sábado, 13 de agosto de 2016

1859-Um mecanismo de energia pura




Um Estudo sobre a Energética Humana

Sabemos que o corpo humano, como o de todos os seres vivos, é um sistema gerador e consumidor de energia. Uma das características mais importantes e evidentes da vida é ser um sistema anti-entrópico, ou seja, a vida tende a lutar contra a tendência da matéria em atingir um estado de estabilidade última, de repouso total e de total desestruturação, o caos. A vida, como elemento antientrópico, tende a conferir níveis crescentes de complexidade aos sistemas sobre os quais atua direta e indiretamente. Assim, contra a tendência natural da matéria em direção a uma simplicidade cada vez maior, temos a vida se organizando em níveis e estruturas cada vez mais complexos. Poderíamos dizer que a vida procura um processo de evolução de si mesma a partir do mais simples em direção ao mais complexo.

Muito do que se passa no Universo macro, meso e micro já conhecemos, por exemplo: que a Terra está na sua rota sideral a muitos milhões de anos e isso não se altera significativamente, não há entropia. Deve haver explicação para isso; que o corpo biológico humano sem repor alimentos irá definhar, morrer, mas a dimensão espiritual, que também é energia, se alimenta de algo que a faz permanecer ativa; que a contínua rotação/ translação da Terra e a eternidade da alma podem ser dois temas para nossos aplicados estudos.

Sabemos que existem quatro tipos básicos de energia, distribuídos no universo, a saber:

ENERGIAS MECÂNICAS: aquelas que são facilmente reconhecidas na maioria das máquinas e mecanismos aos quais estamos habituados. Correspondem a forma mais primitiva de energia que podemos encontrar de maneira estruturada na natureza, por exemplo: a ação dos mares erodindo as rochas dos continentes; a ação dos ventos e das chuvas desgastando as montanhas; dos rios escavando os seus leitos, etc. O homem utiliza a energia mecânica para produzir trabalho e para a sua transformação em outras formas mais sutis de energia. Em termos do ser humano, reconhecemos a energia mecânica dos movimentos musculares, a energia mecânica do coração em movimentação, a energia dos vasos sanguíneos reagindo aos pulsos emitidos pelo coração, etc.

ENERGIAS ELETRO-QUÍMICAS: que estão vinculadas aos processos de transformações químicas ou de condução elétrica e envolvem as camadas eletrônicas dos átomos de uma substância que recebe a influência de uma outra, reagindo com esta em busca de uma neutralização ou de liberação ou absorção de energia. A energia química ocorre em grande intensidade na natureza, em termos dos processos de oxidação pelo oxigênio atmosférico, das fermentações e putrefações de compostos orgânicos e, em termos vitais ou biológicos: é a base do fenômeno da vida, onde as transformações químicas predominam. Sem estas reações químicas que produzem o fenômeno do metabolismo e de vida propriamente dito, não poderíamos existir.

ENERGIAS ELETROMAGNÉTICAS E GRAVITACIONAIS: que correspondem a energia que se manifesta na forma de ondas eletromagnéticas, tais como a luz e a eletricidade, raios X, raios cósmicos, ondas de rádio e, atualmente, se supõe que também a gravidade seja de natureza eletromagnética, embora isso, ainda, esteja sendo pesquisado. Estes tipos de energias são as mais procuradas e aproveitadas pelo ser humano no sentido de sua busca de uma vida melhor e mais confortável. Até hoje, não se conhece bem a natureza intrínseca das energias eletromagnéticas, mas isto não quer dizer que não sejam usadas de maneira intensa. Tais energias são encontradas na natureza na forma dos fenômenos luminosos em geral, das radiações, dos raios cósmicos e, a nível do ser humano, na atividade do coração, músculos e, principalmente, na atividade do cérebro. Mas, há muito mais para se estudar no complexo neurológico do corpo humano.

ENERGIAS DO PLASMA: considera-se como “plasma” um gás aquecido a temperatura elevadíssima, onde ocorre uma desestruturação dos átomos do gás, gerando uma espécie de “sopa” de elétrons e prótons, que agora passam a se agitar e a interagir sem obedecer às leis que governam o mundo atômico. Esta forma de energia é a mais poderosa de todas, mas existe apenas em determinadas condições de laboratório ou no interior das estrelas, como o nosso sol. Não confundir com magma, que é também uma sopa que existe no interior dos planetas. Existem alguns pesquisadores que apresentam um modelo da consciência humana como sendo composta por outra espécie de “plasma” situado numa temperatura infinitamente mais baixa, tal como o fenômeno da supercondutibilidade, que também parece poder acontecer de modo diferente daquele a temperaturas bem mais elevadas.

