sábado, 30 de julho de 2016

1857-As profecias e o Brasil




E quando não dá certo, faz o que?

Pois é, não foi uma, nem duas, mas muitas vezes em que as profecias não se cumpriram. O que se diz sobre isso? Se diz que naquele momento em que o profeta profetizou era o que se desenhava no horizonte futuro. O que pode mudar isso é a forte atuação da mente humana, como a causa mais provável da mudança dos fatos.

Sabe-se que Eduardo Campos teria sido advertido (em 2013) do perigo de um atentado contra sua pessoa. Mas, nunca se esperava que fosse o avião dele a espatifar-se daquele modo em agosto de 2014.

A escolha de Marina Silva no lugar do Eduardo Campos para concorrer à presidência do Brasil, em 2014, fez com que evangélicos se lembrassem de uma profecia proferida na Conferência Dunamis (EUA), de 2011.

Durante sua pregação, nessa conferência, o pastor Bob Hazlett teve uma visão a respeito da política brasileira dizendo que via uma mulher sendo controlada por um homem como se fosse uma marionete. “Ela era sua marionete, e ele falava ‘ela vai fazer o que eu mandar ela fazer’. Mas eu vi então a palavra do Senhor vir como se fosse uma espada que começou a cortar as cordas dessa marionete”, disse o pastor. Naturalmente, a profecia de Hazlett estava relacionada com Dilma Rousseff e Lula.

A profecia não parava aí. Bob Hazlett também viu que Deus mudaria o controle da nação brasileira. A visão que ele teve mostrava o Brasil respirando ligado a aparelhos. Deus então desligava as máquinas e dizia que o país voltaria a respirar normalmente.

“Eu vou soprar sobre esta nação novamente”, disse em profecia o pastor do Ministério Touch of Fire. “Eu vi Deus levantar homens e mulheres de Deus, cheios do Espírito, cheios do seu sopro, que vão começar a abalar esta nação”.

A profecia sinalizava para a possibilidade de vitória de Marina Silva. Mas, a própria Marina, diante da horrenda campanha de difamação movida pelo PT contra si, num determinado momento, profundamente decepcionada com a má qualidade da nossa política, falou alto e bom som: “prefiro perder ganhando”.

E quanto à vitória de Dilma sobre Aécio existem inúmeros sites registrando a fragilidade do sistema das urnas eletrônicas e fazendo denúncias diretas de que a eleição foi roubada. Compra-se primeiro os números da pesquisa eleitoral e em seguida prepara o software das urnas para acompanhar a escabrosa engenharia.

Então, mais uma vez a profecia não funcionou porque a mente humana interferiu no andar dos acontecimentos.

Falta a segunda parte da profecia

A visão do pastor Hazlett também falava claramente sobre levantar mulheres na política, diretamente para uma jornada que seria “segundo o coração de Deus”, a jornada que vai se ajoelhar diante de Deus, que vai abalar a nação brasileira e levá-la para uma época de prosperidade.

“Ele (Deus) removerá o espírito de Mordecai (personagem bíblico que controlava o governante babilônico), que tem tentado controlar as mulheres desta nação, e Ele (Deus) levantará uma mulher segundo seu coração, e abalará a nação, levando-a para uma temporada de prosperidade mesmo enquanto outros países enfrentarem crise”, profetizou o pastor.

A primeira vez foi em junho de 2014 em que a profecia de Hazzlett foi lembrada por conta das manifestações populares que exigiam melhora da política nacional, manifestações que começaram com a reivindicação de estudantes contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo e acabaram se espalhando por todo o Brasil.

E há uma terceira profecia, na verdade, um desdobramento ou bilocação, que é quando o médium se desloca em consciência enquanto seu corpo permanece imóvel em outro endereço. Nestas condições, Zózimo Barroso Silva narra o que ele presenciou numa sala de reuniões em São Paulo:

“Estava eu em uma viagem astral ou espiritual, acredito que estava fora do meu corpo em uma grande sala, onde se discutia o futuro de um partido político no Brasil. Fiquei ali ouvindo o que diziam até que me olharam e disseram: “meu caro, o Brasil precisa manter sua estrutura que nós conseguimos manter até agora e a presidente Dilma será reeleita em sua segunda eleição, pois daqui agiremos para conseguir sua reeleição a qualquer custo. Outro presidente levará o Brasil para um processo que não é para o povo em geral, mas para satisfazer grandes empresas e a elite brasileira. Faremos o que for necessário para que ela seja eleita e assim fechar a mudança do Brasil que não será como as pessoas imaginam. O Brasil será um país comunista”.

“Logo após a reeleição de Dilma o Brasil entrará em um processo de separação. Sim é isso que você está vendo: o Brasil entrará em um processo político de separação entre dois países, o Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, estarão nesse processo de uma separação formando outro país. Não irão aceitar a reeleição de Dilma e assim se erguerá uma nova força política e separatista”.

“Também iniciará outro processo, onde haverá o surgimento do terrorismo no Brasil, pois a mídia e o Facebook incentivarão o surgimento de um grupo que nós já conhecemos e que se unirá à facção criminal do PCC e este com o apoio do Hezbolah islâmico, com quem já mantém parceria. Já começaram a trabalhar e estão em processo de efetivação em defesa do governo brasileiro. Essa facção começará como os Black Blocs e será a nova facção de intolerância em nosso país. Os partidos brasileiros até se mobilizarão para apoiar as manifestações, mas não imaginam que essa facção se unirá às facções criminosas, inclusive traficantes”.

“O Brasil sempre se orgulhou de ser um país sem terrorismo, mas não será assim, teremos o terrorismo, pois a mídia está incentivando esse tipo de facção através de aceitação da oposição ao governo do PT e em contrapartida o que se vê é o PT querendo silenciar a mídia”.

“Podemos perceber isso em várias manifestações em nosso país, contra a copa no Brasil e em outros momentos”.

“Vejo que para muitas pessoas têm uma visão equivocada de democracia. Democracia não é discutir e votar, é fazer o que bem entende, baderna, quebra-quebra, invasão de propriedade privada, tudo em nome também das minorias excluídas e oprimidas”.

“Vejo que as instituições estão desmoralizadas, com exceção do Ministério Público e da Polícia Federal, chegando em terceiro lugar as Forças Armadas, que se calaram, mas não estão fora da cena. Por isso, a maioria consciente deve aceitar e esperar por melhores chances de mudar o panorama político a cada eleição ou, na pior das hipóteses, dentro da legalidade, mediante atuação do parlamento e da justiça”.

