sábado, 23 de abril de 2016

1843-O Brasil na Era de Aquário



A Pátria do Evangelho do Século XXI

Introdução

Vamos aos exemplos das formigas e das abelhas, cujas comunidades são muito semelhantes à organização humana que temos nos últimos 30 séculos: quando falta alimento elas vão muito longe e vão organizadas e vão enérgicas, se empenham e sobrevivem; quando querem mudar de governo elas saem repontando uma nova rainha, nos chamados enxames, e deixam que a rainha velha morra por si mesma.

Do ponto de vista político e social, até 1980 nossa sociedade foi induzida a acomodar-se, recolher-se, não participar, pois a democracia que conhecíamos não era uma democracia, o País vinha de 15 anos de ditadura civil (Vargas), experimentara um tênue período sem uma ditadura declarada (governos Dutra, JK e JQ/JG e caíra no regime de ditadura militar por mais 18 anos.

Com as “Diretas Já”, qual formigas e abelhas, em minoria, fomos às ruas e praças pedir democracia e ela veio atravessada, com Tancredo/Sarney e com a eleição atípica de Fernando Collor. Não sabíamos fazer democracia e literalmente quebramos a cara, como a quebramos novamente achando que havia lugar para um governo de esquerda em 2002. Governo que começou a acabar na tarde/noite de 17 de abril, quando as formigas/abelhas saíram em revoada em busca de uma nova “rainha”, dizendo “sim” ao impedimento da “rainha” velha.

Chamo a atenção dos meus leitores para as falas dos 511 deputados no plenário da Câmara Federal durante a votação pela admissão do processo de impedimento: com raras exceções lá estava na voz dos parlamentares a família, Deus e a Pátria.

Não me tomem por integralista, pois quem tenha memória do Brasil da primeira metade do século XX, sabe da existência da Ação Integralista Brasileira e de um partido que professava o integralismo, o PRP – Partido de Representação Popular, num misto de nazismo e fascismo, conceituado como filosofia integralista. E esta pregava como seus valores Deus, Pátria e Família.

Deixemos de fora o integralismo de Plínio Salgado e dos seus numerosos seguidores e fiquemos na essência desses três símbolos sagrados: a primeira nos remete ao respeito ao Sagrado, a segunda nos transforma em amantes da Pátria pela qual somos responsáveis e a terceira nos põe dentro do lar onde as crianças precisam aprender os valores humanos.

E agora nos transportemos para os últimos 14 anos da história do Brasil. Sem Deus estavam os comunistas deste último período de poder; sem pátria estavam os organizadores de uma espécie de URSS para a América Latina através do Fórum de São Paulo e sem os valores de família estão todos que passaram a pregar o aborto, o ensino sexual às crianças da primeira infância e outras barbaridades que prefiro não comentar aqui para evitar celeuma.

Volto à questão do “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho” para perguntar a você, leitor: será que no Congresso de um outro país do planeta iríamos encontrar, como encontramos em 17/04/2016, 70 ou mais por cento dos congressistas expressando-se em nome da família, da Pátria e de Deus no momento de declarar seu voto pelo afastamento de seu presidente?

Se a sua resposta é próxima da minha, então podemos ir adiante com este tema.

Um povo sagrado

É interessante investir alguns minutos para acompanhar uma leitura, no mínimo diferente, mas certamente curiosa, por vezes confortadora, noutras vezes assustadora, como segue. Não é nenhuma novidade que o Brasil é uma Nação cristã espiritualizada e isso não quer dizer apenas católica, apesar de seu povo declarar-se católico para os Censos do IBGE. Somos, na verdade, graças à espiritualidade indígena, africana, cabocla, kardecista, protestante e católica, uma maioria militante de centros espíritas, tendas de Umbanda e Candomblé, de rituais xamânicos e de uma dezena de outras manifestações religiosas, sem desprezar os santuários católicos como Aparecida, Santa Paulina, Círio de Nazaré, entre outros.

Isto nos permite dizer: trata-se de uma Nação ostensivamente apoiada, dirigida e orientada por importantes mentores espirituais, a começar por Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mais ainda pela forma como a imagem foi entregue pela espiritualidade ao povo brasileiro.

Brasília é uma capital fruto de uma profecia de Dom Bosco.

Os muitos fatos, entre eles muitos não relatados aqui, parecem vir coroar uma realidade de que o Brasil se transformou na Nação mais espiritualizada do planeta.

