sábado, 23 de julho de 2016

1856-Somos o que vibramos e soamos




Seres e Sons, as semelhanças da vida



Introdução



Para você poder acompanhar o tema desta semana nós precisaremos combinar que você já compreende o que seja uma onda. Aquilo que você vê na superfície de um lago tranquilo quando joga uma pedrinha. Isso também ocorre com o som. As ondas do lago vão se se dissipando e em alguns minutos a água volta a ficar quieta. Por falar em quietude, este também é o estágio de nossa mente quando a esvaziamos com o propósito de meditar. Também acontece com as ondas cerebrais quando adormecemos e aprofundamos o sono.



Uma onda vibrátil cerebral tem muita dificuldade de aquietar-se em virtude de nossa cultura: fomos treinados a ficar em permanente vigília devido as circunstâncias de nossos coletivos, pessoas mal-intencionadas, ladras, assassinas exigindo de nós, para maior tranquilidade, a construção das cidadelas, que eram vilas muradas, guetos, no interior dos quais tinham permissão para entrar apenas os membros do clã. No tornamos pessoas acesas o tempo todo, dormimos com um olho enquanto o outro fica aberto.



Brincadeira à parte, quero voltar para as ondas vibráteis, de som e eletromagnéticas, pois este artigo se propõe comparar os seres humanos com o que acontece com as ondas de vibração, som e magnetismo.



Se você já aceitava que somos aquilo que emitimos em termos vibracionais, a gente já pode avançar. Caso contrário fica faltando dizer que se nos apresentássemos, agora, diante de Jesus, não haveria necessidade de nenhuma palavra; Ele saberia quem somos apenas percebendo a intensidade, a largura e a cor das ondas emitidas pela nossa aura.



Então agora podemos ir em frente, não é mesmo?



Ser humano = gerador elétrico



É absolutamente correto associar energia humana, sons e cores. É o que,

de forma simples, se chama de a matemática do cosmos.

Assim, energia humana, sons e cores participam da dança cíclica que determina a harmonia-e-caos do cosmos e a condição física, emocional e psíquica do homem.



É comprovado que as artes em geral, e especialmente a música (ou seja vibrações sonoras), atua:

·         na elevação da qualidade humana;

·         na melhoria de qualidade da cultura;

·         no deleite social;

·         no aprimoramento da sensibilidade mental e estética das pessoas.



Como sabemos, a qualidade humana – física, mental e espiritual – muito depende do equilíbrio, também chamado de temperamento. Tê-la é um processo contínuo de construção, que tem, no mínimo, a idade do espírito, mas que, devido à cultura onde crescemos e somos formados, sofre aceleração ou retardo.



Nivelando por baixo



O temperamento é o brilho da personalidade de uma pessoa, mas esta não é feita só de temperamento. Este é chamado de self control, tomando-se self como espírito. Na construção da personalidade, em paralelo com o temperamento, entram fatores externos, como os padrões de comportamento familiar, o ambiente social, o espírito de época, as tradições, o pensamento cultural vigente, as experiências do período de formação, os padrões genéticos, os exemplos recolhidos, as alterações introduzidas pela escola, pela religião, pelo grupo de amizade e pela “tribo”, para a qual todo adolescente, em tese, será um dia convidado a entrar. Entre estes fatores, há o que pode ser melhorado através da música e das cores, uma ferramenta que a nossa cultura não utiliza em profundidade. Quando a utiliza, faz o pior, põe nossos jovens diante de milhares de decibéis a ouvir música de baixa qualidade em meio a fumaça de cigarro, consumo de bebidas alcoólicas e drogas. Trata-se de algo muito antigo e não suficientemente estudado, mas completamente colado ao que a Psicologia chama de “persona”, aquilo que na pessoa “soa” para fora, “sona”, do latim “soar”, repercute, chama a atenção. E nada mais chama tanto a atenção quanto o temperamento. Mas, nem por isso é cuidado e ganha ênfase no processo de formação dos seres humanos.