“Vi muita destruição no Brasil, pessoas morrendo por nada, policiais enfrentando reações com bombas de molotov e muita bala. O perigo de que os black blocs tornem-se uma célula terrorista, como já acontece até com as torcidas organizadas do futebol”.

“De volta das minhas divagações escuto uma voz interior que me diz: o povo paga para ter transporte, saúde, segurança, lazer, cultura e se cansa, então parte para a pancadaria”.

“Outra voz sussurra ao meu ouvido: para segurar essas ondas e fazer um país bonito, forte, será necessária a participação das entidades de classe, as igrejas, a mídia, o uso do voto e de canais abertos por onde as lideranças possam debater um projeto de nação que não privilegie ninguém, democraticamente”.

“Penso que tudo isso nada mais foi do que a minha profecia para depois de 2014”.

Falta olhar o Brasil com os olhos de quem não é cego, nem idiota

O profeta desta parte em diante não se comunica com espíritos do além, nem bota as cartas, búzios, runas, tarô... Também não se desdobra, não biloca. O profeta profetiza de olhos bem abertos e de mente bem consciente, centrada no aqui e no agora. Basta olhar sem faciosismo, basta não estar confortável por ocupar funções a serviço do ou contra o governo. Basta ler os jornais, revistas, assistir os programas de tevê bem tarde da noite.

Estávamos numa crise de governabilidade. O país havia enveredado para áreas nada democráticas como os acordos e intercâmbios internacionais com Cuba, Venezuela, Bolívia, etc., demonstrava simpatias pelo Estado Islâmico Terrorista, morria de amores pelo Irã submetido aos aiatolás e outros centros de poder distantes das tradições democráticas, como a tolerância aos atos ilegais que ocorreram no desvio de dinheiro público, nas invasões de propriedade legítima, no sucateamento de empresas e instituições que representam marcos de estabilidade e sustentação. A democracia não pode ser uma sensação, tem de ser uma instituição regulada pelo limite das leis, com o cumprimento das leis, com a punição dos faltosos.

Nossas ligações com o mundo não podem ser ideológicas. O povo brasileiro não tem uma ideologia. Nossas relações com o mundo têm de ser pragmáticas. Somos uma nação com raízes na Europa, na Ásia e na África e temos de ter como principais parceiros de nossos negócios exatamente os consumidores e fornecedores dessas regiões do planeta. Na América do Sul nossos vizinhos nos dão cocaína, maconha, armas contrabandeadas e, na melhor das hipóteses gás natural, trigo, e umas garrafas de vinho.

Onde deveriam centrar-se as nossas prioridades externas com reflexo interno?  Na redução/extinção da criminalidade que se origina no tráfico de drogas e já descamba na formação de milícias guerrilheiras (por um lado e isso passa por acordos com os países de onde chegam as drogas e armas) e, de outro lado, na expansão de nossos negócios atuais mais rentáveis, que são as commodities de grãos e carnes (justamente com quem seja maiores compradores). Nada disso era levado a sério e praticado.

Por um terceiro ponto de vista, o Brasil não pode ser adversário estratégico dos Estados Unidos e nem seu caudatário incondicional. Nossa hegemonia na América do Sul virá com grandeza de alma para entender os conflitos comunizantes e o imperialismo capitalista.

Quero dizer que se pudermos nos controlar, manter a calma e retomar a credibilidade para que os investimentos retornem de fora para dentro e de dentro para fora, o País será um país de primeiro mundo, na medida que os EUA forem cansando com seu modelo insustentável.

A política do “nós e eles” não funcionará aqui dentro entre brasileiros e nem lá fora perante os demais países e blocos, apesar de ser este o discurso de lavagem cerebral nos centros de formação ativista do PT, do MST, da CUT e dos outros braços da esquerda comunista.

Já se perguntou um monte de vezes: o Brasil pode se tornar comunista?

A resposta é simples: NUNCA. Populista, infelizmente, sim, já somos isso desde muitas décadas com Getúlio Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Jango Goulart, Paulo Maluf, Fernando Collor, Lula, Dilma.

Aqueles coronéis nordestinos que empobreceram os sertões e bairros da imensa região mais abandonada pelo poder, eram populistas e escravagistas. Perderam a corrida para o Bolsa Família, aliás, se tornaram aliados dos esquemas populistas, pois o dinheiro do Bolsa Família acaba no caixa do mercadinho, da farmácia, do padre, do pastor, do boteco, cujos donos continuam os mesmos de antes. Ficou bom pra todos, menos para o povo que era mendigo do coronel e se tornou mendigo das estruturas aparelhadas do Estado sob o comando da militância do PT. Se realmente quisessem libertar o povo nordestino e de outras regiões onde o Bolsa Família faz sucesso, teriam de associar um grande programa de educação e formação escalonando a redução do Bolsa Família até o seu cancelamento quando o beneficiado deseje libertar-se da indignidade da mendicância.

Do jeito que está, o governo manipula esse povo e diz para o mundo que o Brasil prefere esse regime. Diz que com o Bolsa Família esse povo ingressou na classe média.

A cultura de raiz do povo brasileiro vem dos feudos, onde apesar de tudo, o vassalo podia escolher o que fazer, mesmo que tivesse de dividir com o senhorio o produto de seu trabalho. Ali ele tinha uma religião, sua casa, suas ferramentas, sua colheita, suas reservas para consumo e para venda. Não há o menor traço comunista. Cooperativo, sim. Por isso, o cooperativismo teve grande aceitação no Brasil.

Outra coisa que não pega aqui, é a incitação à baderna, ao quebra-quebra, à invasão de propriedades. As bandeiras de luta do brasileiro são de centro até a direita com socialdemocracia no tempero. Afastado o populismo e adquirida a consciência política, não haverá outro regime em expansão que não passe pela propriedade privada, pela família, pelo respeito às instituições, pela fé em Deus. O resto é conversa de botequim depois do terceiro gole.

A profecia via Chico Xavier

Quem tenha acompanhado a trajetória mediúnica de Chico Xavier saberá que ele teve inúmeras facetas, esteve a serviço de vários mentores e escreveu praticamente sobre tudo. Mas, na área das profecias envolvendo acontecimentos futuros quase ninguém sabe quase nada. No entanto, existe uma mensagem de André Luiz passada no Natal de 1952, psicografada por Francisco Cândido Xavier, no Centro Espírita Jesus Nazareno, em Congonhas, Minas Gerais, no dia 23 de dezembro daquele ano, que vale a pena conhecer.

