sábado, 16 de julho de 2016

1855-O Santo Graal, Jesus e Madalena



Módulo II da longa história

Introdução

Este tema envolvendo o Santo Graal não acaba nunca. Tudo começa com o nascimento de um judeu, filho de José e de Maria, chamado Jeshua Ben Davi. Do ponto de vista histórico, na Galileia, há cerca de dois mil anos, nascia o fundador de uma seita, que acabaria provavelmente crucificado com seus trinta e poucos anos ou...sobrevivido até seus oitenta e poucos anos, seu nome para cultura religiosa ocidental: JESUS.

Do ponto de vista religioso, há diferentes visões sobre esse Sábio Mestre. Para alguns bilhões de homens e mulheres, desde a sua crucificação, ele é o nosso Salvador, profeta para os Muçulmanos, para os Judeus o Falso Profeta, para muitos, a Manifestação de Deus, o Avatar para alguns Hindus, Guru para os Teosofistas e adeptos da Nova Era, Encarnação de Deus, Messias, Aquele que traz a Gnose "o Conhecimento", e também Filho de Deus para muitas outras correntes de fé.

Deixou-nos muitos ensinamentos, mas os principais foram:

- Amar a Deus sobre todas as coisas;

- Amar ao próximo como a si mesmo;

- Amar ao próximo como eu vos amo.

Nunca se conseguiu provar nada sobre ele. Não há um documento romano que confirme os fatos passados em Jerusalém ali pelo ano 35 de nossa Era. Tudo teria sido perdido ou destruído. Cerca de 300 anos mais tarde, o que se viu foi uma polêmica imensa entre seus defensores e seus desacreditadores, uns afirmando sua efetiva divindade, outros duvidando até mesmo de sua existência real. Desses pontos o que temos até hoje são as GUERRAS Religiosas e Políticas que a herança atribuída a Jesus provocaram. Dogmas que assassinam Seres Humanos em todo o MUNDO! Há ainda, as crucificações, e isso é doloroso...

Esse homem, Sábio e Simples Mortal, vem sendo empregado há séculos como um "Objeto de Poder" por pessoas que se dizem santas, intermediárias de Deus, mas não conhecem (não praticam) sequer um dos seus ensinamentos básicos que é "Amar ao próximo como a si mesmo".

Três séculos depois de sua morte, Jesus é proclamado Filho de Deus por um Decreto Imperial e se proíbe qualquer outra opinião, se transforma numa Instituição Hierárquica, Opressiva, necessariamente Conservadora, Mata pela Religião, Persegue!!! Jesus jamais construíra uma Igreja, isso fora uma invenção posterior, desenhada para reforçar o Poder da Igreja Católica.

A Seita do Homem chamado Jesus, tornar-se-ia com o passar dos anos, a Maior de todos os Tempos. Aboliria a liberdade de Religião, de pensamento. Tomaria o Poder Político dentro do Império Romano, depois Juntaria Montanhas de cadáveres, com seus membros massacrando milhões de infiéis, hereges, feiticeiras e muitos outros. Depois, seus Membros se matariam entre eles próprios, levando a Europa às Guerras mais ferozes que ela já conheceu. E tudo isso nos acompanha até hoje: Guerras, Guerras e Guerras, seja de caráter Político ou Religioso!!! Tudo em nome do mesmo Deus que nos teria dado, primeiro a cultura judaica, depois Jesus.

O fato é que Jesus, sua história, tem sido exagerada ou parcialmente alterada ao longo dos séculos por diversos propósitos.

Isso não nos impede de admitir a possibilidade de ter uma Luz, ou até mesmo um Deus mais próximo de nós, para nos dar força de continuar lutando, mas não pela Justiça, pois o que é Justiça para uns, não é para outros; então que seja pela PAZ, mesmo com tanto conflito, seja ele de cunho político ou religioso.

O grande Mistério é que, ainda não há como afirmar de modo absoluto toda essa história, a vida de Jesus e de Maria Madalena, mas também NÃO há como negá-la, diante de tantos dados arqueológicos e fatos historicamente comprovados.

Jesus, Madalena, verdades, mentiras

Sempre se mentiu e se mistificou quando se trata de crenças. A grande escritora Marion Zimmer Bradley, em "As Brumas de Avalon" cita em seu livro palavras muito interessantes e que deveriam merecer a reflexão de muitos. Ela diz, não exatamente com essas palavras, mas foi assim que interpretamos:

“Houve um tempo em que um viajante se tivesse disposição e conhecesse apenas alguns poucos segredos (pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, esse é o grande segredo conhecido dos homens cultos daquela época) poderia libertar a sua alma e seguir seu caminho chegando aos Portões da Luz e do Conhecimento e não aos dogmas preestabelecidos. Isso porquê os portões, esses conhecimentos, estavam abertos ao capricho e desejo dos viajantes”.

