sábado, 16 de abril de 2016

1842-Passando o Brasil a limpo




O carma daquele que vendeu sua alma

No espiritualismo, todos sabemos que o cemitério não é nossa última morada e que levaremos para o outro plano todos os nossos êxitos, hinduisticamente chamados de darma e também escrito como dharma, da mesma forma que levaremos todos os nossos fracassos, chamados de carma. Isto é, os créditos e os débitos.

Também recorro ao espiritualismo para lembrar que nossa primeiríssima e maior responsabilidade é conosco, com nossa alma, com nosso corpo, responsáveis que somos por conduzir este último entre a idade inicial da razão e a idade final da razão. Mas, nos são acrescentadas responsabilidades outras como aquela perante nossos filhos genéticos ou adotados. E mais ainda quando nos oferecemos para dirigir instituições ou para ocuparmos cargos em organizações que lidam com interesses e destinos de outras pessoas.

Não se queira estar na pele daqueles que, como Hitler e Lula, foram chamados para a frente de sua Nação e produziram o cocô que se conhece do primeiro e já se começa a conhecer do segundo.

O xamã curador quando encontra alguém tão perturbado quanto um bandido qualquer, como estes já citados, dirá “perdeu a alma”, “vendeu a alma”.

Volto ao espiritualismo para acrescentar que é evidente a história beligerante do ser humano, da nossa humanidade, é só olhar para as mais de 1.000 guerras que tivemos só no período da Era Cristã; basta olhar para a eterna guerra travada entre os primos do Oriente Médio; basta olhar para o comportamento das gangues de drogas. E o que dizer da gangue que assalta os recursos da merenda escolar, dos hospitais, que desvia verbas dos remédios, que tira os empregos dos trabalhadores, que inviabiliza o auxílio saúde por falta de perícia do INSS? O que dizer do bandido que corta as árvores e interfere no regime de chuvas e suprime a produção de alimentos? Que interfere nos níveis dos reservatórios d’água?

Segundo o espiritualismo esse tempo tumultuoso ficou, ultrapassamos ele ao final da segunda Grande Guerra. Desde então partimos para novos tempos. E os líderes tem de ser os primeiros nessa postura.

Há uma passagem interessantíssima no evangelho de Jesus, aquela em Mateus 12; 31, que diz “Por isso eu vos digo: todo pecado, toda blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia e os atos contra o espírito não lhes serão perdoados”.

O homem público, o administrador público que vier perder sua alma, vender sua alma, prejudicar de morte populações inteiras, não sabe, certamente, não sabe o carma que está acarretando para sua trajetória espiritual.

Volto ao tema: nossa última morada não é o cemitério. Então, como fica o futuro desses bandidos declaradamente condenados na Operação Lava a Jato? A sua condenação não é esta aqui partida da caneta do juiz Sérgio Moro. Há outra em curso, que entra em curso a partir da solidão da cadeia, a partir da vergonha perante as pessoas da família, perante os amigos que os tinham por gente do bem.

Realmente, a partir da ótica do espiritualismo, uma equipe como a dos Procuradores Federais e da Justiça Federal de Curitiba, realiza um trabalho que não está só a serviço das instituições nacionais. A sua atuação tem o respaldo e terá consequências também nos planos espirituais do Brasil.

Penso que o aloprado que teria coragem de atirar uma pedra contra a equipe de Curitiba, pode ser enquadrado como um daqueles que gritavam diante de Pilatos: crucifica-o, crucifica-o. Nem esses estão livres do carma.

Claro, estou me referindo claramente aos portadores das bandeiras vermelhas que, salvo ignorância, estejam a defender a bandidagem de Brasília. Não seriam isentos nem mesmo aqueles que recebem um sanduiche ou uma nota de 50 reais para agitar bandeiras em favor da ladroeira.

O carma pode ser construído pela intenção, pela ação, pela omissão, pela condescendência e também por tirar vantagem da situação ilícita.

É uma pena que muitos milhões de brasileiros não saibam como se dá a trajetória de uma alma entre os dois planos da vida e nestas condições inviabilizam seu futuro por tão pouco.

Para alguns haverá perdão, mas para os que interferem na trajetória evolutiva de outras almas, para esses não haverá perdão. Palavra de Jesus.

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