"O mundo caminha para grandes conquistas e também para grandes catástrofes. O engenho de guerra que assombrou o mundo com a destruição moral e material de Hiroshima e Nagasaki será a causa de desentendimento no mundo inteiro.

"No Brasil, um líder operário terá morte violenta, pois as forças espirituais que vivem no Cosmos pedem ao Supremo Criador justiça por tudo que foi feito de bárbaro em nome do Supremo Criador e da Pátria. (referia-se a Getúlio Vargas e ao episódio de seu suicídio, logo depois, em 1954).

“Com o desaparecimento deste, o Brasil vai passar por momentos difíceis.

“Diversos movimentos armados vão abalar a estrutura nacional. No meio a isto virá um homem da terra do Mártir Tiradentes e, apesar das pressões, muito fará pelo Brasil, inclusive que será o criador de uma cidade Jardim, tal qual o Éden, diferente de todas as cidades. (referia-se a Juscelino Kubitschek e seu governo).

“Mas será substituído por outro que muita confusão irá criar e, na sua saída injustificada, (diz respeito a Jânio Quadros e sua renúncia vai deixar a nação abalada; e deste abalo vai começar o período crítico, até que o homem de patriotismo, vindo também da terra de Tiradentes, irá cercar-se de outros e vão derrubar a viga mestra da confusão. E então muita coisa nova vai acontecer. (referia-se às Diretas Já e a Tancredo Neves).

"Homens, mulheres e crianças vão sofrer consequências justas e injustas, provocadas por erros anteriores. O regime será combatido e até abalado, mas muitas nações passarão a dar crédito e respeito ao Brasil.

"Com a mudança dos homens, muitos dos que foram o esteio da situação serão chamados a prestar contas a Deus. Então o sol, as enchentes e o frio vão criar fome e desespero, não só no Brasil, mas também no mundo (esta parte ainda está por acontecer).

"Mas, no fim de tudo, vai aparecer um homem franco, sincero e leal, que, montado em seu cavalo branco e com sua poderosa espada, dará uma nova dimensão e personalidade nos destinos do Brasil, corrigindo injustiças e fazendo voltar a confiança e esperança no futuro do Brasil (também está por acontecer).

"Será combatido e criticado por seu temperamento e atitudes, mas ele contará com a proteção das Forças Supremas que habitam o Cosmos, e o Brasil será verdadeiramente o coração do mundo e, apesar de crises e ameaças, internas e externas, que irão aparecer, ele será sempre o fiel da balança pela sua fé e a esperança no destino do Brasil a ele confiado". (André Luís)

Há outra profecia para cumprir-se em 2019

Esta outra profecia muito menos gente conhece. E vem do além túmulo mesmo daqueles que receberam e anotaram.

Uma profecia ditada em 1986 a Geraldo Lemos Neto, o Geraldinho, por Chico Xavier, revela a este que o mundo acabará em 2019. Geraldinho guarda um segredo desses, a pedido de Chico por 25 anos e sente um “dever de consciência” juntamente com Marlene Nobre (da AME Brasil), decide transformar a “profecia” numa entrevista, publicada na Revista FOLHA ESPÍRITA de maio de 2011, da qual selecionamos alguns trechos mais significativos.

Havia em 2011 a celeuma de que 2012 marcava o fim do mundo, segundo os Maia. E o fim, para os Maia, significava matar o costume velho para que pudesse nascer o costume novo. Nesse mesmo ano de 2011 foi publicado o livro “NÃO SERÁ EM 2012”, que possui na capa a foto de ninguém menos que Chico Xavier e a inscrição “Chico Xavier revela a data-limite do Velho Mundo". Essa data é 2019.

Então vamos aos fatos.

Geraldino, em entrevista a Alex Sandro Guimarães, diz no blog deste, que: “Neste livro sou o coautor, porque na realidade a autoria é da Dra. Marlene Nobre (presidente da Associação Médica Espírita do Brasil). A minha parte diz respeito à entrevista que dei à Folha Espírita em que revelo o teor da conversa que mantive com Chico Xavier numa noite de 1986, na qual o amado amigo me revelou detalhes sobre as decisões do Cristo e de sua falange angelical a respeito do futuro da humanidade terrestre. Desde há muito tempo conversávamos com Marlene Nobre e outros amigos sobre o que Chico havia me revelado até que, no final do ano de seu centenário em 2010, chegamos à conclusão de que a hora para revelar ao público o seu conteúdo havia chegado. Tanto Marlene Nobre quanto eu mesmo sentimos a urgência em nos desincumbir deste compromisso de consciência. Assim nossa estimada Marlene passou a publicar vários artigos na Folha Espírita neste ano de 2011 incluindo no mês de maio a entrevista que lhe dei. Logo após consolidou-se na Folha Espírita estas informações transformadas então no livro “NÃO SERÁ 2012” e no DVD correspondente que gravamos para a TV Aberta de São Paulo.

Estamos, na verdade, lidando com um grande chamado pessoal e coletivo à nossa própria responsabilidade de viver estes tempos de transição.

Em parte se entende que alguém vem na esteira do Chico Xavier procurando ocupar a cena na lacuna deixada por ele.

Há, porém uma imensa responsabilidade de parte das pessoas que se candidatam a suceder, ao menos em parte, a obra Chico Xavier. Se nada der certo, o que haverá? Há uma legião de pessoas que acreditam em Chico Xavier, em Nosso Lar, em Umbral e chegam até mesmo a incensá-lo. Se nada ou pouco do que foi predito por Chico para 2019 ocorrer, restará duas saídas para os adoradores de Chico: - reconhecer que ele errou ou não foi ele quem disse aquilo e sim Geraldinho; - usarão a desculpa de que a espiritualidade resolveu dar mais uma moratória para a Terra (surgirá outra psicografia por algum médium amigo do Chico dizendo isso).

Enfim o que diz a profecia Emmanuel ditada a Chico Xavier?

É o que vem.

A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (I)

Os termos desta profecia chegaram ao conhecimento da sociedade através de uma entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lemos Neto ao jornal Folha Espírita, que transcrevemos.