Mas a Igreja com seus papas, bispos, padres...acreditando que isso interferiria no Poder do Seu Deus, que criou o mundo definitivamente para ser imutável, proibiram os pensamentos, fecharam os Portões da Liberdade, da Consciência, da Sabedoria e os caminhos... Os caminhos só levam à certa e indiscutível doutrina da Igreja, cuja verdade se espera que as pessoas aceitem sem questionar, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que segundo eles, vive nas trevas.

A verdade tem muitas faces e talvez se situe em algum ponto entre os caminhos para a "Santa Igreja Católica" ou para os Portões da Luz e do Conhecimento, que jamais estiveram fechados, exceto na mente dos homens.

Mas essa é a nossa verdade; cada homem tem a sua, e Deus certamente está com todas elas.

Neste blog este assunto já aparece pela segunda vez.

Se você não leu o módulo I não leia o II (este) sem, antes, ler aquele. Se o fizer apenas lendo o módulo II irá perder grande parte do conteúdo elucidativo que o módulo II complementa. Estamos entendidos? Obrigado.

Mistérios, mistérios, mistérios

No início dos anos 60, no século passado, foram descobertos documentos nas estantes da Biblioteca Nacional Francesa, os chamados “Documentos Secretos”, ou “Lês Dossiers Secrets”. Não se sabe realmente a sua origem. O fato é que em 1966, antes de morrer, o autor destes “Dossiers Secrets”, Leo Schidlof, teria colocado estes documentos em uma maleta confiada ao courier Fakhar il Islam, que a entregaria para um agente do Priorado de Sião, em Genebra.

Fakhar il Islam misteriosamente não chegou ao seu destino. Em 20 de fevereiro de 1967 seu corpo foi encontrado decapitado em uma ferrovia em Melan, fato comprovado e registrado em jornais da época. A maleta com os documentos desaparecera.

Os documentos se referem várias vezes ao “Priorado de Sião” e a vários de seus Mestres através dos séculos. Os nomes incluem alguns dos mais famosos artistas e pensadores ocidentais como: Isaac Newton, Botticelli (Sandro Filipepi), Nicolas Flamel, Robert Boyle, René D’Anjou, Jean de St. Clair, Victor Hugo, Louis de Nevers...e outros não muito conhecidos. E um dos nomes citados é o de Leonardo da Vinci.

Numa publicação feita pelo governo francês, na qual todos os grupos e sociedades civis devem ser registrados, existe de fato o “Priorado de Sião” descrito como “Monastério do Sinai” (Prieuré de Sion). Seus objetivos: “Estudos e ajuda Mútua a Membros”. Fato este registrado na edição nº 167 de 20 de julho de 1956 no Journal Officiel (Diário Oficial da França).

O historiador Carlo Pedretti diz que ficou fascinado, pois pouco se sabe sobre os últimos anos de Da Vinci, exceto que ele foi viver na França. Ele procurou provas de que Leonardo da Vinci tenha pertencido ao Secreto Priorado de Sião (Prieuré de Sion). Num documentário transmitido pela GNT, Pedretti afirma que encontrou algumas ligações que não poderiam ser jamais inventadas e resolveu investigar a fundo, mas não encontrou mais nada, pois durante as grandes perseguições, muitas obras, livros e documentos secretos haviam sido queimados, e os que restaram ainda estão muito bem escondidos, mas ele diz que continuará investigando.

Segundo estudiosos, a ideia predominante é de que Maria Madalena não só era casada com Jesus, como também teria tido um filho com ele. E, depois da crucificação ela teria fugido da Terra Santa com a criança para a França. Outra fonte, “O Grande Arcano” do escritor Eliphas Levi, dá como fato verdadeiro a fuga de Madalena e Maria de Nazaré, mãe de Jesus, primeiro para Alexandria, onde Madalena deu à luz a pequena Sara, filha do casal. E que só depois as três foram levadas para a França em absoluto anonimato, contanto com os préstimos do navegador José de Arimateia, o mesmo que acolheu o corpo de Jesus no sepulcro de sua propriedade. A fuga evitava perseguições movidas pelas autoridades com sede em Roma.

E, então, na França, seus descendentes teriam se casado com a nobreza francesa, dando origem à dinastia Merovíngia. Os documentos que comprovariam estas revelações teriam sido encontrados pelos Cavaleiros Templários um milênio mais tarde, durante as Cruzadas, quando ficaram responsáveis pela segurança dos cristãos que peregrinavam até a Terra Santa para visitar o Santo Sepulcro.