Desta maneira, podemos dizer que o homem apresenta as três formas de energia possíveis de serem encontradas na natureza e, possivelmente também, a quarta forma, o plasma, na manifestação do fenômeno da consciência.

Sabemos que existem sistemas que permitem a transformação de um nível de energia em outro. Embora isto, em alguns casos, esteja ainda sendo pesquisado, como no caso do plasma, sabemos que podemos transformar a energia mecânica em eletromagnética e vice-versa, a energia química em mecânica ou vice-versa, embora, devido ao fato de que estes sistemas nem sempre apresentam grande eficiência na sua transformação, sempre ocorrerão perdas de energia num sistema que não apresenta um rendimento de 100%, (algo que é impossível na natureza), e isto acaba por inviabilizar certos mecanismos de transformação de energias.

UM ESTUDO DE ENERGIAS

Podemos considerar a Terra como uma estrutura complexa que pode ser subdividida em várias camadas, para facilitar o seu estudo. Assim podemos definir:

a) Atmosfera;
b) Crosta Terrestre;
c) Núcleo Terrestre;

Cada uma destas camadas apresenta uma distinção em termos de funções, composição e interferências que podem desencadear sobre o ser humano. Vamos estudar cada uma destas camadas procurando, sempre, identificar os elementos que podem ajudar o desenvolvimento do ser humano.

ATMOSFERA

A atmosfera corresponde a camada de gases que envolvem o planeta e que contém os gases vitais para o desenvolvimento da vida sobre o mesmo. Podemos dizer que a atmosfera se divide em duas grandes porções:

1) Porção energética: composta pela magnetosfera ou camada de ondas magnéticas que nascem pela composição do núcleo terrestre, que dá origem aos chamados “pólos magnéticos” e que viabiliza a bússola; nela também encontramos os cinturões de Radiação de Van Hallen, que tem a função de formar uma camada protetora ao redor do planeta e o proteger das radiações cósmicas, e a Ionosfera, uma camada de moléculas que podem sofrer o processo de carga energética e se “ionizarem”, funcionando como uma espécie de espelho ao redor da Terra, o que possibilita e viabiliza as comunicações à distância. A função desta “porção energética” é a de proteger o ambiente delicado do planeta contra as agressões que provêm de todo o Universo.

2) Porção gasosa: que funciona como reservatório dos gases que envolvem o planeta e é fornecedora e distribuidora do O2 para os processos vitais, além de nela acontecerem os fenômenos metereológicos. Esta atmosfera funciona como um fluído que está sujeito as interferências do próprio planeta Terra (gravitação, por exemplo), como dos demais planetas do sistema solar. As interferências que são produzidas pelo próprio planeta advêm da força da gravidade do planeta que mantém a atmosfera presa a si, sem lhe permitir que se escoe para o vácuo do espaço; além disso, ocorrem outras interferências em termos da sua composição de gases (O2, CO2, Ozônio, agentes poluentes em geral, CO, e outros gases derivados das atividades industriais, principalmente); particulados (poeiras, fumaças provenientes de grandes erupções vulcânicas, incêndios florestais e queima de lixo em grandes cidades, etc.) e radiações (rádio, televisão, ondas térmicas, ultrassom e radiações ionizantes em geral, ondas eletromagnéticas, principalmente).

As influências que provêm dos outros planetas são causadas, principalmente, pelo Sol e pela Lua. Ambos causam verdadeiras marés intensas na atmosfera gasosa enquanto que o Sol ainda interfere na porção energética da atmosfera, causando a sua ionização e deformação, gerando cargas elétricas. Sabemos que a Lua, pelo seu poder de atração gravitacional, causa uma espécie de “maré” nas camadas superiores da atmosfera, atraindo-a em sua direção, o que produz uma espécie de “onda” que tenta se aproximar da Lua, que acompanha o trajeto da Lua ao longo da rotação diária da Terra. Isto implica que, no decorrer da Lua Cheia, teremos sobre as nossas cabeças, uma coluna de ar mais espessa (cerca de 2.000 km a mais…), o que pode influenciar os processos fisiológicos do tipo: pressão arterial, função pulmonar e cardíaca, etc. Quando estamos na Lua Nova, a camada de ar por sobre nossas cabeças é mais delgada, pois a Lua está atraindo o ar no lado oposto e, portanto, ficamos mais expostos às radiações que provêm de todo o Universo.

O Sol, por sua vez, está continuamente emitindo energia ao seu redor. Esta energia compreende as formas luminosas (visíveis) e não luminosas do espectro de energias que o Sol está emitindo o tempo todo. Além disso, o Sol emite partículas altamente energéticas, gerando o chamado “vento solar”, que se espalha por todo o Sistema solar.

