segunda-feira, 7 de novembro de 2016

1863-Nossas relações com os deuses


Humanos, deuses e semideuses

Introdução

O ser humano sempre olhou para os céus na esperança de descobrir e compreender o sentido da vida. Por não poder compreender certos fenômenos percebidos, como os raios, a chuva, os ventos, as estrelas, o Sol, a Lua, o homem acendia fogueiras, na tentativa de agradar ao deus desconhecido. E percebia que a fumaça subia e que isso correspondia ao anseio de agradar, pois a fumaça ia na direção dos céus.

Mais tarde, os totens apontavam para os céus. A mesma coisa ocorreu com as torres dos templos. A nossa cultura se consolidou no conceito de que Deus está nos céus.

Mas, uma coisa, no entanto, foi ficando sem explicação: haviam deuses e humanos, haviam animais que se moviam, havia natureza imóvel e natureza em movimento e de onde e por que surgiram os semideuses?

Vamos aos estudos desse tema. 

Quem são os semideuses?

(Colaborou neste artigo, Raja-vidya Dasa)

As escrituras Védicas, por obra de uma civilização indiana que existiu entre o segundo e o primeiro milênio antes de Cristo, representam uma concepção consistentemente pessoal do mundo. Em outras palavras, elas assumem que todos os eventos dentro do cosmos, todos os fenômenos naturais, todas as obras dos elementos e dos planetas, bem como todas as atividades dos seres humanos, estão sendo causadas ou supervisionadas por seres super-humanos inteligentes específicos, aquilo que nós outros poderíamos atribuir como qualidades dos anjos e arcanjos.

Em sânscrito, esses seres são chamados "devas", e a tradução mais apropriada para o português desse termo seria "semideuses". O dever dos semideuses é encarregar-se de uma porção da administração do Universo e assegurar que tudo dentro da manifestação cósmica funcione perfeitamente. Eles são os responsáveis por manter a lei e a ordem dentro do Universo, como auxiliares do Grande Deus. Outro de seus deveres é organizar as reações kármicas individuais e coletivas dos humanos, isto é, sua felicidade e sofrimento de acordo com suas próprias ações anteriores. (A ciência astrológica estuda essas reações como elas são representadas pelas constelações planetárias no momento do nascimento de cada um de nós).

A esse respeito, a Visão Védica de mundo corresponde à das culturas avançadas dos antigos Egípcios, Gregos, ou Romanos, bem como às das religiões naturais dos Índios de pele vermelha, os Africanos ou os Aborígines Australianos. A maioria das tradições pré-Cristãs aceita o conceito de assistentes administrativos do Senhor Deus gerenciando os assuntos do Universo.

Alguns exemplos de diferentes semideuses famosos são os seguintes: Brahma é o criador do Universo, primeiro ser criado e maior de todos; Shiva é o destruidor do universo; Indra é o rei dos planetas celestiais e o controlador do clima; Vayu é o semideus encarregado do ar e dos ventos; Candra é o controlador da Lua e da vegetação; Agni é o deus do fogo; Varuna é o senhor dos oceanos e mares; Yamaraja é o deus da morte; e por aí vai. Há milhares de semideuses que estão controlando todas as diferentes atividades dos corpos das entidades vivas e o funcionamento dos elementos.

Os semideuses da Umbanda

Lemos em Roger Feraud (Umbanda, essa desconhecida), que a Umbanda, diferentemente do que se pensa ser ela uma manifestação religiosa nascida no Brasil, repito, lemos que ela vem dos tempos imemoriais desde Atlântida e que, por isso mesmo, ela é uma das religiões mais antigas dos homens.

A Umbanda reverencia Oxalá na figura do deus principal e tem nos orixás masculinos e femininos o que poderíamos chamar de semideuses. E ali também os orixás são especialistas em assuntos como os ventos e raios, as águas, a guerra, a morte, as florestas, etc.

Tanto quanto os santos os são para a igreja romana, os orixás não podem ser tomados como membros de uma constelação de deuses e nem como uma concepção politeísta, como tal. A Sagrada Família que a igreja romana nos apresenta como Pai, Filho e Espírito Santo mesmo sendo politeísta é dito que não é. Logo, o Filho e o Espírito Santo estariam abaixo de Deus. Não sendo Deus, são, provavelmente, semideuses.

Um único Deus com várias caras

Mesmo havendo um festival de deuses, ninguém pode sustentar que as escrituras Védicas contêm uma concepção politeísta ou panteísta no sentido usual desses termos. No final das contas, as escrituras Védicas representam uma concepção de Deus puramente monoteísta. Elas claramente estabelecem que acima de todas as diferentes variedades de semideuses, há apenas um Deus supremo que é o criador e mantenedor não apenas dos humanos, mas também dos semideuses e do cosmos inteiro. Este único e supremo Deus é Krishna, certamente descrito e adorado não apenas pela religião Védica ou Hindu, mas por todos os sistemas religiosos autenticamente monoteístas do mundo, diferenciando apenas os seus nomes. Mesmo em Sânscrito, Ele tem ilimitados nomes que descrevem suas incontáveis qualidades e passatempos. Os nomes Sânscritos mais populares de Deus são Krishna, Rama, Hari, Narayana ou Vishnu. Todos eles referem-se à mesma Suprema Personalidade.