A formação do Priorado de Sião, uma sociedade secreta que viria a recrutar homens como Leonardo da Vinci, já é posterior, numa época em que a Ordem dos Cavaleiros Templários já havia sido extinta. O priorado teria ocupado este vazio. 

A princípio não há provas de um filho ou descendentes de Jesus e Madalena em nenhum documento histórico oficial, que se conheça. Mas, os arquivos secretos da Igreja ainda não começaram a se abrir.  

Os que acreditam que houve um filho ou filha acham que essa informação pode ser encontrada nas histórias que circulam há séculos no Sul da França, envolvendo a comunidade de cátaros, destruída pelas Cruzadas. A mais famosa dessas histórias é O Santo Graal.

Há também outro relato semelhante de que, quatorze anos após a morte de Jesus, Maria Madalena teria sido posta em um barco pelos Judeus, sem velas ou remos junto com Lázaro e Martha seus irmãos, São Máximo um dos 72 discípulos de Auvergne que de fato inclusive batizou Maria Madalena, São Sidonius "o cego", sua empregada chamada curiosamente Sara e o corpo de Santa Ana (St. Anne). Chegando à França, lá teria permanecido até os últimos dias da sua vida em contemplação.

Havia uma criança, uma adolescente negra chamada Sara, que teria percorrido os campos de Provença a cavalo curando crianças doentes na mesma época. Mas a lenda diz que ela era uma serva egípcia, e não filha de Maria Madalena. Ela simplesmente desapareceu e ninguém sabe o que houve com Sara.

O Cálice de Valência

Segundo arqueólogos, esse Cálice foi feito no século I, na Palestina, com ágata roxa, com 9 centímetros de altura. As asas de ouro, rubis e esmeraldas incrustadas em sua base foram colocadas no século XIII, dando ao conjunto o tamanho total de 17 centímetros.

Segundo alguns estudiosos, o Cálice foi trazido para Roma por São Pedro, era o mesmo que Jesus usou na Última Ceia.

Depois fugindo da perseguição aos cristãos, foi levado para a Espanha. Lá ficou com um ermitão de nome Juan de Atarés no mosteiro San Juan de La Peña, dizem que daí surgiram as lendas do Santo Graal e do Ermitão. Foi levado para Zaragoza. De lá para a Catedral de Valência, onde existe uma ala chamada "Capela do Santo Cálice" construída no século XIV. O "Cálice Sagrado" hoje se encontra protegido e blindado.

O Santo Graal (O Sangraal ou Sangue Real) é uma expressão medieval que designa normalmente o Cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia e está presente nas histórias Arthurianas (Grã Bretanha), sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda, cujo achado teria a capacidade de devolver a paz ao Reino de Arthur.

No entanto, em outra interpretação, ele designa a descendência de Jesus com o “Sangraal” ou “Sangue Real” ligada à Dinastia Merovíngia. Existe também a interpretação de que ele é o representante do corpo de Maria Madalena, a suposta esposa de Jesus Cristo e sua herdeira na condução da nova religião.

Um descendente de Davi

Segundo pesquisadores, a descendência de Jesus era de sangue real, ele próprio herdeiro do trono de Jerusalém por ser descendente do Rei Davi, migrou para Europa, particularmente para a França e fundou a Dinastia Merovíngia, cuja posição, mais tarde, foi usurpada pelos Carolíngios e pela Igreja Católica. Os Merovíngios se diziam descendentes de reis de Tróia, e isso justifica tantas localidades na França que possuem um nome que lembra Tróia, como Troyes e Paris.

A historiadora Margaret Starbird acredita que o cálice sagrado que carregou o sangue de Jesus Cristo era o próprio ventre de Maria Madalena, aquela que carrega o filho, a família dele.

De acordo com a lenda normalmente conhecida, o cálice foi usado na Última Ceia e na crucificação para colher o sangue de Jesus e foi levado para a França no século I. Os relatos são semelhantes à história de Maria Madalena. Segundo lendas, fugindo da perseguição, um barco sem remos apareceu na costa da França, trazendo o Santo Graal.

A historiadora afirma que o Santo Graal não era só Maria Madalena, mas seu filho com Jesus, e que por ela correr perigo, talvez porque fosse mãe, a família e os amigos dessa mulher tenham-na mantido escondida e que a tenham tirado de Jerusalém e levado para um lugar realmente seguro.

Cavaleiros guardadores de segredos

Mas existem também versões com diferentes datas da história do Graal relacionadas com o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

E a mais famosa delas fala de um grupo de cavaleiros chamado “Templaiers”, cavaleiros das cruzadas do século XII, os Cavaleiros Templários, como já mencionados em mais de uma oportunidade.