Esta é a proposta deste artigo. Procurar interpretar fatos passados, presentes e futuros deste Brasil Contraditório apenas na aparência a partir das luzes emanadas por nossos mentores ou por sua dificuldade de conduzir as coisas pelo lado melhor.

O que se disse

Além de Aparecida, negra, aparecida mesmo numa rede de pescadores, de forma misteriosa e diferente, em mais de uma fonte, sendo a principal o livro de Humberto de Campos (espírito), psicografado por Chico Xavier (Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho), é-nos apresentado o Arcanjo Ismael (exatamente o patrono da nação árabe, filho de Abraão com a escrava Agar), como mentor principal do Brasil.

Muitos foram os espíritos ligados ao Espiritismo do Brasil que nos falaram da missão espiritual do Brasil, uma missão de muito vulto. Não foi só a imagem de Aparecida ou as informações de Humberto de Campos a trazerem subsídios ao tema na questão referida. Estamos convencidos de que o Brasil realmente tem esta missão, partindo do princípio de que somos citados e também reconhecidos como o país mais espírita do planeta. Realmente, não se tem conhecimento de que em algum outro país do mundo exista tantos médiuns e tantas casas espíritas, umbandistas e de orientação afro-brasileira, sem falar em jornais e até mesmo programas televisivos e de rádio tratando do assunto. A rede Globo já lançou meia-dúzia de novelas explorando a questão de vidas passadas.

E não é só o campo doutrinário. E os hospitais espíritas? Quantos são?

Bem, retornando aos mentores, já citamos Aparecida, Ismael, já se sabe de Emmanuel, Joana de Ângelis, Meimei e André Luiz, também participando como nossos mentores ou como intérpretes dessas hierarquias elevadas, mas todos sabemos que a questão tem de recuar para antes do descobrimento, quando aqui já estavam os indígenas. Os novos mentores, da fase pós-descobrimento, o são por afinidades com os espíritos transferidos da Ásia, África e Europa. Mas, aqui havia uma multidão de pessoas, os ditos nativos.

Como se chega mentor

Em geral, os mentores não são apenas nomeados para ficar à distância monitorando o empreendimento de suas responsabilidades mentais. Todos eles vivem biologicamente uma ou mais experiências no plano terreno antes de se destacarem como mentores espirituais. Cristóvão Colombo, como uma reencarnação de São José, pai de Jesus, é mentor das três Américas e hoje é reverenciado como Saint Germain. Logo, Pedro Álvarez Cabral, que foi um homem profundamente religioso como membro da Ordem de Cristo (dos templários), está escalado como mentor do nosso Brasil, mas já esteve aqui outras vezes na pele de José Bonifácio de Andrada e Silva e novamente como Benjamin Constant.

Mas, é preciso recuar ao dilúvio atlante e localizar já, ali, entre os navegadores que se salvaram daquilo, como aconteceu com Noé, outros “noés”. Foram para afastados rincões do planeta contribuir para a evolução além daquelas fronteiras onde ocorreu a inundação. Dentre esses estava Arari, que foi o patriarca de uma Nação, uma não, de várias nações indígenas evoluídas na Terra das Araras Vermelhas, primeiro nome do Brasil. Esse era o pássaro sagrado da religião espiritual dos clãs descendentes de Arari, ancestral de Araribóia e Araribé. Este último “homem pato”, foi o que veio povoar a Ilha dos Patos, a Lagoa dos Patos, enfim, o Litoral de Cananéia a Viamão.

Temos aí um dos mentores mais antigos: Arari, contemporâneo de Noé e, por isso, muito brasileiro, eis que chegou aqui no litoral do Espírito Santo e foi quem deu esse nome à terra que os brancos herdaram depois. Estamos, pois, afirmando que não existe um único mentor.

Maria Antonieta, a poderosa rainha de França, destronada e decapitada com a vitória dos rebeldes da Revolução Francesa, em 1789, teria recebido a missão de redimir-se como dirigente máximo de um país, e escolheu o Brasil. Reencarnada em Juscelino Kubitschek, nos deu Brasília. E é JK também apontado como um dos nossos mentores mais novos, ao menos com relação às Minas Gerais e Brasília.

O Brasil ainda tem como mentor um preto-velho chamado Zambi, que viveu entre os escravos no século XVII e representou a primeira reação contra o ato de escravizar e maltratar os escravos, que era coisa corriqueira nos canaviais, engenhos, minas e cafezais do Brasil. E aparecem também nesta constelação de espíritos que mentalizam a sorte de nosso país, Pedro Gonzaga de Bragança e Bourbon (Pedro I) e Getúlio Vargas, que antes desta existência já estava ligado à nossa história.