Este “vento solar”, ao atingir as camadas energéticas da Terra, acabam por deformá-las e produzem o efeito de uma “cabeleira” e, ao mesmo tempo, gerando descargas energéticas nos cinturões de radiação Van Hallen e na Ionosfera, criando as Auroras Boreais, que podem interferir nas comunicações de todo o planeta, transmissões de televisão e de satélites, ao mesmo tempo gerando grande quantidade de íons na atmosfera superior. Tal fenômeno é mais intenso nos períodos de grandes atividades das manchas solares, que se alternam a cada 11 anos em média com períodos de acalmia desta atividade. O ano de 1.989 será o “pico de atividade das manchas solares”, daí as grandes variações no clima ao redor do mundo. Tudo isto demonstra que as radiações do sol atingem as camadas da atmosfera da Terra e, em certas condições, podem afetar a vida na sua superfície.

Assim, a atmosfera funciona como a camada gasosa mais externa da Terra, que a protege em parte das interferências energéticas dos planetas e do Sol, além das partículas dos raios cósmicos e outros que provêm do restante do Universo. Porém, para as partículas mais energéticas, ela não tem a capacidade de proteção, como por exemplo, certos raios cósmicos que a atravessam como se ela não existisse e nos bombardeiam continuamente.

Além disso, podemos notar que a atmosfera ao ser aquecida pelo sol, gera uma série de movimentos na forma de deslocamentos de massas de ar, seja de cima para baixo ou vice-versa, ou para os lados, produzindo aquilo que, somado ao movimento de rotação da terra, chamamos de clima. Este movimento de ar gera um mecanismo de reciclagem das moléculas de ar próximas da superfície da Terra por outras moléculas que, vindo das camadas mais altas, sofreram um intenso bombardeamento pelas radiações cósmicas e do Sol e, assim, estão mais “carregadas” energeticamente do que as moléculas das camadas mais inferiores da atmosfera. Em condições especiais, estas moléculas são capazes de “descarregarem” a sua energia de forma controlada e benéfica, podendo, então, serrem utilizadas pelos seres vivos em geral. Isto, porém, exige com que certas condições especiais existam, já que, por estarem carregadas de uma dose “extra” de energia, estas moléculas descarregam com muita facilidade, seja transferindo a sua energia para um organismo vivo ou no meio ambiente, através de processos de ionização com a produção de íons positivos, principalmente. O fator preponderante que influencia esta troca em termos de benefício ou não é a presença ou não de agentes poluentes.

Podemos definir que um “ar puro” é aquele que mais se aproxima da composição original dos gases que existiam na atmosfera do planeta antes que se iniciasse o processo de industrialização irresponsável crescente, que caracteriza nosso presente momento. Nesta “atmosfera original”, os gases e as moléculas em suspensão estão em equilíbrio energético e, portanto, as moléculas gasosas carregadas de energia não encontram facilidade em transferirem a sua energia em excesso para qualquer elemento com que entrem em contato. Porém, num ambiente poluído, contendo um conjunto de moléculas complexas e, provavelmente em desequilíbrio energético, tais moléculas gasosas energetizadas são rapidamente consumidas e não chegam a atingir os seres vivos, onde poderiam vir a ajudar em determinados processos energéticos.

Os antigos chineses e hindus, conheciam intuitivamente este processo e denominavam a estas correntes de moléculas carregadas beneficamente de energias de “chi” ou de “prâna”, respectivamente. Ao longo do tempo, eles vieram a desenvolver um conjunto de técnicas respiratórias para que este “prâna” viesse a ser aproveitado. Estas técnicas respiratórias se basearam nos seguintes fatos:

– As trocas energéticas feitas a nível dos pulmões, ocorrem quando existe um contato amplo entre a molécula energizada (no caso, o O2, o CO2, o N2, o H2 e talvez alguns gases “nobres”), com os glóbulos do sangue, mas isto depois da ocorrência do fenômeno de troca gasosa a nível dos pulmões, quando então a molécula de hemoglobina, ao reagir com o O2, faz com que o diferencial de energia seja o suficiente para que haja uma absorção da energia presente nas moléculas do ar dentro dos pulmões. Isto implica que, de início, devemos ter uma boa técnica respiratória e, também, ajuda a compreender o porquê da importância atribuída às “pausas” entre um movimento respiratório e o outro (Khumbaka) e os exercícios de contagem respiratória do “21” dos Sufis Naqshaband, por exemplo, pois estes períodos em que as trocas gasosas estão temporariamente suspensas, aumentariam a possibilidade das trocas energéticas que ocorrem num nível mais sutil. Igualmente, isto explicaria a utilização universal dos incensos e aromatizantes de ambiente, que ajudariam a “equilibrar” as moléculas do ar ambiente, além do seu efeito psicológico.