De acordo com Henry Lincoln, autor do livro “The Holy blood and the Holy grail” (O Santo Graal e a Linhagem Sagrada), se analisarmos o que os romances sobre o Graal nos dizem sobre os Templários, veremos que se referem a eles como os guardiães do Graal e da família do Graal.

Em 1982, Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh escreveram um livro realmente polêmico (citado acima), dizendo que a família do Graal eram nobres franceses descendentes de Jesus e Maria Madalena. Esse é um livro de base incontestável que indicamos para todo o leitor que não deseja permanecer somente na superfície dos fatos.

O livro de Lincoln também serviu de fonte para as alegações de “O Código Da Vinci”, segundo as quais, Maria Madalena e a criança são o Santo Graal. Muitas das ideias de Henry Lincoln foram baseadas nos estranhos “Documentos Secretos” da Biblioteca Nacional Francesa.

Esses documentos incluíam uma elaborada árvore genealógica que remeteria a monarcas que governaram o Sul da França depois da época de Maria Madalena: os Merovíngios.

Merovíngios, nobres e ungidos

As histórias formadas em torno dos Merovíngios, geram um certo mistério, as vezes assustador, mas uma realidade histórica extraordinária do pouco que sobreviveu dessa dinastia. Foi encontrada pouca informação verificável sobre as verdadeiras origens dos Merovíngios, eles próprios reclamavam como um direito descender de Noé, pelo qual tinham um maior respeito, mais do que a Moisés (que era egípcio), como a fonte de toda a sabedoria bíblica; uma posição interessante que emergiu novamente mil anos mais tarde na maçonaria europeia. Os merovíngios avocavam para si não só a nobreza real, como também a outorga divina para serem dirigentes reais.

Os Merovíngios mencionavam também descender diretamente de Tróia – o que, seja verdade ou não, poderia servir de explicação para a ocorrência, na França, de nomes troianos como Troyes e Paris, como citado.

Escritores contemporâneos, inclusive os autores dos Documentos do Monastério têm tentado seguir os Merovíngios até a Grécia antiga, especificamente, até a região conhecida como Arcádia. De acordo com os documentos, os ancestrais dos Merovíngios eram relacionados com a Casa Real da Arcádia. Em uma data não especificada, próxima ao advento da era cristã, eles teriam migrado Danúbio acima, e depois Reno acima, estabelecendo-se no que é hoje a parte ocidental da Alemanha.

A derivação dos Merovíngios, de Tróia ou da Arcádia, parece hoje uma questão acadêmica, e não há necessariamente conflito entre as duas afirmações.

Segundo Homero, um contingente substancial de arcadianos estava presente no cerco a Tróia. E segundo histórias gregas antigas, Tróia foi fundada por gente da Arcádia.

Urso e Ardenas sagrados

Curiosamente o nome Arcádia deriva de arkades, que significa “povo do urso”. O urso era um animal sagrado na antiga Arcádia, a base de cultos e rituais. Ao que parece, quanto mais pesquisamos, mais intrigados ficamos, uma história nos leva a outra, como se fossem uma única lenda, realmente é bastante curioso quando começamos a estudar e a nos questionar, que lendas tão bem imaginadas e escritas foram essas que têm uma ligação tão sólida entre elas. Chegamos à conclusão de que não são de forma alguma totalmente imaginárias, mas simbólicas, mascarando algum fato histórico concreto.

Os antigos arcadianos reclamavam descender de Arkas, a deidade patrona da terra, cujo nome também significa urso. De acordo com a Mitologia Grega, Arkas era filho de Kallisto, uma ninfa relacionada com Ártemis, a caçadora. Modernamente, Kallisto é mais conhecida como a constelação Ursa Maior.

Entre os Francos Sicambrianos, dos quais nos vem os Merovíngios, o urso gozava de uma condição igualmente exaltada (exagerada). Assim como os antigos arcadianos, eles veneravam o urso na forma de Ártemis – ou na forma mais especificamente, de seu equivalente galês, Arduína, deusa patrona de Ardenas.

O culto misterioso a Arduína persistiu até a Idade Média, sendo Lunéville um de seus centros, próximo de dois outros locais recorrentes, Stenay e Orval. Em 1304, a Igreja ainda promulgava estatutos proibindo a veneração dessa Deusa Pagã.

De acordo com Henry Lincoln, dada a condição mística e de totem do urso no centro merovíngio de Ardenas, não é de se surpreender que nos Documentos do Monastério o nome Ursus seja associado à linhagem Merovíngia Real. Mais surpreendente é o fato de a palavra galesa para urso ser arth, de onde deriva o nome Arthur. Embora o assunto que esteja em pauta seja sobre Jesus, Maria Madalena e Da Vinci, essa coincidência intriga, pois Arthur não seria somente contemporâneo dos Merovíngios, mas também, como eles, associado com o urso.