Há uma outra história interessante envolvendo Dom Pedro II outro Pedro. Aquele foi rei por 58 anos e talvez seja o maior benfeitor da Pátria ao cuidar para que ela não se esfacelasse, como aconteceu com a colônia espanhola, na América do Sul, que se transformou em 15 pequenos países, muitos dos quais sem a menor possibilidade de sucesso. Já reencarnou aqui e dentro em breve irá se apresentar para prosseguir o seu trabalho interrompido pela Proclamação da República.

Outro de nossos Pedro foi apóstolo de Jesus e reencarnou na Itália, mas se transferiu para Santos, SP, onde viveu até morrer com o nome de Pietro Ubaldi. Quem sabe o apóstolo Pedro também seja mais um dos nossos mentores espirituais fazendo parelha com o Pedro rei.

E Getúlio aparece numa obra mediúnica de Eça de Queiroz (Getúlio Vargas em dois mundos) como alguém que veio ao corpo com a missão de transformar o Brasil, fracassou e está sendo preparado para retornar e completar seu trabalho. Mais um mentor?   

Uma história de exclusão

O Brasil pode ser e é, de fato, a Pátria do Evangelho, graças à origem humilde, sofrida, batalhada e sem apoio, de seu povo. A classe dominante foi sendo engolida pelo extraordinário trabalho dos imigrantes e com o passar dos anos também os índios espoliados, escravizados, surrados, exterminados em sua quase totalidade, acabaram ganhando seus generosos espaços. Os negros escravos tratados como animais e apenas respeitados em sua fé porque os brancos católicos não os queriam dentro das igrejas, também ganharam seus generosos espaços. O caboclo e o cafuzo nascidos da mestiçagem com os brancos nunca reconhecidos como cidadãos e da mesma forma que os índios e negros vão sendo incorporados ao processo de desenvolvimento.

E vejamos o que aconteceu com o Espiritismo de Kardec: não deslanchou na França, a França havia perdido a liderança do mundo ocidental para a Inglaterra e a obra do francês Kardec veio deslanchar no Brasil, um dos poucos países onde se vendeu e se vende milhões de exemplares kardecistas.

Índios, negros e mestiços teriam todos os motivos para odiar as pessoas de pele clara, visto estas pertencerem à casta que dominou, acumulou, espoliou, explorou, maltratou, desprezou, assassinou, cuja soma de barbaridades não se traduz com outra expressão que não seja, também, ódio, mas, não, sentem-se membros de uma mesma Pátria, como se viu neste último 17 de abril de 2016.

A história sendo rasgada

No período colonial, a principal atividade econômica do Brasil podia ser definida como rapinagem. Quem quer que se estabelecesse aqui tinha por objetivo enriquecer rapidamente e voltar para a Europa. Atuava-se com extração de madeira, pedras preciosas, ouro, prata, mais tarde látex, minérios diversos, couro e essências naturais botânicas. Hoje, mais sofisticamente, “exportamos” pássaros e peixes exóticos, crianças e mulheres e bastante mão-de-obra.

Heranças como o brutal desmatamento do Nordeste a ponto de afastar a floresta e as chuvas, são um exemplo da rapinagem que se abateu sobre o Pau Brasil, abundante ali. O que acontece nas terras indígenas da Amazônia nem as autoridades sabem.

Antes mesmo da instalação da coroa no Rio de Janeiro o império fazia doações de terras a seus protegidos, uma prática que ficou conhecida pelo nome de Capitanias Hereditárias. A imoralidade estava principalmente na segunda palavra: a área se tornava legítima aos herdeiros de todas as gerações posteriores. Uma prática como esta deu causa a outra: os índios se tornaram herdeiros de áreas que foram de seus penta-avós e, hoje, reduzidos a 3% da população original requerem as mesmas áreas que foram de seus numerosos ancestrais.