Pergunta de Folha Espírita – No livro A Caminho da Luz, nosso benfeitor Emmanuel já havia previsto que no século XX haveria mais uma reunião dos Espíritos Puros e Eleitos do Senhor, a fim de decidirem quanto aos destinos da Terra. A reunião aconteceu e a ela compareceram Chico e Emmanuel – os missionários que trabalham abnegadamente, por séculos a fio, em favor da renovação humana. Quais os resultados dessa reunião?

Resposta de Geraldo (Geraldino) Lemos Neto – Na sequência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: “Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel, A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa de nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é “O Espiritismo e as Grandes Transições”? Nele, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.

Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969.

Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer, Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.

O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora.

FE – Como você reagiu diante da descrição do que acontecera nessa reunião nas Altas Esferas?

Geraldinho – Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier, perguntei-lhe sobre qual foram então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: “Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.

Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas!

Continua na próxima postagem.

A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (II)

Estamos reproduzindo a entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lopes Neto ao jornal Folha Espírita em continuação aos trechos já publicados na postagem nº 1610.

FE – Quais são os acontecimentos que podemos prever com essas revelações para a Terra?

Geraldinho – Perguntei, então, ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: “Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta.

Foi então que, fazendo as vezes de advogado do diabo, perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear? “Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra, cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os polos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.”

FE - O que aconteceria especificamente com o Brasil?

Em certa ocasião, Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier, de Pedro Leopoldo (MG), fez essa mesma pergunta a Chico Xavier. Segundo o médium, “em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobras uma das maiores empresas do mundo.”

E prosseguiu Chico: “O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, isso terá como consequência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes. A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e morais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos”.

Continua.

A profecia de Emmanuel para o mundo e para o Brasil (III)

Estamos reproduzindo a entrevista concedida por Geraldo (Geraldino) Lopes Neto ao jornal Folha Espírita em continuação aos trechos já publicados nas postagens nº 1610 e 1611.

FE – Segundo Chico Xavier, esses fluxos migratórios seriam pacíficos?

Geraldinho - Infelizmente não. Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a “mano militare”, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.

Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e completou: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Goiás e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores. Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho.

Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus”.

FE – O Brasil, embora sofrendo o impacto moral dessa ocupação estrangeira, estaria imune aos movimentos telúricos da Terra?

Geraldinho – Infelizmente, não. Segundo Chico Xavier, o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que, de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.

FE – Por tudo que se depreende da fala de Chico Xavier, você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha precipitado de certa forma a preocupação com as conquistas científicas dos humanos, que poderiam colocar em risco o equilíbrio do Sistema Solar?

Geraldinho – Sim, creio que a revelação de Chico Xavier a respeito traz, nas entrelinhas, essa preocupação celeste quanto às possíveis interferências dos humanos terráqueos nos destinos do equilíbrio planetário em nosso Sistema Solar. Pelo que Chico Xavier falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que vencerá imediatamente, temerosos talvez de nossas nefastas e perniciosas influências.

Essa última hora bem que poderia ser por nós considerada como a última bênção misericordiosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico Xavier, foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda uma vez mais.

FE – A reunião da comunidade celeste teria decidido algo mais, segundo a exposição de Chico Xavier?

Geraldinho – Sim. Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data, equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução espiritual de nosso orbe.

Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.

Para rememorar: profecias e fatos

Vamos a um pouco de história mesclada com o que a espiritualidade nos adianta sobre o Brasil.

A Queda de Collor.

Estávamos a nos referir em postagens anteriores desta mesma série que uma profecia pode sofrer mudanças quando há interferências ou manipulações sobre a população e sobre os fatos.

A passagem de Collor pelo poder é um belíssimo exemplo disso. Três candidatos na época causavam calafrios à Rede Globo: Silvio Santos (que teve a candidatura impugnada por ser dono de TV), Afif e Lula: Afif porque se subisse à presidência poderia cassar a concessão pública da Globo (que como se sabe burla a lei das concessões de tevê) e Lula pelo discurso reacionário de esquerda. 

A chance de evitar a vitória de todos os três nomes seria apoiar o "caçador de marajás" com pinta de galã. E assim foi feito, com amplo apoio da mídia (por isso que desde essa época um dos sonhos do atual governo é controlar a mídia e tirar poder da Globo). Collor foi eleito e logo no início do seu mandato fez a escolha que decidiu o seu futuro: cortar a propaganda estatal para economizar dinheiro, o que obviamente não agradou a emissora que ganhava milhões em anúncios estatais a cada mês e ainda passou a dar cobertura ao nascimento de uma nova rede de tevê, a OM, Organizações Martinez, em acordo com o empresário paranaense José Carlos Martinez, falecido em 2003. 

Começou a partir daí a "desconstrução" da imagem construída meses antes, chegando, inclusive, ao explícito apoio ao líder dos caras-pintadas, na época conhecido como "Lindinho", no show da Xuxa, para motivar os jovens a sair às ruas bradando impeachment.

Na sessão legislativa que condenou o ex-presidente, transmitida ao vivo, parecia narração de jogo de futebol: cada voto favorável à condenação era comemorado como um gol. Vale lembrar que na época não havia qualquer condenação sobre ele pelo STF, tanto que anos depois ele foi absolvido de todas as acusações de prevaricação pelo próprio STF e voltou à política com os votos de Alagoas, seu estado.

Para alguns espíritas, a explicação kármica para tudo isso, é de que Collor seria a reencarnação do Marechal Deodoro da Fonseca, também alagoano e que foi o primeiro presidente da República (1890), mas renunciou após desentendimentos com o Congresso e com a população, diante de uma intensa crise econômica. Marechal Deodoro governou 2 anos, sendo que os 2 anos restantes do seu mandato seriam cumpridos exatamente entre 1990 e 1992, 100 anos após a primeira experiência.

E há mais um fato nesta trama profética: Rui Barbosa (o maior brasileiro da história e maior baiano de todos os tempos), candidato a presidente em 1894 e em 1914 (perdeu em ambas), ao que se diz, está reencarnado e poderá vir concorrer pela honra de presidir (agora com vitória) a República que ajudou a fundar em 1889/90. Hoje ele tem o mesmo sobrenome do Rui, é um famoso juiz do nosso tribunal mais elevado (aposentado) e tem a pele negra.

Ainda sobre a profecia de Emmanuel através de Chico Xavier (postagens 1611 e 1612) que fala da ocupação do Brasil por levas migrantes vindas do norte: em proporções menores, o terremoto que assolou o Haiti desencadeia uma intensa migração de flagelados que chegam ao Brasil a procura de espaço para viver distante da miséria. Seria só essa a visão profética de Emmanuel?