Todo o mundo científico acredita ou deveria acreditar ser individualmente essencial a formação da personalidade por remeter o indivíduo a patamares menos suscetíveis a psicopatias, drogas e outras ameaças à qualidade da vida humana, mas a sociedade acredita ser sociologicamente “nada essencial” a formação da personalidade. De uns tempos para cá, nivelando por baixo, o essencial é produzir seres em série, vestindo roupas iguais, ouvindo músicas semelhantes, utilizando artefatos iguais, pensando de forma equivalente. Naquilo que para a sociedade é “normal” (as sociedades que se deterioram criam “normas” que rotulam de “normais” as atitudes que realimentam a deterioração), os valores humanos parecem não necessitar de princípios. Por isso, não há apoio do mundo exterior para o adequado desenvolvimento do temperamento do indivíduo. Os princípios parecem interferir no modelamento dos seres, desviando-os do padrão consumista, buscado pela sociedade contemporânea. Em geral a família delega as suas responsabilidades quanto à formação e ao temperamento de crianças e adolescentes às babás, inclusive eletrônicas (tevê), à escola, à rua e, raramente à igreja, como se nesses ambientes fosse possível temperar a qualidade humana. Especialmente na igreja, talvez, seja possível inibir parte do que nos outros ambientes se prepara: o macho, a fêmea, o jogador, o profissional, o competidor, o valente, o gay, o pária, o normótico (que é a palavra correta para designar o portador da “normose”, doença de morrer todos os dias como algo normal).



As pressões sociais dignificam o “vencedor” mesmo que sem a ética e se dirige para o “próspero”, ainda que a prosperidade seja obtida a preço vil. O “modelo” de homem e mulher de sucesso passa por posição social, ranking econômico, diplomas e certificados, viagens internacionais, contas em bancos estrangeiros, jóias raras e caras, propriedades, títulos, concursos, cargos e troféus, conquistas que nem sempre requerem temperamento, personalidade e elevação, mas esperteza, inteligência, sorte, treinamento, sagacidade...



As “normas” sociais criadas para seres de sucesso não incluem têmpera e felicidade, incluem poder e conforto. O sucesso substitui a felicidade pela fama e a riqueza abafa a têmpera pelo poder.



Não só criticar, acrescentar



A mania que adquirimos de criticar as coisas que são nossas como se não fossem, nos leva a falar mal do pai, da mãe, do síndico, do gari, do porteiro do prédio, do prefeito, enfim, do secretário geral da ONU. Decidimos renunciar a participação pela crítica. E somos os primeiros a quebrar as regras a não acrescentar qualidade nem à nossa vida e muito menos à vida coletiva.



A disciplina que estuda a correspondência dos sons com os seres vivos, se utiliza da matemática para determinar que:



o temperamento humano é a soma qualificada de:

timbre: qualidade/identidade (impacto),

melodia: sonoridade/modulação (estética),

harmonia: combinação/interação/conjunto (plástica),

ritmo: frequência/velocidade (pulsação).



Vejamos como se poderia descrever as múltiplas situações de correspondência:



Timbre - nas pessoas, é a somatória dos padrões sutis, os batimentos cardíacos, os ritmos e ciclos orgânicos, glandulares, o modo de movimentar-se, a postura corporal, a atitude existencial, a qualidade do pensar, a emissão de ondas cerebrais, o estado emocional, o impacto causado nas demais pessoas. Nas pessoas, ainda, é o som particular de cada um – a per sona, segundo Jung – o temperamento, o volume, a intensidade e o efeito causado. Comparando: nos instrumentos, é a sua sonoridade, a qualidade do som emitido, a sua têmpera.



Melodia - nas pessoas, antes de tudo, são os sons encadeados em sucessão, da fala e da risada, o comprimento das ondas sonoras, o melodioso vocal, a estética corporal e sua repercussão nas demais pessoas. Comparando: na música, é o conjunto das notas tônicas encadeadas modulando em sucessão, formando uma obra musical.




Harmonia - nas pessoas, é a combinação plástica, a coerência entre os acordes ou acordos ou correspondência entre pensamento, palavra, ato e presença, combinando cabelo, roupa, calçado, maquiagem. Comparando: na música, é a fluidez combinada dos acordes, a beleza combinada e a harmonia propriamente dita dos sons emitidos.




Ritmo - nas pessoas, é a freqüência, a repetência, a velocidade e novamente a combinação e a coerência do estilo pessoal, do padrão do ser, a característica, a qualidade, a altivez, a nobreza, o andar, o falar, o gesticular. Comparando: na música, é o ritmo, aquilo que identifica a obra musical segundo a espécie, família, grupo, objetivo, fim.




