esteja sendo removido para que com a ajuda de um povo mais esclarecido jamais políticos podres cheguem ao poder.

Até semana que vem.  

sábado, 16 de abril de 2016

1842-Passando o Brasil a limpo




O carma daquele que vendeu sua alma

No espiritualismo, todos sabemos que o cemitério não é nossa última morada e que levaremos para o outro plano todos os nossos êxitos, hinduisticamente chamados de darma e também escrito como dharma, da mesma forma que levaremos todos os nossos fracassos, chamados de carma. Isto é, os créditos e os débitos.

Também recorro ao espiritualismo para lembrar que nossa primeiríssima e maior responsabilidade é conosco, com nossa alma, com nosso corpo, responsáveis que somos por conduzir este último entre a idade inicial da razão e a idade final da razão. Mas, nos são acrescentadas responsabilidades outras como aquela perante nossos filhos genéticos ou adotados. E mais ainda quando nos oferecemos para dirigir instituições ou para ocuparmos cargos em organizações que lidam com interesses e destinos de outras pessoas.

Não se queira estar na pele daqueles que, como Hitler e Lula, foram chamados para a frente de sua Nação e produziram o cocô que se conhece do primeiro e já se começa a conhecer do segundo.

O xamã curador quando encontra alguém tão perturbado quanto um bandido qualquer, como estes já citados, dirá “perdeu a alma”, “vendeu a alma”.

Volto ao espiritualismo para acrescentar que é evidente a história beligerante do ser humano, da nossa humanidade, é só olhar para as mais de 1.000 guerras que tivemos só no período da Era Cristã; basta olhar para a eterna guerra travada entre os primos do Oriente Médio; basta olhar para o comportamento das gangues de drogas. E o que dizer da gangue que assalta os recursos da merenda escolar, dos hospitais, que desvia verbas dos remédios, que tira os empregos dos trabalhadores, que inviabiliza o auxílio saúde por falta de perícia do INSS? O que dizer do bandido que corta as árvores e interfere no regime de chuvas e suprime a produção de alimentos? Que interfere nos níveis dos reservatórios d’água?

Segundo o espiritualismo esse tempo tumultuoso ficou, ultrapassamos ele ao final da segunda Grande Guerra. Desde então partimos para novos tempos. E os líderes tem de ser os primeiros nessa postura.

Há uma passagem interessantíssima no evangelho de Jesus, aquela em Mateus 12; 31, que diz “Por isso eu vos digo: todo pecado, toda blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia e os atos contra o espírito não lhes serão perdoados”.

O homem público, o administrador público que vier perder sua alma, vender sua alma, prejudicar de morte populações inteiras, não sabe, certamente, não sabe o carma que está acarretando para sua trajetória espiritual.

Volto ao tema: nossa última morada não é o cemitério. Então, como fica o futuro desses bandidos declaradamente condenados na Operação Lava a Jato? A sua condenação não é esta aqui partida da caneta do juiz Sérgio Moro. Há outra em curso, que entra em curso a partir da solidão da cadeia, a partir da vergonha perante as pessoas da família, perante os amigos que os tinham por gente do bem.

Realmente, a partir da ótica do espiritualismo, uma equipe como a dos Procuradores Federais e da Justiça Federal de Curitiba, realiza um trabalho que não está só a serviço das instituições nacionais. A sua atuação tem o respaldo e terá consequências também nos planos espirituais do Brasil.

Penso que o aloprado que teria coragem de atirar uma pedra contra a equipe de Curitiba, pode ser enquadrado como um daqueles que gritavam diante de Pilatos: crucifica-o, crucifica-o. Nem esses estão livres do carma.

Claro, estou me referindo claramente aos portadores das bandeiras vermelhas que, salvo ignorância, estejam a defender a bandidagem de Brasília. Não seriam isentos nem mesmo aqueles que recebem um sanduiche ou uma nota de 50 reais para agitar bandeiras em favor da ladroeira.

O carma pode ser construído pela intenção, pela ação, pela omissão, pela condescendência e também por tirar vantagem da situação ilícita.

É uma pena que muitos milhões de brasileiros não saibam como se dá a trajetória de uma alma entre os dois planos da vida e nestas condições inviabilizam seu futuro por tão pouco.