Dilma Rousseff e a profecia de Neila Alkmin

Quem leu o livro “Brasil: O Lírio das Américas” (José Maria Alencastro), sabe que ali é falado sobre os dois caminhos (o mais brando e o mais árduo) e sobre o terceiro nível (quem tem o livro vai saber) que seria executado caso o caminho mais árduo fosse escolhido.

É provável que tenhamos as mudanças, que deveriam ter ocorrido já no pleito de 2014, ainda no período entre 2014 e 2018. Para exemplificar a questão, eu trago a profecia feita pela Neila Alckmin, agora mais facilmente interpretada (reparem que essa profecia já circula na internet desde antes das eleições de 2010):

“A filha distante de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais. Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto. Haverá apenas um lenço branco. Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras. Governará até o dia da grande festa dos soldados, de onde sairá para o hospital. A doença invisível que lhe corrói as entranhas mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos, que despreza. Sua agonia será forte e intensa. O Turco Branco tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago, ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo. Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios. O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças. Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval”.

Vamos à interpretação:

“A filha distante (descendente de búlgaros) de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais (para muitos a vitória apertada aconteceu pelos votos em MG): Dilma Rousseff.

“Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto” (errou por semanas, se referia ao acidente no Vale do Rio Doce).

“Haverá apenas um lenço branco. Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras” (se referia à terra engolindo gente no início de 2015, perto da posse).

Observação complementar postada em 10 de novembro: "iniciará sob o signo da tragédia das pedras" pode ser uma referência não ao acidente ou desastre com pedras, mas sim ao próprio escândalo da Petrobrás, o petrolão (petro = pedra).

“Governará até o dia da grande festa dos soldados (7 de setembro, provavelmente de 2016, pois a profecia fala em um governo breve), de onde sairá para o hospital. A doença invisível (câncer; tratou de um linfoma em 2009) que lhe corrói as entranhas mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos, que despreza. Sua agonia será forte e intensa”.

“O Turco Branco (a família de Temer veio do norte do Líbano) tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago (Palácio do Jaburu), ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo” (difícil dizer quem seria esse homem profetizado pela vidente, atualmente que eu lembre temos apenas dois remanescentes vivos da época de Tancredo que tinham aproximação ideológica com ele e exercem funções de destaque no Congresso: Sarney e Aloysio Nunes, sendo que o mandato do primeiro vai até início de 2015 e do segundo até 2018)”.

“Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios” (patrício segundo o dicionário significa “conterrâneo”, ou seja, o hospital dos patrícios de Temer é exatamente o Sírio Libanês, onde os políticos gostam de se tratar).

“O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças. Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval” (a profecia prenuncia a morte em fevereiro ou março, época próxima ao carnaval).

Voltando o olhar para os primeiros meses do segundo mandato de Dilma Rousseff, é forçoso reconhecer que ela sofrerá ataques sistemáticos enquanto não chegar ao fim o episódio do impeachment, Pasadena no meio pois a ordem para aquele negócio foi assinada por ela.

Um outro revés poderá vir do envolvimento de Lula, seu mentor, com os fatos envolvendo o mensalão e o petróleo. As revistas e jornais começaram a mostrar a fortuna acumulada pelo operário e líder sindical que passou por mandatos parlamentares e chegou à presidência da República nestes últimos 25 anos. Do anonimato e classe média baixa ao estrelato e presidência de um dos seis mais importantes países do mundo, Lula é apontado, hoje, como uma das maiores fortunas brasileiras. Tem explicação? Tem de ter. Se houver justiça.

Dilma, em meio às crises e sem serenidade para cuidar de si, permitirá a investida do câncer (basicamente uma doença do desequilíbrio psicológico). Resta aguardar os acontecimentos para conferir. Não só os acontecimentos sobre a presidente, mas todos os outros elencados nesta postagem.

Fim.


sábado, 23 de julho de 2016

1856-Somos o que vibramos e soamos




Seres e Sons, as semelhanças da vida



Introdução



Para você poder acompanhar o tema desta semana nós precisaremos combinar que você já compreende o que seja uma onda. Aquilo que você vê na superfície de um lago tranquilo quando joga uma pedrinha. Isso também ocorre com o som. As ondas do lago vão se se dissipando e em alguns minutos a água volta a ficar quieta. Por falar em quietude, este também é o estágio de nossa mente quando a esvaziamos com o propósito de meditar. Também acontece com as ondas cerebrais quando adormecemos e aprofundamos o sono.



Uma onda vibrátil cerebral tem muita dificuldade de aquietar-se em virtude de nossa cultura: fomos treinados a ficar em permanente vigília devido as circunstâncias de nossos coletivos, pessoas mal-intencionadas, ladras, assassinas exigindo de nós, para maior tranquilidade, a construção das cidadelas, que eram vilas muradas, guetos, no interior dos quais tinham permissão para entrar apenas os membros do clã. No tornamos pessoas acesas o tempo todo, dormimos com um olho enquanto o outro fica aberto.



Brincadeira à parte, quero voltar para as ondas vibráteis, de som e eletromagnéticas, pois este artigo se propõe comparar os seres humanos com o que acontece com as ondas de vibração, som e magnetismo.



Se você já aceitava que somos aquilo que emitimos em termos vibracionais, a gente já pode avançar. Caso contrário fica faltando dizer que se nos apresentássemos, agora, diante de Jesus, não haveria necessidade de nenhuma palavra; Ele saberia quem somos apenas percebendo a intensidade, a largura e a cor das ondas emitidas pela nossa aura.



Então agora podemos ir em frente, não é mesmo?



Ser humano = gerador elétrico



É absolutamente correto associar energia humana, sons e cores. É o que,

de forma simples, se chama de a matemática do cosmos.

Assim, energia humana, sons e cores participam da dança cíclica que determina a harmonia-e-caos do cosmos e a condição física, emocional e psíquica do homem.



É comprovado que as artes em geral, e especialmente a música (ou seja vibrações sonoras), atua:

·         na elevação da qualidade humana;

·         na melhoria de qualidade da cultura;

·         no deleite social;

·         no aprimoramento da sensibilidade mental e estética das pessoas.



Como sabemos, a qualidade humana – física, mental e espiritual – muito depende do equilíbrio, também chamado de temperamento. Tê-la é um processo contínuo de construção, que tem, no mínimo, a idade do espírito, mas que, devido à cultura onde crescemos e somos formados, sofre aceleração ou retardo.



