sábado, 9 de abril de 2016

1841-O Brasil passando a limpo



O enterro de uma geração de políticos

Quando nos aproximamos da Era de Aquário (2012) – era o que se lia – diziam os sites, revistas, jornais e gurus especializados, que nada ficaria escondido embaixo do tapete. Um tempo de passar a vida a limpo, implodir mentiras, dogmas, farsas, esquemas... Claro, a Era de Aquário deverá se estender por 2.156 anos, mas ela veio quebrando tudo já nos quatro anos seguintes.

Mesmo sem levar Aquário a sério, para muita gente ela veio como um tsunami: Venezuela, Argentina, Brasil, Grécia, Síria, onde mais?

Que tristeza para nós, brasileiros, ter de constatar que mais da metade dos parlamentares eleitos por nós estão com a ficha suja e hipocritamente posando de defensores do direito, da democracia, dos interesses dos seus eleitores...

Bando de safados, trocam a honra pessoal e o futuro seu e de sua família por um punhado de mil réis, vão pra cadeia diante de seus filhos e netos...

O sistema político ruiu de alto a baixo, ideais, sonhos, convicções, esperanças, são agora entregues ao povo, aqui embaixo, nas ruas e praças, sem líderes, sem siglas, um recomeço do zero. Acreditar em quem, se homens de centro e de direita se abraçam com comunistas, se comunistas fundamentalistas aceitam jantar com a direita reacionária para salvar a pele de seus desqualificados líderes apodrecidos?

E não está só em Brasília. Nos estados e municípios a coisa está igual.

Magistrados com décadas de militância pós juramento em defesa da lei, estão vendendo sentenças. Sobra pouco. E é com este pouco que nós, brasileiros do bem teremos de nos contentar. Para começar. Melhor dizendo, recomeçar.

Uma geração inteira de políticos e homens públicos será enterrada, melhor dizendo, novamente, não será enterrada, será deixada ao léu para que os abutres se sirvam de sua carne podre.

E na sequência, precisa brotar desde a mente e das mãos do eleitor brasileiro que ama o Brasil uma definição bem clara, ideológica (não vale geleia geral) sobre o que defende o político e seu partido: se é para o Estado sustentar a Nação ou se é para a Nação garantir a estabilidade do Estado através do respeito às leis, preservando garantias reais e estimulando a ordem, a justiça, o direito, a paz, a prosperidade geral.

Para não parecer estranho abordar este assunto aqui numa página dedicada à Maioridade Espiritual, a explicação: o crédito espiritual das pessoas que evoluem a ponto de não mais aceitar este tipo de representantes nos poderes constituídos; e o débito espiritual daqueles que eleitos para legislar pelo bem da Nação, se aproveitam do poder e se locupletam sem nada produzir de benfazejo para o povo.
Até semana que vem, de preferência com notícias melhores.

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