Definições




Existe uma grande solidariedade terapêutica entre os sons e as cores. Todos os pesquisadores apontam para uma espantosa coincidência, na acepção da palavra: som e cor incidem por igual na percepção, na sensibilidade, no humor, no temperamento e na saúde das pessoas, animais e plantas. O grande músico Massenet afirmou que “a melodia é para a luz o que a harmonia é para as cores do prisma, isto é, uma mesma coisa sob dois aspectos diferentes: melódico e harmônico”.



Platão disse que “a música é uma lei moral. Dá alma ao universo, asas ao pensamento, saída à imaginação, encanto à tristeza, alegria e vida a todas as coisas. Ela é a essência da ordem e eleva em direção a tudo o que é bom, justo e belo, e do qual ela é a forma invisível, mas, no entanto, deslumbrante, apaixonada, eterna”.



Em termos de relação, a melodia está para a harmonia como o pensamento está para o gesto. Poder-se-ia dizer, também, que em música, a melodia representa a síntese e a harmonia a análise. Elas se penetram tanto uma na outra e mais valem quanto mais se combinem e se fundam mais completamente.



Em terapêutica, os maiores saltos na direção do alvo correto para cada fim que se queira alcançar, estão surgindo a partir da associação dos tons e cores com as vibrações de cada chakra do corpo humano. E a outra extraordinária contribuição vem do resgate que se faz das velhas práticas herdadas desde as tabas indígenas: solenizar o que se recebe pelos sentidos.



Exercício de preparação


 


Perceber, tanto quanto emitir, e emitir tanto quanto perceber um ato de comunicação, de transcendência e emoção ou sentimento, é algo sujeito à preparação. Não emite e não recebe mensagens de comunicação, transcendência, emoção ou sentimento, quem não se prepare para tanto.




Preparar é o ato de silenciar, premeditar, abrir-se para o deleite, solenizar, celebrar, sacralizar.



Significa dizer, tomando-se como exemplo a preparação para a recepção da música que:



·         Em relação ao ser humano, o essencial é a preparação para receber a mensagem. Os concertos acontecem precedidos de expectativa: a aquisição do ingresso, o vestir-se adequadamente, o deslocamento até o teatro, a reunião, a receptividade, a reverência, o silêncio, a solenização, a percepção, a terapia, o efeito: no geral, alegria, enlevo, prazer, benefício.

·         Assim também precisa acontecer quando a mensagem não está associada à música e sim à fala, à imagem, ao odor, ao sabor, à intuição, etc. Devemos solenizar o ato precedente, concomitante e procedente à “mensagem” falada, imaginizada, olorizada, saborizada ou intuída.

·         Em relação ao compositor musical, o essencial é a preparação para a criação seguida da emissão, que se dá pela evocação, com a comunhão espiritual e com a inspiração para captar as vibrações sonoras de que se compõem a partitura e que precisa ser convertida em obra musical quando da sua execução.

·         Em relação ao músico, o essencial é a preparação para a interpretação, o esmero, o respeito pela qualidade sonora, a afinação do instrumento, o ensaio, o oferecimento, a doação (ação do dom) para que o espetáculo ganhe poderes místicos, nem sempre percebidos, porém decisivos em tudo o que refere à arte. 

·         Em relação ao poeta, que compõe versos para se integrarem à música, é a iluminação, a visão, as emanações e a inspiração que redundam em versos.

·         Em relação ao músico e ao orador, que têm funções iguais, o essencial é o exercício do sagrado mister de emitir um ato de comunicação musical ou verbal, combinando instrumentos, timbres, melodias, harmonias, vozes e ritmos, de sorte que a obra pareça aos olhos, ouvidos, emoção e sentimento do espectador, uma autêntica sinfonia, uma obra com poderes de espetáculo místico.

·         Naquele que dá ou entrega (músico/orador/terapeuta), tanto quanto naquele que recebe (espectador/ouvinte/paciente), o essencial é o exercício do sagrado na emissão/recepção, cada qual oferecendo-se para dar e receber com preparação, tendo premeditação para oferecer e usufruir da cura proporcionada pelas informações conduzidas pelos sons.

·         O que fica é o que chega e não o que parte. Na comunicação, o que se comunica não é o que o emissor transmitiu, é o que o receptor da mensagem captou e percebeu. Também o é na música. Por isso, também no discurso e em todas as formas de comunicação, o que fica é o efeito causado.

·         A eficácia do processo é tarefa para os dois lados, mas a responsabilidade maior é sempre daquele que tirará maior proveito do ato. 