Nivelando por baixo



O temperamento é o brilho da personalidade de uma pessoa, mas esta não é feita só de temperamento. Este é chamado de self control, tomando-se self como espírito. Na construção da personalidade, em paralelo com o temperamento, entram fatores externos, como os padrões de comportamento familiar, o ambiente social, o espírito de época, as tradições, o pensamento cultural vigente, as experiências do período de formação, os padrões genéticos, os exemplos recolhidos, as alterações introduzidas pela escola, pela religião, pelo grupo de amizade e pela “tribo”, para a qual todo adolescente, em tese, será um dia convidado a entrar. Entre estes fatores, há o que pode ser melhorado através da música e das cores, uma ferramenta que a nossa cultura não utiliza em profundidade. Quando a utiliza, faz o pior, põe nossos jovens diante de milhares de decibéis a ouvir música de baixa qualidade em meio a fumaça de cigarro, consumo de bebidas alcoólicas e drogas. Trata-se de algo muito antigo e não suficientemente estudado, mas completamente colado ao que a Psicologia chama de “persona”, aquilo que na pessoa “soa” para fora, “sona”, do latim “soar”, repercute, chama a atenção. E nada mais chama tanto a atenção quanto o temperamento. Mas, nem por isso é cuidado e ganha ênfase no processo de formação dos seres humanos.



Todo o mundo científico acredita ou deveria acreditar ser individualmente essencial a formação da personalidade por remeter o indivíduo a patamares menos suscetíveis a psicopatias, drogas e outras ameaças à qualidade da vida humana, mas a sociedade acredita ser sociologicamente “nada essencial” a formação da personalidade. De uns tempos para cá, nivelando por baixo, o essencial é produzir seres em série, vestindo roupas iguais, ouvindo músicas semelhantes, utilizando artefatos iguais, pensando de forma equivalente. Naquilo que para a sociedade é “normal” (as sociedades que se deterioram criam “normas” que rotulam de “normais” as atitudes que realimentam a deterioração), os valores humanos parecem não necessitar de princípios. Por isso, não há apoio do mundo exterior para o adequado desenvolvimento do temperamento do indivíduo. Os princípios parecem interferir no modelamento dos seres, desviando-os do padrão consumista, buscado pela sociedade contemporânea. Em geral a família delega as suas responsabilidades quanto à formação e ao temperamento de crianças e adolescentes às babás, inclusive eletrônicas (tevê), à escola, à rua e, raramente à igreja, como se nesses ambientes fosse possível temperar a qualidade humana. Especialmente na igreja, talvez, seja possível inibir parte do que nos outros ambientes se prepara: o macho, a fêmea, o jogador, o profissional, o competidor, o valente, o gay, o pária, o normótico (que é a palavra correta para designar o portador da “normose”, doença de morrer todos os dias como algo normal).



As pressões sociais dignificam o “vencedor” mesmo que sem a ética e se dirige para o “próspero”, ainda que a prosperidade seja obtida a preço vil. O “modelo” de homem e mulher de sucesso passa por posição social, ranking econômico, diplomas e certificados, viagens internacionais, contas em bancos estrangeiros, jóias raras e caras, propriedades, títulos, concursos, cargos e troféus, conquistas que nem sempre requerem temperamento, personalidade e elevação, mas esperteza, inteligência, sorte, treinamento, sagacidade...



As “normas” sociais criadas para seres de sucesso não incluem têmpera e felicidade, incluem poder e conforto. O sucesso substitui a felicidade pela fama e a riqueza abafa a têmpera pelo poder.



Não só criticar, acrescentar



A mania que adquirimos de criticar as coisas que são nossas como se não fossem, nos leva a falar mal do pai, da mãe, do síndico, do gari, do porteiro do prédio, do prefeito, enfim, do secretário geral da ONU. Decidimos renunciar a participação pela crítica. E somos os primeiros a quebrar as regras a não acrescentar qualidade nem à nossa vida e muito menos à vida coletiva.



A disciplina que estuda a correspondência dos sons com os seres vivos, se utiliza da matemática para determinar que:



o temperamento humano é a soma qualificada de:

timbre: qualidade/identidade (impacto),

melodia: sonoridade/modulação (estética),

harmonia: combinação/interação/conjunto (plástica),

ritmo: frequência/velocidade (pulsação).



Vejamos como se poderia descrever as múltiplas situações de correspondência:



Timbre - nas pessoas, é a somatória dos padrões sutis, os batimentos cardíacos, os ritmos e ciclos orgânicos, glandulares, o modo de movimentar-se, a postura corporal, a atitude existencial, a qualidade do pensar, a emissão de ondas cerebrais, o estado emocional, o impacto causado nas demais pessoas. Nas pessoas, ainda, é o som particular de cada um – a per sona, segundo Jung – o temperamento, o volume, a intensidade e o efeito causado. Comparando: nos instrumentos, é a sua sonoridade, a qualidade do som emitido, a sua têmpera.



Melodia - nas pessoas, antes de tudo, são os sons encadeados em sucessão, da fala e da risada, o comprimento das ondas sonoras, o melodioso vocal, a estética corporal e sua repercussão nas demais pessoas. Comparando: na música, é o conjunto das notas tônicas encadeadas modulando em sucessão, formando uma obra musical.




Harmonia - nas pessoas, é a combinação plástica, a coerência entre os acordes ou acordos ou correspondência entre pensamento, palavra, ato e presença, combinando cabelo, roupa, calçado, maquiagem. Comparando: na música, é a fluidez combinada dos acordes, a beleza combinada e a harmonia propriamente dita dos sons emitidos.




Ritmo - nas pessoas, é a freqüência, a repetência, a velocidade e novamente a combinação e a coerência do estilo pessoal, do padrão do ser, a característica, a qualidade, a altivez, a nobreza, o andar, o falar, o gesticular. Comparando: na música, é o ritmo, aquilo que identifica a obra musical segundo a espécie, família, grupo, objetivo, fim.




Definições




Existe uma grande solidariedade terapêutica entre os sons e as cores. Todos os pesquisadores apontam para uma espantosa coincidência, na acepção da palavra: som e cor incidem por igual na percepção, na sensibilidade, no humor, no temperamento e na saúde das pessoas, animais e plantas. O grande músico Massenet afirmou que “a melodia é para a luz o que a harmonia é para as cores do prisma, isto é, uma mesma coisa sob dois aspectos diferentes: melódico e harmônico”.