Para alguns haverá perdão, mas para os que interferem na trajetória evolutiva de outras almas, para esses não haverá perdão. Palavra de Jesus.

sábado, 9 de abril de 2016

1841-O Brasil passando a limpo



O enterro de uma geração de políticos

Quando nos aproximamos da Era de Aquário (2012) – era o que se lia – diziam os sites, revistas, jornais e gurus especializados, que nada ficaria escondido embaixo do tapete. Um tempo de passar a vida a limpo, implodir mentiras, dogmas, farsas, esquemas... Claro, a Era de Aquário deverá se estender por 2.156 anos, mas ela veio quebrando tudo já nos quatro anos seguintes.

Mesmo sem levar Aquário a sério, para muita gente ela veio como um tsunami: Venezuela, Argentina, Brasil, Grécia, Síria, onde mais?

Que tristeza para nós, brasileiros, ter de constatar que mais da metade dos parlamentares eleitos por nós estão com a ficha suja e hipocritamente posando de defensores do direito, da democracia, dos interesses dos seus eleitores...

Bando de safados, trocam a honra pessoal e o futuro seu e de sua família por um punhado de mil réis, vão pra cadeia diante de seus filhos e netos...

O sistema político ruiu de alto a baixo, ideais, sonhos, convicções, esperanças, são agora entregues ao povo, aqui embaixo, nas ruas e praças, sem líderes, sem siglas, um recomeço do zero. Acreditar em quem, se homens de centro e de direita se abraçam com comunistas, se comunistas fundamentalistas aceitam jantar com a direita reacionária para salvar a pele de seus desqualificados líderes apodrecidos?

E não está só em Brasília. Nos estados e municípios a coisa está igual.

Magistrados com décadas de militância pós juramento em defesa da lei, estão vendendo sentenças. Sobra pouco. E é com este pouco que nós, brasileiros do bem teremos de nos contentar. Para começar. Melhor dizendo, recomeçar.

Uma geração inteira de políticos e homens públicos será enterrada, melhor dizendo, novamente, não será enterrada, será deixada ao léu para que os abutres se sirvam de sua carne podre.

E na sequência, precisa brotar desde a mente e das mãos do eleitor brasileiro que ama o Brasil uma definição bem clara, ideológica (não vale geleia geral) sobre o que defende o político e seu partido: se é para o Estado sustentar a Nação ou se é para a Nação garantir a estabilidade do Estado através do respeito às leis, preservando garantias reais e estimulando a ordem, a justiça, o direito, a paz, a prosperidade geral.

Para não parecer estranho abordar este assunto aqui numa página dedicada à Maioridade Espiritual, a explicação: o crédito espiritual das pessoas que evoluem a ponto de não mais aceitar este tipo de representantes nos poderes constituídos; e o débito espiritual daqueles que eleitos para legislar pelo bem da Nação, se aproveitam do poder e se locupletam sem nada produzir de benfazejo para o povo.
Até semana que vem, de preferência com notícias melhores.

sábado, 2 de abril de 2016

1840-Brasil país espiritual




Falta olhar o Brasil com os olhos de quem não é cego, nem idiota

Este blog já publicou dezenas de páginas contendo profecias a respeito do Brasil obtidas através de visões espirituais, leitura de cartas, búzios, runas, tarô, etc. Algumas profecias nem perto chegam daquilo que realmente ocorreu, ocorre. A publicação de hoje não é profecia, é análise pura. O analista não é profeta, analisa a conjuntura de olhos bem abertos e de mente bem consciente, centrada no aqui e no agora brasileiro e distante dos interesses ou paixões.

Basta olhar para os fatos, números, opiniões, sem faciosismo, basta não estar confortável por ocupar funções a serviço do atual governo ou estar contra ele. Basta ler os jornais, revistas, assistir os programas de tevê bem tarde da noite.

Basta querer que o Brasil seja governado para os brasileiros, seja o governante eleito ou não com o meu voto.

Estamos numa crise de governabilidade. A governante se perdeu. Perdeu o controle. Levou o país para a crise, sem dinheiro sequer para fazer os repasses constitucionais aos Estados e Municípios. Estamos quebrados. Mas, não é só. O país enveredou para áreas nada democráticas como os acordos e intercâmbios internacionais com Cuba, Venezuela, Bolívia, etc., demonstra simpatias pelo Estado (terrorista) Islâmico, morre de amores pelo Irã submetido aos aiatolás e outros centros de poder distantes das tradições democráticas, como a tolerância aos atos ilegais que ocorrem no desvio de dinheiro público, nas invasões de propriedade legítima, no sucateamento de empresas e instituições que representam marcos de estabilidade e sustentação. A democracia não é uma sensação, é uma instituição regulada pelo limite das leis, com o cumprimento das leis, com a punição dos faltosos. Justiça não governa, corrige.