Musicoterapia




O estado emocional é formado por situações e percepções a que as pessoas estão submetidas, tanto externa como internamente. Coexistem em nós gestos, humores, pensamentos e estados orgânicos variados, estimulados por circunstâncias diversas, combinadas ou não: alimentos, cores, sons, vibrações sutis, temperatura, clima, habitação, roupa, calçado, remédio, informações, companhia, etc. As circunstâncias apontam para diferentes direções sem outra orientação que não seja o próprio controle do indivíduo – temperamento – e que, à falta deste, recorre-se à musicoterapia para colaborar no equilíbrio e na harmonia humana.



Musicoterapia é o efeito dos sons no humor, no pensamento e nos estados orgânicos e sutis das pessoas. Não há necessidade de ser música. Pode ser a fala humana ou os sons da natureza.



Os ruídos, os barulhos, tiros, trovões, falas, melodias, sirenes, combinados com volume, tempo, hora do dia, humor pessoal, velocidade, freqüência, alcance, combinação de sons, tudo interfere diretamente no metabolismo humano e nos afeta.



A música, como nenhuma outra arte, é capaz de atuar sobre o ser humano modificando seu padrão emocional e vibracional, isto é, o padrão de seu conjunto vital através da atuação sobre o corpo físico e as emoções. Somente a dança tem um poder maior de modificar o estado vibracional; no entanto ela exige que a pessoa seja a executante dos movimentos, o que impõe anos de prática, algum talento natural, etc.



A dança, como as demais artes (pintura, poesia, teatro), é capaz de envolver o ser humano pela percepção estética, por meio de um processo de entendimento (mental, acima de tudo). Tendo a mente humana como “tradutora” da expressão artística, as interpretações pessoais (temperamentais) e filosóficas (segundo padrões de época) se impõem, distorcendo o contato direto com a manifestação artística. Ver dançar é muito, muito diferente de dançar. Já se disse que a música, a cor e a dança, são componentes da terapia perfeita.



Como sabemos, os nossos chakras são centros sensíveis às energias sutis e muito mais às vibrações possíveis de se medir, como as emitidas pelos sons, pelas cores, pela voz humana ou pelos sons da natureza. Predispor os chakras, com movimentos corporais (dança ou ginástica), à recepção da energia, é completamente salutar.



Assim como a emoção humana pode corresponder diretamente no desempenho de um ou mais órgãos do nosso corpo físico, a sua estimulação física e sensorial através de movimentos e ondas sonoras (e do mesmo modo de ondas cromáticas) pode corrigir ou agravar uma situação existente.



Dentre os modos capazes de harmonizar as experiências sensoriais e envolver o paciente em uma experiência que o conduza física e emocionalmente a um estado harmonioso, curado, a música e mais ainda quando associada à cor, tem se mostrado eficaz. Completa a eficácia, quando possível, os relaxamentos provocados por dança ou ginástica. O terapeuta deve conhecer os canais de intervenção no problema e predispor o paciente ao tratamento. Torna muito importante:

1.   Identificar o distúrbio – percebendo o chakra mais afetado;

2.   Predispor o paciente à terapia – buscando sua colaboração mental para a introdução das energias sem o bloqueio emocional/mental;

3.   O exercício da terapia pelo tempo ideal a que as vibrações surtam efeito;

4.   A capacidade de avaliar o resultado em comunhão com o temperamento do paciente;

5.   A repetição ou alteração da terapia de acordo com o resultado da avaliação;

6.   A reavaliação.



Tabela de Correspondência dos sons, cores e efeitos



São apresentados os sete tons da escala musical em direta relação com as sete cores do arco-íris, sua frequência em herz e seu efeito nas pessoas com entrada pelo chakra correspondente. Veja:



Si – violeta – 1.000 a 2.000 hz – Chakra Coronário vizinho da glândula Pineal:  a cor tem efeito purificador, adstringente, transmutando as energias estacionadas. Ajuda, inclusive, no combate à insônia. A nota Si, na extremidade da escala tônica, vibra o pensamento e aclara a intuição. É ótima no processo meditativo.



Lá – índigo = 300 a 1500 hz – Chakra Frontal, vizinho da glândula Pituitária: a cor é o raio da espiritualidade, da devoção, da intuição e da dedicação. Governa os nossos sentidos ampliando a compreensão, promovendo a mais profunda visão e sentimento das verdadeiras realidades da vida. O tom Lá é a nota referência de toda a escala tônica. Serve para a elevação da consciência.