O mito Mérovée

Na Dinastia Merovíngia não existiam Reis forjados, por questão de honra era tomada como regra os descendentes (filhos) de linhagem legítima, ou seja, através do sangue merovíngio. Aos doze anos de idade tornavam-se reis e não havia cerimônia pública de unção, ou de coroação. O poder era simplesmente assumido, como se por Direito Sagrado.

Mas isso não significava que o Título de Rei era obrigatório, não era, somente era aceito caso fosse o seu desejo governar, o seu papel não era o de fazer alguma coisa, mas de Simplesmente Ser. Governo e administração poderiam ser deixados para um oficial não real, como um chanceler. De modo geral, a estrutura do regime merovíngio tinha muitas coisas em comum com as monarquias constitucionais modernas

Os merovíngios eram também frequentemente chamados “Reis de Cabelos Longos”. Seus cabelos, como os de Sansão, conteriam sua vertu (virtude), a essência e o segredo de seu poder. Quaisquer que sejam as bases para esta crença no poder dos cabelos dos merovíngios, ela parece ter sido levada bastante a sério até 754 d.C.

Nesse ano, quando Childeric III foi deposto e preso por Pepino, o Breve (pai de Carlos Magno), seu cabelo foi ritualmente tosado por ordem expressa do Papa Estevão III.

Curiosamente todos os merovíngios possuíam um sinal congênito, que os tornava imediatamente identificáveis e atestava seu sangue semidivino ou sagrado. Este sinal congênito tomaria a forma de uma cruz vermelha – uma curiosa antecipação do brasão dos Templários – sobre o coração ou entre as omoplatas.

E posteriormente foi essa mesma Cruz (Cruz adotada pela "Ordem de Malta") o símbolo pintado nas Caravelas que desbravaram o mar pelo Descobrimento; vulgarmente conhecida como a Cruz de Malta; Malta que na primeira definição significa: uma mistura de pez, cera, gesso e gordura usada pelos antigos trabalhadores como cimento.

Mas na segunda definição, Malta refere-se a uma Ilha do Mediterrâneo de onde sairiam trabalhadores para os campos europeus; grupos de pessoas com atividades ou interesses afins. Um grupo de cavaleiros, Cavaleiros Templários.

Vamos rapidamente relembrar o significado da palavra Maçom: trabalhadores que constroem alvenaria com pedras, argamassa ou argila, pedreiro, que mantinham uma Sociedade Secreta destinada a proteger os segredos da profissão.  

Ou seja, TODOS LIGADOS À IDÉIA DE "CONSTRUÇÃO".

Curiosamente, quase todos os Castelos da Ilha de Malta, foram construídos pelos Templários, devido a sua localização são denominados de grande importância estratégica no Mediterrâneo.

Verdades veladas

De acordo com pesquisas, a dinastia merovíngia era de grande preocupação para a Igreja, não só pelo seu poder, mas por suas crenças consideradas pagãs. E a Igreja tinha verdades a esconder e dogmas a transformar em verdades. O dogma estabelecido pelo cristianismo jamais aceitaria um Jesus casado. Tudo o que foi contra as leis da igreja consideradas verdadeiras, geralmente se tornou muito perigoso para aqueles que discordassem. A Igreja sempre reagiu com violência, é só pensar na Inquisição!

Na Inquisição, a crueldade era tanta que desenterravam os cadáveres, puxavam-nos pelas ruas, depois os queimavam. (Languedoc Tomo III).

O astrônomo Galileu foi ameaçado pela inquisição pôr afirmar que a "terra gira em torno do Sol". Temendo a fogueira retratou-se, mas ainda diante do papa reafirmava aos seus amigos: "Mas que gira, gira".

E essa dinastia foi ameaçada pela igreja. Segundo pesquisadores e especialistas, o Priorado de Sião (Monastério do Sinai) foi fundado para proteger os descendentes dessa dinastia, a Dinastia Merovíngia.

Em 1099, a Primeira Cruzada comandada por Godofredo de Bouillon conquista Jerusalém, foi nomeado Rei, mas não se achava digno de usar a Coroa, dizendo que não a usaria num lugar onde o próprio Jesus Cristo usara uma Coroa de Espinhos. Bouillon ficou então com o Título de Protetor do Santo Sepulcro e imediatamente ordenou que limpassem a cidade dos cadáveres que a fúria dos cruzados havia causado, mandou que reparassem as muralhas da Cidade Santa e curiosamente, Godofredo empregou um cuidado extremo, especial às Igrejas de Santa Maria Latina e Santa Madalena.