Platão disse que “a música é uma lei moral. Dá alma ao universo, asas ao pensamento, saída à imaginação, encanto à tristeza, alegria e vida a todas as coisas. Ela é a essência da ordem e eleva em direção a tudo o que é bom, justo e belo, e do qual ela é a forma invisível, mas, no entanto, deslumbrante, apaixonada, eterna”.



Em termos de relação, a melodia está para a harmonia como o pensamento está para o gesto. Poder-se-ia dizer, também, que em música, a melodia representa a síntese e a harmonia a análise. Elas se penetram tanto uma na outra e mais valem quanto mais se combinem e se fundam mais completamente.



Em terapêutica, os maiores saltos na direção do alvo correto para cada fim que se queira alcançar, estão surgindo a partir da associação dos tons e cores com as vibrações de cada chakra do corpo humano. E a outra extraordinária contribuição vem do resgate que se faz das velhas práticas herdadas desde as tabas indígenas: solenizar o que se recebe pelos sentidos.



Exercício de preparação


 


Perceber, tanto quanto emitir, e emitir tanto quanto perceber um ato de comunicação, de transcendência e emoção ou sentimento, é algo sujeito à preparação. Não emite e não recebe mensagens de comunicação, transcendência, emoção ou sentimento, quem não se prepare para tanto.




Preparar é o ato de silenciar, premeditar, abrir-se para o deleite, solenizar, celebrar, sacralizar.



Significa dizer, tomando-se como exemplo a preparação para a recepção da música que:



·         Em relação ao ser humano, o essencial é a preparação para receber a mensagem. Os concertos acontecem precedidos de expectativa: a aquisição do ingresso, o vestir-se adequadamente, o deslocamento até o teatro, a reunião, a receptividade, a reverência, o silêncio, a solenização, a percepção, a terapia, o efeito: no geral, alegria, enlevo, prazer, benefício.

·         Assim também precisa acontecer quando a mensagem não está associada à música e sim à fala, à imagem, ao odor, ao sabor, à intuição, etc. Devemos solenizar o ato precedente, concomitante e procedente à “mensagem” falada, imaginizada, olorizada, saborizada ou intuída.

·         Em relação ao compositor musical, o essencial é a preparação para a criação seguida da emissão, que se dá pela evocação, com a comunhão espiritual e com a inspiração para captar as vibrações sonoras de que se compõem a partitura e que precisa ser convertida em obra musical quando da sua execução.

·         Em relação ao músico, o essencial é a preparação para a interpretação, o esmero, o respeito pela qualidade sonora, a afinação do instrumento, o ensaio, o oferecimento, a doação (ação do dom) para que o espetáculo ganhe poderes místicos, nem sempre percebidos, porém decisivos em tudo o que refere à arte. 

·         Em relação ao poeta, que compõe versos para se integrarem à música, é a iluminação, a visão, as emanações e a inspiração que redundam em versos.

·         Em relação ao músico e ao orador, que têm funções iguais, o essencial é o exercício do sagrado mister de emitir um ato de comunicação musical ou verbal, combinando instrumentos, timbres, melodias, harmonias, vozes e ritmos, de sorte que a obra pareça aos olhos, ouvidos, emoção e sentimento do espectador, uma autêntica sinfonia, uma obra com poderes de espetáculo místico.

·         Naquele que dá ou entrega (músico/orador/terapeuta), tanto quanto naquele que recebe (espectador/ouvinte/paciente), o essencial é o exercício do sagrado na emissão/recepção, cada qual oferecendo-se para dar e receber com preparação, tendo premeditação para oferecer e usufruir da cura proporcionada pelas informações conduzidas pelos sons.

·         O que fica é o que chega e não o que parte. Na comunicação, o que se comunica não é o que o emissor transmitiu, é o que o receptor da mensagem captou e percebeu. Também o é na música. Por isso, também no discurso e em todas as formas de comunicação, o que fica é o efeito causado.

·         A eficácia do processo é tarefa para os dois lados, mas a responsabilidade maior é sempre daquele que tirará maior proveito do ato. 



Musicoterapia




O estado emocional é formado por situações e percepções a que as pessoas estão submetidas, tanto externa como internamente. Coexistem em nós gestos, humores, pensamentos e estados orgânicos variados, estimulados por circunstâncias diversas, combinadas ou não: alimentos, cores, sons, vibrações sutis, temperatura, clima, habitação, roupa, calçado, remédio, informações, companhia, etc. As circunstâncias apontam para diferentes direções sem outra orientação que não seja o próprio controle do indivíduo – temperamento – e que, à falta deste, recorre-se à musicoterapia para colaborar no equilíbrio e na harmonia humana.



Musicoterapia é o efeito dos sons no humor, no pensamento e nos estados orgânicos e sutis das pessoas. Não há necessidade de ser música. Pode ser a fala humana ou os sons da natureza.



Os ruídos, os barulhos, tiros, trovões, falas, melodias, sirenes, combinados com volume, tempo, hora do dia, humor pessoal, velocidade, freqüência, alcance, combinação de sons, tudo interfere diretamente no metabolismo humano e nos afeta.



A música, como nenhuma outra arte, é capaz de atuar sobre o ser humano modificando seu padrão emocional e vibracional, isto é, o padrão de seu conjunto vital através da atuação sobre o corpo físico e as emoções. Somente a dança tem um poder maior de modificar o estado vibracional; no entanto ela exige que a pessoa seja a executante dos movimentos, o que impõe anos de prática, algum talento natural, etc.



A dança, como as demais artes (pintura, poesia, teatro), é capaz de envolver o ser humano pela percepção estética, por meio de um processo de entendimento (mental, acima de tudo). Tendo a mente humana como “tradutora” da expressão artística, as interpretações pessoais (temperamentais) e filosóficas (segundo padrões de época) se impõem, distorcendo o contato direto com a manifestação artística. Ver dançar é muito, muito diferente de dançar. Já se disse que a música, a cor e a dança, são componentes da terapia perfeita.



Como sabemos, os nossos chakras são centros sensíveis às energias sutis e muito mais às vibrações possíveis de se medir, como as emitidas pelos sons, pelas cores, pela voz humana ou pelos sons da natureza. Predispor os chakras, com movimentos corporais (dança ou ginástica), à recepção da energia, é completamente salutar.



Assim como a emoção humana pode corresponder diretamente no desempenho de um ou mais órgãos do nosso corpo físico, a sua estimulação física e sensorial através de movimentos e ondas sonoras (e do mesmo modo de ondas cromáticas) pode corrigir ou agravar uma situação existente.