– Devido a pequena concentração das moléculas energetizadas no ar ambiente, torna-se imprescindível ampliar a eficiência funcional dos pulmões, como aumento da sua expansibilidade e das áreas funcionais deste, através de reeducação da mecânica respiratória.

– Que os exercícios de captação da energia “prânica” devem ser feitos longe de locais poluídos, onde o esforço colocado valha a pena em termos da quantidade de energia captada. A melhor forma de realizar estes exercícios é de fazê-los em ambientes naturais amplos, onde a presença dos quatro elementos – Terra, Água, Ar e Fogo -, estejam presentes e em interação (por exemplo: uma cachoeira, a beira mar, as margens de um rio, ou, então, após uma tempestade).

– Deve-se evitar a presença de qualquer tipo de radiações ionizantes (natural = provenientes de depósitos radioativos naturais ou artificiais = aparelhos de alta voltagem), próximos dos locais onde se pretende desenvolver o processo de captação prânica. O mesmo pode ser dito para ambientes fechados, principalmente aqueles revestidos de produtos sintéticos, como carpetes, revestimentos de paredes e tetos, acrílicos, já que estes materiais tendem a acumularem eletrostáticas altíssimas.

A absorção destas moléculas de alta energia irá introduzir modificações no metabolismo do organismo e, com o tempo, fará com que certos fenômenos sofram modificações, tais como o envelhecimento, que diminui de intensidade, pelo aumento da capacidade orgânica de eliminação dos radicais livres e pela estabilização de certos processos catabólicos celulares e ativando certos processos cerebrais e hormonais. Com isto, temos, ao longo do tempo, uma modificação sutil e definitiva do organismo. Na realidade, estamos incorporando o Universo dentro de nós mesmos. A isto se dá o nome de produção de substâncias sutis, dentro da terminologia esotérica, principalmente dentro da alquimia.

Dentro do conjunto das técnicas respiratórias, que tentam fazer com que o indivíduo passe a absorver e a acumular este tipo de energia “prânica”, podemos notar que elas representam algumas características em comum:

– Elas envolvem uma concentração da atenção sobre a mecânica respiratória. Assim, o indivíduo, de início, aprende a respirar de forma mais eficiente: a maioria das pessoas, principalmente as mulheres, apresentam uma respiração eminentemente torácica, ou seja, a partir da distensão da caixa torácica. Porém, o músculo importante da respiração é o diafragma, que é um músculo interno que se situa na passagem do tórax para o abdome. Assim, o diafragma, geralmente, apresenta um baixo rendimento na sua participação dentro da mecânica respiratória. A reeducação desta mecânica, com o aprendizado da respiração abdominal, permite com que a função respiratória melhore em até 40% de sua eficiência.

– Elas envolvem um tipo de sensibilização sobre a mecânica respiratória, na medida em que a atenção do indivíduo é levada a se concentrar na sensação de estar respirando.

Sabe-se que, quando a função da atenção cerebral se concentra em alguma região do corpo, ocorre um mecanismo reflexo involuntário de vasodilatação, ou seja, aumento do fluxo de sangue na região onde a atenção está concentrada. Assim, ao ser solicitado a concentrar a sua atenção na sensação de estar respirando, o indivíduo, automaticamente, aumenta a quantidade de sangue que atravessa os pulmões e, assim, as trocas gasosas entre o ar respirado e o sangue, podem tornar-se mais eficientes. Se aliarmos a isto a melhoria da mecânica de absorção de ar e de prâna, pode-se, então, compreender o porquê da ênfase dada nestes aspectos.

O desenvolvimento das capacidades de captação prânica é feito através de exercícios de controle de respiração. Dentro desta perspectiva, o ar, com o seu conteúdo de gases e de prâna, é colocado em contato com o sangue nos pulmões, através de um processo de respiração melhorada mecanicamente e sensibilizada. Assim as trocas gasosas podem acontecer de forma muito mais eficiente, do que normalmente poderia acontecer.

Durante e após a ocorrência das trocas gasosas, pode ocorrer, também, a absorção do “prâna”. Para que isto possa acontecer, devem existir algumas condições básicas para que esta absorção possa ser efetuada em quantidade e qualidade suficientes, para que este “prâna” possa atuar no nosso organismo de forma benéfica.