Recuperando também São João Batista entre outros e evidentemente o Santo Sepulcro, denominando ali a Ordem do Santo Sepulcro, um capítulo de 20 cônegos regulares que usavam um manto branco adornado com uma cruz vermelha que supostamente seria a narrativa relacionada à misteriosa Abadia de Notre Dame do Sinai que mais tarde daria impulso à Ordem do Templo.

O Rei Godofredo de Bouillon morre em 1100, Balduíno I, seu irmão, o substitui. Entre 1110 e 1118 foram fundadas Ordens com missões diversas como a Ordem Hospitaleira de Jerusalém (ano 1110), Ordem dos Irmãos Hospitalários Teutônicos (ano 1112) e finalmente nasce ou quem sabe renasce a Misteriosa Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, em 1118, no reinado de Balduíno II, conhecida como Ordem do Templo ou Ordem dos Cavaleiros Templários, sendo o seu primeiro grão-mestre, Hugues de Payen, uma Figura Enigmática.  

O segredo templário

E foram esses Cavaleiros, os Templários de acordo com pesquisadores, incumbidos de preservarem esse suposto segredo, como já foi relatado, ou seja, a prova de Jesus e Madalena eram marido e mulher.

Mas se estamos numa época em que não somos presos, torturados, queimados vivos por acreditarmos em algo diferente daquilo que prega a Igreja Católica, por que há tanto mistério?

Segundo Henry Lincoln, é porquê há algo mais que ainda não sabemos. De acordo com a árvore genealógica dos Merovíngios nos “Documentos Secretos” da Biblioteca Nacional da França, um dos nomes que chama atenção é o de uma antiga família francesa chamada “Saint-Clair”, que também é mencionada no livro “O Código Da Vinci”.

No documentário realizado pela GNT (já referido), foram localizados dois nobres escoceses vivendo em Londres que dizem ser de uma linha dessa família: Niven Sinclair e Andrew Sinclair.

Um ancestral dos Sinclair, o Príncipe William St Clair construiu em 1446 uma famosa Capela na Escócia, a Rosslyn Chapel, muitas vezes chamada de Capela do Graal, que está presente nas histórias do Rei Arthur.

É extraordinariamente magnífica a estrutura da Capela Rosslyn, considerada como um dos lugares mais misteriosos da Escócia, as esculturas apresentam uma perfeição notória comparadas as quaisquer outras encontradas em toda a Europa.

Esculturas Pagãs, Maçônicas, Bíblicas e principalmente esculturas de Cavaleiros Templários, rodeada por símbolos da antiga sabedoria não encontrados em qualquer outra Capela do século XV, figuras como “Green Man” (Homem Verde) que representa a fertilidade na Cultura Céltica.

O simbolismo é Egípcio, Céltico, Judeu, Templário e Maçônico em profusão.

Segundo pesquisadores, os Cavaleiros Templários refugiaram-se em Rosslyn Chapel depois da dissolução de 1312. Na Capela existe um Cemitério Templário.

Há séculos as pedras minuciosamente esculpidas da Rosslyn Chapel chamam a atenção para pesquisas e investigações de historiadores e arqueólogos.

A Capela é descrita como “Tapeçaria de Pedra”; uma das esculturas mais impressionantes na Escócia se não da Europa, o “Pilar de Aprendiz”, que de acordo com especialistas, foi esculpido por um aprendiz para o Mestre Maçom.

De acordo com o Mito, um Mestre Maçom foi a Roma para encontrar inspiração para esculpir o Pilar, quando retornou, seu ambicioso aprendiz já havia entalhado o Pilar que se mostrou uma verdadeira obra-prima, a mais bela das obras; o Mestre chocado e invejoso, estava tremendamente enraivecido e assassinou o aprendiz junto ao Pilar.

Se isso é mito ou um acontecimento real, desconhecemos, mas de acordo com algumas fontes, o Bispo St. Andrew esperou durante muito tempo para receber a permissão do Papa para consagrar a Rosslyn Chapel, devido a um acontecimento violento que havia ocorrido na Capela.

Verdade ou não, o "Pilar de Aprendiz" é realmente uma obra de arte se comparada ao "Pilar de Mestre Maçom" como podemos observar logo abaixo.

Algumas de suas esculturas sugerem que já existia um primeiro contato dos ancestrais da família Sinclair com a América, 200 anos antes de ser descoberta.

Suas esculturas e pinturas revelam cenas, plantas entre outras... que até então não eram conhecidas antes do descobrimento de Colombo e que não existiam em nenhum outro lugar no Mundo quando a Capela foi construída.

Essa Capela é a guardiã de muitos mistérios, essa imagem ao lado é um perfeito "Pilar de Mestre Maçom" que faz parte de uma entre tantas maravilhas ao longo da Rosslyn.

Certamente, Rosslyn Chapel é um Livro de Pedras repleto de enigmas.