Dó – vermelho – 1000 a 1200 hz - Chakra Básico – vizinho das glândulas genitais: governa a vitalidade do corpo físico, em especial a criatividade e ajuda nos processos de restauração. Espiritualmente revigora a força da vontade e a coragem, ajudando-nos a vencer o medo e a falta de confiança A nota Dó é o começo e o fim da escala tônica, cujo papel é dar a partida em tudo.



Sol – azul – 250 a 1200 hz – Chakra Laríngeo, vizinho da glândula Tireóide: é uma cor antisséptica e um som de paz. São calmantes e promovem a descontração, além de transmitirem à mente porventura estressada uma grande serenidade e paz. O harmonioso da nota Sol se relaciona com o canto que produzimos em nossas cordas vocais.



Ré – laranja – 950 a 1050 hz – Chakra Sacro, vizinho do Baço: a cor auxilia a mente a assimilar ideias novas. Por causa do sentimento de libertação das limitações induzidas pela iluminação mental, a que também se propõe o tom Ré, com muita alegria, o uso desse tratamento deve ser bastante criterioso.



Mi – amarelo – 500 a 700 hz  Chakra Plexo, vizinhos do Pâncreas: por estar diretamente relacionado com o processo digestivo tanto no estômago, como no cérebro, a cor amarela é animadora, inspiradora e estimulante da mente superior, ou seja, atua sobre a faculdade de raciocínio. A nota Mi contém os sons da natureza. Através da iluminação, cor e tom ajudam no autocontrole.



Fá – verde – 250 a 475 hz – Chakra Cardíaco, vizinho do Timo: É a cor da natureza, da força equilibradora e do progresso mental e corporal. Aumenta a harmonia dos pensamentos, acalma o sistema nervoso e trás paz aos nossos sentidos. A nota Fá é um tom intermediário da escala tônica e promove a estimulação do Timo para as funções do amor.



Obs. Não estão declaradas as freqüências dos tons musicais, porém elas pouco diferem das freqüências das cores.

 

Contribuição Fonográfica



Em abono ao trabalho de pesquisas entre a coincidência da cor e do som sobre os estados físico, emocional, psíquico, comportamental e espiritual das pessoas, o músico Rogério Cauchioli ousou gravando melodias associadas a serafins e cores e a notas musicais conjugando tempos, categorias, tons e cores, dentro da escala tônica (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si), dentro do espectro do arco íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta) e na correlação direta com os sete chakras. A obra se denomina “Música dos Anjos” vol. 2.



Características por elemento




Também os estudos xamânicos têm contribuído para iluminar as terapias que se propõem tratar do bem-estar humano através dos símbolos sagrados que reúnem cor, tom e elementos naturais, conforme as tradições e a sabedoria de que tudo emana dos Grandes Espíritos do Leste, Oeste, Sul e Norte, associados aos elementos terra, água, ar e fogo. Tudo é uma coisa só nos céus e na terra.



Fogo (Áries, Leão e Sagitário) = Vontade, idealismo, moral, vitalidade e espírito. Seres do FOGO se guiam por motivos próprios. É o elemento do sentido de individualidade e da integridade vital. O pulso rítmico tem uma função particular na música fogosa, mais do que a melodia ou a harmonia, sustentando a força de sua dinâmica interna.



Ar (Gêmeos, Libra e Aquário) = Intelecto, conceitos, ideias, comunicação e relações sociais. Seres do AR possuem mente perceptiva e compreensão abstrata dos conceitos e da harmonia subjacente à realidade. É também revelador da capacidade humana de relação entre as partes de um todo, o que inclui as relações humanas e a comunicação entre as pessoas.



Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) - Matéria, mundo físico e ação no plano concreto. O ser de TERRA quer contato com os sentidos físicos e com a realidade imediata do mundo material.



Água (Câncer, Escorpião e Peixes) - Emoção, fantasia, sensibilidade, impessoalidade e romantismo. O ser de ÁGUA busca simbolismo no universo das emoções humanas e na subjetividade imaginativa, que impele as pessoas a reagirem à sua interpretação pessoal da realidade.



BIBLIOGRAFIA:

Andrews, T. “Sons Sagrados”, SP, 1996.

Dicionário Grove de Música, Jorge Zahar Editor, RJ, 1994.

Lingerman, Hal A. “As energias curativas da música”, Cultrix, SP, 1990.

Queiroz, Gregório J. P. “O Equilíbrio do Temperamento através da Música”, Cultrix, SP, 1997.

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