Sabemos que o “prâna” corresponde ao processo de energização dos átomos dos gases da atmosfera superior, por efeito das radiações que atingem o planeta Terra, radiações estas provindas das mais variadas fontes. Esta energia pode ser acumulada de duas maneiras:

– Através de um processo de ionização, onde a molécula poderá ter a sua carga energética amplificada a nível de uma interferência na sua camada quântica, quando esta se choca com uma partícula altamente energizada, ocorrendo uma transferência de energia. Isto pode acontecer com os gases atmosféricos, embora numa pequena percentagem (ao redor de 20%), sendo que a maior parte destas ionizações se descarrega espontaneamente nas camadas superiores da atmosfera. As demais moléculas ionizadas, que não foram descarregadas, são carregadas pelas correntes e deslocamentos de ar da atmosfera até a superfície da Terra. No seu trajeto, poderão colidir com outras moléculas e perderem total ou parcialmente a sua carga de energia extra. Quanto mais “puro” estiver o ar, ou seja, isento de partículas poluentes carregadas de energias de polaridade diferente, menor será a chance destas partículas ionizadas se chocarem entre si, já que o fenômeno eletrostático da repulsão entre cargas elétricas de mesmo sinal as afastariam deste contato, dificultando as colisões. Já em ambientes poluídos, onde podemos encontrar diferentes tipos de moléculas carregadas de todas as maneiras possíveis, o ar pode se tornar significativamente “pobre” deste tipo de moléculas ionizadas. Tal processo de formação de moléculas ionizadas, ocorre com todos os gases com maior ou menor intensidade, principalmente com o Nitrogênio Atmosférico e com o Oxigênio Atmosférico (N2 e O2).

– Uma outra forma em que pode ocorrer a energização das moléculas do ar atmosférico é através de deformações induzidas na molécula, quando esta colide com uma partícula energeticamente carregada nas camadas superiores da atmosfera. Neste caso, a energia não irá afetar as camadas quânticas dos átomos da molécula, mas sim o arranjo que mantém entre si, e a energia extra fica armazenada ali, até que possa ser transferida para outra molécula, seja por uma nova colisão, ou por contato de molécula a molécula, tal como uma espécie de “mola” armada a espera de ser libertada. Isto acontece, principalmente, com o Hidrogênio e o Gás Carbônico e, em menor proporção, com a Água (H2, CO2 e H2O). Assim, ao analisarmos o ar que respiramos, podemos considerar que podemos encontrar:

– Um conjunto de gases em estado energético neutro, ou seja, que não apresentam cargas energéticas a serem transferidas e que compõem cerca de 85% do ar que normalmente respiramos em um ambiente saudável;

– Um conjunto de gases energizados na forma de moléculas ionizadas, que transferem a sua carga através de uma cadeia de colisões e que correspondem a, aproximadamente, 7,0% do restante do volume do ar saudável;

– Uma certa quantidade de gases energizados na forma de moléculas distorcidas na sua conformação intramolecular e que transferem esta energia, principalmente, por contato. Constituem os 7,0% restantes do volume de ar que supostamente é “saudável”.

– O 1,0% restante é composto pelos gases nobres (Hélio, Neônio, Kriptônio, Argônio, Radônio, etc), que parecem funcionar como elementos de estabilização nos processos de troca energética dentro do organismo dos seres vivos.

Dada a pequena percentagem dos gases “energeticamente” carregados é que podemos compreender a ênfase que é dada sobre a importância de respirarmos um “ar saudável”. Podemos definir como “ar saudável aquela composição de gases atmosféricos que, além de manter as proporções corretas dos gases na sua composição, ainda apresenta uma proporção eficiente de “moléculas energizadas” capazes de transferirem a sua energia de forma produtiva e benéfica para um organismo vivo. Daí podemos depreender três fatos:

– Os ambientes “artificiais”, como os grandes centros urbanos, onde a poluição atmosférica é um fato, não podem ser considerados como cheios de um “ar saudável”;

– Que os processos de climatização e condicionamento do ar não resolvem o problema energético, senão o pioram, já que tendem a introduzirem nele moléculas ionizadas positivamente, que apresentam notável efeito deletério para o organismo, física e psicologicamente, ou então ao reduzirem drasticamente os seus teores de umidade;

– Que urge com que ocasionalmente venhamos a fugir destes ambientes deletérios para que possamos, em contato com os ambientes naturais (praias, florestas, rios, lagos, cascatas, etc.), reciclar nossas carências energéticas e revitalizarmos alguns processos extremamente sutis e importantes dentro da nossa fisiologia energética, assunto de que trataremos adiante.