A área ao redor de Rosslyn desempenhou um papel importante na história da Escócia, o castelo era considerado um lugar seguro durante as disputas de independência.

Uma batalha foi travada aqui em 1303, quando uma pequena força de Cavaleiros Escoceses derrotou um exército inglês três vezes maior em 24 horas.

Portanto, vale visitar o Site Oficial para admirar e comprovar cada detalhe dos seus vídeos e conhecer sua história.

- Site Oficial Rosslyn Chapel:

 - VÍDEOS - http://www.rosslynchapel.org.uk/video/video.htm

 - HISTÓRICO - http://www.rosslynchapel.org.uk/history/history-pt1.htm

Qual é o problema?

Por que o homem Jesus não poderia ter esposa? Quem inventou a hipótese de que santos não possam desfrutar de uma família? Quem inventou esse celibato estava ou não estava com segundas intenções? De acordo com Andrew Sinclair (primo distante de Niven Sinclair), sempre houve entre seus familiares Cavaleiros do Graal, que ele chama de Guardiões, mas em relação à família ser ou não descendente de Jesus e Maria Madalena, Andrew que é genealogista da família, afirma com sensatez que não há provas que confirmem que SIM, nem que NÃO.

Niven Sinclair (Pesquisador escocês) já afirma que, quando descobriu que estava sendo considerado um dos descendentes de Jesus e Maria Madalena, não ficou de maneira alguma afetado por isso, e, deixou claro que ele não está procurando uma auréola de segunda mão, se é o que queriam dizer, e concluiu dizendo que a descendência de Jesus e Maria Madalena existe e que sua família casou com os descendentes de Jesus.

O Fato é que Jesus supostamente casou-se com Maria Madalena que provavelmente gerou um filho de Jesus, sendo assim depois da dita crucificação de Jesus (ou não crucificação, pois a crucificação não é fato histórico), Madalena grávida teria (ou ambos teriam) fugido para a França, onde esse descendente de Jesus e Maria Madalena teria se unido em forma de casamento com a Coroa Francesa, assim perpetuando sua linhagem e mantendo o segredo.

A misteriosa Abadia do Notre Dame do Monte Sinai fundada por Godofredo de Bouillon daria início a mais poderosa cavalaria de todos os tempos, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou seja, a Ordem Templária (como já citado) encarregada de resgatar esse mistério mantido por séculos nas rochas do Antigo Templo de Salomão de acordo com pesquisadores.

Acredita-se que a missão do Priorado de Sião (Monastério de Sinai) foi guardar esse segredo que de alguma forma abalaria a “Santa Igreja Romana” em suas tradições. Assim sendo, com a justificativa de proteger os peregrinos dos caminhos tortuosos de Jerusalém com o total apoio da Igreja Católica.

A história dos Templários está escrita sob diversos pontos de vista. Os Templários são vistos por muitos como uma Sociedade Misteriosa, pertencentes a uma Ordem Secreta, Guardiões de uma sabedoria oculta.

De acordo com a narrativa ortodoxa, durante a Cruzada Albigense, os Templários não só acolheram muitos refugiados cátaros, como conviveram, e pelos Templários foram enterrados quando morreram, inclusive receberam vários deles em suas fileiras. Interessante é saber que os altos dignitários da Ordem do Templo provinham de famílias cátaras.

Um exemplo é Bertrand de Blanchefort, sexto grão-mestre da Ordem Templária e que veio exatamente de uma família Cátara. A verdade é que os Templários tiveram ligações claras com os cátaros, o que é desprezado por parte dos historiadores. O tema do Graal (Sangraal – Sangue Real) é um dos grandes legados dos Templários e dos Cátaros. Isto é inegável! Ambos são chamados de "Guardiões do Graal".

O “Sangue Real” (sangraal, Santo Graal, a Linhagem Sagrada) para a Dinastia Merovíngia não poderia ser enobrecido por nenhuma combinação, mesmo que esse sangue viesse a ser de uma Rainha de uma Dinastia Real ou do meio de cortesãs. Para os Merovíngios, sua fortuna permanecia em seu sangue e era compartilhada por todos os que fossem daquele sangue.

Essa Linhagem Sagrada, o Santo Graal ou Sangue Real que envolve Jesus, Maria Madalena, provavelmente venha a ser o grande segredo resgatado do Antigo Templo de Salomão; segredo esse que fez até o próprio Papa curvar-se diante dos Cavaleiros Templários, concedendo privilégios não dada a nenhuma outra ordem militar. Com o passar dos anos, a ordem se transformou no mais poderoso braço militar dos cruzados, espalhando-se por toda a Europa.