É importante entender que Deus não é Hindu ou Cristão, ou Moslem ou Judeu. Deus não é limitado e não está preso a nenhuma tradição religiosa. Deus é Deus, e os variados sistemas de crenças são diferentes formas de entrar em contato com esse Autor Único da Vida. Elas podem diferir em sua abordagem e em sua compreensão da realidade; elas podem também diferir em seus métodos práticos, rituais, regras e regulações; mas na verdade elas pretendem conectar o homem com Deus; e esse Deus é um para todas os sistemas religiosos genuínos.

É um fato que em diferentes tradições religiosas, Deus é chamado por diferentes nomes (como Yahweh, Allah, Jehovah, Adonai, etc.), e Ele é compreendido e adorado em muitos aspectos diferentes. Mas isso não significa que Ele é inconsistente ou que os vários sistemas de crença contradizem ou excluem uns aos outros. Na verdade, esses fatos não são nada exceto a evidência da diversidade e grandiosidade ilimitada de Deus.

Outras visões para os semideuses

Como mencionado anteriormente, as escrituras sagradas de muitas correntes de fé descrevem deidades, suas respectivas consortes e seus veículos pessoais, mas também descrevem um grande número de várias outras personalidades que são responsáveis pela administração universal. Eles são chamados semideuses, e eles vivem em sistemas planetários acima da Terra (os chamados "planetas ou planos celestiais"). Todos eles são tidos como servos do Deus Maior e em Seu nome executam tarefas gerenciais pelo bem-estar dos seres vivos do universo e também quanto à natureza imóvel e em movimento.

Quanto aos planetas ou planos celestiais, nem sempre eles são dados como habitados apenas por deidades, o que pressupõe espíritos. Em algumas correntes de fé outros planetas ou planos além da Terra são ou podem ser habitados por seres humanos de carne e osso iguais a nós, mais inteligentes e menos inteligentes que nós.

E então já se pode falar dos extraterrestres que desde muitos milênios podem ter estado na Terra e por várias razões.

Eles terão vindo até aqui para buscar determinados materiais inexistentes em seus planetas e indispensáveis à vida de lá e por qualquer outro motivo, até mesmo para impulsionar nossa evolução. Aqui eles podem ter mantido relações sexuais com humanos terráqueos e podem ter gerado seres que entre nós também poderiam ser chamados de semideuses; isto é, filhos dos deuses com os humanos. Entenda-se agora que os seres vindos dos céus podem ser reconhecidos como deuses.

Um elo perdido para o homo erectus

Uma explicação espiritual para a escravidão repousa no fato de que o Deus Supremo se vale dos semideuses para realizar sua obra e que, por isso, e por extensão, os humanos também estariam autorizados a se valerem dos animais, dos empregados e de escravos para realizar sua obra. Dentro de uma colmeia podemos encontrar esta mesma hierarquia entre as abelhas.

O que se lê em Zacharias Sitchin (Havia Gigantes na Terra) teriam estado na África, há meio milhão de anos, uma civilização provinda da Constelação de Syrius para buscar ouro, um metal nobre inexistente em seu planeta e de cunho estratégico. E o penoso serviço de retirar a lavra de dentro da mina os fez pensarem na realização de uma mutação genética nos abundantes chimpanzés, que não serviam para nada, mas estavam na natureza. Fizeram a experiência. Obtiveram um ser intermediário entre o chimpanzé e o homem, algo assim como já fizemos com o peru, com o chester, com os suínos tipo carne e com a mula, um animal que, por sinal, também foi usado no Brasil para retirar lavra do interior das minas.

A presença de “gigantes” na Terra tem uma referência em Gênese 6; 4. Em algumas edições da Bíblia consta como “nefilins” e ali mesmo na Bíblia está descrito que estes gigantes ou nifilins procriaram filhos com os habitantes da Terra:

“Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos” Gen 6;4.

Seriam esses homens famosos, os semideuses? Muito possivelmente.

Posteriormente, essas criaturas, ao se reproduzirem entre si deram início à espécie humana e, neste caso, representam o elo perdido que a paleontologia científica não está encontrando para explicar a mutação havida em alguns chipanzés, visto que os chipanzés continuaram chipanzés enquanto seus descendentes povoaram a Terra como seres humanos.

Visto assim, esses filhos de seres vindos dos céus, como deuses, gerados em suas relações com as mulheres existentes na Terra, teriam tudo para serem interpretados como os semideuses. Isso mesmo.


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