Uma alternativa que está se delineando é a utilização de plantas formando conjuntos equilibrados, que tanto absorvam os agentes negativos como liberem agentes positivos na atmosfera do trabalho, ou do lar. Uma outra alternativa é o uso dos “ionizadores de ar”. Tais ionizadores podem ser adquiridos com a Indústria Luciano de Ionizadores de Ar …

Porém torna-se necessário analisarmos o processo de transferência desta energia prânica no interior do organismo humano, tendo em vista a extrema importância que tal processo detém no mecanismo de geração das ditas “energias biológicas ou espirituais”.

Podemos definir que a possível evolução do homem depende mais destes elementos prânicos e de sua capacidade de corretamente transformá-los em energias de nível superior, para a ativação de potencialidades latentes no seu organismo, tais como a intuição, criatividade, real emocionalidade e real visão cósmica, todos estes, e outros elementos que são reconhecidamente indicativos de um ser humano evoluído e em processo de “desenvolvimento espiritual”.

Para que tal “desenvolvimento” ocorra, devem existir condições básicas e indispensáveis para que tais mecanismos se ativem de forma produtiva e benéfica para o ser humano. Uma das condições fundamentais é a presença de um determinado tipo de energia de qualidade que é produzida no corpo do ser humano a partir da energia prânica captada de forma eficiente durante o processo de respiração.

A razão de que se deve procurar absorção de um ar rico em elementos prânicos é a de que estes elementos se transmitem às moléculas orgânicas com maior facilidade e permanecem ligados a estas moléculas por um período de tempo muito maior. Além disso, a complexidade das moléculas orgânicas funciona como elemento estabilizador do processo de trocas energéticas entre o prâna captado e aquele que será utilizado para a ativação energética de sistemas orgânicos.

Desta forma, podemos dizer que ao respirarmos uma certa quantidade de ar contendo prâna, estamos POTENCIALMENTE colocando à disposição do nosso corpo uma nova forma de energia mais sutil que se acrescenta às energias que já são normalmente produzidas pelo nosso corpo. Porém esta energia extra não foi prevista em termos evolutivos para ser ativamente consumida pelo nosso organismo e nele vir a desempenhar funções de ativação de capacidades superiores da consciência. Para que tais funções venham a ser ativadas e a funcionar de forma produtiva, temos de nos dar ao trabalho de adquirir a energia prânica em qualidade e quantidade suficientes e, geralmente, essa quantidade e qualidade devem ser substancialmente grandes, por longos períodos de tempo, já que não temos sistemas capazes de armazená-la de forma eficiente ou com a sensibilidade suficiente para se ativarem com pequenas porções desta (urge desenvolvê-los). Caso venhamos a obter quantidades insuficientes desta energia e em qualidade inferior, não estaremos realizando NADA, já que o princípio do “tudo ou nada” (*) funciona também neste caso.

Iremos discutir a seguir como é que se efetuam as trocas energéticas prânicas no interior do nosso corpo e de que maneira tais energias podem ser utilizadas para a produção de energias e substâncias progressivamente mais sutis, destinadas a ativação e consumo de estruturas de consciência e capacidades cerebrais de ordem superior.(**).

(*) O princípio do tudo ou nada é um dos elementos que define os mecanismos de troca de forças ou energias. Ele implica que as trocas efetuadas entre sistemas sempre são feitas a partir de níveis bem definidos, sem que ocorram um “continuum”, ou seja, uma sequência contínua de trocas em todos os níveis. Na realidade, as trocas só poderiam ocorrer em determinados patamares que definem oportunidades onde tais trocas podem acontecer. Entre um patamar e outro não seria possível efetuar-se alguma troca. Além disso, esta “troca” teria, também, uma quantidade mínima de energia para que ela viesse a acontecer, sendo que uma quantidade menor, ou ligeiramente maior, impediria a troca num determinado nível. Portanto o princípio nos define uma situação onde um fenômeno ocorre ou não ocorre, na dependência da existência ou não da quantidade correta de energia e na qualidade correta. Um exemplo bastante típico desta situação acontece dentro da física quântica e igualmente, nos mecanismos fisiológicos do funcionamento do coração e de outros órgãos.

(**) Cumpre aqui notar que o termo “prâna” é usado no presente trabalho para definir aquela segunda categoria de alimento que Gurdjieff associava ao ar respirado. A primeira categoria seria o alimento e a terceira seriam as “impressões” captadas pela nossa consciência. Tais elementos serão estudados de forma mais completa nos capítulos seguintes deste trabalho.

A MECÂNICA DA RESPIRAÇÃO

Para que possamos compreender o que acontece com as moléculas “energéticas” que introduzimos dentro do nosso organismo, temos de verificar como é que o nosso organismo delas se aproveita, de que modo ele as absorve e os processos pelos quais isto pode ser simplificado ou melhorado. Em seguida poderemos analisar os efeitos que tais moléculas poderão vir a desencadear no interior do organismo.