Depois de a coroa fugitiva se localizar no Brasil novamente distribuímos milhões de hectares de terra a marqueses, duques, condes e viscondes, coronéis, capitães e tenentes (que não eram militares), esses últimos encarregados de cuidar da ordem e da segurança do território. Foi resgatando estas histórias que o MST se julgou e se julga autorizado a invadir terras improdutivas ou pouco produtivas para requerê-las para seus militantes como assentamentos da reforma agrária. Seria muito justo se a recíproca fosse justa e se realidade não fosse pífia: hoje tem mais áreas destinadas aos assentamentos do que em uso pelo chamado agronegócio e a produção dos assentamentos não chega a 1% do que produz a chamada agricultura empresarial. Os 9.128 assentamentos do INCRA ocupam 88,1 milhões de hectares, o equivalente a 10% do território nacional e o dobro do espaço ocupado pelas lavouras do chamado agronegócio, que produzem 190 milhões de toneladas de grãos (2009) contra menos de 10% da produção comercializada pelos assentamentos.

A agricultura e pecuária da iniciativa privada, sem nenhuma ajuda paternalista, responde pelo que de melhor o Brasil vende para o exterior.

Os mentores sinalizam para o mérito. Ninguém passará de plano a outro carregado por padrinho ou guarda costa. Terá de ter mérito. E o sucesso da Nação e de sua gente corre no mesmo trilho. O Brasil precisa interromper, urgentemente, a prática dos privilégios que geram “sucesso” sem mérito e só assim será uma grande Nação.

Choque de extremas – A esta altura dos acontecimentos você já pode perceber o radicalismo de alas que aparentemente se detestam e que querem buscar nas urnas a legitimação para o seu projeto. Não conseguirão. São propostas paternalistas, populistas, protecionistas. Toda família que agir paternalisticamente ou de forma protecionista com relação a seus filhos, não terá filhos autônomos, lutadores, empreendedores. O mesmo dar-se-á com os filhos da pátria que fizer o mesmo. Os governos paternalistas, populistas, facilitando o clientelismo e sua chegada ao poder como ocorreu com Collor, Lula, e outros “salvadores”, diz bem como comprovação do que afirmamos. Fizeram mais mal do que bem à Nação.

Alô mentores

O retorno dos políticos banidos pelo regime militar sem que houvesse a apuração dos crimes de parte a parte, permitiu que o país fosse governado pelos terroristas dos tempos de chumbo. Claro, com espírito de vingança. A comissão da verdade apura apenas os crimes da ditadura oficial, enquanto a outra ditadura, da guerrilha, passa ao largo. O alinhamento dos governos petistas com Cuba, Venezuela, Bolívia, FARCs, é um sinal de que a democracia está(va) outra vez a perigo. Perigosamente a perigo.

Uma dura realidade: o Brasil não pode ser laboratório para nenhum projeto de poder da esquerda ou da direita. Os governos ditatoriais tinham um projeto de Nação. O Brasil prosperou nos governos de Vargas (15 anos de ditatura) e prosperou nos governos militares (20 anos de ditadura). Havia projeto de Nação. Estou a favor da ditadura? Não. Estou em busca de um governo com um Projeto de Nação. E estou convidando os nossos mentores a fazerem um esforço extra para que isso aconteça logo, urgentemente.

Quem já foi está de volta

As notícias de que importantes figuras do passado, vencedoras ou desastradas estão de volta para reparar suas falhas, nos faz pensar que as oportunidades estão sendo dadas. Padre Manuel da Nóbrega voltou como Emmanuel, o conhecido espírito das obras de Chico Xavier. Temos notícia que José Bonifácio também já voltou e pode vir outra vez. D. Pedro I e Visconde de Barbacena (Tancredo Neves) já marcaram presenças entre nós. Podemos imaginar que os políticos do Primeiro e Segundo Reinados estejam reencarnados no Brasil, tentando resgatar as suas falhas políticas daquela época. Quem não se lembra, com emoção, da assinatura feita pelo presidente Fernando Henrique do tratado que criou o Mercosul, unindo os países que estiveram envolvidos na guerra do Paraguai? O Brasil tinha uma dívida ética e moral com o Paraguai, usado, na época, naquela guerra, como testa de ferro da Inglaterra. Podemos imaginar que o Brasil moderno está "devolvendo" àqueles países o que ele destruiu, retirou e até mesmo dominou. Se você perceber, a Usina de Itaipu foi quase que totalmente construída pelo Brasil; metade da energia que Itaipu produz é do Brasil e a outra metade é do Paraguai, que não utiliza quase nada da energia produzida e que a vende de volta para o Brasil. Não estaremos "devolvendo" ao Paraguai aquilo que destruímos dele? 

Com relação à podridão política de nossos dias se pode aferir que todo o lodo esteja sendo removido para que com a ajuda de um povo mais esclarecido jamais políticos podres cheguem ao poder.

Até semana que vem.  

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