sábado, 28 de maio de 2016

1848-Um estudo honesto


Quem é o ser humano?

Introdução

Resposta rápida: um terrorista, ganancioso, ladrão, sabotador.

Puxa, cara, assim você me desmonta. São qualidades nada honrosas para um ser que é esperado no final de sua carreira humana para receber uma promoção: será laureado como anjo, enquanto outros e muitos outros continuarão entrando no final da fila, quem sabe, para ser também terrorista, ganancioso, ladrão, sabotador.

Deu tudo errado? Sim, se formos revisar a nossa história com a honestidade de quem não tem nada a esconder. Voltemos os olhos para os hebreus, cuja história se confunde com a nossa por conta de que Roma, ao assumir o cristianismo, buscou estender de dentro do Antigo Testamento toda aquela história dos hebreus para se confundir com a nossa.

Se você tiver paciência para pegar a história de Adão/Eva e seus filhos, Abraão/Sara e seus filhos, só aí dá para compreender que Deus tinha bons motivos para presidir um dilúvio e destruir tudo, como fez com Sodoma e Gomorra logo depois.

É óbvio que a história a gente não pode apagar e nem modificá-la, muito menos levar Adão/Eva, Abraão/Sara e seus descendentes para a cadeira dos réus. Não é isso que se quer. Não eram santos, como não são tantos outros que vieram depois, mesmo que tenham sido santificados pela Igreja.

O que se quer com este artigo é tentar responder quem é o ser humano. Talvez nem seja mais, com tanto rigor, um terrorista, ganancioso, ladrão, sabotador. Talvez tenha melhorado um tantinho. Vamos conferir?

De visita ao planeta  

Se eu estivesse chegado hoje ao planeta, hospedado num hotel desta cidade, vendo o noticiário de tevê, qual é a informação que eu teria? Aquele da resposta rápida: o povo deste planeta é terrorista, ganancioso, ladrão, sabotador. Se não é, delicia-se com este tipo de notícia, a ponto de dar elevados índices de audiência e de encorajar os patrocinadores a investir pesadas somas de patrocínio nesse nicho de mercado.

O terrorismo se tornou uma religião. Aqueles que no seu caráter gostam de matar, encontram guarita em todo tipo de organização extremista, seja religiosa, política ou armada. Mas também há os terroristas isolados, que praticam morticínios de inocentes, explodem bombas e morrem junto por uma causa filosófica ou religiosa e até por causas políticas. Matam-se e levam consigo dezenas de pessoas inocentes, homens e mulheres. Crianças e idosos não são poupados. Estes extremistas não têm uma gota sequer de compaixão ou piedade. Destroem e dizimam famílias inteiras em nome de uma causa, quase sempre é uma crença, um objetivo espúrio. Não há um dia sequer sem essas notícias na mídia.

Gente, há 900 anos a nossa Igreja Romana comandava o terrorismo contra os muçulmanos em disputa do território de Jerusalém. Não se tem o número de mortos de lado a lado, mas foi maior de 10% da população da Terra naquele tempo. Não sabia? Pesquisa Cruzadas no Google.

Ganancioso? Eu?

Toda e qualquer notícia econômica fala de crescimento, sugere crescimento, induz crescimento. Crescer para onde se já atingimos o limite de tudo? Se o Brasil e seu povo fossem tomados como exemplo de consumo, hoje já estaríamos necessitando de 1,7 Terra para acolher nossas barbaridades de consumo e produção de resíduos sólidos, líquidos e gases. Calma. Não esbraveje, no caso dos Estados Unidos é muito pior, talvez fossem necessárias duas ou três Terras se todos os habitantes fossem como eles.

Nunca ou dificilmente veremos uma notícia falando em fazer menos para ter mais qualidade final. Todo o empreendimento quer expandir. Mas o planeta é um só. E já chegou no teto.

Sobre a ganância, recordemos que em 1532 quando foram criadas as capitanias hereditárias, os capitães ganharam fatias do Brasil, tipo assim, 500 quilômetros de costa marítima adentrando o território até onde pudesse ser considerado território pátrio. Não fizeram nada e deixaram as heranças para seus familiares, muitos dos quais nem sequer vieram ver o que era sua herança. Isso já não é latifúndio, é mundifúndio, se a palavra pudesse existir. Vieram os reais ocupantes das terras, nunca se fez uma Reforma Agrária e temos aí um problemão agrário se arrastando e o MST invadindo propriedades. Ganância, pura.

Ladrão? Eu?

Você vota, não vota? Vota em ladrão?

Com honrosas exceções, os políticos não se elegem para agir pela coletividade; querem o poder pelo poder porque o poder lhes dá chances para roubar. Todos os dias tem notícias de políticos nacionais, estaduais e municipais envolvidos com tramoias e roubalheiras. Veja uma continha: conheço uma cidade onde vereador gasta 500 mil para se eleger. Os seus subsídios em 48 meses do mandato não lhe devolvem os 500 mil. Entendeu? E todos ou quase todos fazem o mesmo. Entendeu. Se não entendeu se levanta daí e vai fazer alguma coisa para que a legislação eleitoral seja alterada.

Então, meu camarada, minha camarada, para usar aquela linguagem brega de certos ambientes, nós somos ladrões, nós colocamos ladrões para cuidar de nossas riquezas. Eles esculhambam nosso sistemas educacional, de saúde, de segurança, de transporte e muito mais e nós aqui trabalhando 3 horas por dia pra eles; trabalhando 4 meses por ano pra eles; somos o quê?

Falei de tudo? Não. Faltou o sabotador. Quem é ele? Aquele que sabota o seu próprio destino, seu próprio futuro, fazendo tudo errado para com seu corpo, sua família, sua comunidade, seu país. Sabota a vida, é um adversário de Deus. Sou eu. É você. Somos nós.

A questão moral da Terra

A questão moral da Terra, das pessoas que habitam o planeta, mostra-nos como está o “clima psicológico”. Você talvez discorde e argumente que ainda existem valores, gente macanuda, mas e aí, quem vai vencer?

Antevê-se nas cidades o que se poderia chamar de sala de estar do inferno sendo transplantada para o ambiente material, em todos os recantos do planeta na forma de “doença coletiva” com a banalização do crime de modo geral, com requintes de crueldade, onde se inclui o terrorismo.

Sem querer ser pastor dos crentes e sem fazer discurso alarmante, como ele faz, esse fator é preponderante se quisermos entender as escrituras, as profecias!… Muita gente ri e debocha, mas para prever a ruína não precisa ser profeta. Pega as vinte últimas retrospectivas da rede Globo, aquela que ela faz no dia 31 de dezembro de todos os anos e seleciona de lá aquilo que, na sua opinião, é a marcha inexorável para o caos. De cabelo arrepiado você profetizará: “não tem volta!”

Chega por hoje? Estou muito severo.


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