A Ordem do Templo era uma força que gozava de uma invejável posição, com dezenas de castelos construídos na Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e Espanha, além daqueles espalhados pelo Oriente Médio.

A Ordem passou a ser indispensável ao governo pontifício e recebia total apoio dos Papas.

Assim como os Templários foram perseguidos, foram os Cátaros com os seus pregadores itinerantes que impuseram respeito pela cultura, possuíam a arte da palavra e conhecimento teológico, mas também a conduta - as óbvias pobreza e simplicidade, integridade e rigorosa adesão ao tipo de caráter severo, o qual se reflete na rigidez das opiniões e dos hábitos, tradicionalmente ligada a Jesus e seus discípulos.

Diante disso, a "Santa Igreja" jamais poderia concorrer nessas reconhecidas virtudes "cristãs", pois os altos escalões da hierarquia eclesiástica viviam vidas suntuosas, luxuosas e desavergonhada extravagância, verdadeiros sibaritas (antigos habitantes de Síbaris que tinham fama de cultivar hábitos como os prazeres físicos, a voluptuosidade e a indolência) e esse tipo de vida dificilmente condizia com qualquer precedente cristão estabelecido.

Por outro lado, os padres locais, embora muito pobres, eram também assustadoramente ignorantes e mal-educados, mal eram capazes de dizer mais que uma missa e sem dúvida não eram nem de longe preparados para um debate teológico contra os Pregadores Cátaros.

Não restava mais nada para a Igreja com seus comandados e inexperientes padres sem o mínimo de conhecimento, a não ser a destruição dos Cátaros e assim foi, no Séc. XIII no Sul da França pregaram a Cruzada Albigense, uma das maiores chacinas no mundo realizada pela "Santa Igreja" com seus altos escalões.

Essas duas Sociedades, mais prováveis Guardiães do Graal foram condenadas a arderem nas fogueiras da Inquisição. “Esse Segredo de grande dimensão e que certamente representava enorme perigo para a Santa Igreja, teria que ser silenciado para sempre!”

Jacques de Molay o último Grão-Mestre Templário e quase toda a Ordem foram condenados, devido a um ignominioso conluio entre Felipe IV, o Belo, e o Papa Clemente V, De Molay foi queimado vivo com outro Comandante da Ordem do Templo em Março de 1314 no coração de Paris, Île de La Cité.

Na chamada Place du Vert Galant há duas placas com datas e em lugares diferentes, uma em frente à outra, distanciando cerca de 4 metros entre si que registram o local exato do trágico evento.

A Primeira Placa é mais antiga e está afixada em um dos Pilares da Pont Neuf. Tem os seguintes dizeres:

"A cet endroit JACQUES DE MOLAY dernier grand-maître de l'ordre du temple a été brûlé le 18 mars 1314."

"Neste local, JACQUES DE MOLAY, último grão-mestre da Ordem do Templo foi queimado em 18 de março de 1314."

A Segunda Placa, em frente à primeira, é um marco que a Prefeitura de Paris coloca em todos os lugares de importância histórica, Nela está escrito:

"Histoire de Paris"

Square du Vert-Galant

(...) "Le 11 mars 1314, Jacques de Molay, grand maître de l'ordre du Temple, et Guy, commandateur des Templiers de Normandie, y furent brûles vifs."

(...) "A 11 de março de 1314, Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem do Templo, e Guy, comandante dos Templários da Normandia, foram aqui queimados vivos."

E assim, aparentemente fora o fim da Poderosa e Ameaçadora Ordem dos Cavaleiros do Templo, os Templários, numa ambiciosa perseguição imputada pela Hierarquia Eclesiástica da Santa Igreja.

E Maria...a Magdalena que na tradição Languedoc (Albigenses - Cathares) é lembrada como "La Dompna del Acquae" ainda continuará sendo um Mistério. A "Senhora das Águas", Magdalena morre em 63 d.C em Ax-en-Provença (antiga cidade de Acquae Sextiae) e seus restos mortais, de acordo com historiadores e arqueólogos, foram preservados na Abadia de São Máximo, a cerca de 48 quilômetros de Marselha, na França.

Carlos II da Sicília, conde de Provença, desenterrou o crânio e o úmero de Maria em 1279 para colocá-los em exibição em vitrines de ouro e prata, onde permanecem até hoje.

Alguns dos outros ossos e as cinzas de Magdalena (ou Madalena) foram guardados numa urna, mas sofreram atos de vandalismo durante a Revolução Francesa.

BIBLIOGRAFIA:  

http://www.nag-hammadi.com/history.html

http://www.rosslynchapel.org.uk

http://www.cathares.org/

http://www.archaeology.co.uk/ca/timeline/saxon/suttonhoo/suttonhoo.htm

Luciana L. Bocchetti

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