O método pelo qual podemos melhorar e aumentar a capacidade de absorção destas moléculas energizadas que existem em certa concentração no ar que respiramos não é algo novo, pelo contrário, é milenarmente conhecido, mas sobre outras denominações, sendo que o nome de “pranayama” é o mais conhecido.

Os hindus conheciam milenarmente as técnicas pelas quais o organismo consegue aumentar a sua capacidade de captação destas energias sutis contidas no ar atmosférico e, com isso conseguiam diminuir em muito as suas necessidades de consumo de fontes de energia de menor qualidade. Isto permitiu com que “milagres” fossem possíveis, tais como jejuns prolongados associados com feitos de grandes esforços realizados por períodos longos de duração. Assim como tornou possível com que certos indivíduos viessem a poder se alimentar de substâncias que normalmente não são vistas como fontes de nutrição. Conhece-se o caso de vários iogues capazes de se manterem saudáveis com uma dieta baseada em ENXOFRE.

Igualmente, os chineses e dentre eles, principalmente os taoístas, conheciam a existência de uma energia sutil permeando o ar atmosférico e que denominavam de “CHI” e, ao longo do tempo, verificaram que existia um mecanismo fundamental que permitia com  que esta energia pudesse ser recolhida, concentrada e direcionada dentro do organismo e, tal mecanismo era constituído, principalmente, da relação entre as técnicas respiratórias e a capacidade de concentração da atenção, uma capacidade que era desenvolvida após longos exercícios de meditação e contemplação desenvolvido pelos diferentes grupos taoístas chineses.

Dentro das técnicas de “Pranayana” podemos encontrar um conjunto de termos técnicos que nos permitem analisar o processo pelo qual as energias sutis ou prânicas são captadas e absorvidas pelo organismo. Para podermos compreender melhor a sua importância e, ao mesmo tempo, conferirmos um certo fundamento científico ao processo, iremos estudar com maior detalhamento cada uma das fases do “Pranayana”, dentro da definição clássica hindu e os elementos científicos modernos que parecem justificar a sua concepção.

Instituto Nokhooja

Tudo faz parte de um ciclo. Esse ciclo pode ser grande ou pequeno: pode levar uma quantidade imensa de anos terrestres, ou até várias Eras, para se terminar um ciclo, dependendo de que ciclo estamos nos referindo. Há os ciclos terrestres, solares, zodiacais, galáticos… assim como há também os ciclos celulares, os ciclos atômicos… e os ciclos de vida e morte, o ciclo da água, e assim por diante.


Ouroboros
Tudo tem um princípio, e esse princípio é o começo de um círculo. Uma volta, e o círculo se fecha, voltando a seu início (ou chegando ao “fim”). Dessa forma tudo se renova e, ironicamente, se mantém. Ironicamente? Sim… costumamos pensar no conceito de “manter-se” como algo estático, mas nesse caso, é dinâmico; como exemplo para ilustrar, a bailarina se mantém em movimento, girando em torno de seu eixo, porém, mantém-se equilibrada.

Ouroboros interpretado como fases da manifestação criativa.

O Universo é perfeitamente otimizado, pois “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Pode-se completar essa célebre frase dizendo “…, tudo volta ao ponto onde se iniciou, tudo é cíclico”, tal qual o Ouroboros dos alquimistas.

Pensar ciclicamente é um dos primeiros passos para se ponderar o que é realmente importante e para se conectar à Natureza Essencial de todas as Coisas. Há diversas interpretações para o símbolo cíclico do Ouroboros, então, numa interpretação livre, pode ser considerado como sendo os seguintes passos sequenciais:

1) Individualizar-se do Todo
2) Transformar-se através da aprendizagem/absorção
3) Transformar-se através da meditação/liberação
4) Unir-se ao Todo

Acho que podemos aplicar esse conhecimento Hermético acerca do Universo para uma melhoria na forma como vivemos em sociedade. O grande problema está em despertar as pessoas para essa sabedoria antiga. Tirá-las de sua letargia, de sua paixão por coisas supérfluas, temporárias e degradantes. Talvez tenhamos de começar de um nível mais básico, para dai passar a aplicar todo esse conhecimento.

Mesmo assim, gostaria de compartilhar uma pequena inspiração que tive, acerca os Ciclos Naturais e os Processos Industriais.

Os Processos Industriais

As tentativas do homem em manipular e modificar as coisas para moldar o que o cerca em algo que torne sua vida mais confortável, mais tranquila e mais feliz o faz embarcar em empreendimentos pioneiros de criação de produtos cada vez mais elaborados…

Embora pareça louvável tornar nossas vidas mais confortáveis e menos estressantes ou cansativas, há um fato importante que deve ser trazido à luz.