Dentre os modos capazes de harmonizar as experiências sensoriais e envolver o paciente em uma experiência que o conduza física e emocionalmente a um estado harmonioso, curado, a música e mais ainda quando associada à cor, tem se mostrado eficaz. Completa a eficácia, quando possível, os relaxamentos provocados por dança ou ginástica. O terapeuta deve conhecer os canais de intervenção no problema e predispor o paciente ao tratamento. Torna muito importante:

1.   Identificar o distúrbio – percebendo o chakra mais afetado;

2.   Predispor o paciente à terapia – buscando sua colaboração mental para a introdução das energias sem o bloqueio emocional/mental;

3.   O exercício da terapia pelo tempo ideal a que as vibrações surtam efeito;

4.   A capacidade de avaliar o resultado em comunhão com o temperamento do paciente;

5.   A repetição ou alteração da terapia de acordo com o resultado da avaliação;

6.   A reavaliação.



Tabela de Correspondência dos sons, cores e efeitos



São apresentados os sete tons da escala musical em direta relação com as sete cores do arco-íris, sua frequência em herz e seu efeito nas pessoas com entrada pelo chakra correspondente. Veja:



Si – violeta – 1.000 a 2.000 hz – Chakra Coronário vizinho da glândula Pineal:  a cor tem efeito purificador, adstringente, transmutando as energias estacionadas. Ajuda, inclusive, no combate à insônia. A nota Si, na extremidade da escala tônica, vibra o pensamento e aclara a intuição. É ótima no processo meditativo.



Lá – índigo = 300 a 1500 hz – Chakra Frontal, vizinho da glândula Pituitária: a cor é o raio da espiritualidade, da devoção, da intuição e da dedicação. Governa os nossos sentidos ampliando a compreensão, promovendo a mais profunda visão e sentimento das verdadeiras realidades da vida. O tom Lá é a nota referência de toda a escala tônica. Serve para a elevação da consciência.



Dó – vermelho – 1000 a 1200 hz - Chakra Básico – vizinho das glândulas genitais: governa a vitalidade do corpo físico, em especial a criatividade e ajuda nos processos de restauração. Espiritualmente revigora a força da vontade e a coragem, ajudando-nos a vencer o medo e a falta de confiança A nota Dó é o começo e o fim da escala tônica, cujo papel é dar a partida em tudo.



Sol – azul – 250 a 1200 hz – Chakra Laríngeo, vizinho da glândula Tireóide: é uma cor antisséptica e um som de paz. São calmantes e promovem a descontração, além de transmitirem à mente porventura estressada uma grande serenidade e paz. O harmonioso da nota Sol se relaciona com o canto que produzimos em nossas cordas vocais.



Ré – laranja – 950 a 1050 hz – Chakra Sacro, vizinho do Baço: a cor auxilia a mente a assimilar ideias novas. Por causa do sentimento de libertação das limitações induzidas pela iluminação mental, a que também se propõe o tom Ré, com muita alegria, o uso desse tratamento deve ser bastante criterioso.



Mi – amarelo – 500 a 700 hz  Chakra Plexo, vizinhos do Pâncreas: por estar diretamente relacionado com o processo digestivo tanto no estômago, como no cérebro, a cor amarela é animadora, inspiradora e estimulante da mente superior, ou seja, atua sobre a faculdade de raciocínio. A nota Mi contém os sons da natureza. Através da iluminação, cor e tom ajudam no autocontrole.



Fá – verde – 250 a 475 hz – Chakra Cardíaco, vizinho do Timo: É a cor da natureza, da força equilibradora e do progresso mental e corporal. Aumenta a harmonia dos pensamentos, acalma o sistema nervoso e trás paz aos nossos sentidos. A nota Fá é um tom intermediário da escala tônica e promove a estimulação do Timo para as funções do amor.



Obs. Não estão declaradas as freqüências dos tons musicais, porém elas pouco diferem das freqüências das cores.

 

Contribuição Fonográfica



Em abono ao trabalho de pesquisas entre a coincidência da cor e do som sobre os estados físico, emocional, psíquico, comportamental e espiritual das pessoas, o músico Rogério Cauchioli ousou gravando melodias associadas a serafins e cores e a notas musicais conjugando tempos, categorias, tons e cores, dentro da escala tônica (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si), dentro do espectro do arco íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta) e na correlação direta com os sete chakras. A obra se denomina “Música dos Anjos” vol. 2.



Características por elemento




Também os estudos xamânicos têm contribuído para iluminar as terapias que se propõem tratar do bem-estar humano através dos símbolos sagrados que reúnem cor, tom e elementos naturais, conforme as tradições e a sabedoria de que tudo emana dos Grandes Espíritos do Leste, Oeste, Sul e Norte, associados aos elementos terra, água, ar e fogo. Tudo é uma coisa só nos céus e na terra.



Fogo (Áries, Leão e Sagitário) = Vontade, idealismo, moral, vitalidade e espírito. Seres do FOGO se guiam por motivos próprios. É o elemento do sentido de individualidade e da integridade vital. O pulso rítmico tem uma função particular na música fogosa, mais do que a melodia ou a harmonia, sustentando a força de sua dinâmica interna.



Ar (Gêmeos, Libra e Aquário) = Intelecto, conceitos, ideias, comunicação e relações sociais. Seres do AR possuem mente perceptiva e compreensão abstrata dos conceitos e da harmonia subjacente à realidade. É também revelador da capacidade humana de relação entre as partes de um todo, o que inclui as relações humanas e a comunicação entre as pessoas.



Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) - Matéria, mundo físico e ação no plano concreto. O ser de TERRA quer contato com os sentidos físicos e com a realidade imediata do mundo material.



Água (Câncer, Escorpião e Peixes) - Emoção, fantasia, sensibilidade, impessoalidade e romantismo. O ser de ÁGUA busca simbolismo no universo das emoções humanas e na subjetividade imaginativa, que impele as pessoas a reagirem à sua interpretação pessoal da realidade.



BIBLIOGRAFIA:

Andrews, T. “Sons Sagrados”, SP, 1996.

Dicionário Grove de Música, Jorge Zahar Editor, RJ, 1994.

Lingerman, Hal A. “As energias curativas da música”, Cultrix, SP, 1990.

Queiroz, Gregório J. P. “O Equilíbrio do Temperamento através da Música”, Cultrix, SP, 1997.