Nossas ligações com o mundo não podem ser ideológicas. O povo brasileiro não tem uma ideologia. Nossas relações com o mundo têm de ser pragmáticas. Somos uma nação com raízes na Europa, na Ásia e na África e temos de ter como principais parceiros de nossos negócios exatamente os consumidores e fornecedores dessas regiões do planeta. Na América do Sul nossos vizinhos nos dão cocaína, maconha, armas contrabandeadas e, na melhor das hipóteses gás natural, trigo, umas garrafas de vinho e quinquilharias contrabandeadas.

Onde deveriam centrar-se as nossas prioridades externas com reflexo interno?  Na redução/extinção da criminalidade que se origina no tráfico de drogas e já chega na formação de milícias guerrilheiras (por um lado e isso passa por acordos com os países de onde chegam as drogas e armas) e, de outro lado, na expansão de nossos negócios atuais mais rentáveis, que são as commodities de grãos e carnes (justamente com quem sejam maiores compradores). Nada disso é levado tão a sério e praticado.

Por um terceiro ponto de vista, o Brasil não pode ser adversário estratégico dos Estados Unidos e nem seu caudatário incondicional. Nossa hegemonia na América do Sul virá com grandeza de alma para entender a incoerência comunizante e o imperialismo hegemônico.

Quero dizer que se pudermos nos controlar, manter a calma e retomar a credibilidade para que os investimentos retornem de fora para dentro e de dentro para fora, o País será um país de primeiro mundo, mais ainda na medida em que os EUA forem cansando com seu modelo insustentável.

A política do “nós versus eles” não funcionará aqui dentro entre brasileiros e nem lá fora perante os demais países e blocos, apesar de ser este o discurso de lavagem cerebral nos centros de formação ativista do PT, do MST, da CUT e dos outros braços da esquerda comunista.

Já se perguntou um monte de vezes: o Brasil pode se tornar comunista?

A resposta é simples: NUNCA. Populista, infelizmente, sim, já somos isso desde muitas décadas com Getúlio Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Jango Goulart, Paulo Maluf, Fernando Collor, Lula, Dilma.

Aqueles coronéis nordestinos que empobreceram os sertões e bairros da imensa região mais abandonada pelo poder, eram e são populistas e escravagistas. Perderam a corrida para o Bolsa Família, aliás, se tornaram aliados dos esquemas populistas, pois o dinheiro do Bolsa Família acaba no caixa do mercadinho, da farmácia, do padre, do pastor, do boteco, cujos donos continuam os mesmos de antes. Ficou bom pra todos, menos para o povo que era mendigo do coronel e se tornou mendigo das estruturas aparelhadas do Estado sob o comando da militância do PT. Se realmente quisessem libertar o povo nordestino e de outras regiões onde o Bolsa Família faz sucesso, terão de associá-lo um grande programa de educação e formação profissional escalonando à redução do programa até o seu cancelamento quando o beneficiado desejará libertar-se da indignidade da esmola.

Do jeito que está, o governo comunista manipula esse povo e diz para o mundo que o Brasil prefere esse regime.

A cultura de raiz do povo brasileiro vem dos feudos europeus, onde apesar de tudo, o vassalo podia escolher o que fazer, mesmo que tivesse de dividir com o senhorio o produto de seu trabalho. Ali ele tinha uma religião, sua casa, suas ferramentas, sua colheita, suas reservas para consumo e para venda, enquanto vivia de seu trabalho. Não há o menor traço comunista. Cooperativo, sim. Por isso, o cooperativismo teve grande aceitação no Brasil.

Outra coisa que não pega aqui, é a incitação à baderna, ao quebra-quebra, à invasão de propriedades. As bandeiras de luta do brasileiro são de centro até a direita com socialdemocracia no tempero. Afastado o populismo e adquirida a consciência política, não haverá outro regime em expansão que não passe pela propriedade privada, pela família, pelo respeito às instituições, pela fé em Deus. O resto é conversa de botequim depois do terceiro gole.

O bandeirinha ergue a bandeira

No futebol, que ainda é o esporte brasileiro das multidões, quando o atleta é flagrado mais próximo do goleiro sem, pelo menos um adversário entre os dois, chama-se impedimento. O bandeirinha ergue a bandeira e o juiz apita paralisando o jogo para cobrar a falta. No caso do governo, o governante faltoso sofre impedimento, interrompe-se o seu governo e se aprovado o impedimento o faltoso é expulso para fora do governo.