Na Física, aprendemos que para se sair de um ponto, gasta-se energia. Sempre haverá esse gasto de energia, para se distanciar do ponto zero; para voltar a esse ponto, haverá um gasto de energia igual ao caminho de ida. Ou, se a energia inicial foi armazenada de forma potencial (uma mola, ou um elástico, ou um ímã, ou uma bateria elétrica), bastaria liberar essa energia, que o retorno aconteceria automaticamente.

Quando o homem faz um esforço para criar ou modificar algo, ele usa energia, seja do ambiente ou de si mesmo. Ele não percebe que, cedo ou tarde, essa energia deverá obrigatoriamente retornar à fonte da qual ela se originou. Isso é inevitável.

Ao modificar o ambiente, o ser humano cria um vácuo. Ele retira matéria prima de diversos lugares, transforma-a com energia, e usa esse produto de suas ideias para melhorar sua qualidade de vida (ou assim se acredita).

Os Ciclos Naturais

Ora, se a Natureza é tão “sábia” a ponto de se estruturar tão equilibrada e organizadamente, visando ao uso apropriado de energia (utilizando quantidades exatas a seus processos, sem desperdício nem escassez) e ao retorno a seus estados iniciais naturais, pode-se deduzir que até mesmo os processos artificiais criados pelo ser humano estão dentro dos ciclos naturais, obviamente, pois o ser humano e todos os elementos de que ele se utiliza para criação faz parte da Natureza.

Porém, como esses processos não foram criados visando a melhor utilização energética e cíclica, eles tendem a levar muito mais tempo para se completar (ou retornar a seu ponto inicial no ciclo). Será que poderíamos dar uma mãozinha aos ciclos naturais, ajudando-os a se decomporem em suas matérias primordiais? Sim.

Mas qual a real vantagem nisso? Colocando um pouco de lado os discursos do Greenpeace, de preservação das espécies e do meio ambiente, os quais possuem seu mérito e importância, há uma outra razão tão importante quanto: quando algo demora mais para se decompor em seus componentes primordiais, esse algo leva muito mais tempo para ser reutilizado, ou seja, o vácuo primordial mencionado acima permanece por mais tempo do que o necessário.

Quanto mais os produtos industrializados demoram para ser reutilizados, mais há escassez da matéria prima utilizada em sua criação, afinal de contas, eles estão simplesmente se decompondo natural e demoradamente por processos naturais, quando poderiam ser decompostos mais rapidamente e reutilizados por todos em suas atividades cotidianas.

Essa é apenas uma pequena ideia perante uma grande quantidade de melhorias que pode ser feita em todas as áreas possíveis. Com melhores processos, teremos mais abundância em nossas vidas. Haverá menos razões para competição e mais para cooperação, pois haverá menos desperdício de trabalho, de energia e de matéria prima.

A Solução (?)

De que forma poderíamos contribuir com os ciclos naturais, dessa forma gerando economia de energia e matéria-prima, e ocorrendo mais rotatividade de produtos?

É difícil vislumbrar possíveis soluções para algo tão grandioso como esse aspecto cultural da atual sociedade. Eu não sou especialista em processos industriais, mas posso deduzir que processos que:

– gastem menos energia
– utilizem matéria prima não-processada ou de fácil decomposição natural (biodegradável)
– reutilizem restos de processamento industrial para criar outros produtos
– diversifiquem a cultura da matéria-prima, seja ela qual for (rotatividade de culturas agropecuárias, por exemplo)

…sejam bons pontos iniciais para se ter uma real mudança no cenário dos ciclos industriais e no impacto gerado por eles.

Embora muitas dessas “boas práticas” já sejam velhas conhecidas, não se vê uma real mudança na cultura industrial em direção a elas. O problema, ao meu ver, parece estar em outra áreas, tão polêmicas e conturbadas quanto a que foi discutida aqui.

Um exemplo bastante simples, porém, de grande ajuda é o da utilização de sacolas de supermercado biodegradáveis ao invés de sacolas plásticas. Essa é uma medida que já está sendo difundida, embora não se saiba da porcentagem de adesão da população.

Rever a forma que criamos, consumimos e devolvemos à Terra os resultados processados desse consumo é uma das prioridades para que tenhamos uma vida mais abundante, mais completa, mais saudável e mais despreocupada com o que possa acontecer aos nossos descendentes e ao nosso lar terrestre.

Em postagens próximas voltaremos ao assunto das energias com o intuito de aprofundar e compreender.


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