No futebol, a torcida fanática gosta que seu time se valha do impedimento para marcar o gol. No caso do governo, o Congresso interpreta a voz das ruas e providencia para que o faltoso seja afastado.

No caso brasileiro da atualidade, a presidente torrou o dinheiro do Brasil em tantas coisas, dentre as quais na construção de estádios suntuosos para receber os jogos da Copa do Mundo, copa que o Brasil perdeu vergonhosamente depois de haver sido goleado pela Alemanha.

Parecia profecia quando se dizia: se o Brasil não ganhar a copa, o governo não se segura. Podia ter sido derrotado nas urnas meses depois, mas sempre pipocará a denúncia (nunca apurada) de que houve fraude no resultado. Será apurada a denúncia se um dos membros do TSE der com a língua nos dentes e entregar o esquema. Mas, mesmo sem entrega do esquema, corre no TSE a denúncia de que Dilma-Temer cometeram crimes eleitorais e deveriam ter sua posse suspensa.

Empossada, Dilma precisou assumir os erros cometidos contra as finanças do país e a inflação voltou, a economia encolheu, a arrecadação foi menor, o desemprego acelerou-se.

Se tudo isso estivesse acontecendo sem denúncias de corrupção, talvez a nação pudesse suportar, mas não, membros do governo meteram a mão na Petrobrás – a maior empresa do Brasil está quebrada – e em outras que ainda nem começaram a ser investigadas (Eletrobrás, Correio, Caixa, Banco do Brasil, BNDES).

Dilma deixará o governo e corre o risco de ser condenada e presa. O ex-presidente, Lula, também.

Sempre se dirá que isso é uma injustiça. Mas o Brasil é outro. E este Brasil precisou experimentar a sanha de governos de esquerda que não tinham chegado ao fim, como ocorreu com Jânio e Jango. Experimentou. Livrou-se disso. Está se livrando disso.

A força da fé e a espiritualidade

Se juntarmos os brasileiros fiéis aos seus princípios de fé católica, umbandista, evangélica, protestante, espírita, budista, muçulmana, e outras, iremos chegar a 90% de nossos compatriotas. O que significa isso? Índoles de paz, amor, respeito à vida, respeito às leis, trabalho, moral, família. Com outros significados coladinhos a tudo isso. Nada do que pregam alguns líderes comunistas de que haverá luta armada em defesa de Lula/Dilma. A sanha por baderna, sangue, agressão corre por conta dos 10% que já trocaram seus valores e estão mais próximos do Estado Islâmico do que de Irmã Dulce. A grande massa beneficiada pelo Bolsa Família não sairá de casa para nada que não seja buscar sua renda nos guichês dos bancos pagadores. Sobrarão as militâncias que imediatamente após atacarem o primeiro alvo serão reprimidas pelas forças de segurança.

A lição mais importante desta fase dos governos comunistas é a de que chegou ao ocaso a experiência comunista no Brasil. O país precisava passar por isto depois de sua primeira tentativa em 1935. Lá atrás há 81 anos, Luiz Carlos Prestes e alguns tenentes das forças armadas (pesquisar: tenentismo) tentaram intimidar o ditador Getúlio Vargas, mas foram presos e degredados. Aí veio o inesperado: o senhor Jânio Quadros, eleito pelo Partido Democrata Cristão, tinha na manga do colete uma aspiração comunista. Sonhava ser ditador e aplicar suas receitas para o que sonhava ser o Brasil de suas ideias. Renunciou na esperança de ser reconduzido ao poder pelo povo, mas não foi assim. Jango, seu vice, assumiu depois de conflitos e logo foi banido pelo próprio povo. O governo de Jango acabou com o povo nas ruas em passeata da “Família pela Liberdade”.

E ficou a cisma. Um dia haveria um governo comunista. O Lulinha paz e amor foi a isca, o engodo. E o governo de Dilma está por se acabar também com o povo nas ruas pedindo sua saída.

Não há governo que se sustente quando o povo vai às ruas pedindo seu fim.

Um Brasil que se renova

Depois da Operação Laja a Jato o Brasil nunca mais será o mesmo. O Brasil descobriu que a Justiça pode corrigir os rumos deletérios dos representantes do povo. Ponto final.